Notas iniciais
Geeeeeeeente, voltei. Vocês estavam com saudades de mim? Eu estava morrendo se saudades de vocês u.u Então, lembra dos meus livros? Eu li todos ( ou quase), troquei Morro Dos Ventos Uivantes por Porto Seguro do Nicholas Sparks, não me arrependi, livro bom demais gente.
Muitas me perguntaram então eu vou falar:
Belo Desastre é ótimo, então se você estiver em dúvida se compra ou não, compra, por que vocês não vão se arrepender, sério.
Eu não vou sumir mais, prometo, e acabou o hiatos, espero nunca mais ter que ter um.
Existe alguém que lê Deliciosamente Proibido ainda?
Se tiver, aproveitem o capítulo u.u

Tinha... Arrependimento. Seria possível?

__ Matt, você esta bem? __ Perguntei preocupada, em duvida se me aproximava ou não dele. Não foi preciso, Matt mesmo se levantou e caminhou em minha direção.

O que ele fez em seguida me chocou. Matt assim que estava perto o bastante se jogou aos meus pés, abraçando minhas pernas com força, ajoelhado. Ele chorava ainda mais.

O que tinha acontecido com ele?

__ Matt eu estou ficando preocupada, aconteceu alguma coisa? __ Perguntei, tentando puxá-lo para cima, ele relutava em se levantar, ainda sem dizer uma palavra.

Ele chorava cada vez mais, se agarrando em minha perna.

__ Matthew. __ Gritei apavorada, sacudindo-o. Ele olhou pra cima.

__ Tem uma coisa muito errada comigo, Elena.

Meus próprios olhos estavam marejados. Eu odiava vê-lo sofrer.

__ E o que é?

__ Eu não consigo dar prazer a minha esposa, Lena.

Nesse momento, desabei no chão junto com ele e foi impossível segurar as lagrimas. Eu o abracei forte, deixando-o chorar o quanto queria. Eu entendia totalmente seu desespero, para um homem deveria ser totalmente humilhante uma situação dessas, quando sua própria esposa o faz enxergar que ele não consegue a satisfazer, e o Matt era meio sensível também, isso piorava as coisas.

Mas eu não conseguia deixar de me sentir culpada. Além de ter beijado um homem que não é meu marido e ainda ter um tesão danado pelo mesmo, eu ainda tinha a capacidade de humilha-lho dessa maneira. Não, eu não vou para o céu.

__ Não é sua culpa Matt, você não consegue evitar. __ Disse baixinho, tentando consola-lo. Ele balançou a cabeça em negação.

__ Não Lena, é minha culpa não cuidar disso, __ ele levantou o rosto e olhou em meus olhos. __ eu não quero mais te deixar desse jeito. Você não merece isso.

Comecei a me desesperar, ele não estava pedindo o divorcio estava? Eu não ia suportar ser abandonada pelo Matt, eu o amo demais.

__ O que isso quer dizer? Matt por favor, não me diga que...

__ Não Lena, eu não vou pedir divorcio. __ Ele disse rindo entre lagrimas. Eu suspirei fundo, aliviada. __ Vou me tratar.

O olhei chocada e maravilhada ao mesmo tempo. Eu escutei direito?

__ Você disse o que eu acho que disse? __ Perguntei animada, sorrindo. Minhas lagrimas já tinham parado. Ele assentiu sorrindo ainda mais.

Juro que não fosse fazê-lo ficar pior, eu estaria pulando nesse quarto agora. Não me cabia de felicidade, o meu marido ia mesmo fazer isso por mim?

__ É claro que sim. __ Ele confirmou sorrindo. __ Cansei de ouvir você se masturbando por eu não te satisfazer.

Parei de mexer na hora, meio travada. Ele disse... ?

Ele sorriu, confirmando com a cabeça.

__ Sim Elena, eu sei. Ouvia você todas as noites ir no quarto ao lado e se satisfazer sozinha, doía muito, mas eu tentava ao máximo me convencer de que era porque você tinha mais tesão do que aguentava, mas eu não sou idiota. Acho que finalmente notei isso.

Bom, agora eu conseguia me sentir pior. Eu não fazia ideia de que Matt sabia o que acontecia sempre que ele “dormia”, devia ser incrivelmente humilhante pra ele me ouvir fazer isso, segundos depois de ter falado que tinha gostado, a dor dele devia ser enorme. Não sei se teria aguentado se a situação fosse contrária.

Ah meu Deus, será que ele me ouviu chamando o Damon aquele dia?

