Delirious
24 24. Aceita que dói menos
Notas iniciais
Capítulo 24. Aceita que dói menos.
Narrado por Natan:
Depois de muito pensar... Decidi e farei do jeito que vocês querem, vamos dar um desfecho decente (ou não) para esta porcaria que chamam de história.
Aposto que nesse exato momento estão rindo por me verem aqui, né? Estão felizes?
Sim, eu sei que estão, pois sou o grande ídolo de vocês, vocês me idolatram, me amam infinitamente! E eu aprecio muito isso, quase me sinto DEUS!! Não, não estou rindo e sabem por quê? Porque eu não acho graça rir da própria desgraça.
Nesse momento eu estou no meu quarto trancado, deitado e tampado até o último fio de cabelo, me sentindo um miserável, um nada, um cocô, uma bosta de cavalo, um papel higiênico usado e descartado no lixo no meio de um monte de papel higiênicos cagados. Ok, pausa para respirar!
Sim é assim mesmo que me sinto. Pois além de ter sido rejeitado pela garota dos meus sonhos nada castos, fui trocado pela minha irmã lésbica. Acreditam? Um absurdo sem tamanho!
Então... Aquela vaca tetuda e sem vergonha é melhor que eu?
— Rato!! — agora esta mesma vaca tetuda e traída da minha irmã, está atrás da minha porta me chamando há horas.
E eu? Eu apenas finjo que não é comigo. Não quero atendê-la e nem vou, por mim ela e aquela... M-Marcela dos infernos podem morrer. Estou simplesmente cagando pra elas.
— Rato, vamos abra a porta. — ela continua insistindo. — Por favor.
— Vai embora!! — enfim uma resposta minha depois de horas em absoluto silêncio apenas ouvindo sua irritante voz.
— Não até você abrir. — ela disse determinada.
— Vai morrer ai então.
— Isso é muito injusto, viu? Assim como você, sou inocente nessa história.
— Mentirosa!! — Cuspi.
— Não é mentira, eu juro! Nem sabi- Ah, assim não dá pra conversar, abre a porta vai!!
— Não quero!!
— Rato! — Arg!!! Tem gente que não desiste mesmo hein, puta que pariu!
— MORRA!!! — berrei. Levantei da cama a fim de pegar dentro da minha mochila (que estava em cima da cadeira do computador) o meu Iphone. Não quero mais ouvir a voz dela.
Depois voltei pra cama pondo os fones no ouvido e deixando Há Tempos do Legião no último volume. Mesmo sabendo que ela continuava lá atrás da porta chamando pelo meu nome.
Alguém pode me explicar: O que inferno ela tem demais, hein? Porque eu sinceramente não vejo nada de interessante nela. Aqueles olhos azuis parecem duas bolitas sujas, o cabelo vermelho parece uma palha de tão ressecado de tinta e aquelas tetas imensas? Meu Deus, aquilo fere meus olhos.
Sem perceber acabei adormecendo e perdi a noção do tempo. Acordei um tempo depois com Call Me do Shinedown tocando.
Daí aquele momento que você começava a refletir sobre a vida, sobre o amor, sobre tudo quanto é porra começa. E você percebe que nada daquilo que acreditou durante toda sua pacata vidinha faz sentido, assim como isto que acabei de pensar (escrever, ou sei lá) faz.
Se fez algum sentido pra você, devo te aconselhar a procurar um psiquiatra o quanto antes, pois a insanidade bate na sua porta e mais um pouco você não apenas saí da casa, mas também saí do terreno inteiro.
Vai por mim.
Comecei a fuçar no meu Iphone e advinha onde fui parar? Na caixa de entrada de mensagens de texto!
Que legal Natan! E o que você foi fazer lá?
Reler as mensagens que andei recebendo de Miguel Viadão Dorneles nos últimos dias. Que beleza, só me faltava isso pra chegar ao fundo do poço literalmente, agora que cheguei até aqui, me tire daqui Deus. Se não for muito te pedir isso claro.
