Notas iniciais
é mais sobre a elena descobrir um pouco sobre damon, mas dps ela vai descobrir mais sobre ela mesma!

POV Damon
— Obrigado, Dorothea. Ela vai precisar disso quando acordar. — Eu falei pegando uma cartela de remédio de Dorothea.

— Eu imagino que ela vá. Você vai contar a ela?

— Ela fez questão de descobrir sozinha. Ric me disse que apenas um piso em falso, um simples deslize pode fazer com que ela se lembre de tudo. — Eu dei um gole no cope de whisky que segurava, enquanto a olhava dormir na cama bem na minha frente.

— Você não pode esconder a verdade dela. Mais cedo ou mais tarde ela precisa descobrir.

— Eu sei. Mas... é como se ela fosse outra pessoa. Katherine era uma vadia, mentirosa e manipuladora. Elena é o oposto disso.

— O senhor era apaixonado por Katherine.

— Eu era apaixonado por Katherine, não sou mais. Eu vou pensar em algo até que ela acorde.

— Tudo bem. — Dorothea me deu as costas e saiu dali.

POV Elena

Eu abri os olhos com dificuldade e tudo que consegui enxergar foi um borrão marrom. Meu corpo doida da cabeça aos pés, meu cerebro latejava de uma dor insuportável. Eu me sentei na cama e esfreguei os olhos.

— Você acordou. — Damon estava parado diante da janela do quarto.

— Todo meu corpo doi, parei que levei uma martelada na cabeça. — Eu fiz uma pausa me lembrando de um sonho esquisito que tivera na noite passada. Não consigui deixar de rir da situação ridicula do sonho. — Tive um sonho esquisito ontem, em que você era sei lá... um doido com um freezer de sangue no porão. — Eu olhei para o seu rosto.

Ele não parecia feliz com a situação e estava mais sério do que o normal. Eu podia jurar. Então comecei a me lembrar, o vulto na frente do carro, Damon me pedindo para eu me manter acordada. Não foi um sonho. A sensação de medo e pânico tomou conta de mim. Eu me levantei da cama o mais rápido que pude.

— Não foi um sonho.

Ele não fez nada, ele não negou. Simplesmente continuou me olhando como na primeira vez, no cemitério.
Eu já estava preparada para correr para a porta quando o ouvi dizer.

— Não faça isso. — Ele olhou para a porta.

— Que tipo de louco é você? — Meus olhos arderam. Eu estava pronta a desabar em choro. Quando pensamentos sobre morte e tortura começaram a pensar pela minha mente.

— Pare. Pare de pensar sobre morte, sobre dor. — Ele começou a caminhar na minha direção. Seus olhos estavam preocupados mais uma vez, mais, eu somente não conseguia acreditar na verdade ali.

Fui dando passos para trás até esbarrar em uma pequena mesinha. Ele estava cada vez mais perto, eu não conseguia me mexer, eu queria deixar ele se aproximar, queria ouvi-lo falar. Mesmo que isso significasse perder minha vida. Como ele poderia valer mais que minha vida?

— Eu nunca vou machucá-la. — Ele deu mais um passo. Estavamos perto, perto demais caso ele fosse um assassino.

Ele entrelaçou seus dedos em meus cabelos e aproximou seu rosto do meu. Mais alguns centimetros e eu poderia beijá-lo. Poderia senti-lo pela primeira vez. Os seus lábios contra os meus, suas mãos cuidadosas novamente em torno do meu corpo. Eu não estava mais com medo. Eu senti a testa dele tocar na minha, seus olhos estavam naquele azul vivo.

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— Eu sempre vou protege-la. Eu estou aqui para isso. Não deixar que nada, nem ninguém, machucar você. — Eu podia jurar que ele estava falando a verdade. E se não estivesse, ele era um mentiroso muito bom.

— Você é grosso, frio. Você mente com facilidade, você me esconde todo tipo de coisa e ainda assim não consigo te odiar. Seu humor muda a todo momento, assim como seus cuidados sobre mim. Sinto uma atração doentia por você, algo que me faz mal. Eu deveria correr agora, certo?

— Não. Não...

— O que é você? Porque... não posso acreditar em teorias absurdas.

