Notas iniciais
capítulo completo gente! ;)

O som era de carne sendo rasgada, literalmente rasgada, por algo muito afiado. Algumas gotas pingavam no chão, outras escorriam pela camisa esopada do rapaz. Mas a maior parte do sangue que jorrava da sua garganta ia direto para a boca de Caroline.O rapaz provavelmente só estava de pé ainda graças a Caroline, porque seus olhos estavam vazios e quase sem esperanças. Ela sentia o coração dele bater cada vez mais fraco na sua boca.

― Caroline, o que está fazendo?

A voz a paralisou, sua boca deixou a garganta do garoto e suas mãos o soltaram, seu corpo caiu no chão quase sem vida. Como um saco de batatas. Ela conhecia aquela voz, conhecia aquele sotaque. Ela se manteve como uma estátua, como se estivesse com medo de se virar.Ela ouviu o som dele se movendo atrás dele, e logo em seguida sentiu o quente de um casaco sobre o seus ombros. Ele a segurou pelos ombros e a virou. Ela encontrou os olhos verdes e preocupados de Klaus.

música: http://www.youtube.com/watch?v=Jq2w30NYstQ

― Ele está morto?

― Sim. ― Klaus disse como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

― Eu pensei que podia parar... ― Ela estava chorando. ― O que tem de errado comigo?

― Shhhh. Está tudo bem. ― Klaus disse tirando o cabelo dela do rosto delicadamente.

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― Não tem nada de errado com você, Anjo. Esse é seu instinto... natural. Os seres humanos quando sentem fomem, vão a caça. Você fez o mesmo. ― Ele disse calmo.

― Eu o matei. Ele... é uma pessoa, ele tem uma vida, uma família. Eu sou um monstro. ― Ela dizia entre soluços.

― Você, um monstro? ― Klaus não pode evitar um pequeno sorriso. ― Deixe me lhe dizer uma coisa. Eu vi mais do que pode imaginar, Caroline. Vi coisas que você nem sabe que existe, vi muitos monstros no mundo. Você definitivamente não é um. Olhe pra você, tem a capacidade de se importar e sentir. Você matou, para sobreviver... eu passei por séculos e séculos vendo pessoas tirarem a vida uma das outras por prazer, por guerras, dinheiro e todo esse tipo de coisas fúteis que existem no mundo. Você não é um monstro, você é incrível.

― O que está fazendo com ela?

Stefan estava parado na frente dos dois, com os olhos atentos a todos os detalhes daquela cena.

― Eu? ― Klaus deu um sorriso simpático. ― Eu estou apenas, abrindo a sua mente... para coisas positivas.

― Eu avisei você, que se chegasse perto dela ia pagar por isso! ― Stefan já estava indo na direção dele, quando Caroline intervio.

― Ele não fez nada. Não é culpa dele. ― Stefan ficou parado e sem reação, apenas observando Caroline. ― Eu preciso sair daqui.

Ela se levantou e saiu dali correndo.

...

Stefan entrou no banheiro feminino do Grill e trancou a porta logo em seguida. Caroline estava apoiada com as duas mãos na pia e desabava em choro. Seu rosto todo sujo de sangue era visto no reflexo.

― Caroline. ― Stefan disse seu nome em tom baixo enquanto pegava vários papéis toalhas.

― Eu sou um monstro. ― Ela chorava cada vez mais.

― Shhhh.

Stefan sussurava para ela, enquanto tirava seu cabelo do rosto e tentava limpar todo o sangue da sua boca.

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― Tudo vai ficar bem.

― Onde você estava, Stefan? Eu precisava de você.

― Eu sinto muito. Me desculpe... eu não vou deixá-la nunca mais. Ei... ei, Caroline. Me escute. ― Ele dizia enquanto ela chorava.

música: http://www.youtube.com/watch?v=SC6QW9H1zUs

― Eu não posso. ― Ela dizia.

