Delicadamente Intocável

13 Bônus -- Luke e Lylian


Notas iniciais
N/A: Se eu disser que esse foi o capítulo que eu mais gostei de escrever na fic inteira, vocês achariam estranho? Sério! Eu amei esse capítulo, é como se...se eu tivesse que escolher entre um dos três casais da fic para que ser a protagonista, eu escolheria o Luke e a Lylian! *-* Espero que gostem tanto quanto eu! Obrigaaada por tudo! E vou agradecer mais uma vez as doze recomendações que eu tive! Não sabem como estou feliz!! Esse bônus é oferecido a todaaas vocês: Jéh, PoorlittleRichGirl, Laly Lupin and Júlia Black, Cássia Gil, Nana Mont, JackieLima, Loreline Potter, ÁdriaPotter, Laurinha Potter Malfoy Chance, CamiEvansPotter, Elfa Hp e UmaPrincesaDaVidaReal!

POV Luke

Eu escutei sobre a família Potter e a Weasley desde que eu era um garotinho. Mesmo morando super longe de toda essa confusão e tendo por melhor amigo um Malfoy, eu sempre ouvi as incontáveis brigas dos meus pais. Ele, Blaise Zabine, defendia quem mais lhe apoiou em toda essa confusão, os Malfoy é claro. Já minha mãe, Luna Lovegood Zabine, acreditem se quiserem, defendia os Weasley e os Potter.

É verdade que meus pais não participaram efusivamente da guerra. Lutaram a favor de Hogwarts, defenderam a família e os amigos, mas meu pai nunca teve uma marca negra no braço. Então nossa família nunca foi condenada a ser rebaixada pela sociedade, como os Malfoy foram.

Mas ter uma Lovegood e um Zabine juntos já era motivo suficiente para morar longe de toda a sociedade em si. Não que eu me envergonhe dos meus pais, ao contrário, eles são os melhores pais que eu poderia imaginar ter algum dia. E se amam, apesar das brigas. Mas hoje eu chego a rir delas.

Enfim, o que quero contar, é o que minha mãe sempre defendia. Ela era feminista, e conseguia irritar todo mundo com isso. Porém, ela tinha até um exemplo de vida que se chama Gina Weasley, sua melhor amiga desde sempre eu acho. Enfim, ela sempre dizia que uma mulher tinha de ser forte, independente e inteligente, mesmo que fosse totalmente solitária por isso. Ela me ensinou que uma mulher pode ser forte e até fazer os homens temerem-na, mas ao mesmo tempo ela se entrega e precisa ser protegida por aquele a quem ama. Acho que foi daí que tirei meu perfil de mulher ideal.

Ela me dizia que Gina Weasley era uma garotinha assustada e apaixonada por um ídolo, que seria Harry Potter, e então ela se tornara confiante e independente e o Potter finalmente a quis. Esse era o perfil que ela também assumira depois de um tempo e finalmente ficara com meu pai.

Quando cheguei a escola de Hogwarts, eu esperei pacientemente para conhecer Lylian Potter, a filha da famosa amiga da minha mãe. Alvo se revelara um ótimo amigo e uma boa pessoa, mas não tinha as características que minha mãe comentou. Então ela veio, como uma tagarela que fez amigos rapidamente e com o passar dos anos, ela ficou cada vez mais popular e mais inteligente. Eu já havia notado ela desde o início, mas ela não era para mim. Ou pelo menos eu achava isso. Até conhecê-la porque quis ajudar meu amigo, Scorpius, com a Rose Weasley. E ela me encantou.

***

Nossos primeiros encontros não foram dos melhores. Eu cheguei a levar um tapa dela na Casa dos Gritos e depois um simples beijo de agradecimento. Ela era imprevisível e eu achava isso fantástico. Não gosto de saber o que esperar, não quero saber suas reações. Eu quero que seja inevitável me surpreender.

Nós tínhamos nos visto pela última vez naquela noite que eu fora jogar Quadribol com o Scorpius e a Rose. Nossa noite não foi das melhores, mas não brigamos tanto. Na verdade, brigamos sim, mas era normal entre nós agora. Pelo menos até aquele dia.

