Deliciosamente Proibido
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Aproveitem o capítulo xoxo
Elena PV
Deixei a água cair lentamente pelo meu corpo, fazendo o possível para não deixar meus pensamentos vagarem. Eu sabia aonde isso ia me levar: revolta.
Essa noite, tinha acontecido de novo, como todas as noites. Eu tentava de verdade, eu amo o Matt, amo muito, mas o “pequeno” probleminha dele dificultava muito as coisas.
Poxa, custava apenas admitir que tinha um problema e tratar dele? Eu sei que isso pode ser constrangedor para um homem, mas e eu? Ele não pensa em mim? O que eu tenho que fazer pra mostrar a ele que eu não me satisfaço com o sexo?
Eu não tenho muita experiência com orgasmos, na verdade, só tive um em toda a minha vida, mas eu me lembrava bem como era a sensação, e eu queria senti-la de novo.
No mesmo momento, um pensamento que tive na época me veio á cabeça:
Eu sabia que não era qualquer toque, só o toque dele me faria sentir tanto prazer.
Balancei a cabeça, impedindo minha mente de ser tomada pelas lembranças. Não Elena, não volte ai.
__Amor.__ Ouvi o grito de Matt me chamando. Suspirei irritada. Será que além de não ter orgasmos eu ainda não podia nem tomar banho em paz?
__Sim, querido? __ Respondi calmamente. Apesar da raiva, eu me lembrava bem na expressão dele quando disse que o sexo não era prazeroso. A expressão que eu vi me fez prometer a mim mesma que nunca o machucaria de novo.
__Vai demorar muito ai? É que eu estou com sono. __ Ele perguntou. Suspirei.
Uma vez, Matt me disse que só conseguia dormir quando estava deitado em cima de mim, com a cabeça do vale entre meus seios. A posição era desconfortável, mas eu não conseguia dizer a ele. Machucar Matt não era uma opção.
__Já estou indo querido.
Desliguei o chuveiro calmamente, saindo do Box em seguida. Enquanto me enxugava, pensei no quanto a minha vida mudou desde a adolescência.
Depois que me mudei de Mystic Falls, mudei completamente minha aparência. Tirei os óculos (que eu nem precisava mais), o aparelho e todo o cabelo crespo que tinha, me cuidando mais. Entrei no melhor colégio da Geórgia, fiquei popular e conheci amigas que tenho até hoje. Logo depois entrei para a faculdade, onde conheci Matt e me apaixonei, casando e tem minha primeira vez logo depois. Comecei a trabalhar na empresa do meu pai, onde hoje em sou a CMO (Diretora de Marketing) e vivo feliz. Apesar da insatisfação sexual, eu sou feliz. Afinal, a vida não é feita só por sexo, não é?
Sai do banheiro só de toalha, recebendo um olhar malicioso de Matt, e coloquei meu pijama folgadinho. Deitando do seu lado em seguida. Matt praticamente deitou em cima de mim e colocou a cabeça no meio dos meus seios. O peso dele em cima de mim quase me sufocou, mas acostumada, dei respiradinhas rápidas e logo peguei fôlego de novo. Em minutos, Matt estava dormindo.
Lentamente, me soltei dele,colocando o travesseiro no meu lugar, andei até o meu guarda-roupa e abri o compartimento secreto, tirando de lá uma caixa grande, contendo dentro a única coisa capaz de me satisfazer. Sai do quarto, tentando ao máximo não fazer barulho, e andei ate o segundo quarto depois do nosso.
Entrei nele e coloquei a caixa em uma cômoda que tinha lá, abrindo em seguida. Sorri ao ver meus bebês. Tirei da caixa o Zach; o vibrador médio que tinha mais o menos o tamanho do meu marido.
Deitei da cama, procurando uma posição confortável, e comecei a pensar no meu marido, Matt tinha um corpo maravilhoso e apesar de tudo, era gostoso. Minha mente buscou imagem de nós juntos e logo eu me senti desejosa. Me livrei da blusa e joguei em qualquer lugar, para logo depois contornar o biquinho do meio seio com o polegar, lambendo os lábios. Levei esse mesmo dedo a boca, lambendo, para em seguida passar no outro seio, um arrepio gostoso me percorreu.
Com a palma da mão, que estava gelada, apertei com força meu seio, gemendo baixinho. Eu adora essas coisas mais selvagens!