Carto, vamos falar francamente, já que chegamos até aqui né? Hora de colocar as cartas na mesa.
Eu estava mais perdido que cego no tiroteio, pensei que tudo tinha acabado quando disse pra aquele idiota nunca mais me procurar. E estava realmente convencido de que a partir daquele dia ele ia me deixar em paz e tudo voltaria a ser como antes, que aquele pesadelo tinha terminado para sempre.
Até admito que nos primeiros dias foi estranho não ter sua presença em minha rotina, sentia que faltava algo... Sentia-me incompleto. Falo sério.
Ah qual é?! O cara vivia vinte e quatro horas grudado em mim e de repente não tê-lo mais do meu lado me deixava meio... Perdido.
Me via um pouco desequilibrado. Me sentia sozinho, q-quer dizer óbvio que estranharia, oras. Quem no meu lugar não estranharia? Todos os dias quando chegava na escola corria meus olhos por todos os cantos pra ver se encontrava ele, mas nunca achava a praga em lugar algum.
A presença do Matheus preencheu um pouco este vazio, ele foi de grande ajuda. Só que tinha um “porém”, Matheus andava estranho. Muito estranho. Muito, muito, muito estranho mesmo nos últimos tempos.
Sei lá, não parecia a mesma pessoa aos meus olhos. De repente notei que ele começava a exalar estranhos feromônios, sumia de repente e quando voltava, estava todo ferrado com as roupas amassadas, descabelado, rubro, suado e com alguns hematomas no rosto, braço, perna e etc. Quando o questionava a respeito, ele gaguejava e desconversava.
A música acabou. Oh droga! E o intervalo dela até o início da próxima música foi tão longo que tive que ouvir a baderna que acontecia do lado de fora da minha porta.
— Vou arrombar essa porra se você não abrir agora!!— que caralho ela ainda estava lá. Assim não dá pra me concentrar na música com a vaca gritando.
— O que você quer, porra?!! — berrei arrancado os fones do ouvido e levantando da cama.
— Com quem você pensar que 'tá falando moleque? — ela berrou de volta, estranhei. Lógico que estranharia, afinal para quem passou a semana inteira correndo atrás DESSE MOLEQUE com os olhos lacrimejando, implorando pelo meu perdão, agora ela parecia bem confiante com seu ameaçador tom de voz, não?
— Assim ele não vai abrir... — ouvi outra voz murmurar... Uma voz masculina e gentil. Peraí'! Aquela voz não me era estranha.
Não pode ser... Mas que porra era aquela?!
— Nat, abra a porta, por favor? — ele pediu gentil.
Como assim, véi? O que ele fazia ali e desde quando ele estava ali?
— Agora assim que eu não vou abrir!! — Berrei furioso. Afinal o que ele fazia ali e COM A VACA? Alguém por favor, pode me responder?
— A-Ah, eu vou matar esse-!
— Vou pacientemente contar até três. — ele disse interrompendo-a. — Se você não abrir, nós vamos arrombar essa porta, ok?
Ri.
— Vá em frente, cara!
— Um... — ele começou.
Cruzei os braços acima do peito esperando, nunca que ele arrombaria a porta realmente... Ainda mais com meu pai em casa.
— Dois... — por alguma razão tive um mau pressentimento, ele não podia fazer isso, gente meu pai estava em casa.
— Se você fizer isso, meu pai vai te mat-!— avisei.
— O pai saiu agora a pouco. — disse a vaca da minha irmã. Pulei da cama imediatamente e corri pra janela.
— Três!
Ele deu o primeiro chute ouvi a trinca ranger e no segundo o estouro da fechadura quase arrebentou meus tímpanos. Estava com a perna pra fora da janela.
Quando o punk conseguiu abrir a porta e me viu daquele jeito, correu em minha direção e começou a me puxar de volta para dentro do quarto. Relutei me segurando na janela e empurrando-o, mas no fim acabei sendo vencido pela força do punk.
