Notas iniciais
o primeiro beijo delena na fic ta chegando, então, cruzem os dedos kkk

Eu e Stefan não conversamos no caminho até a escola. Era estranho, diferente. Eu sentia falta de Damon agora. Ele nunca sorria, nunca falava, ele simplesmente ignorava a minha existencia e me culpava pelas coisas que fiz no passado. Quando chegamos ele sumiu antes que eu pudesse falar qualquer coisa com ele. Encontrei Bonnie e Caroline no meio do estacionamento. Como sempre Caroline dava pulinho empolgados e Bonnie apenas sorria.

— Qual o motivo da festa? — Eu perguntei para Caroline.

— Seu aniversário. Vamos dar uma pré-festa pro seu aniversário. Não é genial? Tipo, é... absolutamente genial. Hoje a noite, leve seu papai gostosão.

— Eu não acha que seja uma boa ideia. — Eu falei.

— É claro que é. Eu já planejei tudo e além do mais já paguei pelo Grill. Sua pré-festa está pronta, só falta a aniversariante.

— Meu aniversário é daqui a duas semanas, Caroline. — Eu falei desanimada com a ideia de festa, que perto de tudo o que estava acontecendo parecia ridicula.

— Você não costumava recusar festas. O que aconteceu com você, Elena Gilbert? — Bonnie perguntou.

— Ok, tudo bem. Mas eu não garanto nada.

— Perfeito. — Caroline e Bonnie deram pulinhos empolgados.

É. Perfeito. Agora mais um problema, uma festa. Se eu já não tinha coisas o suficiente para me preocupar como, vampiros, eu ser uma vadia no passado e tudo o que vinha junto de brinde em meio a tudo isso.

Todas as minhas aulas eram junto com Stefan, seja lá o que eles tinha feito, não foi um jogo limpo. Assim como eu também não entendia o fato dele ter que ficar comigo o tempo todo. Eu estava cansada e a aula de matematica entediante, por isso, debrucei sobre a carteira e então dormi rápidamente.

Em meio a toda a escuridão, o que mais se iluminava era a enorme luz que vinha da tocha em chamas. O cheiro de fumaça e querosene se misturava ao cheiro de terra molhada que estava no ar. O rosto de Damon estava cobertos de sombras da escuridão dali. Ele estava com um simples sorrindo no rosto, em uma das mãos a tocha e a outra tocava delicadamente minha cintura. Ele me guiava, enquanto eu dava passos para trás. Senti minhas costas tocarem a madeira úmida de uma arvore. Segurei com uma das mãos em seu casaco e olhei em seus olhos.

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— As escondidas com Damon Salvatore. — Eu falei. Novamente eu não podia senti-lo tocar em mim.

— As escondidas. — Ele me analisou por um momento. — Precisa se escolher, Katherine.

— Me escolher? — Forcei as sombrancelhas.

— Sim. Entre mim ou Stefan, não pode ficar com os dois para sempre.

— Talvez eu possa. — Eu dei uma risada, como se fosse aquilo fosse uma piada pessoal. — Chegue mais perto. — Sussurei.

Ele então se aproximou, coloquei meu rosto sobre seu pescoço. Mais eu não podia sentir o seu cheiro que achava tão bom, dei um leve beijo no seu pescoço, então no momento seguinte mordi o mesmo. O gosto de sangue se espalhou pela minha boca, então abri os olhos. Levantei meu rosto assustada e olhei para todos a minha volta, alguns dormiam, outros prestavam atenção na aula. Stefan olhava para o nada. Esfreguei o rosto com as duas mãos e engoli saliva, tentando tirar aquele gosto de sangue da boca.

A última aula finalmente chegou. Era educação fisica. Como eu adorava ficar correndo e suando. Eu estava trotando em torno do campo de futebol, para variar um pouco atrasada, a turma estava do outro lado do campo e eu toda devagar. Foi então que ouvi passos ao meu lado, virei o rosto para olhar. Stefan.

Ele corria ao meu lado, usava uma regata. Seus braços eram fortes e brancos, como se ele não tomasse sol a muito, muito, tempo. Em de seus braços ele tinha um enorme tatuagem, de uma rosa, que chamava a atenção vista de longe.

— Gostou? Fiz em Amsterdam. Você estava comigo.

Eu fiquei sem palavras. Eu não sabia o que dizer, será que eu tinha o obrigado a fazer a tatuagem também? A nova eu acha tatuagens uma coisa muito seria e algo para ser analisado delicadamente, já que é algo para o resto da vida.

— Você não quis fazer. Costumava dizer que tatuagens eram algo para o resto da vida, ou para nós, o resto da eternidade.

— Eu ainda penso sobre tatuagens. Porque realmente é para o resto da vida.

Ele me olhou e deu mais um daqueles sorrisos irônicos.

— Nada mudou em você, Katherine. Ainda continua a mesma cadela de antes.

Eu revirei os olhos e então dei meia-volta e comecei a correr para o outro lado. Mais de nada adiantou, Stefan começou a correr de costas junto de mim.

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— Porque está me seguindo? — Perguntei sem olhar para ele.

— Damon pediu.