― Ei. ― Stefan segurou o rosto dela com as duas mãos e olhou em seus olhos com firmeza. ― Olhe para mim

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― Tudo está bem, ok? Isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, Caroline. É o preço quando se é um vampiro, eu sinto muito, eu realmente não queria que você passasse por isso. Eu faria isso por você se eu pudesse, mas... eu não posso evitar. Mas, você é forte, linda e determinada. Pode lutar contra isso quando quiser e da maneira que quiser...

― Meus olhos. ― Ela chorava. ― Estão horríveis, isso me assusta e eu não consigo fazer isso parar. ― Ela dizia com as sombras embaixo dos seus olhos.

― Caroline, esta tudo bem. Escute, não conseguir se controlar é parte da transformação, quanto mais nova, mais forte o sangue vai pulsar, ok? Mas quanto antes concertarmos isso, melhor.

― Eu não consigo. ― Ela disse com uma mistura e raiva e decepção.

― Escute... esqueça o mundo, esqueça que existe alguma coisa atrás dessa porta. Escute só a minha voz, vamos, apenas eu... feche os olhos e respire junto comigo. Se concentre na minha voz e não no sangue. ― Ele esperou um momento, então ela abriu os olhos novamente.

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― Viu só? Não está melhor? Vamos, continue respirando comigo. Está tudo bem... olhe. ― Ele a virou para o espelho, ela parecia bem mais calma ao ver seus olhos normais novamente. ― Vem aqui.

Ele a puxou para um abraço, o rosto de Caroline se escondeu em seu peito. Ele podia sentir a respiração dela na sua pele por cima da camisa.

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...

― Então... você está me fazendo voltar a Mystic Falls, uma cidade cheia de originais para que eu ajude Katerina Petrova? ― Eric perguntou para Lexi com um ar preguiçoso.

― Sim. ― Lexi acenou positivamente.

― É, parece divertido. Onde está Elijah? O que ele tem a dizer sobre as travessuras do irmão mais novo?

― Elijah... ― Lexi começou a dizer sem ter uma resposta.

― Está em um caixão? ― Eric soltou um suspiro cansado. ― Niklaus é como um desses jovens que usam lápis no olho e All Star ― Ele fez uma pausa, como se estivesse pensando. ― emos. Queria que a vida fosse assim, quando sua família enche o saco, você vai lá e coloca uma adaga em seu coração. Mas quando sente saudade ou precisa de um favor, vai até lá e tira a agada então começa tudo de novo. Ok, vou ajudar. De qualquer maneira, se eu dizer não você ia me persuadir até a morte e se eu dizer que não um dia desses vou me lamentar por ter perdido toda a diversão.

― Eu sabia que você não ia recusar. ― Lexi sorriu. ― Onde está Pam? Pam! ― Ela chamou.

― Não, ela está em Paris. Provavelmente vivendo um romance lésbico em um daqueles restaurantes que servem croassant o dia todo e comprando roupas com o meu dinheiro.

― Bem, esse é o preço a ser pago quando se tem um filho. ― Lexi deu um sorriso irônico para o irmão.

― Talvez ela queira ir passar algum tempo com a titia.

― Ah... não. Você sabe, nossa paz não passa de cerca de quinze minutos.

― Somos uma família muito unida. ― Eric piscou para a irmã. ― Elijah gostaria disso.

― E quanto a Sookie, onde ela está?

― Sookie não é mais problema meu. ― Eric desviou os olhos da irmã e engoliu em seco. Ele se levantou da mesa de jantar e jogou o gardanapo que estava em seu colo sobre a mesma. ― Vamos salvar o mundo, irmãzinha.

Pam era a prole de Eric, sua criação que ele adotou como família. Eric era o primeira linhagem de Elijah, logo após ele ser criado por Elijah, o mesmo criou Lexi, sua irmã. Elijah é um dos casos raros entre vampiros que adotam suas proles como vinculo famíliar, em alguns casos, o vinculo de um vampiro com sua prole pode ser mais forte do que de um caso de irmãos, pais, ou até filhos, de sangue.