Resultado: Caímos deitados no chão, enquanto minha irmã tinha ataques de risos incontroláveis na porta.
Foi a cena mais patética do universo.
Levantei num impulso sem coragem de encará-lo, mas eu sabia que Miguel permaneceu sentado no chão me olhando com um olhar enigmático.
— Só vocês para me fazerem rir. — comentou a vaca enxugando uma lágrima que caia no canto do olho.
— Tenho cara de palhaço por acaso? — perguntei. — Aliás, fora do meu quarto, olhar pra essa sua cara me dá náuseas.
Falei empurrando-a pra fora do meu quarto. Ela protestou, mas foi completamente ignorada. E só quando fechei a porta percebi o tamanho do problema que me esperava sentado dentro do quarto.
Não sabia por que inferno naquele momento minhas pernas tremiam sem parar e meu coração estava disparado, quando meus olhos encontraram os seus, daí a coisa ruim que dominava meu corpo, mais conhecida como nervosismo, só piorou.
Que porra é essa agora?
— O que você quer dessa vez, punk? — perguntei ignorando meu estado de humor incomum. Ele arqueou uma sobrancelha intrigada.
— O que você acha que vim fazer, anão? — perguntou. — Vim dar um fim definitivo nessa palhaçada.
E foi a minha vez de erguer uma sobrancelha intrigada.
— O que isso quer dizer?
— Que mesmo que você me afaste, berre e esperneie eu não vou embora. Por isso... — ele sentou-se apropriadamente cruzando as pernas, ficando em posição de meditação. — Mesmo que você me expulse, me bata, me xingue e faça o diabo a quatro, eu não vou sair daqui.
— Tá tirando onda com a minha cara?
— Por acaso eu estou com cara de quem ‘tá zoando?
— Punk... Cai fora. — ralhei mesmo que por dentro não estivesse realmente desejando aquilo.
— Quero ver você conseguir me tirar daqui, pedaço de gente!
Sabe aquele nervosismo que citei a pouco? Pois é, sumiu de repente e deu lugar para a irritação bastante elevada.
— Você quer morrer cedo é, punk? — a pergunta ameaçadora foi completamente ignorada. — Ei, não se faça de idiota, não me ignore, porra!!
— Você sente vontade de me bater, Natan? — ele perguntou me deixando completamente atônito.
— Que?
— Perguntei se quer me bater?
Fiquei tão chocado que não consegui proferir uma única palavra e fiquei por um tempo encarando-o, não entendendo porcaria nenhuma daquilo tudo que ele estava dizendo. Bufei já cansando antecipadamente e desejando que aquela conversa terminasse o quanto antes.
— Escuta aqui punk-!
— Me bata! — ele me interrompeu abrindo os braços, totalmente entregue. E se antes eu estava chocado naquela hora fiquei completamente estupefato.
— ‘Tá falando sério? — questionei incrédulo.
— Sim. — sua convicção foi a gota d’água pra mim.
— Ficou louco finalmente...
— Oras, não é você que vive dizendo por aí que quer me bater, que vai me matar? Então, essa é a sua oportunidade faça! Eu vou suportar toda a sua fúria.
— Você precisa se tratar. — ralhei indignado.
— Pode bater.
— Não vou te bater sem motivo! Cala a boca. — meu tom de voz começava a se elevar. — Quer saber, chega dessa palhaçada toda fala logo o que você quer?
— Francamente? — perguntou.
— Lógico!!
— Certo, então vou ser sincero com você, Nat.
— Natan! — corrigi. Não que o fato de ele me chamar pelo apelido realmente me incomodasse, é só que quando isto acontecia a resposta vinha automaticamente.
Já tinha virado costume.
— Porque fica tão irritado quando te chamo de Nat! Aquele traveco loiro te chama assim, o outro retardado do pelego também, porque só quando sou eu você se irrita?
