Deliciosamente Proibido
16 Capítulo 15
Notas iniciais
__ Não é incrível amor?__ Perguntou Matt.
Eu estava em choque, não conseguia esboçar reação nenhuma. Era incrível não era?
Eu realmente não sei!
Dei uma risadinha nervosa, disfarçando.
__ Claro que é querido. __ O abracei com força, para que ele não notasse minha expressão desapontada.
O que diabos está havendo comigo?
__ Eu preparei uma coisinha especial pra essa noite. __ Sussurrou sensualmente no meu ouvido. Só ri novamente.__ Eu estou morrendo de saudades, Lena.
__ Eu também Matt. __ Disse soltando-o. __ Mas agora eu estou atrasada para o serviço. __ Continuei. Sem olhá-lo, passei praticamente correndo pela sala e cheguei à porta. __ Até a noite. __ Gritei antes de atravessá-la.
Entrei em meu carro com o coração acelerado.
Matt acabou o tratamento. O que isso quer dizer?
Simples, quer dizer que meu caso com Damon acaba aqui. Me surpreendi ao perceber que isso me incomodava mais do que eu gostaria. Eu devia estar feliz, não devia?
Matt era um marido maravilhoso. Era companheiro, romântico, sensível e a única parte ruim do nosso casamento tinha sido aniquilada. Então por que eu estava me sentindo perdida? Decepcionada? Eu não estava me entendendo.
Corri para o escritório, na esperança, eu acho, de fugir de todos aqueles sentimentos. Ilusão! A única coisa que eu estava fazendo, era correr para os braços do causador de todos eles.
Isso também seria uma coisa.
Disse ao Damon que só estava usando-o enquanto Matt não acabasse o tratamento, e pior ainda, prometi que assim que ele terminasse, eu me sentiria satisfeita com o sexo e nunca mais o procuraria. Eu já não tinha tanta certeza assim.
Mas isso não mudava o fato de que eu tentaria, e tentaria com o Damon sabendo disso. Hoje seria como se terminássemos pela segunda vez, só que com menos sentimentos.
Quer dizer... Talvez.
///
Não o vi até a hora do almoço. Me sentia tensa, irritada e ouso dizer até que o mesmo mau-humor de antes do inicio do meu caso.
Esperava sinceramente que Matt conseguisse me satisfazer, porque eu já sentia falta dos toques de Damon.
Ele estava sentado em uma mesa mais afastada da cantina, bebendo café enquanto analisava um papel. Vestia um terno preto escuro de listras em cima de uma camisa cinza, seu cabelo estava mais preto e bagunçado que o normal e tinha uma linha fina em sua testa. Certo, ele é lindo.
Suspirando, me dirigi com confiança para sua mesa, vendo-o se surpreender com a minha chegada. Não podia culpá-lo, Damon e eu entramos em um acordo mudo de evitar ficarmos juntos em público. As pessoas não precisam de mais motivos para falar.
__ Aconteceu alguma coisa, princesa? __ Ele perguntou de forma preocupada. Tudo bem, eu posso fazer isso, só preciso ser direta.
__ Aconteceu, na verdade.__ Ele se aproximou mais, notando pelo meu tom que não era brincadeira. __ Matt acabou o tratamento.
Choque. Se alguém me perguntasse qual foi à primeira reação de Damon, eu responderia choque. Ele arregalou os olhos por uns segundos antes de recostar na cadeira, deixando sua mascara de indiferença tomar conta. Não totalmente, porque eu ainda conseguia enxergar raiva no fundo dos olhos azuis.
__ E então?
__ E então que acabamos aqui. __ Falei seca, também adotando minha frieza fingida. Ele riu debochado.
__ Acha mesmo que ele pode te satisfazer?
__ Já conversamos sobre isso Damon.__ Eu disse revirando os olhos. Ele se aproximou, debruçando sobre a mesa.
__ Conversamos, mas achei que depois dessas semanas, você teria notado que ele não pode te causar nem um terço do que eu causo.__ Ele estava sensual, fazendo para me provocar e estava conseguindo. Eu já estava arrepiada.
__ Ele pode demorar agora. __ Sussurrei, me amaldiçoando pela minha voz não sair forte como eu queria. Damon olhou segundos pro meu lábio, lambendo sua boca antes de se concentrar novamente em meus olhos.
__ O tempo não significa tudo Elena, e mesmo que significasse seu marido ainda não conseguiria te satisfazer. Você é uma gatinha selvagem na cama. Gosta de... Duro. __ Estremeci, sua voz me excitando. __ Só eu posso te dar isso. Mas acho que vai notar depois de hoje.
Ele caiu de volta na cadeira, me deixando tremula na minha. Levantei sem nem olhá-lo e corri pra minha sala.
