Deliciosamente Proibido
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Boa Leitura xoxo
Elena PV
Já fazia uma semana desde que tive aquela conversa com meu pai no escritório, mas desde então ele tem andado muito estranho. Ele parecia tão tenso, fala mais docemente comigo e me olhava de um jeito que parecia querer se desculpar. Eu particularmente não estava entendendo nada, mas ele garantia que hoje eu iria entender.
Em casa a coisa também estava mais séria. Não havia nada de errado na minha relação com Matt, na verdade estávamos iguais, como é sempre, o problema, é que eu cheguei a um ponto onde meus hormônios estavam á flor da pele, meus bebes não funcionavam mais e eu não conseguia mais minha libertação.
É que depois de um tempo a insatisfação não é mais preenchida por mim, agora eu cheguei a um estagio onde preciso de um homem.
De manha eu acordei bem disposta e um tanto ansiosa, afinal, hoje era o dia em que o mistério seria terminado e eu finalmente descobriria quem era o famoso CFO.
Olhei para o relógio do lado da cabeceira da cama, pra só então me dar conta de que estava atrasada. Droga!
Tomei o banho mais rápido da minha vida, nem me importando em chamar Matt (que também dormia). Coloquei meu macacão vermelho e penteei meu cabelo recém cortado ( eu tinha cortado no fim de semana) rapidamente, pegando minha bolsa e saindo correndo.
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Quando cheguei a empresa, todos o funcionários que estavam na recepção ou qualquer outro lugar que não fosse a sala de reuniões me olhavam como se eu fosse um ET. Não que eu pudesse culpá-los,afinal,eu nunca me atrasava.
Passei correndo em minha sala só pra ouvir April dizendo o que eu já sabia : estava 15 minutos atrasada. Corri até o elevador e apertei o botão número 15, o penúltimo andar do prédio.
Andei o mais rapidamente que pude até a sala de reuniões, parando pra respirar somente quanto cheguei a porta, a abri rapidamente, atraindo o olhar de todos que estavam na sala.
Pude notar vagamente que todas as pessoas (com a minha exceção) estavam em seus devidos lugares, e uns funcionários mais velhos me olhavam com repreensão;me segurei pra não revirar os olhos. Ninguém se atrasou na vida aqui não?
Olhei rapidamente pro meu pai, meu olhar transmitia um pedido mudo de desculpas, mais o seu estava obviamente com o mesmo pedido só que mais forte. Então finalmente me lembrei do CFO que eu supostamente não gostava e que agora trabalharia aqui; movi rapidamente meu olhar para a direita, e então paralisei.
Acho que nem se quisesse conseguiria mover um músculo, juro que por um momento não consegui ouvir meu próprio coração, minha respiração ficou presa na garganta e toda minha força se foi. Eu me sentia enjoada e fraca, como se fosse desmaiar a qualquer momento; ainda sim, era a figura sentada ao lado do meu pai que prendia toda minha concentração, uma pessoa que eu tentei desesperadamente esquecer com o tempo, e que jurei pra mim mesma que não me abalaria mesmo que visse. A única pessoa até hoje capaz de me dar um orgasmo.
__Damon? __ Sussurrei, mal conseguindo manter minhas pernas firmes.
Isso não podia estar me acontecendo. O mundo seria assim tão injusto? Eu estava tentando desesperadamente me manter firme na minha relação com Matt, pra ele simplesmente voltar pra minha vida? Isso não podia mesmo estar me acontecendo.
O que mais me surpreendeu, no entanto, é que apesar de todas as emoções que eu não conseguia identificar em seus olhos, eles não tinham surpresa. Ele não estava surpreso ao me ver, como eu estava. Ele já sabia o que ia acontecer.
É claro, retardada, ele fez a entrevista do seu pai e já sabia quem ele era, ele já sabia sobre você.
Decidi ignorar minha consciência idiota,e tentei me obrigar a fazer alguma coisa. Já estava ficando estranho aquilo de nós dois nos encarando.
__ Oi Elena.
Deus, aquela voz! Eu senti tanta falta daquela voz.
Não, não, não, não ... Eu não vou pensar sobre isso. Não, não.
Forcei minhas pernas a se movimentarem, e sentei no meu lugar da mesa. O silencio que se seguiu foi constrangedor.
Eu acho que vou desmaiar. Minha fixa não caiu completamente ainda. Isso estava mesmo acontecendo ou era um sonho?