— Não desvia do assunto.
— Eu não estou!
— Então fale.
— Falar o que? — questionou me olhando confuso.
— O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI CARALHO!!! — Relembrei e ele se acabou em gargalhadas por causa daquele diálogo confuso.
— Certo, vou te dizer então. — disse determinado. Miguel levantou-se do chão fazendo meu coração parar numa batida, depois começou a caminhar vagarosamente em minha direção.
— O que... Que está fazendo? — falei recuando, mas conforme me afastava, ele apertava o passo e se aproximava mais ainda. — Não venha! F-F-F-Fale daí mesmo! — Berrei erguendo um braço com as palmas da mão expostas a fim de afastá-lo caso se aproximasse demais.
— Oras, não era você que queria saber o motivo de eu ter vindo até aqui?
Para o meu desespero minhas costas se chocaram contra a porta, não havia mais escapatórias, por isso entreguei minha vida nas mãos de Deus. Automaticamente encolhi os ombros, me amaldiçoando internamente por agir daquela maneira tão vulnerável... Quando foi que fiquei assim, Deus? Eu sempre fui imune ao charme dele, não entendo!
Miguel deteve um passo, mas não deixava de estar próximo demais para o meu próprio bem.
Ele apoiou o braço ao lado da minha cabeça e me encarou fixamente com aqueles olhos verdes filhosdaputamentes charmosos.
Baixei a cabeça irritado e envergonhado ao mesmo tempo.
— Sabe Nat... — ele começou, rapidamente ergui meus olhos para encará-lo. Tão alto... Pensei. Eu até ia corrigi-lo por ter me chamado pelo apelidado, mas ele me interrompeu com a voz levemente alterada. — Nat sim senhor! Aceite que dói menos, anão.
Bufei e por instinto minhas sobrancelhas franziram. Ele pareceu ter perdido as palavras enquanto me encarava, seus olhos brilhavam, mas não sorria. Dei duas piscadelas confusas com sua falta de diálogo. Então Miguel saiu daquele estado de alucinação voltando para a realidade.
Estranhamente esboçou um sorriso confiante. Desconfiei, mas esperei que dissesse alguma coisa.
— Eu vim até aqui... Para roubar o seu coração.
WHAT THE FUCK?
O sangue subiu a minha face chegando rapidamente até as minhas orelhas de E.T. Meu rosto inteiro queimou, eu quis morrer de verdade por enrubescer diante daquilo. Miguel riu! E riu tão alto que chegou a ferir os meus ouvidos.
Fiquei em estado de choque com aquela reação. Ele parecia tão sério quando m-me... Lamentei pelo rumo dos meus pensamentos. Daí pensei em protestar, enchê-lo de desaforos para aliviar a minha frustração e por brincar com os meus sentimentos, mas as palavras simplesmente... Morreram. Mas não apenas morreram, não... Elas morreram DENTRO DA BOCA DE MIGUEL DORNELES!!
Sim, ele me beijou.
Eu sei, eu sei, isso já não é mais uma novidade e nem causa o mesmo impacto em vocês, pois já havíamos feito aquilo algumas vezes (poucas vezes), porém na nossa atual situação (separação) aquilo não era para estar acontecendo. Entenderam o motivo do impacto?
MAS O QUE INFERNO VOCÊ ESPERAVA VINDO DO ODIOSO PUNK, NATAN??
Não resisti. Já não havia mais cura pra mim mesmo, me conformei com isso, pois mesmo não querendo, aquele carma me perseguiria até na próxima reencarnação, não adiantava argumentar. Enquanto sentia a língua dele resvalar pela minha cavidade percebi algo muito sinistro: Eu estava gostando daquilo.
Mesmo! De verdade! E o que era pior: eu estava correspondendo com a mesma intensidade. Me odiei infinitamente por isso. Talvez seja carência... Cogitei em pensamento, mas não era bem isso, quer dizer, podia ser isso também, mas boa parte dos motivos que me levaram a corresponder aquele beijo era a falta que ele fez durante esses poucos dias que ficou longe de mim.
No fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo, eu quis que aquilo não terminasse. Desejei que a realidade nunca nos atingisse porque aquele momento me fazia esquecer tudo aquilo que sempre detestei na vida, como por exemplo: a recente decepção. Eu sabia que havia deixado de gostar da Marcela há muito tempo, mas não queria admitir nem mesmo em pensamento porque estava acostumado a gostar dela.
Antes não cedia aos avanços de Miguel porque eu sabia que não importava o que eu fizesse, ele sempre suportaria e nunca deixaria de me seguir. Muito me aproveitei de seus sentimentos, admito. Quando determinei que não queria que me procurasse mais, percebi que na verdade minha intenção era feri-lo propositalmente, por que também estava ferido.
Os dias que se seguiram após aquele evento, foram os mais lamentáveis que vivi até agora. Sentia um vazio sem tamanho dentro do peito, mas mesmo me sentindo assim me recusava a atender suas chamadas e responder suas mensagens. Muitas coisas vinham a minha cabeça a todo momento e fazendo sentir o ser mais lamentável do universo. E com as lembranças da minha idiota paixonite pela Marcela, percebi que tudo o que pensava que sentia por ela não fazia o mínimo sentido, pois nós não tivemos uma boa relação desde o começo, quer dizer, não era de todo ruim, apenas não era verdadeira, nunca me sentia cem por cento a vontade com ela. Aquilo era apenas uma atração infantil. Em sua presença eu ficava meio desnorteado... Meio? Não, completamente. Era um babaca, sim eu digo e não me arrependo de admitir isso.
Já com ele... Era diferente, eu podia ser eu mesmo sem me preocupar se ele iria me julgar, me censurar por ser apenas eu. Miguel me conhecia bem, sabia dos meus defeitos e das pouquíssimas qualidades que possuía e mesmo assim não desistiu de mim.
O beijo findou-se.
Baixei a cabeça desejando minha morte naquele exato momento.
— Nat... Agora falando sério — ele disse. — Vamos começar tudo de novo? Mas dessa vez sem ameaças, sem mentiras e sem Marcela.
— E-Eu... — droga de voz que não sai!
— Lembre-se: mesmo você não me aceitando não vou embora, não vou simplesmente desistir depois de tudo. Pablo me abriu os olhos, me mostrou que cheguei longe demais para deixar que tudo termine assim. Então você querendo ou não, eu vou te perseguir até me aceitar. Ou seja, vai ter que me aturar muito.
Vocês vão rir agora, mas depois de ouvir tudo o que ele disse, lembrei daquelas cenas escrotas de novela, imaginei uma música cafona e romântica de fundo para este momento.
Vou contar um segredo, mas um segredo muito, muito vergonhoso... E-Eu estou começando a acreditar que Miguel e eu somos mesmo almas destinadas a ficarem juntas, tipo almas gêmeas, 'tá ligado?
Pense bem, veja a nossa história, tudo aconteceu de um jeito único, confesso que foi até bacaninha: desilusão amorosa, beijo roubado, chantagens... Acredito que Deus decidiu que nessa vida seriamos almas gêmeas!
NO INFERNO SÓ SE FOR, MEU DEUS ME DÊ UMA LUZ!! Agora eu quero ver qual será a minha resposta. Mas antes de dá-la, quero pedir a vocês que me respondam: Qual a música que você acha que combina com a cena do beijo? Quero resposta!! Exijo uma resposta, 'tá legal?
— Tudo bem... — falei e não, não estava sendo firme, pelo contrário minha voz saiu num fio. Borboletas voavam na boca do estômago e as pernas, braços, mãos e boca tremiam. — Mas com uma condição.
WHAT THE FUCK?
Essa foi a sua resposta Natan, seu merda, seu cuzão desgraçado filho da puta?
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