Não, não seria possível seria? Ele apareceu quase quarenta minutos depois de eu me masturbar, ele não aguentaria ficar escondido por tanto tempo aguentaria? Ele não suportaria ouvir aquilo e não fazer nada certo?

Agora, eu não tinha certeza de mais nada.

__ Me perdoe Matt. __ Pedi aos prantos. __ Eu não queria juro que não, mas às vezes não dava pra evitar. __ Eu não sabia se estava melhorando ou piorando minha situação. Ele me olhou compreensivo e passou a mão em meu rosto.

__ Eu não te culpo Lena. Eu é que sou um incompetente, é totalmente natural o que você fazia.

Ele disse de forma sincera. Eu sorri por entre as lagrimas.

__ Não esta com raiva de mim? __ Perguntei baixinho. Ele balançou a cabeça em negação.

Uma onda de felicidade e gratidão passou por mim. Matt é perfeito, eu tenho certeza.

O ataquei definitivamente, beijando seus lábios de forma voraz, nossas línguas se entrelaçaram de modo sensual, me satisfazendo. Não pude deixar de comparar com Damon.

Eu e Matt agora estávamos sendo vorazes um com o outro, esse era nosso beijo quente, mas de alguma forma, ele conseguia ser calmo demais comparado ao de Damon.

Não Elena, você não vai pensar no crápula agora, não mesmo.

Concentrei-me totalmente em Matt, o puxando para cima, fazendo-o levantar. Ele não se opôs. Quando já estávamos devidamente em pé eu intensifiquei minhas caricias, passando não só a mão por todo o peitoral dele como também pela calça, onde seu membro duro já podia ser notado.

Sentamos-nos na cama, comigo por cima dele. Quando me preparei pra tirar minha própria camisa Matt me impediu, colocando suavemente a mão sobre a minha.

__ Não Elena.

__ Porque não? __ Perguntei com um pequeno bico nos lábios. Eu queria.

__ Não vamos fazer isso de novo até eu ter certeza que posso te satisfazer.

Sorri com suavidade para ele. Matt era bom demais pra mim.

__ O que vamos fazer então? __ Perguntei sem nem sair do seu colo.

__ Que tal vermos um filme e depois dormirmos abraçadinhos? __ Perguntou sorrindo, como se não tivesse acontecido nada segundos atrás.

Assenti empolgada, realmente feliz pela primeira vez na semana.

Nem preciso dizer que a noite foi a melhor de tempos.

//

Damon PV

Ela me denunciou. A vadia da Karla me denunciou.

A garota entra na minha sala e se oferece inteira para mim, eu faço o que ela quer e ela ainda tem a cara de pau de me denunciar. Não preciso nem dizer que John ficou furioso quando a garota chegou falando que eu tinha assediado ela, nem que pela milésima vez desde que entrei na empresa ele me mandou embora. Mas eu consegui contornar a situação é claro.

Flash Back

__ Sr. Salvatore?__ Chamou Karrie, a secretaria idosa de John. Assenti de leve com a cabeça, sinalizando para que ela falasse.

__ O Sr. Gilbert esta o chamando urgentemente na sala dele. __ Revirei os olhos mentalmente, ir à sala do John só significava fumo.

__ Obrigado Karrie, eu estou indo.

Ela assentiu antes de sair, e eu respirei fundo antes de levantar. Que Deus me ajude.

O caminho ate a sala do meu patrão foi o mais incerto que já fiz na vida. O que será que aconteceu agora?

Não pude deixar de ficar indignada quando entrei na sala e vi Karla sentada em uma das cadeiras na frente dele. Agora eu sei o que aconteceu.

__ Entre e sente-se Salvatore.

Sentei-me na frente dele com confiança. Se aquela vadia achava que ia sair por cima, estava bem enganada.

__ Posso ajuda-lo senhor?

Ele tinha raiva e satisfação no olhar. Tinha certeza que ele ficaria feliz em me demitir.

__ Conhece a garota que esta ao seu lado Salvatore?

__ Sim, é minha ex-secretária. __ Respondi sem tirar os olhos dele. John levantou uma sobrancelha.

__ Ex?

__ Eu a demiti hoje. __ Confirmei acenando.

__ Por quê?

Olhei cínico para ela, com um sorrisinho no rosto.

__ Por que ela é uma vadia que se ofereceu pra mim.

Ela abriu a boca espantada e se virou para ele, fingindo estar ofendida.

__ Isso é mentira. Ele me assediou!

John voltou o olhar pra mim, obviamente se sentindo superior. O que ali realmente era.