Não, provavelmente está acontecendo, porque eu não iria nem em um milhão de anos conseguir imaginar ele com a aparência melhor que a que ele tinha antes, e por incrível que pareça, ele está ainda mais lindo e delicioso.
Ele abandonou as madeixas castanhas, adotando um cabelo super preto, o que destacava mais o azul profundo dos seus olhos, seus traços estavam mais marcantes, ele estava mais homem, o que o deixava muito melhor, e apesar de não conseguir ver seu corpo, estava claro que ele estava mais forte que antes.
Deus, acho que vou ter um colapso.
Seus olhos também não deixavam os meus, e quando eu vi ele parar pra me reparar melhor, seus olhos adotaram um tom mais escuro, mais sensual ... Deus, não importa quanto tempo passasse, eu nunca ia esquecer o que era aquele brilho em seus olhos ... Era desejo;
Deus, por favor, me ajude!
Damon PV
Na segunda-feira de manhã as sete em ponto eu já estava no prédio da Gilbert Business Entertainment, hoje era o grande dia em que eu seria apresentado como novo CFO.
A reunião começou sete e meia em ponto e sete e quarenta eu fui chamado por John na sala. Quando entrei, me surpreendi ao ver um lugar vago.
Hum, então ela não veio? O papaizinho com certeza falou de quem se tratava e ela decidiu fugir, como sempre faz. Quer saber? Foda-se.
__ Senhores, senhoras, __John começou. __ Este, é Damon Salvatore, nosso novo diretor financeiro.
Os outros diretores bateram palmas e algumas mulheres me olharam de cima a baixo. Eu, sempre muito simpático, fiz questão de cumprimentar um por um, e sempre que chegava em alguma mulher, eu beijava a mão e dava uma piscadinha, o que a fazia rir. Por dentro, eu gargalhava.
Quando finalmente tive a chance de sentar, a porta foi aberta, e uma mulher passou por ela.
A pessoa passou o olho por todos na sala rapidamente. Eu não reconheci quem era, mas logo de primeira vi que era deliciosa. O macacão que sei lá quem usava, apesar de ser comportado, mostrava bem as curvas e dava a atenção certa ao seio e bunda.
O corpo atlético parecia perfeito e minha boca salivou no mesmo momento que meu pau deu uma pulada na calça.
Eu nem sabia quem era, mas já estava doido para comê-la. Fiquei tão perdido em seu corpo que mal notei que ela olhava pra mim, até que subi meus olhos até seu rosto e travei.
Aqueles olhos ... Eu reconheceria aqueles olhos em qualquer lugar. Deus, aquela era mesmo Elena Gilbert?
Não, eu provavelmente estava enganado. A Elena Gilbert que eu conheci era magrinha, usava óculos e aparelho e tinha cabelo crespo, com certeza não era a pessoa na minha frente. A mulher em minha frente tinha um corpo escultural, o cabelo liso arrumado e o rosto delicado; apesar de a Elena que conheci ser linda a que estava na minha frente era demais, então não era possível serem a mesma pessoa.
__Damon?
Era ela. Aquela era sim ela. Depois de tudo que aconteceu, o destino seria tão filho da mãe a ponto de me fazer sentir uma atração daquelas pela mulher que mais me machucou na vida? Não era possível uma coisa dessas.
Depois de tanto tempo, a única coisa que eu devia sentir por ela era indiferença, eu devia mostrar a ela o quão bem eu superei seu abandono, não sentir atração, não querer prensá-la na parede e fazer o que quero fazer desde que namorávamos. Não devia ser assim.
__ Oi Elena. __ Consegui responder sem demonstrar a ela nada.
Minha fala pareceu despertá-la de seu transe, e ela então se dirigiu ao lugar dela, mas por algum motivo, não conseguia parar de olhá-la.
Damon, para de bancar o idiota cara, você sabe muito bem que não sente mais nada por ela, para de olhar filho da mãe.
Ela, no entanto, assim que sentou, voltou seus olhos aos meus, e eu então vi que não conseguiria desviar.
Ela está tão linda, tão sexy, forte, muito melhor que antes. Sua cor de oliva também continuava a mesma, as feições delicadas lembravam um anjo, e eu nunca tinha reparado o quanto sua boca era bonita e chamativa, me dava uma vontade de ...
Para Damon, não seja estúpido cara.
Me repreendi mentalmente, mas ainda sim não consegui desviar os olhos dos dela.