Os comentários pela escola eram de que o ex-namorado da Lylian a trocara por uma vadia da Corvinal. E eu digo vadia porque a garota realmente não tinha uma fama boa, mas pelo menos iria para a cama com o idiota. O que Lylian, pelo que ela falou aquele dia na Casa dos Gritos, não fizera.

Eu gostava de passear pelo castelo à noite, depois do toque de recolher. Foi quando a encontrei, ela estava sentada no corredor do sétimo andar. Parecia pensativa demais e eu não pude perder a oportunidade, não é?

- O que foi, ficou magoada pelo seu namoradinho? – andei calmamente, um sorriso no canto dos meus lábios

- Cai fora Zabine! – ela se levantou ajeitando o uniforme, sua voz estava mais profunda que o normal

- É sério Potter, você está ligando para os comentários? – eu ergui as sobrancelhas, ela não parecia ser o tipo de garota que se importava com isso

- E o que isso tem haver com você? – ela se enfureceu comigo, se voltou para mim com os olhos brilhando – Me poupe Zabine, vá fazer sua ronda noturna, vai!

- Ei, como sabe que gosto de passear pelo castelo à noite? – eu franzi o cenho

- Olha, se você não estiver fazendo uma ronda, então está indo encontrar uma vadia qualquer! Eu só usei a hipótese menos ofensiva! – ela deu de ombros, ainda furiosa

- E porque se importa em me ofender? – eu me aproximei ainda rindo, ela parecia odiar isso – Ou será que queria que eu confirmasse que só faço rondas? Afinal, naquele dia no campo você queria sair comigo!

- Ah vá se ferrar! – ela voltou às costas e já ia sair andando, mas parou para ouvir o que eu iria dizer

- Sabe o que eu acho? Acho que você se importa sim com o que seu ex anda dizendo! Acho que se importa pelo tipo que a nova garota dele é! Você não gosta de ser comparada com ela, pelo fato dela ser uma vadia e por você pensar duas vezes antes de fazer alguma coisa! – ela se voltou para mim prendendo o ar, eu estava bem próximo agora, o suficiente para agarrá-la quando eu quisesse – E eu acho que você e sente mal por isso, está se perguntando mentalmente o que você tem de errado e porque não dá certo com nenhum namorado!

- E você vai desdenhar disso agora? – ela me encarou, altiva – Vai me esnobar e ressaltar o que eu faço de errado? Porque se for isso, não preciso da sua aju...

- Cala a boca Potter! – eu a segurei pelos braços, ela parou de falar no mesmo instante – Eu só iria dizer que você não encontrou um homem de verdade ainda!

E então eu a beijei. Eu poderia dizer que não sei por que fiz isso, mas eu sei sim. Eu a queria, desde que conversei com ela pela primeira vez e ela me rejeitou por causa daquele idiota do ex. Achei que ela me empurraria ou me pediria para parar, mas ela não fez isso. Ao contrário, entrelaçou os braços em meu pescoço e correspondeu com todo o fervor que eu mesmo tinha.

Afastei-me, apenas alguns segundos para respirar, fiquei segurando seu rosto e olhando em seus olhos. Havia algo neles que não era fúria, mas eu não conseguia decifrar. Mas não pude olhar por muito mais tempo, porque agora quem me beijara fora ela.

Andei ainda agarrado a ela e a encostei na parede, depois a suspendi até que ela entrelaçasse as pernas na minha cintura. Ela era muito mais baixa que eu, não o suficiente para eu não conseguir beijá-la, mas incomodava depois de um tempo. Soltei seus cabelos do rabo que ela mantinha e afundei meus dedos nele.

Eu não sei se ela estava com tanta vontade de ficar comigo, quanto eu de ficar com ela, mas ela me correspondia com toda a paixão que eu passava. O problema é que eu queria mais e eu não podia fazer isso com ela agora. Afastei minha boca da dela e passei a beijar seu rosto e desci por seu pescoço, senti-a estremecer quando beijei um local pulsante ali, depois encostei minha testa em seu ombro e descansei ali esperando meu coração voltar ao normal.

- Luke? – ela chamou baixinho, suas pernas soltando minha cintura

Baixei-a até que atingisse o chão novamente. Ela segurou meus braços e encostou a testa em meu peito.

- O que foi? – perguntei, um pouco ofegante ainda

- Você vai me convidar para ir a Hogsmeade agora? – ela perguntou tentando parecer neutra, mas havia um tom alegre em sua voz

Eu ri contra seus cabelos e deslizei minhas mãos por seus braços.