— Então se ele pedir para você se jogar de uma ponte, você se joga?

— Não estou fazendo isso por ele. — Eu parei assim que ele disse isso. — Estou fazendo por mim, porque sei que você não mudou, sei que isso é apenas uma ceninha. E no fim das contas, vou provar isso para tudo para que você seja mandada de volta para o inferno. Porque se fosse para ver sua cara novamente, eu preferia ter ficado naquela tumba.

Suas mãos estavam na cintura. Seu rosto duro, ele respirava fundo. E me olhava como se me analise, como se estivesse se perguntando se eu dizia a verdade ou não.

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Eu não estava disposta a discutir, não hoje. Eu simplesmente dei de ombros e então lhe dei as costas, comecei a caminhar na direção do vestiario feminino.

Eu realmente não tinha vontade de voltar para a casa com Stefan, nem clima havia. A única coisa que faltava era ele me dar um soco. Eu pedi carona para Caroline, já que a última aula dela foi no laboratorio e ela pode sair mais cedo. Ela parou o carro na frente da casa de Damon e ficou me olhando.

— Woooww. Essa casa é enorme. Poderia fazer o seu aniversário aqui? Tipo, o de verdade.

— Eu não sei. Damon não gosta de festas, quer dizer, não gosta de adolescentes.

— Ahammm. — Caroline deu um enfase no ''aham'' — Espere só até ele ter um pouco da dose de Elena Gilbert. — Eu revirei os olhos mais não pude deixar de sorrir. — Tudo pronto para hoje a noite?

— Eu ainda não sei. — Disse saindo do carro.

— Não se esqueça de levar o seu novo papai. — Ela disse assim que eu sai.

Quando entrei, encontrei Damon deitado no sofá. Um inseparavel copo de whisky na mesinha ao lado. Enquanto em uma das mãos ele segurava uma éspecie de diario.

— Cheguei. — Eu disse deixando minha bolsa penturada na entrada.

— Onde está Stefan? — Ele perguntou me olhando.

— Nós iriamos realmente nos matar se ficassemos mais tempo juntos. E quando digo matar, quero dizer literalmente. — Ele apenas deu um daqueles seus sorrisos.

— Só espero que ele não esteja por ai abusando dos pobres coelhinhos.

— Coelhinhos? — Apertei os olhos na direção dele.

— Ele insiste nessa dieta especial. É apenas uma enrolação idiota para que no final ele perca o controle e eu tenha que dar um jeitinho nele. — Damon levantou uma das sombrancelhas.

— É tão difícil assim ter controle que ele prefere sangue de animais?

— Não é difícil, quero dizer, pelo menos para a maioria de nós. Mas, Stefan é diferente. Ele tem essa sede doentia e... cá entre nós. Essa alma de estripador.

Eu me aproximei dele e me abaixei ao seu lado no sofá, baixando os olhos direto para o livro que ele segurava com as duas mãos. Apoiei o queixo em uma das mãos.

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— Estripador. — Eu repeti a piada de Damon. Ele sorria. — Você daria um ótimo vampiro humorista.

— Você precisa vê-lo em ação, rancando pedaços de líderes de torcida inocentes. Pertubador.

— Você quem está dizendo. — Dei de ombros. — Onde está Lexi?

— Estudando.

— Estudando? — Repeti. Ele apenas acenou positivamente. — E quanto a esse livro?

— Estou estudando.

— Estudando? — Repeti novamente.

— É. Estudando o inimigo.

— E que tipo de inimigo estamos infrentando?

— Do tipo, barra pesada. Agora, tire os olhos daqui e vá comer. — Ele fechou o livro e se sentou no sofá.

Eu sorri gentilmente e fui até a cozinha para comer. Depois de comer novamente voltei para a sala, encontrei Damon do mesmo jeito que o vi quando cheguei da escola.

— Vai passar o resto do dia na mesma posição? Quer dizer, os vampiros também se cansam, certo? — Eu perguntei me sentando no sofá.

Ele soltou o livro e colocou uma mão na nuca. Levou um dedo indicador sobre seus lábios e fez um sinal para que eu ficasse em silêncio.

— Shhh. — Eu o olhei como se não acreditasse que ele estava fazendo isso mesmo.

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— Como você é gentil. Está oficialmente desconvidado para a minha pré-festa.

— Pré-festa? — Ele sorriu, como se eu acabasse de contar a maior piada do mundo. Um sorriso debochado.

— Sim.

— Você realmente está parecendo uma colegial.

— Não fui eu que planejei, ok? É um tipo de presente de Caroline. O que seria da Barbie se ela não desse suas tão famosas festas na piscina?

— Vai ser uma festa na piscina? — Damon segurou uma gargalhada.

— Não. No Grill, na realidade. Eles costumavam vender whisky lá, então. Caso você queira ir.

— Vamos pensar no assunto. — Ele falou olhando para o livro novamente.

— Vamos? — O olhei duvidosa.

— Você não toma decisões sozinha por aqui. Você é uma adolescente, se esqueceu? — Então, ele piscou para mim. De um jeito bad-boy, mas sexy.

Notas finais
gostaram? mandem reviews para eu postar o proximo cap :'D