Tinha certeza, não importa o que Matt faça hoje, não será o suficiente.
///
Quando guardei o carro na minha garagem, me sentia exausta. O dia tinha sido tenso, encarar Damon várias vezes depois da nossa conversa não foi nada fácil. Ele era exasperante.
Sabia que Matt estaria aqui, e sabia que ele tinha preparado a surpresa. Eu queria me sentir animada e feliz, mas sabia qual seria o resultado final. Mas é claro que eu daria uma chance.
Sai do carro, me dirigindo calmamente até a porta, estava destrancada. A sala estava escura... E vazia. Ufa!
Um barulho lá em cima me vez ver que eu comemorei rápido demais. Suspirando, deixei a bolsa em cima da mesinha e subi as escadas decidida. Eu ia dar uma chance.
Em um surto de coragem, abri a porta com tudo, e nem em um milhão de anos eu poderia esperar o que estava lá.
O quarto todo estava coberto por rosas, desde o chão até a cama, onde estava desenhado um grande coração em vermelho, a luz era resumida a pequenas velas, que ocupavam qualquer superfície que não fosse à cama. Matt estava em pé, no centro do quarto, nu, com um boque de flores na altura do pênis, que cobria o mesmo.
Não pude deixar de ficar encantada.
__ Matt... __ Sussurrei risonha, esquecendo de todos os meus temores por um momento. Matt veio em minha direção, com um sorriso tão grande que parecia doer, e me entregou as flores, deixando seu corpo delicioso completamente exposto pra mim.
Peguei as rosas, sorrindo docemente.
__ Eu quero que seja especial, Lena. __ Acariciei seu rosto, com carinho.
__ Já esta sendo Matt.
Ele sorriu e me beijou suavemente, quando eu correspondi, o beijo aumentou a intensidade. Matt me beijava com amor, e eu estava adorando a sensação que me causava. Ele tirou minha blusa, tocando com suavidade em cada pedaço de pele que aparecia. Eu gemi. Isso é bom!
Passei as mãos pelo seu corpo, enquanto o beijo carinhoso me deixava ofegante. Matt gemeu. Sutil, ele abriu o zíper da minha saia, fazendo-a cair no chão e deixar amostra minha lingerie branca.
__ Você é linda, Lena. Estou com tantas saudades. __ Matt ofegou antes de voltar a me beijar.
Calmamente, ele me guiou para a cama, me fazendo cair nela. Eu já me sentia úmida pelas caricias suaves dele, era gostoso. Desceu os beijos suaves pelo meu pescoço, continuando seu caminho até os meus seios. Ele tirou meu sutiã devagar, sorrindo antes de beijar cada um deles, me fazendo suspirar.
Não satisfeito, ele desceu mais, passando pela barriga, parando em frente a minha intimidade molhada. Matt tirou minha calcinha com expectativa, sorrindo ao ver meu estado. Me olhando, ele me beijou castamente, antes de passar a língua quente pelo meu clitóris. Gemi.
Matt nunca tinha feito uma oral em mim antes, e eu estava surpresa, pra não dizer extasiada. Isso podia dar certo!
Ele subiu para minha boca novamente, colocando a mão em minha boceta, enfiando um dedo em mim. Ofeguei, apertando seus ombros.
__ Matt... __ Ele sorriu pelo meu apelo, e começou a movimentar os dedos no momento em que me beijou.
Ele sussurrava o quanto me amava, à medida que seus movimentos aumentavam e seu dedo passou a circular meu clitóris. Meus gemidos estavam cada vez mais freqüentes e eu sabia o quanto isso o estava deixando feliz. Ele aumentava gradativamente suas investidas, até eu atingir meu clímax.
Certo, isso nunca aconteceu antes.
Enquanto eu ainda estava ofegante, tentando controlar minha respiração, Matt se posicionou na minha entrada, friccionando seu pênis para me deixar molhada de novo. Funcionou.
Quando ele percebeu isso, adentrou com o pênis na minha intimidade.
__ Eu te amo. __ Sussurrou no meu ouvido.
__ Também te amo, Matt. __ Sussurrei, passando as mãos pelas suas costas.
Ele começou a se movimentar lentamente, me fazendo acompanhar seu ritmo. Com Matt nunca tinha sido tão especial antes, nem na minha primeira vez. Ele é muito gostoso.
Quando começou as investidas circulares, não demorou muito para ele chegar ao orgasmo e eu gozar mais uma vez.
Matt deitou carinhosamente em meus seios, e nós dormimos assim.
///
Acordei com o despertador tocando desesperadamente, lentamente, empurrei Matt e sai da cama.
Ontem tinha sido lindo, sem sombras de duvidas lindo. Eu tinha gozado duas vezes, o que nunca aconteceu antes.