- Você quer ir a Hogsmeade comigo? – afastei-a somente para ver o seu rosto

- Vou pensar no seu caso! – ela sorria, radiante

***

Ela tinha opiniões fortes. A Lylian, sabe. Ela conseguia me tirar do sério com um simples assunto de garotas eu acho. Nós brigávamos o tempo todo. E as brigas eram feias, nós nos xingávamos e mandávamos um ao outro para o inferno, mas sempre reinava o silêncio e desse silêncio nascia um beijo e a reconciliação. Não que tivéssemos algo sério, não tínhamos, mas havia exclusividade entre nós. Lylian era minha, e eu, bom, eu era dela.

Foi a partir de uma briga que aconteceu nossa primeira vez juntos. A primeira vez dela também. E vocês não imaginam o quanto isso me deixa orgulhoso da minha ruivinha. Eu estava furioso porque parece que o ex dela ainda a queria porque agora ela parecia melhor. No início eu acreditei que essa melhora dela era por minha causa, mas quando o ciúme aparece, nós esquecemos tudo isso.

- Você está com ciúmes Zabine, confesse! – ela sorria de canto, os olhos brilhando

- Eu? Com ciúme de você? Por que eu teria? Você não é nada para mim, Potter! – eu vociferei, mas no mesmo momento em que eu disse essas palavras que quis não ter proferido elas

Lylian se afastou alguns passos. Pensei que ela iria chorar, porque seus olhos brilharam de lágrimas, mas elas desapareceram rapidamente e ela voltou a ficar calma, mas agora fria.

- É, talvez eu devesse voltar com ele mesmo! Ele me traiu, mas nunca me disse coisas horríveis assim! – ela olhou o chão primeiro e depois começou a andar em direção a porta

- Isso! Volta para ele! Volte a ser traída por aí! Ou então se não quiser ser traída, vai para cama com ele! Você deve estar louca para fazer isso com ele mesmo! – eu nunca pensei que poderia ficar tão furioso com alguém, mas foi naquele momento que eu percebi o quanto me importava com ela

Ela se voltou para mim furiosa, os olhos cheios de lágrimas e as bochechas mais vermelhas que seu cabelo. Achei que ela me odiava naquele momento.

- Eu jamais iria para a cama com ele, porque eu acho isso horrível! Acho repugnante ir para a cama com alguém que você não ama! Você foi o único com quem pensei em fazer isso...e...

Ela não conseguiu falar mais. Finalmente ela chorara, acho que pela primeira vez em muitos anos. E ela se tornou a garota perfeita, que minha mãe contava quando eu era pequeno. Linda, forte, inteligente e independente. Mas carente e que precisava ser protegida por aquele que amava. Era a minha garota.

E o que me encheu mais ainda de felicidade naquele momento é que ela não tinha sido tocada por ninguém e que tinha pensado em se entregar a mim. Só a mim. Eu respirei fundo tentando me acalmar, mas sou mais de agir por impulsos, então a beijei.

Foi ali, naquela sala, Sala Precisa para muitos que a conhecem assim, que nós passamos nossa primeira noite. Sem nenhum compromisso, mas sabendo que éramos um do outro.

***

Não conseguimos nos ver muito depois disso, mas sempre que podíamos, nós passávamos a noite juntos na Sala Precisa. Sempre despistamos todos até estarmos firmes. Mas os NIEMs se aproximavam e eu estava estudando muito, sempre que podia eu a encontrava, mas fiquei muitos dias sem vê-la. Outubro e novembro passaram voando, e dezembro já estava quase no final quando finalmente poderia vê-la por um dia inteiro. No sábado em Hogsmeade.

Estava frio demais e eu pensei seriamente em puxá-la de volta ao castelo e ficar abraçado com ela em frente a uma lareira. Mas quando vi seu olhar, desisti de qualquer coisa. Seria possível que Lylian Potter estivesse com medo? Cumprimentei-a com um beijo na testa e a abracei pela cintura até chegarmos a uma carruagem. Suas palavras se limitaram a um simples oi quando cheguei.

