Notas iniciais
Pois é, atrasei de novo. Foi mal :| kkk Enfim, mas o capítulo ta ai. Obrigado a Jessica Dobrev e Katheryne Salvatore pelas recomendações, muito obrigado mesmo lindas! *-*

Uma brisa de verão corria por Mystic Falls. Um vento fresco, mas abafado, assoprava a pequena cidade de madrugada. A lua cheia tinha destaque no céu, ela iluminava as ruas sombrias e sem vida da cidade, que agora tinham um ar de vila hospitaleira do interior.As luzes da mansão Salvatore se mantinham acessas, como se ninguém quisesse ou consegui-se dormir naquela noite. Eu estava sentada em uma muretinha no jardim dos fundos, e ao meu lado estava Alaric. A barba estava grande, as roupas e o corpo sujos, mas ainda havia um pequeno sorriso de menino no canto dos seus lábios.


― Como está sua cabeça com tudo isso? ― Ric me perguntou com aquele jeito de pai.


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― Bem, agora está tudo bem. No começo eu pirei um pouco, sabe? Mas agora, eu já me acostumei para falar a verdade.


― Quem não piraria? Eu estava preocupado, uma hora ou outra eu sabia que você ia descobrir. Eu só não sabia como você ia lidar com isso, você é uma garota forte, se deu bem.

― É claro que me dei bem! Quem não se dá bem com vampiros? ― Eu sorri.

― Lobisomens, eu não sei. ― Ele riu. ― Eu só quero que você saiba que em meio a tudo isso, ainda posso ser seu pai. Se você quiser, é claro. Eu sei que você tem todo esse jeito de Chuck Norris, mas ainda é uma garota.

Eu fiquei em silêncio por um momento, como se quisesse fazer um suspense. Mas, não controlei o sorriso que nascia nos meus lábios. Ric estava certo, mesmo entre vampiros, lobisomens e todo outro tipo de coisa, uma garota precisava de uma família e ele era a única que eu tinha.

― É claro que sim, pai. ― Nós dois rimos.

― Feliz Aniversário, Elena.

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...


― Está bem. Você fez um bom trabalho, cuidou bem dela.

Ric e Damon estavam sentados na arquibancada da escola local, o time de football estava treinando e as líderes de torcida também estavam ali.

― Eu disse, não disse? Se algo acontecesse eu ia cuidar dela. Olha pra ela, ela não perdeu nenhum kilo. ― Damon riu.

― Eu sabia que eu podia confiar em você. ― Ric fez um pausa. ― Você ainda a ama, não é?

Damon engoliu em seco e desviou o seu olhar.

― Ela é importante.

― Você nunca deixou de amá-la.

― E acho que nunca vou deixar. ― Ele agora parecia mais relaxado. ― Stefan, ele parece até um colegial.


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Ric olhou na direção do time de football e viu Stefan. Ele realmente parecia um colegial, com aquele uniforme e o modo como ele estava confortável no campo. Era o tipico quarterback, popular e que namorava a capitã das líderes de torcida, se isso fosse um filme dos anos oitenta.

― Ele está se adaptando bem aqui, isso é bom. Especialmente depois de tudo que ele passou.

― Ele precisa de uma namorada também? Um carro do ano e um tênis da nike? ― Damon disse impaciente.

― Você sabe sobre o que estou falando, Damon. Você como irmão mais velho tem o dever de cuidar dele.

― Stefan já passou dos cem, não acha que está na hora dele se virar sozinho? Eu não sou você, Ric. Stefan está bem, ele sabe se cuidar, olha só pra ele. Além do mais, não podemos passar mais de cinco minutos juntos em paz. Então, tudo funciona melhor assim.

― Ele não queria sair da montanha sem você, ele voltou para te salvar.

― É claro que ele voltou, Ric. Ele me devia, já que eu salvei a vida dele antes.

― Você é um babaca.

― Eu sei. ― Damon sorriu.