— Não importa quem eu sou, quem eu não sou e quem eu quero ser. — Suas mãos ainda tocavam meus cabelos delicadamente.

— Você é um tipo de demonio ou coisa assim.. — Mais ele me interrompeu.

Ele tirou uma mãos de meus cabelos e tocou delicadamente meus lábios com o dedo indicador. Seus olhos repentinamente ficaram vermelhos. Sombras escuras como veias brotaram embaixo dos mesmos. Sua boca se abriu por quase um centimetro e eu pude ver suas presas reluzentes. Senti um arrepio tomar conta de todo o meu corpo que extremeceu.
Eu não sabia o que dizer, eu não estava pronta. Mesmo se eu tivesse pensado em algo para dizer, eu sabia que nada sairia da minha garganta. De alguma maneira, eu não estava mais com medo.

— Você está com medo?

Eu não pude resistir e então toquei seu rosto, passei o polegar abaixo de seus olhos, olhando atentamente para tudo aquilo ali. Eu tive a sensação de já ter visto algo assim, como se fosse uma cena repetida. Talvez fosse algo da minha cabeça, mas era uma sensação de volta no tempo, de já ter vivido aquilo. Fiquei olhando para o seu rosto, pisquei lentamente como se estivesse tentando ter certeza de que aquilo era real ou não. Era real. Damon era um vampiro, e isso não me assustava.

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— Não. De alguma maneira eu me sinto bem com isso. Como se já tivesse vivido isso.

Seus olhos foram tomando novamente a sua forma normal, suas presas dimuindo e mais uma vez, ele era um homem. Seu rosto parecia preocupado, como se o que eu tivesse acabado de dizer não fosse uma boa coisa.
Ele engoliu em seco, eu pude ver a sua garganta se mexer. Ele estava pensando consigo mesmo, como se quisesse me dar uma explicação, mais de alguma maneira, ele sabia que corria um tipo de risco se começasse a falar.

— Você já viveu isso.

Sua voz estava calma e serena. Ele estava me contando um segredo.


...


Eu estava sentada no sofá da sala. Ainda estava perplexa com a situação. Minhas mãos soavam frio e meu coração batia na garganta. Um segundo atrás eu tinha uma visão do mundo totalmente diferente. Quando algo desse tipo acontece muda seu conceito de realidade. Sempre achei que vampiros fossem simplesmente aqueles que vemos nos filmes e queimam com uma cruz e alho, mais parece que isso não tem a ver com Damon Salvatore.
Ele veio da cozinha carregando uma xicara e me entregou ela. Eu peguei a mesma com cuidado, ela quase escorregou pelas minhas mãos suadas. Eu levantei um pouco a xicara e sinti o cheiro. Chá de camomila. Eu olhei dentro da xicara procurando alguma coisa que não devesse estar ali.

— Pare com isso. Não coloquei nada ai, beba. Vai te fazer bem.

— Com o tempo estou aprendendo a verificar tudo que vem de você. — Eu o olhei por cima da xicara. Mais ainda assim não bebi do chá.

— Irei respoder suas perguntas. Porém, do meu jeito. — Ele se ajeitou do meu lado no sofá.

— Melhor meias respostas do que nada. — Fiz uma pausa, criando coragem para dizer aquela palavra que estava me assombrando. — Me fale sobre vampiros.

— Nós não brilhamos. Cruzes e alhos são uma mentira. Não nos transformamos em morcego. Nada de água benta. Dormimos como pessoas normais e nada de caixões.

— Isso são as mentiras. E quanto as verdades? — Eu o olhei nos olhos.

Damon passou a lingua pelos lábios os umidecendo. Então continuou.

— Podemos controlar pessoas e animais, velocidade e força absurda. — Ele encolheu os ombros como se não soubesse mais o que falar.

— Isso... isso é loucura. — Eu me levantei e coloquei a xicara sobre um criado mudo ao lado do sofá. Caminhei até a mesa de bebidas, peguei um copo e me servi da primeira garrafa de whisky que peguei.

— O que está fazendo? — Damon perguntou se levantando.

— Bebendo.