Ao mesmo tempo apertei o outro com mais força, fazendo o gemido ser mais alto agora. Com as usas, que estavam grandes, belisquei o biquinho dos meus dois seios, me contraindo na cama com o prazer que senti. Imaginei ser sua boca ali, claro que mais experiente do que ela era de verdade.
Com mais desejo, torci o bico dos meus seios, e um espasmo maravilhoso me atingiu, minha intimidade molhou ainda mais. Desejosa por mais, desci minhas mãos até a lateral da minha cintura e tirei meu short, sendo seguido pela calcinha. Minhas pernas abriram instintivamente, e levei a mão a minha boceta, movimentando ela da mesma maneira que tinha aprendido dez anos atrás.
Passei meu polegar em círculos, apertando meus seios com a outra mão, passei o dedo de cima a baixo achando meu centro e colocando dois dedos ali, os movimentando. Minha intimidade mastigava meus dedos, eu aumentei o ritmo, louca por uma liberação. Apertei meu clitóris gemendo, enquanto procurava meu bebê na cama com a outra mão, o peguei e coloquei no meio das minhas pernas.
Tirei meus dedos da minha boceta e umideci meu bebê, o passando em toda minha intimidade para logo depois socá-lo de uma vez em meu centro.
__Ohh Deus!
Aumentei a velocidade, socando com ferocidade o vibrador no meu canal, gemendo alto, agora sem me importar se Matt estava ouvindo.
Deus! Tão bom!
As sensações que meu bebê me causava eram boas, e eu me perdi nelas, jogando minha cabeça para trás lambendo os lábios, enquanto também comecei a esfregar meu clitóris com o dedo. Podia sentir minha liberação chegando.
Ohh! Estou tão perto ...
__Que delicia.
Mordi os lábios. Mais gemidos saíram dos meus lábios e eu não tinha mais controle sobre eles, joguei meu corpo arqueado para trás e relaxei. Uma onda de prazer indescritível tomou conta de mim e enfiei uma ultima vez meu bebê no meu centro. Finalmente!
Acordei cedo no outro dia, me sentia mais relaxada e com um humor melhor, mais nada muito novo ou magnífico. Logo entrei no banho, antes que Matt acordasse, por que não queria olhá-lo e considerar que ele possa ter me ouvido. Era assim todas as manhas.
A ducha foi rápida, era 7:25 e eu estava ate atrasada, considerando que provavelmente teria transido no centro. Sai enrolada em um roupão e quando abri a porta do quarto Matt estava acordado, ele olhava pra mim sorrindo. Retribui o sorriso.
__A noite de ontem foi maravilhosa. __Ele comentou com a voz rouca pelo sono. Fui até ele e lhe dei um selinho.
__Foi mesmo.
Não era completamente mentira. A única diferença era que a minha noite só se tornou maravilhosa depois do meu ‘encontro’ com meu bebê.
__Eu te amo. __Ele sussurrou, suave. Não pude controlar minha onda de carinho em direção a ele.
__Eu também te amo Matt. __ Ele sorriu. __ Mas isso não vai livrar você de levantar, vamos, estamos atrasados.
Ele fez um biquinho fofo e eu ri, me dirigindo ao guarda-roupa para escolher um look para o trabalho. Escolhi uma calça jeans, uma blusa de renda preta e um terninho feminino por cima, para completar um sapatinho cinca de salto. Perfeito!
Desci as escadas para preparar o café. Fiz ovos, bacon e suco, tinha bolo também e café. Matt logo desceu para me fazer companhia.
Comemos rindo e conversando bastante, mais logo depois cada um foi para o seu trabalho.
Cheguei a empresa, cumprimentei todos que passaram por mim, e entrei no elevador. Ser diretora de marketing de uma empresa não era fácil, ainda mais uma como a de meu pai, que era uma das maiores do estado. Recentemente, meu pai construiu um novo equipamento tecnológico ( a empresa inventa todos os tipos de coisas mecânicas, desde motor de carro a vídeo-game) e foi encarregado a mim lançar isso ao mercado. Era um novo jogo de vídeo-game de vampiros contra lobisomens, em que tinha luta, conquista de território, sangue, e todo tipo de coisa de ação.
Vampiros estavam em alta nesses dias, e meu pai pensou que seria lucrativo inventar uma coisa desse tipo. Então ele foi lá e inventou. Meu pai era realmente um gênio.
Cumprimentei April antes de entrar no escritório, ela era minha secretaria a 2 anos e eu não podia achar uma melhor. Era realmente uma mão na roda.