...

― É hora de festa, Caroline!

Bonnie, Matt e eu dissemos empolgados ao deslizar pelo salão principal da casa de Caroline. Ela se assustou ao nos ver ali.

― Você está pronta para a festa? ― Matt perguntou para ela.

― Festa? Que festa? ― Ela perguntou sem entender.

― Meu aniversário, Carol! Você se lembra? Você estava mais empolgada do que mesma.

― É claro, pessoal. Eu me esqueci, desculpem. ― Caroline falou um pouco sem graça.

― Então, o que você tem em mente para hoje a noite? Ninguém faz uma festa melhor que você. ― Eu disse colocando a coroa de plástico que estava usando em Caroline. ― Está tudo em suas mãos.

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― É, é. Eu vou pensar em algo até a noite. ― Ela deu um sorriso esperançoso.

― Tudo bem. ― Eu disse empolgada.

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Ela não parecia muito confiante, não tnha mais aquele ar natural de Caroline. Ela parecia distraida, deslocada e até mesmo desligada.

― Você está bem? ― Perguntei.

― Claro. Pessoal, estamos atrasados. É melhor irmos para a aula. ― Caroline disse apressada como se quisesse fugir do assunto.

...

― Hei, Stefan. Espera ai. ― Caroline disse se apressando para alcançá-lo.

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― Você queria falar comigo? Sobre o que, o aniversário da Elena? ― Caroline disse sem paciência.

― Na verdade, eu queria saber como você estava. Ontem foi um meio louco, aniversário? ― Stefan levantou as sombrancelhas curiosamente.

― É, aniversário. Sabe, você poderia simplesmente ter perguntado como eu estava no sms que você me mandou. E pare de agir como Edward Cullen, é tão estranho. Eu deveria odiar você, você ferrou comigo, mas você é tão gentil e doce.

― As pessoas mentem por mensagem de texto. Desculpa, eu nunca li crepúsculo, eu só vi o filme. Mas, como eu disse, eu vou cuidar de você. ― Stefan ficou a aalisando com os olhos por um momento. ― Seus sentimentos estã bagunçados.

― Tudo bem, eu não vou discutir. Vou comer um bolinho acompanhado de um bolsa de sangue. Nos vemos na festa, e a propósito, você pode falar qualquer coisa por mensagem de texto, é por isso que as pessoas preferem as mensagens de texto. ― Caroline saiu dando as costas para Stefan.

...

― Você está linda.

Eu ouvi o som baixo da sua voz e olhei por cima dos ombros com um sorriso no rosto. Ele estava parado atrás de mim, encostado em uma comoda. Seus braços fortes cruzados sobre o peito, a camisa com alguns botões abertos, ele tinha um sorriso meigo e carinhoso nos lábios.


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―Obrigado.

― Eu gostei do vestido. ― Ele tinha um olhar que gritava: perigo.

― Gostei da camisa. Do cabelo. Gosto de você. ― Dei um sorriso envergonhado.

― E então, como está sendo ter dezoito anos?

― Bom, até agora. Eu não me lembro como foram os meus outros dezoito anos.

Damon perdeu o sorriso por um momento, como se sentisse muito por mim.


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― Tenho um presente. ― Ele voltou com um sorriso esperançoso, quase querendo me comprar.


― Eu disse que não queria presente. Ter você aqui já é o suficiente!

― Não se preocupe, porque... na verdade eu nem gastei com isso. Eu já tinha que te dar, só estava esperando o momento certo para lhe devolver isso. ― Ele se aproximou de mim tirando uma pequena caixinha do bolso.


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― O que é? ― Perguntei curiosa.


― É o seu colar. Ele fica melhor em você do que guardado. Vire-se, deixe eu colocá-lo em você.

Eu me virei de costas para ele então. Damon afastou meu cabelo da minha nuca e colocando sobre o meu ombro, então colocou o colar em mim. Um arrepio correu dos meus pés a cabeça no momento que senti o gelado do colar em envolvendo.