Estranhei seu silêncio, mas não pressionei muito. Conversamos banalidades até chegarmos a Hogsmeade, fomos comprar cerveja amanteigada e depois a loja de doces. Ela não era tão fã de açúcar, mas comprou um estoque que duraria para um mês eu acho. Ela permanecia mais quieta que o normal e eu estava ficando preocupado já. Quando paramos na praça para ela guardar os doces na bolsa, foi quando eu não agüentei mais.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não. – ela respondeu rápido demais e sequer me olhou

- Você não me engana sabia? – segurei seus braços para que ela parasse de remexer na bolsa sem procurar nada exatamente, ela me encarou, séria demais

- A gente não tem se visto muito nos últimos tempos... – ela deu de ombros

- Eu sei, estou estudando muito para os exames! Mas fiquei feliz por podermos ter esse dia inteiro para nós! – eu não estava entendendo aonde ela chegaria com aquela conversa

- Você gosta... – ela engoliu em seco – Um pouco de mim?

- Está tentando arrancar uma declaração de mim, mocinha? – brinquei, ela sorriu e relaxou um pouco – Claro que gosto de você! Por que isso agora?

- Tenho algo para lhe contar! – ela suspirou olhando o chão e depois como se tomasse coragem, ela me encarou, decidida – Eu estou grávida!

- O quê? – eu arregalei meus olhos, em choque, por um momento pensei que não tinha ouvido bem

Ela permaneceu em silêncio e eu fiquei a encarando, sem saber o que fazer. Eu estava ferrado não estava? Alvo me mataria, James me mataria e o pai dela também! Sem contar na família Weasley. Mas isso não era o mais importante, o que importava era a ruiva na minha frente que me encarava desesperada por ajuda.

- Você quer esse filho? – perguntei baixinho, por alguma razão fiquei com medo que ela não quisesse, de algum modo aquele filho já se instalara em meu ser e eu gostava da idéia

- Eu...eu quero, e você? – ela perguntou prendendo a respiração

- Claro! – segurei seu rosto – Nós vamos dar um jeito! Eu vou cuidar de você! – beijei sua testa

Ela relaxou em meus braços, confiava em mim e isso me aliviava de um peso enorme.

***

Depois de ter contado ao Scorpius sobre Lylian e eu, e sobre meu filho, eu me senti melhor. Afinal, o loiro era meu melhor amigo e estaria sempre ao meu lado. Lylian precisava de ajuda e eu não a deixaria por nada no mundo. Nós dois precisávamos de ajuda se não queríamos que ela fosse expulsa.

Procurei ela pelo castelo para contar sobre minha conversa com o Scorpius, mas não a encontrei. Só depois me lembrei de onde ela estaria. Era até meio lógico pelo tanto de enjôos que ela contara que andara tendo. Subi até o segundo andar no banheiro da Murta Que Geme e a encontrei, sentada no chão de costas para parede. Pálida.

- Oi! – sentei na sua frente, ela deu um leve sorriso – Como se sente hoje?

- Melhor! Andei lendo um pouco e diz que os enjôos passam logo! No terceiro mês somente! – ela segurou minha mão com carinho

- Trouxe algo para você! – abri a capa e retirei do bolso um guardanapo e entreguei a ela

Eu fora até a cozinha e busquei alguns bolinhos de chocolate com recheio de cereja. Ela adorava eles.

- Obrigada! – ela sorriu ainda mais – Luke?

- O quê? – ergui minhas sobrancelhas

Ela fez uma cara zangada.

- Você está querido demais! – mas apesar de fingir estar zangada, ela sorria

- Não se acostume! Ainda não concordo com metade das coisas que você faz! – eu acariciei seu rosto – Mas não quero brigar hoje!

- Então vamos continuar brigando? – ela sorriu, esperançosa – Porque, sabe, eu me apaixonei por você porque nós brigávamos o tempo todo!

Eu ri com gosto.

- Claro que vamos continuar brigando! – aproximei-me mais dela e segurei seu rosto entre minhas mãos – Mas tem que me prometer uma coisa! Que por mais brigas que tivermos ou se não as tivermos, você nunca vai duvidar de uma coisa!

- O quê? – ela parecia confusa

- Eu amo você!

E eu acho que nunca disse uma verdade assim na minha vida. Eu sabia que estava certo e naquele momento todos os meus sentimentos ficaram claros. Eu a amava sim. Muito.

Notas finais
N/A: Comentem! XD