Mas então, porque diabos eu não me sentia satisfeita?
Desliguei o despertador e me dirigi ao banheiro, ligando o chuveiro e entrando de baixo dele.
Matt tinha feito seu melhor ontem, e conseguiu me dar o que eu precisava certo? Então por que, tudo que eu conseguia sentir era saudade dos toques de um certo moreno?
De repente, senti um estralo na minha cabeça.
Eu sabia que não era qualquer toque, só o toquedeleme faria sentir tanto prazer.
__ O tempo não significa tudo Elena, e mesmo que significasse seu marido ainda não conseguiria te satisfazer. Você é uma gatinha selvagem na cama. Gosta de... Duro. __ Estremeci, sua voz me excitando. __ Só eu posso te dar isso. Mas acho que vai notar depois de hoje.
É isso não é? Não importa o que eu faça só Damon pode me satisfazer. Só ele pode me dar o que eu preciso.
Não é porque Matt tem ejaculação precoce, não é porque ele seja fraco no sexo. É porque não é ele. É porque não é Damon.
Finalmente entender isso me deixou baqueada.
///
Quando eu saí do banho, senti um cheiro bom de bacon no andar de baixo. Era Matt.
Coloquei um vestido soltinho, arrumei o cabelo e desci as escadas, não me sentindo culpada pelo que eu estava prestes a fazer.
Não era uma questão de querer, era necessidade, isso melhorava as coisas. Certo?
Matt parecia radiante enquanto mexia o que eu achava ser bacon na panela. Sentei na mesa atrás dele, chamando sua atenção. Ele se virou, sorrindo abertamente ao me ver.
__ Bom dia amor. __ Sorri.
__ Bom dia Matt.
Ele veio em minha direção, me dando um selinho casto.
__ Preparei uma coisa pra gente.
Ele dividiu o bacon e os ovos em dois pratos, e colocou na minha frente. Enquanto comíamos, eu já tinha traçado todo um plano.
__ Amor, eu estava pensando, acho que vou dormir na Bonnie hoje. __ Pude ver que o sorriso que ele não tinha tirado do rosto, murchou.
__ Justo hoje amor? Quando acabamos de fazer as pazes? __ Ele disse tristemente, segurando minha mão.
__ Eu sei lindo, mas você sabe o quanto a Bonnie é importante pra mim, eu a reencontrei há pouco tempo e estou com saudades. Vamos fazer uma noite de garotas, como nos velhos tempos. __Ele suspirou, soltando minha mão.
__ Você que sabe Elena. __ Sorri, levantando, dando a volta na mesa e sentando no seu colo.
__ Não fica assim Matt, amanhã eu vou estar aqui, inteira pra você. __ Disse maliciosa. O sorriso de Matt voltou, e ele apertou minha cintura.
__ Promete?
__ Prometo.
///
Era errado, mas eu não me senti mal quando deixei Matt em casa e saí, louca pra fazer uma coisa que com certeza é pecado.
Mas tudo bem, vamos por partes.
Peguei meu celular e disquei o número do meu pai, que não demorou pra atender.
__ Eu sei que vai me odiar por isso, mas eu não estou ligando. Preciso do endereço de Damon.
Ele suspirou, mas respondeu rapidamente.
__ Ritz-Carlton, Buckhead. __ Ele mora no mesmo bairro que eu?
__ Tudo bem, obrigado. __ Desliguei sem falar mais nada.
Cheguei rapidamente ao hotel, me surpreendendo ao saber que ele morava na cobertura. Pelo jeito os Salvatore não ficaram mais pobres com o tempo.
__ Pode avisá-lo que estou aqui? Meu nome é Elena Gilbert. __ O recepcionista assentiu, pegando na hora o telefone.
__ Sr. Salvatore, Srta. Gilbert quer vê-lo. __ Ele disse. __ Sim senhor.
O recepcionista então se virou pra mim.
__ Pode subir Srta.
Imediatamente fui ao elevador, chegando ao apartamento de Damon o mais rápido que pude. Ele já me esperava com a porta aberta.
__ Posso saber o porquê da sua ilustre visita? __ Perguntou zombeteiro, com um sorriso de lado no rosto.
__ Posso entrar? __ Perguntei inocentemente, fazendo-o me dar espaço para passar.
Entrei sem ao menos olhar ao redor, esperando ele me acompanhar e trancar a porta. Quando ele se virou, estávamos cara-a-cara.
Puxei seu colarinho da camisa, beijando-o com todo o desejo que sentia.
__ Você estava certo, __ Disse ofegante, com os lábios vermelhos.__ ninguém pode me satisfazer, a não ser você. Por isso não posso te deixar ir.
Ele gemeu antes de avançar em mim, me beijando intensamente com fome.
Finalmente, eu ia ter o que sempre quis.
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