__ Karla chegou ate mim há poucos minutos com essa afirmação. Ela disse que você se ofereceu pra ela e quando ela se recusou você a demitiu. Considerando o fato de Karla nunca ter dado qualquer trabalho aqui na empresa com três anos de serviço e levando em conta a sua fama, que inclusive foi incrementada pelo seu ex-chefe que garante que te demitiu por ter pegado você transando com a mulher dele, eu acredito nela.

O sorrisinho vitorioso no rosto de Karla só me deixou ainda mais feliz por ter uma carta na manga.

__ Eu não a assediei Sr. Gilbert, na verdade foi o contrário. Se Karla tivesse prestado atenção, ela teria notado que eu estava fazendo testes nos equipamentos de segurança, para ver se eles valem realmente o que custam então um gravador estava ligado, e ele gravou tudo. __ Pude ver pelo canto dos olhos o rosto de Karla se encher de pavor. __ Se você precisar que eu prove o meu ponto, eu posso pegá-lo e mostrar o que realmente aconteceu.

Nem preciso dizer que foi o que ele imediatamente fez.

Por sorte eu tinha acabado de ligar o gravador quando Karla entrou, e desliguei-o pouco antes de mandá-la chupar meu pau, então tudo que ele ouviu foi ela dando em cima de mim, e é claro, as insinuações sobre Elena. Ele não ficou nada contente, mas não demonstrou, afinal, o trato era ‘só não pode se ela não quiser’. A parte em que Karla dizia que Elena não deixou eu me aliviar provou que eu não forcei nada que ela não quisesse também.

Já Karla estava realmente furiosa.

__ Você ouviu a parte em que ele falou que tinha tesão por sua filha casada? Você ouviu quando ele praticamente confessou ter ficado com ela pouco antes de eu entrar? __ Ela perguntou alterada, gesticulando com as mãos para todas as direções.

__ Tudo o que eu ouvi foi você assediando meu CFO. __ Ele disse indiferente.

__ Ele pegou sua filha, como pode não fazer nada? Eles praticamente se comeram lá dentro. __ Ela gritou. Eu intercalava meu olhar de um a outro, achando toda aquela situação até engraçada.

__ Você tem uma gravação sobre isso? __ Perguntou. Ela suspirou frustrada. __ Alguma prova? __ Ela negou com a cabeça. __ Então pegue suas coisas, você esta demitida.

Agora sim ela estava chocada.

__ Mas... Mas...

__ Mas nada. Só saia.__ Ele mandou friamente, apontando para a porta. Ela me olhou e sussurrou um ‘vai ter volta’ raivosa antes de sair. Tive vontade de gargalhar.

Olhei pra John e quando notei que ele ia abrir a boca para falar sobre mim e Elena eu o cortei.

__ Não faça nada que ela não queria foi o que disse. E ela quis.

Ele não tinha muito que me dizer depois disso, então só me expulsou depois disso.

E eu ganhei de novo.

Flash Back

O resto do dia só piorou. Eu tive trabalho dobrado depois disso, porque não tinha nenhuma secretaria para me ajudar, quando cheguei em casa ainda tinha mais serviço para fazer. E eu não tinha ideia de quanto tempo faz que eu não transo.

Merda de vida!

Tinha esperança que as coisas melhorassem no outro dia, mas depois do meu carro quebrar no meio do caminho e eu me atrasar para o serviço, vi que aquela não seria a melhor das minhas manhas.

Não podia estar mais certo.

Quando finalmente tive a oportunidade de sentar na minha cadeira, minha porta foi escancarada e por ela entrou a ultima pessoa que eu esperava ver hoje.

__ Elena?

Ela andou confiante até minha mesa, com um sorrisinho sacana no rosto.

__ Cale a boca Salvatore, hoje você só vai ouvir.

Senti um arrepio cruzar minha espinha. Esse cinismo todo nunca é bom.

Mantendo da melhor forma que pude minha aparência, inclinei um pouco a cadeira para trás e coloquei no rosto um sorriso sarcástico.

__ Estou ouvindo princesa.

Ela voltou à porta, fechando-a, antes de se por novamente na minha frente. Estava preparado para tudo.

__ Lembra alguns dias atrás, quando me perguntou se o orgasmo que me deu há dez anos foi o único que tive? __ Assenti malicioso. __ A resposta é sim, foi o único. __ O sorriso agora não era só de malicia, como também de satisfação.__ E eu e você sabemos que nessa sua cabeça oca você pensa que é o único que consegue me dar. __ Assenti novamente, dessa vez divertido.

