Delena - You Found Me (Completa)
23 Um trato com Klaus
Notas iniciais
Stefan havia acabado de deixar Caroline em casa. Eles haviam passado o dia juntos, Stefan havia lhe mostrado fotos e coisas que ele comprou em suas muitas viagens pelo mundo, enquanto Caroline se divertia ouvindo histórias e se imaginando vivendo-as um dia.A temperatura continuaca a mesma abafada e calorenta. Stefan caminhava sem pressa e aproveitava a noite de verão. Ele ouviu o som de passos, mas não havia ninguém ali. Olhou por cima dos ombros rápidamente e então quando voltou a olhar para a frente novamente se assustou.
― Stefan, é bom ver você, amigo.
Klaus estava parado a pelo menos cinco passos de distância de onde ele estava, era incrível como ele podia se movimentar como as sombras da noite. Caminhava lentamente na direção de Stefa, que estava parado como uma estatua sem vida no meio de uma praça.
― Caroline é amável, talvez eu vá visitá-la em breve. Ela me encanta. ― Klaus deu um pequeno sorriso.
Ele tentou passar ao lado de Stefan e continuar o caminho na direção da casa de Caroline, mas Stefan não o deixou passar.
― Fique longe dela. Nem ao menos pense em chegar perto dela.
― Não tente fazer as regras. Stefan. Posso arrancar seu coração aqui e agora, com uma mão amarrada nas costas.
― O que você quer, Klaus?
― Eu quero muitas coisas. Mas na verdade, estou aqui para resolver algumas coisas. Especialmente com você. Vamos até um lugar mais reservado.
― Não tenho assuntos para tratar com você, Klaus. ― Stefan cruzou os braços sobre o peito.
― Ah, você tem sim. Porque enquanto você tiver pessoas com que se importa você tem. Se quiser que seu irmão, Lexi, Ric e Caroline fiquem bem, acho que precisamos conversar. ― Niklaus deu um sorrisinho simpático.
–
Stefan e Klaus estavam na frente de um enorme galpão na área industrial de Mystic Falls. Klaus abriu uma pequena porta num canto enorme do galpão e esperou que Stefan entrasse. Ele hesitou por um momento, então viu que não tinha escapatoria e entrou no galpão.O lugar era mal iluminado, pelo menos na entrada. Eles pararam na porta do galpão por um momento, o lugar estava cheio de caixas e o que mais chamava a atenção ali eram os caixões que estavam ali como simples caixas.
― Viagem em família? ― Stefan perguntou encostado no batente da porta, analisando os caixões com os olhos.
― Quase isso. ― Klaus falou.
Os olhos de Stefan rapidamente encontraram um dos caixões aberto e vazio.
― O que é isso? ― Ele perguntou para Klaus, como se aquilo fosse uma armadilha.
― Tem uma pessoa que gostaria de vê-lo. ― Klaus diz em tom doce.
Do fundo do galpão saindo do centro da escuridão, ela caminhava com delicadeza e graça.
― Rebekah?
A voz de Stefan nem saiu direito. Seu coração batia forte e acelerado, como não batia a anos. A garota parecia de certo modo quase tão surpresa quanto ele.
Rebekah correu em sua direção com uma mistura de euforia e felicidade. Ela segurou o rosto de Stefan com as duas mãos e o olhou nos olhos, como se tentasse descobrir se Stefan era de verdade ou não.
― Você está ainda mais bonito. ― Ela sorriu para ele.
― Tudo bem, tudo bem. É o suficiente.
Klaus caminhou na direção dos dois e os afastou um pouco, somente o suficiente para que Rebekah tirasse suas mãos do rosto dele.
― Agora temos assuntos para tratar, certo?-― O trato é simples, Stefan.
Klaus e ele estavam sozinhos em outra sala. Umapequena sala no fundo do galpão, o lugar parecia um escritório.
― Não temos um trato.
― É lógico que temos, amigo. Basta me entregar Katherine e então você, minha irmã e todos os outros a sua volta vivem felizes para sempre.
― Eu já disse, eu não sei onde Katherine está.
― Estou tentando fazer isso da maneira fácil, Stefan. Mas se não quer colaborar o problema é seu. De um jeito ou de outro consigo o que eu quero. Vou encontrar Katherine, estou te oferecendo a chance de viver, mas já que você não quer... ― Klaus diz de um jeito relaxado, mas seu comportamento não negava que ele explodir a qualquer momento. ― Acho melhor você ir, antes que eu te mate.
Ele então parte para cima de Stefan.
― Espera, espera... ― Stefan diz cauteloso. ― Me de alguns dias e talvez eu possa encontrar Katherine.
― Talvez? Essa não é a resposta que eu quero ouvir.
― Eu a encontro, mas preciso de tempo e preciso que mantenha todos a minha volta em segurança. Estamos em um acordo agora.
...
Stefan havia saído do galpão a pelo menos quinze minutos. Ele estava euforico, agitado. Sua vontade era de voltar até lá, contar a verdade a Klaus, pegar Rebekah e desaparecer do mapa. Mas ele sabia que se fizesse isso Damon nunca o perdoaria e de certo modo nem ele mesmo. Stefan sabia que sua relação com Katherine não era a melhor do mundo, mas matá-la assim talvez fosse demais, ele havia amado ela um dia.Esfregou os olhos, como se quisesse afastar esses pensamentos.
― Estava com Caroline?
Stefan foi pego de surpresa pelo irmão. Damon estava parado na frente dele, exatamente como Klaus estava um tempo atrás.