...

música: http://www.youtube.com/watch?v=HJEvHtfCtIY

― Você não precisa me colocar na cama, não sou criança. ― Caroline disse para Stefan.
Ela estava deitada na cama, enquanto Stefan estava parado ao seu lado de pé.

― Você não precisa, mas eu preciso. Não posso me sentir bem enquanto não souber que você está em segurança.

― Sério, Stefan, vá para a casa. ― Caroline disse cabisbaixa.

― Pare de se culpar, e eu irei. ― Ele engoliu em seco e ficou a olhando.

― Eu não posso. ― Ela fechou os olhos.

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Stefa deu uma risada sem humor nenhum.

― Se eu posso, porque você não?

― Posso dizer uma coisa? ― Ela sussurou baixinho, como se estivesse com medo de dizer.

― Claro.

― Eu gostei. Eu gostei de matar, Stefan. ― Ela dizia como se tivesse nojo de si mesma.
Stefan desviou seus olhos do dela, procurando uma resposta.

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― É o seu instindo, Caroline. Toda vez você vai sentir isso, a vontade de matar, de beber da garganta de alguém e sentir o coração dela parar de bater. Você vai se sentir bem, depois mal e depois bem de novo. Porque... porque foi apenas, sede. ― Stefan disse cabisbaixo.

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― É tudo uma questão de controle, Caroline. E você o tem.

― Você acha mesmo? ― Ela perguntou, inocente.

― Eu tenho certeza disso.

― Pode prometer algo pra mim, Stefan?

― Sim.

― Não me deixe fazer isso de novo.

― Eu prometo, eu sempre vou estar aqui pra você. Sempre.

...

― Eu sou um dos únicos vampiros a sobreviver a esse feitiço, que está vivo até hoje para contar a história. ― Eric disse andando de um lado para o outro na sala. ― Bem, esse feitiço é praticamente um suicidio. ― Ele olhou para Damon, como se estivesse o julgando.

― Na noite em que fui enfeitiçado. Tudo que eu era, foi retirado de mim. Eu era um criatura podre, não tinha lembranças, não tinha força, eu me sentia oco. Eu estava perdido, andando a beira de uma estrada... o vento frio do outono que batia no meu peito e me fazia sentir frio, eu estava vivo. Meus pés na lama suja e as folhas que grudavam nos mesmos. ― Ele fez uma pausa, antes de continuou. ― Sookie me encontrou. Eu não havia sido hipnotizado para ter falsas lembranças como você, eu simplesmente não sabia quem eu era. Mas ela sabia e me ajudou... tinhamos memórias juntos. Pam e Lexi também me ajudaram, quando o feitiço se aproximava mais ainda do fim... foram quarenta e dois dias, como humano. As coisas ficaram piores com o tempo, minhas lembranças voltavam como sonhos ou quando via algo que me lembrava e ligava a uma lembrança. Mas as coisas pioraram quando os efeitos de ser um vampiro começaram a voltar. Eu tinhas sonhos, do tipo que me via matando Sookie me alimentando dela até que ela morresse, e eu me envergonhava deles.

Então, ele ficou parado por um momento, perdido em suas memórias.

==============================flashback==============================

Em uma das últimas noites de Eric como humano, ele teve um pesadelo, um pesadelo tão real que o assustou. Ele estava na casa de Sookie, parado na frente da porta do seu quarto apenas encostada, ele empurrou um pouco a mesma, apenas o sufuciente para vê-la deitada na cama e dormindo. Ele sentia uma enorme vontade de mordê-la.

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― Você não quer fazer isso. Você a ama. ― Ele olhou por cima dos ombros e bem atrás dele, estava Elijah, o seu criador.

― Eu nunca a machucá-ria. Eu a amo, eu a amei em todas as minhas vidas. ― Ele disse, se lembrando de todas as vezes que se apaixonará por Sookie, ela era uma doppelganger. A mais velha.