__ Então me escute bem, Damon, não pense que você é especial. O fato de ter sido único a me dar um orgasmo não vai significar nada daqui algumas semanas, por que meu marido que sofre sim de ejaculação precoce resolveu se tratar, e ele vai fazer isso por mim. Então tudo que você algum dia significou pra mim vai deixar de importar, por que eu tenho certeza que Matt vai conseguir dar pra mim um orgasmo muito mais intenso, porque eu o amo. Ao contrário do que pensa você não é o único capaz de me dar prazer. Você não é nada, e eu quero que me deixe em paz.

Ela disse tudo isso olhando em meus olhos. Eu não fiquei só ofendido com o discurso patético dela como também indignado. Ela achava que podia aparecer na minha sala e me chamar de frouxo e não ia acontecer nada? Há, iludida.

Não deixei minha expressão se abalar e me levantei, lentamente me aproximando dela.

__ Você acha que o fato de seu maridinho tomar alguns remédios vai fazer seu tesão por eu diminuir? Até parece, __ ela bufou, começando a se irritar. __ mas tenta princesa, vamos ver se você vai conseguir esquecer-se dos meus toques. __ Falei convencido, sussurrando bem próximo dela. Elena engoliu seco.

__ Você não é tão bom quanto pensa. __ Ela falou, me empurrando e se dirigindo até a porta. Eu ri de leve.

__ Vou provar então, __ Ela bufou novamente, girando a maçaneta. __ eu prometo princesa.

Ela me ignorou, passando pela porta.

Vai ser um enorme prazer.

Elena PV

Não tinha certeza se meu plano com Damon tinha dado muito certo. A intenção inicial era ofendê-lo tanto que o filho da mãe não quisesse nem chegar perto de mim, mas de alguma forma, eu consegui atiça-lo ainda mais.

Droga!

Tentei me concentrar o resto do dia em outras coisas e tentei me convencer de que a promessa dele era sem fundação, que ele só disse aquilo pra me irritar. Mas conhecendo o Damon como conheço, eu tinha certeza que ele ia cumprir.

O ruim foi notar que minha parte tarada queria que ele fizesse isso, e pior, foi perceber que talvez essa fosse minha real intenção quando fui até a sala dele essa manhã. Desafia-lo tanto a ponto de fazê-lo vir me provar que ele continuava sendo tão bom quanto antes.

Como eu disse antes, o jeito era concentrar em outras coisas.

Dei graças a Deus quando no fim do dia pude pisar na minha casa.

Matt e eu decidimos que seria melhor eu voltar pra nossa casa, que deixa-la parada, a disposição de qualquer ladrão, mas por enquanto ele não voltaria também, ele preferia ficar na casa dos pais enquanto estivesse em tratamento. Eu relutei um pouco, mas concordei.

Eu não gostava de ficar sozinha em casa, por isso combinamos que todos os dias íamos fazer alguma coisa juntos. Hoje por exemplo, íamos jantar fora.

Tomei um banho relaxante, deixando escorrer pelo ralo todas as tensões de hoje, estava disposta a esquecer do Damon e me concentrar no meu marido lindo, de quem eu estava morrendo de saudades ainda.

Sai do banheiro feliz, enrolada em uma toalha, já com os cabelos penteados e me dirigi ao closet, pronta para escolher uma roupa.

Estava distraída escolhendo um vestido quando senti um puxão forte na minha cintura, o que fez em me colidir em uma superfície dura. Dei um gritinho agudo, olhando assustada para trás. Minhas pernas tremeram com o que eu vi.

__ Damon?

Isso estava realmente acontecendo ou eu estou sonhando? Provavelmente esta acontecendo, considerando que eu podia senti-lo perfeitamente, de um jeito que nunca aconteceria no sonho.

Ao constatar isso, uma sensação gostosa se apossou do meu ventre. Damon estava sorrindo.

__ O que está fazendo aqui?

Seu sorriso aumentou.

__ Vim pagar minha promessa princesa.

Foi tudo o que ele disse antes de sua boca invadir a minha com voracidade.

Notas finais
Gente, por favor, comentem pra eu ver que estão lendo.

Geente, tenho mais que 100 leitores, que lindo. Quando eu resolvi escrever não imaginava nem que metade disso ia ler. Muito muito muito obrigado.

Se tem tantos leitores, sem problemas ter uma recomendaçãozinha certo?

Ps: Próximo tem hot Delena u.u

Até mais XOXO