— Pare com isso, Elena. — Ele tomou o copo da minha mão.

— É esse o exemplo que você me da, papai vampiro. Você veio transilvania? Se alimenta de animaizinhos? Onde está o seu clã? Vampiros não sentem amor, certo?

— Transilvania? — Ele apertou os olhos, como se o que eu tivesse falado fosse ridiculo. — Você está assistindo muito a família Adams. Sangue de coelhos. — Ele mexeu a cabeça e então bebeu todo o whisky de meu copo. — É nojento. Eles são apenas indefesos e peludinhos.

Eu tinha tantas perguntas, mais não sabia por onde começá-las.

— O que aconteceu com seu irmão? E o que você quis dizer quando disse que eu já havia vivido isso?

Antes que ele abrisse a boca para falar, o seu celular tocou. Ele tirou o mesmo rápidamente do bolso da calça e olhou para a tela.

— Não temos tempo para mais perguntas.

— Me responda. — Disse com raiva.

— Outra hora.

— O que pode ser mais importante do que isso agora?

— Existem coisas mais importantes, Elena. Eu volto logo. Fique aqui, entendeu? E não convide ninguém para entrar. Dorothea chegará em breve. Enquanto isso apenas fique aqui e espere. Voltarei logo. Fique aqui.

— Não vou fazer tudo o que você manda.

— Você vai querer mesmo que eu te amarre na cama? — Ele definitivamente estava falando sério.

A única coisa que ouvi depois foi o som da porta batendo.
Tudo bem, vamos analisar a situação. Sou praticamente refém de um vampiro, o que já é realmente assustador. Ele é cercado de mistérios, que na realidade devem ser coisas horríveis demais pela quais até ele mesmo se arrepende, por isso, evita me contar de todo modo. E ainda por cima, não sinto medo. Isso deve ser um problema maior ainda.
Eu precisava pensar em algo, mais não conseguia bolar nada. Nada concreto se formava na minha cabeça, apenas se repetia ''acalme-se, acalme-se''. Eu não sabia como me acalmar naquela situação. Eu estava simplesmente perdida e insegura. — Fui até a mesa de bebidas e peguei a mesma garrafa de whisky da última vez. Dei um gole na mesma e senti o liquido descer rasgando a minha garganta com a queimação. Passei as costas da mão sobre a boca.

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Foi então que ouvi algo se quebrando na cozinha, me virei repentinamente mais não vi ninguém.


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— Dorothea? Damon? — Ninguém respondeu.

Ouvi o som de passos na escada. Eu corri na direção da mesma rápidamente, ainda segurava a garrafa. Quando estava no último degrau ouvi o som de uma porta ranger, corri na direção do som que levava a um dos quartos que eu nunca havia entrado. Uma garota estava parada de costas para mim. O cabelo loiro e liso descia até as suas costas, então se virou com um sorriso no rosto, que pareceu diminuir ao me ver.

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— Sua vadia mentirosa, egoísta e manipuladora. — A garota sorriu novamente. — O que faz aqui, Katherine?

Eu olhei sobre meus ombros para ver se tinha mais alguém ali, mas não havia ninguém. Eu abri a boca para falar, mais eu simplesmente não sabia o que dizer. Apenas me mantive em silêncio e a encarando. Ela virou a cabeça um pouco para o lado, o sorriso sumiu de seus lábios.

— Qual o problema? Klaus comeu sua lingua?

— Mais que diabos. Vou mesmo ter que amarrar você? — Damon interrompeu o silêncio.

Ele entrou no quarto correndo e segurou um de meus braços. Mais também ficou paralisado ao ver a loira na nossa frente.

— Lexi. — Ele falou incrédulo.

— Damon. — Ela sorriu novamente, sem mostrar os dentes. — Eu soube que você precisava de reforços. Eu encontrei Stefan.

Um nó maior ainda se deu na minha cabeça. Damon disse que seu irmão havia morrido, apesar de eu não ter acreditado completamente na história, ele parecia realmente sentir a dor de perder um irmão. Katherine? Porque ela me chamou assim?. E quem era ela?

Notas finais
gostaram? *--* digam o que acharam do capitulo e mandem sugestões, vou usar todas *--*