― Agora sim. Está linda e pronta. ― Ele disse baixo ao pé do meu ouvido. ― Vamos?

...

― Eu odeio festas colegiais. ― Lexi disse mal humorada.

― É, eu também. ― Stefan concordou.

― Eles não parecem nada apetitosos. São nojentos e mesquinhos, eu odeio adolescentes. ― Ela deu um longo gole no seu copo de whisky.

― Escuta, eu já volto. E não vou comer ninguém, eles não são apetitosos. ― Stefan sorriu e passou ao lado de Lexi.

Seus olhos tinham destino certo, Caroline.


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― Bela festa. ― Ele disse na frente dela.

― Não fale comigo, você odeia adolescentes.

Stefan deu um riso de deboche.

― Não deveria ouvir a conversa dos outros. É por essa e por outras que eu odeio adolescentes. Vamos lá fora. ― Stefan indicou a porta com a cabeça e Caroline o seguiu.

...


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― Acho que eles querem lhe dar parabéns. ― Damon sussurou para mim. ― Vá, nos encontramos depois. ― Ele falou soltando meu braço, mas, sem soltar minha mão.


― Tudo bem. ― Eu sorri timida.

...

― Isso é um saco. ― Caroline disse.

― Festas adolescentes? Eu concordo. ― Stefan sorriu.

― Isso também. Odeio aniversários.

― Porque?

― Porque eu não posso mais ter aniversários.

― Pare de ser egoísta. Você tem a eternidade a seu favor.

― Eu nunca vou chegar aos vinte e um. Como eu vou beber? ― Caroline choramingou.

― Isso nunca te impediu de beber. Pare com esse drama desnecessário.

― Não é desnecessário.

― Sim, lógico que é! Olhe para si mesma. Sua maior preocupação é que cor de esmalte você vai usar amanhã. Isso é infantil, você ainda vai ter aniversários, só não vai envelhecer. ― Stefan ficou a olhando por um momento, os dois não diziam nada.


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― Você... ― Caroline fez uma pausa e engoliu em seco antes de continuar. ― se sentiu já, se sentiu vazio?


― É como eu me sinto agora. ― Stefan encolheu os ombros.

― E porque você se sente assim?

― Por todos os pecados que já cometi. E você, Caroline, porque se sente vazia?

― Por ser uma vampira.

Aquilo acertou Stefan como um soco, a maneira como Caroline levantou os olhos lentamente para encontrar os dele o derrubou, ele se sentia vazio de verdade, especialmente agora, que ele sabia que ela só era uma vampira por sua culpa.


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― Eu não sei o que dizer.

― Não foi sua culpa, Stefan. Hora errada, lugar errado.

― Eu não acredito em destino. ― Stefan disse firme.

― Pois eu acredito! ― Caroline deu um pequeno sorriso.

...

Eu estava conversando com um garoto da minha sala, mas não tinha ideia de quem fosse. Eu estava perdida em pensamento e não ouvia uma palavra do que ele dizia, eu mal conseguia enxergar o seu rosto e ver os seus lábios se mexendo e guspingo aquelas palavras sem sentido.E então mais uma vez, estava eu perdida em uma memória. Foi umas das mais rápidas que eu já havia presenciado, foi simplesmente uma rápida imagem e as vozes ecoando no fundo.

― Stefan! Stefan, não me deixe aqui. ― Eu podia sentir o desespero na minha voz.

― Você me deixou primeiro. ― Havia dor em sua voz.

― Stefan! Stefan!


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Era como se as vozes e a imagem não se encaixassem. Uma explosão de luz branca e novamente eu estava vendo o rosto do garoto que continuava a tagarelar.


― Eu já volto. ― O deixei falando sozinho e corri na direção da porta.


Lá fora encontrei Damon e Ric sentados em uma murretinha, os dois dividiam uma garrafa de whisky.