Mas havia uma voz que falava mais alto em sua cabeça, uma voz que havia acima da lei de seu criado, era a sede de sangue. Ele então se aproximou mais dela, seu cheiro era ótimo, lembrava quem ele costumava ser. Foi então, que ele a mordeu. Seu gosto era melhor que seu cheiro e ele não ia parar, ele não ia parar até que tomasse a ultima gota de sangue no corpo dela.Foi aí que ele acordou.Mas a cena se repetiu, exatamente como no seu sonho. Mas desta vez, ele parou na porta e ficou ali a observando, até que ela abriu os olhos, assustada.

― Eric? Qual o problema? ― Ela perguntou se sentando na cama.

― Eu tive um pesadelo. ― Ele disse engolindo em seco.

==============================fim do flashback==============================

Novamente então, Eric estava de volta a realidade e a memória havia desaparecido como uma nuvem de fumaça.

― Mas essa não é a pior parte, a pior parte vem basicamente no penúltimo e última dia. ― Eric me olhou, como se sentisse muito por mim. ― A culpa vai te consumir de todos os erros que você cometeu no passado, você vai querer se matar. A maior parte dos vampiros não sobrevive a essa parte. Então, acha que consegue conviver com seus pecados, Katherine?

Falando em pecados, ele novamente se lembrou de Sookie. A noite em que eles passaram acordados, dividindo a cama de Sookie, enquanto ele dividia os seus pecados com ela.

==============================flashback==============================

― Eu sou mal? ― Eric perguntou com inocencia, deitado no colo de Sookie.

― Bem, eu não diria que você se encaixaria no papel de Hitler, mas... não, você não é mal. ― Ela deu um pequeno sorriso para ele. ― É só que nem sempre foi assim.

― Assim como?

― Meigo, gentil, carinhoso... humano.

― Gosto de ficar perto de você. ― Ele sussurou, enquanto ela lhe fazia cafuné.

==============================fim do flashback==============================

Eu engoli em seco e olhei para Damon. Essa provavelmente era a parte mais difícil e provavelmente o meu atestado de óbito. Damon segurou minha mão um pouco mais forte.

― Você vai ficar bem. Nada vai acontecer com você, não vou permitir. ― Ele disse para mim.

...

Caroline estava dormindo, Stefan já tinha ido. Ela estava em um sono bem leve e desajustado. Como se pudesse ouvir tudo a sua volta. Eram passos, passos leves e sem presa, de quem tinha todo o tempo do mundo. Se aproximando cada vez mais dela. Eles pararam por um pequeno momento.Klaus estava em seu quarto, parado de pé ao lado da sua cama enquanto ela dormia, ele se sentou na sua cama, foi quando ela abriu os olhos bem devagar.

música: http://www.youtube.com/watch?v=I4MCzmUQrTk

― Olá, anjo. ― Ele sussurou, sentado ao seu lado.

― Klaus, o que está fazendo aqui? ― Ela perguntou um pouco surpresa para ele.

― Eu queria ver como você estava. Como você está? ― Ele perguntou baixinho.

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― Como você acha? Não consegue ver? ― Ela resmungou.

― É claro que posso, mas não gosto de deduzir. ― Ele deu um pequeno sorriso. ― Você está um pouco melhor. É o que você quer, não é? Se sentir bem? Não sentir culpa, não se importar?

― Tudo que eu quero é que a culpa vá embora.

― Então se permita, isso, Anjo. ― Ele deu um pequeno sorriso. ― Deixe ela ir. Basta você querer.

― Eu não quero ser egoísta, quero pagar pelo que fiz e carregar isso comigo. Mas a culpa é pior do que qualquer coisa.

― Chegue mais perto. ― Ele sussurou para ela, quando ela se sentou e a aconchegou em seus braços. ― Não precisa carregar a culpa sozinha, anjo. Seu sorriso é muito bonito para ser desperdiçado.

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Notas finais
eu sei eu sei, teve muito pouco delena, mas era para que o próximo fosse focado somente nisso! comentem o que acharam :D