__Quando a gente vai poder começar? __ Perguntou um homem velho sentado a esquerda de Elena, me tirando completamente do meu estado torpe. Quem era aquele mesmo?
__Agora, __ respondeu John. __ A gente vai começar agora. Como eu ia dizendo, esse é Damon Salvatore e ele será nosso novo CFO temporariamente. Vai ser um período de teste, caso tudo de certo, ele será efetivado.
De repente, o rosto de Elena foi tomado por uma nova emoção, essa eu conseguia identificar bem. Raiva.
Elena PV
A voz do meu pai tirou meu foco de Damon, e eu fui trazida brutalmente para a realidade. E então, a voz do meu pai voltou a minha mente.
Olha, eu vou apresentá-lo em uma reunião na semana que vem. Mas eu preciso que você não fique com raiva e preciso que você confie em mim.
Só então me dei conta de que, sim, eu tinha motivos para sentir raiva. Aquele era Damon Salvatore, o cara que mais me humilhou e me machucou em toda a minha vida, a pessoa mais idiota e ignorante que já conheci, a pessoa que eu mais tinha raiva. Era o Damon, droga, como meu pai pode contratar ele?
Justo meu pai que sabia exatamente o que eu tinha passado.
Mystic Falls – Virgínia – 2003
O desespero era evidente em mim. Isso não podia estar me acontecendo.
Como ele foi capaz de fazer isso comigo? De todas as pessoas, como ele foi capaz de me machucar assim? Eu o amava, amava muito, então como ele pode? Ele disse que me amava também, disse que me queria, porque ele fez isso?
O que ele queria afinal, se nem transar comigo ele quis? O que diabos ele ganhou me iludindo desse jeito? Céus, acho que vou morrer.
Eu nunca tinha sentido, nem de perto, uma dor daquelas. Parecia que meu chão tinha se aberto e eu poderia cair a qualquer minuto, meu coração estava tão apertado que eu não sabia se continuaria batendo. Dói tanto! Tanto!
Deus, porque?
Porque isso tinha acontecido comigo? Que pecado tão grande eu cometi, meu Deus? O que eu tinha feito pra merecer aquilo?
Continuei andando pelas ruas de Mystic Falls, sozinha, chorando, em desespero completo. Dói tanto!
Quando finalmente cheguei em casa, minhas pernas pareciam não ter mais forças, eu desabaria a qualquer momento. Quando vi meu pai, a única coisa que consegui fazer foi me jogar em seus braços e chorar.
Meu pai tinha visto tudo, ele que me consolou, e ainda assim contratou aquele homem. A raiva em meu peito era tanta que eu me controlei para não gritar. Eu deixaria isso pra mais tarde.
Vi o rosto de Damon adotar um tom de surpresa, provavelmente pela minha mudança drástica de humor, para logo depois seu rosto ser tomado pela frieza e o sarcasmo, dando um sorrisinho de lado.
Idiota!
__ Então, a partir de hoje, todos os setores serão primeiro passados pelo Damon, para depois chegar a mim. Duvidas? __Continuou meu pai.
Como assim passados pelo Damon? Alem de ter que vê-lo todos os dias ainda teria que trabalhar diretamente com ele, é isso?
Ninguém disse nada.
__Bom, nesse caso, estão dispensados.
Eu sem duvida nenhuma fui a primeira que sai, estava praticamente correndo. Em uma tentativa desesperada de não ter nenhum contato com meu ex-namorado, eu desci as escadas, em vez de pegar o elevador como todos.
Me arrependi amargamente depois, o meu andar era no mínimo quatro abaixo do que eu estava, então, andei demais.
Cheguei ao meu escritório totalmente morta, acho que ate passou a raiva que estava sentindo.
__April, desmarque qualquer coisa que eu tenha até depois do almoço, eu não quero ter que lidar com nada assim agora. __ Mal a olhei e já despejei essa ordem, nem dando a ela chance de falar.
__Elena espe...
Não a deixei continuar, fechando a minha porta antes dela terminar a palavra. Encostei a cabeça na porta, fechando os olhos e suspirando, então virei, encostando as costas e quase não conseguindo manter minhas pernas firmes.
__ Está pálida princesa, __ Abri meus olhos de imediato, olhando espantada para a figura sentada em minha cadeira. __ parece até que viu um fantasma.
Eu não podia acreditar em meus olhos, não, isso não está acontecendo. Ele não seria tão cara de pau, seria?
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