― Me dá seu copo. ― Eu disse já tomando o copo da mão de Damon.


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― Também não gosta de festas colégiais? Bem vinda ao clubinho. ― Damon disse com um sorriso irônico.

― Vá devagar com isso. ― Ric falou assim que eu virei o copo. ― Não é água.

― As memórias estão aparecendo de novo, Damon. Cada vez piores e mais confusas. ― Eu disse esfregando as temporas.

― Memórias? ― Ric perguntou interessado.

― É só um efeito colateral da bebida. ― Damon continuou irônico. ― Já falei pra você parar com o alcool, Elena. ― Ele se serviu de outro copo de whisky.

― Damon. ― Alaric insistiu.

― Elena, acho que você deve voltar pra sua festa. ― Ele indicou o interior da casa com a cabeça, quase me expulsando dali.

― O que? Você não quer falar na minha frente? ― Cruzei os braços como se não fosse sair dali tão cedo.

― Porque não falou disso antes, Damon? ― Ric perguntou.

― Porque não é importante. Eu já volto. ― Ele saiu dali como se estivesse fugindo da conversa.

― A quanto tempo você tem as visto, Elena? E como elas são?

― Faz algum tempo, eu... eu consegui até ver onde você estava e isso nem é uma memória. Elas vem tão rápido quanto se vão, algumas vezes vem até descordenada, com as vozes desfocadas e tal. Porque? Tem alguma coisa errada?

― Não, só... estou curioso. ― Ele estava mentindo.

― Pare de mentir para mim, Ric. Estou cansada de mentiras, minha vida é uma mentira. ― Eu disse sem paciência.

Ric olhou para os lados, como se estivesse se perguntando se me contava a verdade ou não.

― É complicado.

― Complicado é eu viver assim, sem respostas. Porque se depender de Damon eu vou ser sempre essa porta que é a última a saber das coisas.

― Ele só está tentando protege-lá, o tempo todo ele quis proteger você.

― Me proteger do que? ― Perguntei. ― O que as memórias significam?

― O feitiço que te fez perder a memória é o mesmo que te transformou em humana novamente, mas... ele é apenas temporario e já é um feitiço forte o suficiente com seus efeitos colaterais. Para ele durar por um tempo, você não pode ter contato com as pessoas da sua vida passada, ou seja, pessoas que você conhecia. Então, as suas memórias estão voltando e enfraquecendo o feitiço, cada vez mais. E a cada dia que passa, você deixa de ser humana e se torna de novo uma vampira.

― Então você está dizendo que antes mesmo de fazer o feitiço, Damon sabia que eu ia perder a minha memória? ― Perguntei surpresa.

― Bem... sim.

― Ele sabia e ainda assim ele o fez. E porque a maior parte das minhas memórias são com Stefan?

― Bom, acho que está na hora de você conversar com Damon. ― Ric se levantou e saiu dali.

― Elena, espera ai. ― Stefan disse antes que eu saisse.

Ele parou na minha frente e me analisou dos pés a cabeça.

― Preciso de um favor. ― Ele começou.

...

― Bem, está na hora do parabéns. ― Ric disse carregando um pequeno bolo de padaria cheio de velas. ― Alguém pode acender isso aqui, por favor? Ah proposito, onde está a aniversáriante?

― Eu acendo. ― Lexi disse acendendo as velinhas do pequeno bolo com fosfóro.

Eu me enfiei na multidão e fui até onde eles estavam, atrás de mim estavam Caroline e Stefan.


― Tudo pronto? ― Ric perguntou. ― Parabéns pra você...


Ele puxou o coro e todos cantaram juntos. Eu não pude evitar e sorri, mas, enquanto meus lábios sorriam meus olhos procuravam preocupados por Damon. Ele não estava ali.

― E então, o que você vai desejar, Elena? ― Lexi perguntou.