__Elena, __ Ela falou me seguindo. __ Aqui estão os relatórios que me pediu, __Me deu uma pilha de papeis. __ Aqui as ideias de sua equipe de marketing __Outra pilha de papeis. __ E o Sr. Gilbert mandou avisar que te quer na sala dele assim que chegasse.
__Estou indo April, obrigada. __ Agradeci sorrindo.
Deixando minha bolsa no escritório, entrei novamente no elevador e subi mais um pouco, no andar do meu pai. O andar só tinha dois escritórios, o do CEO (meu pai) e o do CFO. Esse lugar estava vago desde que nosso ultimo diretor foi preso por porte ilegal de armas. Foi um escândalo!
Sorri para Karrie, a assistente de meu pai, e ela logo avisou que eu estava ali.
__Ele pediu para entrar, Elena.
__Obrigado Karrie.
Dei leves batinhas na porta, antes de colocar a cabeça lá dentro.
__Pode entrar, querida. __ Meu pai falou sorrindo.
John Gilbert era um pai maravilhoso, e era melhor ainda como chefe, as vezes sentia que podia contar mais com ele do que com a mamãe. E isso era um tanto estranho.
Eu não era filha única, tinha Jeremy. Meu irmãozinho era a pessoa mais legal que eu já conheci, e apesar de eu e ele implicarmos muito um com outro, nos amávamos, e ele era uma das pessoas mais importantes da minha vida. Diferente de mim, Jeremy escolheu ser artista, ele desenhava e pintava quadros (que eram magníficos), e recebeu total apoio da família. Por isso, eu a primeira na linha de sucessão da presidência.
Fiz o que me foi mandado, e sentei da cadeira a frente dele. Meu pai suspirou me olhando, antes de sentar na cadeira a minha frente. Sua postura estava tensa e sua aparência estava preocupada. Fiquei curiosa.
__Tudo bem pai?
Ele suspirou novamente.
__Querida, temos que conversar.
Tá, agora eu to preocupada.
__ O que aconteceu?
Ele fechou os olhos por um segundo antes de abrir novamente.
__Você sabe que estamos precisando desesperadamente de um CFO, certo? __Assenti. __ Eu acho que encontrei um homem perfeito para o cargo. Ele se formou em Harvard um ano antes do esperado, tem uma ótima referencia e apesar da ficha um pouco suja, ele é competente. Também não é nenhum ladrão pelo que eu chequei.
__Porque a ficha esta suja então?
__ Muitas multas por alta velocidade e desacato a autoridade.
__Não é muito sério.
Aqui, as únicas coisas consideradas muito sérias eram roubo, drogas e armas.
__ Não é esse o problema.
Eu agora definitivamente não entendia o sentido da conversa.
__Por que esta me falando isso, pai?
__Porque você o conhece, e eu não sei qual vai ser sua reação quando souber quem é.
De novo, eu estava curiosa agora.
__E quem é?
__ Não posso te contar.
Me segurei para não revirar os olhos. Sério, pai?
__Olha, eu vou apresentá-lo em uma reunião na semana que vem. Mas eu preciso que você não fique com raiva e preciso que você confie em mim.
__ Eu não to entendendo pai, porque eu não posso saber quem é?
__Porque os outros não sabem e não seria justo contar só a você. Eu não favorito ninguém Elena, você sabe disso.
Senti vontade de novo em revirar os olhos. Meu pai sempre ético.
__ É alguém que eu odeie muito?
__ Não tenho certeza que seja ódio que sente.
Tá, eu to confusa de novo. O que diabos ele quer dizer? Quem eu não odiaria mais ficaria com raiva de ver?
__Pai eu não to entendendo nada.
Ele suavizou a expressão e sorriu de leve.
__Vai entender,querida. Só não me odeie, ok?
Sorri para ele.
__ Eu nunca te odiaria papai.
Ambos nos levantamos e nos abraçamos. Os dois estávamos sorrindo.
__ Ate mais tarde, querida. Pode ir agora.
Assenti e dei um beijo em sua bochecha, antes de sair da sala. De quem será que meu pai tava falando?
O resto do dia passou voando, e apesar do assunto do meu pai ter ficado na minha cabeça, eu consegui fazer tudo que precisava. Quando deu seis da tarde, a única coisa que consegui fazer foi suspirar de alivio. O dia tinha terminado.
Uma semana depois – Elena PV
Notas finais
Desde já, obrigado >
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