― Sim. ― Ele respondeu rapidamente.
― Eu preciso falar com você. ― Damon começou, cauteloso.
Stefan já ficou imóvel, imaginando o pior.
― Sobre?
― Elena.
Stefan engoliu em seco.
― É sobre o feitiço. Você se lembra na noite anterior ao feitiço? Em que eu fui até você e lhe expliquei que ela estava fazendo aquilo por vontade própria e que era especialmente para proteger você? ― Stefan acenou positivamente. ― Eu menti. Eu a obriguei a fazer o feitiço, eu fiz uma emboscada para ela. Sabia dos efeitos do feitiço, sabia que ela iria esquecer você. Eu me aproveitei da situação.
Stefan agora via as coisas de outra maneira.
― Você nos separou porque simplesmente a amava? Você já parou para pensar que eu a amava também?
― Eu sinto muito, ok? Eu errei, coloquei os meus sentimentos na frente dos seus e dos dela e só via a minha opinião. Mas eu estava cansado de ser o número zero. É por isso que estou aqui agora, porque me importo mais com os sentimentos dela do que com os meus! Quando o feitiço acabar, ela terá suas lembranças de volta.
― Quando o feitiço acabar? Damon, isso não é um jogo. O que você acha? Que você fica com ela em um mês e eu fico no outro? As coisas não funcionam assim, eu deveria colocar os meus sentimentos na frente dos seus agora, simplesmente para você saber como é.
― O que quer dizer com isso?
― Klaus está aqui na cidade e está atrás dela, cada dia ele fica mais perto. Ele me ofereceu Rebekah em troca da vida dela.
― Você não vai fazer isso. Sabe porque? Porque você é melhor do eu e Klaus, você não coloca os seus sentimentos acima dos outros, você sabe o quão doentio é Klaus te oferecer a irmã que ele carrega por ai em um caixão e só é necessária quando ele precisa de um serviço. Não precisa fazer isso por mim, mas faça por ela.
Os dois estavam se fitando com os olhos, os dois irmãos estavam ali, frente a frente. Com o meu destino em suas mãos, bastava saber o que eles iam decidir.
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― Elena. ― Os dois disseram juntos, no momento em que notaram a minha presença ali.
Eu engoli em seco e continuei ali, sem me mover.
― Nada de ruim vai acontecer com ela. ― Stefan falou e então saiu dali.
...
― Klaus está na cidade, eu preciso te levar para casa.
Damon e eu estavamos dentro do seu carro, eu me mantive em silêncio o tempo todo. Eu simplesmete não conseguia falar, era como se tivesse uma enorme bola na minha garganta, comprimindo o ar e tudo que havia nela, ela estava seca, doia. Assim como a minha cabeça.Ele parou por um momento e ficou me observando, suas mãos descansavam na direção e seus lábios eram uma linha fina, sem expressão.
― Ele te trás segurança? ― Damon perguntou num sussuro para mim, olhando para o meu colar.
Apenas dei um minimo aceno positivo. Eu não podia falar. A viagem foi um silêncio total e constragedor, tudo que se ouvia era o barulho do motor. Assim que Damon parou o carro na frente da casa, eu desci e fui caminhado em direção a porta, ele me acompanhou. A cada passo que eu dava eu sabia que ele dava um atrás de mim. Estiquei meu braço pagar abrir a porta, mas ele me impediu segurando meu braço e me virando em direção a ele.
― Nada vai acontecer com você. Eu prometo. ― Cada palavra sua era como uma pedaço de segurança sobre mim.
― Eu não me preocupo com o que pode acontecer, eu simplesmente... não quero voltar a ser quem eu era.
― Você não precisa voltar a ser se não quiser. ― Ele dizia com tanta certeza e calma, que eu quase podia acreditar em seus olhos.
― Não posso mudar o que eu sou. ― Eu disse cabisbaixa.
Damon então segurou meu queixo delicadamente e levantou meu rosto. Me fazendo abrir os olhos para a certeza.
― As pessoas podem mudar. Se não gosta da pessoa que se tornou, tem que mudar, porque ninguém pode fazer isso por você. Nós não decidimos quem nos somos, a vida e o tempo nos moldam. E a vida cometeu alguns erros com você, mas olhe para você. Sem todo o peso e dor. Você é incrível, Elena. Basta aprender a ser humana novamente. Porque você tem um coração. ― Suas palavras eram tão verdadeiras que fazia o meu coração bater mais rápido. Eu queria beijá-lo. ― Vou pagar o preço que for necessário
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― Eu apenas... ― Mas eu nem pude terminar de falar. Quando me dei conta já havia acontecido.
Seus lábios encaixados nos meus, suas mãos que seguravam delicadamente meu rosto. Nossos corpos estavam colados, minhas mãos seguravam as dele como se eu não quisesse deixar que ele se afastasse de mim. A eternidade em um beijo. Naquele momento eu tive certeza de todas as palavras que ele me disse eram verdadeiras e comprovadas com um beijo. Me fazia querer sorrir, viver para sempre. Isso parecia doentio, amar tanto uma pessoa que isso fazia seu coração doer.
Aquele não era o nosso final feliz, e provavelmente, um final feliz estava tão distante quanto nós da lua. Mas eu sabia, que independente de tudo que ainda iamos enfrentar, o amor as vezes é mais forte que qualquer outra coisa no mundo. E o meu amor por ele, era capaz de qualquer coisa.
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