― Na verdade, eu queria dar o meu desejo de presente para a minha melhor amiga, Caroline. Faça um pedido. ― Eu sorri.

Caroline deu um sorriso timido e surpreso. Eu fiz um sinal positivo com a cabeça para ela.

― Vamos, deseje.


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Ela fechou os olhos e assoprou as velas. Stefan me olhou com um sorriso de canto e deu uma piscadinha para mim, que eu retribui com um sorriso.

...

música: http://www.youtube.com/watch?v=ROtBbOcdFxo

― Você perdeu o bolo.

Eu disse assim que ouvi o som da porta do quarto de Damon batendo. Ele estava encostado atrás da mesma e me olhava surpreso.


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― Porque fez isso comigo? ― Perguntei.

― Eu não sei do que você está falando. Elena, está tarde... ― Ele disse indo em direção a cama, mas eu entrei na sua frente o impedindo de passar.


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― Pare de mentir pra mim. Estou cansada disso, das suas meias respostas. Ric me contou.

― O que Ric te contou?

― Você sabia né? Sempre soube que eu ia perder a minha memória, mesmo antes do feitiço ser feito.

― Memórias são somente memórias, você vai ter outras para se lembrar

― Não seja tão frio, Damon. Porque? Eu só quero saber o porque que você fez isso comigo. Porque a maior parte das minhas memórias são com Stefan?

― Eu precisava fazer, eu não ia deixar vocês dois simplesmente se acabarem. Stefan estava fora de controle e você adorava, enquanto Klaus chegava cada vez mais perto. Eu me importava demais para simplesmente deixar acontecer. E quando os seus sentimentos ficaram confusos eu tive esperanças, e na noite em que beijei você pela primeira vez... eu sabia que não ia ter volta.

― Sentimentos confusos? Eu sempre amei você, Damon.

― Não. Stefan... sempre foi o Stefan. ― Damon disse como se tirasse uma tonelada das suas costas. ― Era Stefan que você sempre amou antes de perder a memória, e assim que sua memória voltar, é ele quem você vai voltar a amar.

...

― E então, o que você desejou? ― Stefan perguntou a Caroline. Os dois caminhavam lado-a-lado, ele a acompanhava até sua casa.

― Se eu falar não se realiza, né. ― Caroline sorriu.

― É claro. Eu quase me esqueci.

― Você não faz aniversários a muito tempo, ein? Porque não se lembrar nem da regra dos desejos. ― Os dois riram.

― O meu último aniversário que eu comemorei foi em 1987, junto com Lexi. E estava em um show de rock, e eu também não gosto muito de bolo.

― Lógico, o bolo. ― Caroline sorriu. ― É aqui. ― Ela parou na frente da sua casa.
Stefan olhou por cima dos seus ombros para a casa.

música: http://www.youtube.com/watch?v=1iYOOuJLuaY

― Obrigado por fazer o que você fez.

― O que eu fiz? ― Stefan perguntou sem entender.

― Eu posso ouvir, Stefan. Você pediu a Elena para que eu fizesse o pedido de aniversário, obrigado. ― Stefan a olhou com um sorriso sem graça.

― É, eu pedi.

― Obrigado.

― Eu disse que ia cuidar de você.

Caroline fez um pequeno aceno positivo com a cabeça em sinal de aprovação para Stefan que tinha um sorriso bobo no rosto.


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― É. Então, até amanhã.

― Até. ― Stefan parou de sorrir como se tivesse levado um balde de água fria. Ele já estava se virando quando Caroline o impediu.

― Stefan, você quer ir tomar café da manhã comigo, amanhã?

― Claro que sim. Eu adoraria. ― Ele disse empolgado demais. ― Eu te ligo.

― Ou você pode mandar um sms. ― Caroline riu.

― É claro, eu te mando um sms pela manhã. Boa noite, Caroline.

― Boa noite, Stefan.

Notas finais
Eai, gostaram? :D