Notas iniciais
Pessoal, o capítulo ta ai e completo! Me desculpem a demora e espero que gostem!

― Teve uma boa noite de sono? ― Stefan perguntou sorrindo.

― Não exatamente, sabe como é... morrer nunca é uma boa coisa. ― Dei de ombros.

― Stefan e Katerina! É bom ver vocês e especialmente saber que você estava blefando. Onde está Caroline? ― Klaus disse aparecendo atrás de nós.

― Ela está no carro. ― Stefan se virou. ― É claro que eu estava blefando.

― O que aconteceu com Caroline? ― Perguntei.

― Alguns pequenos garotos tentaram brincar de travessuras e usá-la, mas... eu sempre ganho. ― Klaus respondeu.

― Nik, é bom ver você e saber que você não quer arrancar meu coração. ― Disse gentilmente. ― Vamos ao que me interessa, eu quero Damon.

― Ah, é claro. Mas... eu acho que você e seu outro garoto deveriam tentar se entender com Rebekah, eu vou cuidar de Caroline.

― O que você fez com os garotos, Klaus? ― Stefan perguntou curioso.

― Eu fiz o que deveria ser feito. Vão, eu vejo vocês em breve.

― Diga a Caroline que eu a verei mais tarde. ― Stefan falou colocando a mão em minha cintura me empurrando para sairmos logo dali.

...

― Você não está cansada? Você já me torturou o suficiente, você já me compeliu para ser o seu namorado, o que mais você quer? Arrancar o meu figado com essa faca estupida? ― Damon resmungou.

― Meu Deus, você é tão resmungão, eu não sei quanto tempo vou aguentar ao seu lado. Vou pegar um martini, minha cabeça não aguenta mais tanta lamentação. ― Rebekah disse saindo dali.

Damon estava realmente ferido, é claro que vampiros se cicatrizam com muita facilidade mas é complicado quando eles são gravemente feridos como Damon estava sendo e em seguidas vezes. Fora que ele também não se alimentava há um bom tempo e isso contribuia para deixá-lo mais franco, se ele se alimentasse agora poderia se recuperar bem mais.
Eu o encontrei na pior situação possível, os meus olhos não acostumavam com todo o vermelho no chão e no seu corpo. Era como se estivessem machucando uma parte de mim. Seus olhos quase fechados e as mãos ainda presas nas armadilhas.

― Damon! ― Eu corri na direção das armadilhas e o soltei puxando a mesma e a abrindo. Damon caiu de joelhos na minha frente. ― Stefan, ele está muito mal.

Me ajoelhei na sua frente e segurei seu rosto com as duas, fazendo-o olhar para mim. Mas ele ainda estava com os olhos fechados, o pescoço mole e desorientado.

― Damon. Meu amor, você está me ouvindo? ― Eu disse baixinho. ― Vou tirar voce daqui.

― Não pode... ― Ele disse sem forças.

\"\"

Eu fiquei sem entender.

― Vamos, eu vou te tirar daqui. ― Disse tentando fazer com que ele se levantasse.

― Você não vai a lugar nenhum.

Mesmo com toda a sua maldade a voz de Rebekah era sempre doce como a de um anjo, carregada de inocencia e simplicidade, o que era o oposto do que ela era.

― Está atrasada.

― Liberte-o, Rebekah! ― Gritei me levantando de uma vez, me virando para olhar diretamente para ela.

― Ela está certa, Rebekah, liberte meu irmão... ele não tem nada a ver com isso. ― Stefan disse.

― É obvio que ele tem. Damon é a maneira mais fácil de eu me vingar dela e a maneira que eu sei que mais vai doer. Afinal, é ele quem ela ama agora, certo?

― Rebekah, por favor... ― Sussurei, eu estava pedindo verdadeiramente.

Ela apenas riu diante de mim. Então cruzou os braços e olhou para Damon.

― Vá em frente, leve-o com você.

― Damon, vamos lá. Vamos para casa. ― Eu disse me aproximando dele lentamente.

\"\"

Ele estava ajoelhado, todo machucado assistindo a cena em que eu e Rebekah brigavamos por ele. Damon olhou todo o sangue e pareceu pensar por um momento, eu tinha certeza de que ele iria se levantar com todas as forças que ainda lhe restavam, iriamos para casa e seriamos felizes para sempre. Mas ele não era mais o mesmo, ele não me amava mais. Levantou o rosto calmamente e me olhou.

― Não posso ir. Não quero ir.

― Damon... ― Sussurei seu nome como se esperasse que ele fosse me dar outra resposta.

― Eu não vou! ― Ele respondeu grosso.

Rebekah apenas me olhava com um sorriso no rosto e satisfeito, ela tinha tudo que ela queria. Estava pronta para contar vitória.

― Então, satisfeita? Você já pode se retirar... ― Ela disse diretamente para mim.

Eu me levantei e respirei fundo, então olhei para Stefan por cima dos ombros que também não sabia o que fazer.

― Vai pagar por isso, Rebekah. Ele não ama você uma hora você vai se cansar ou ele... assim como aconteceu com Stefan.

― Vou esperar por esse dia.

― Vamos. Vamos falar com Klaus. ― Stefan disse me puxando pelo braço.

Ele sabia que eu estava prestes a torcer aquele pescoço de rato por isso me segurou, se eu lutasse contra Rebekah ela iria me quebrar no meio.

...

Estavamos do lado de fora da mansão dos Mikaelson enquanto eu estava perdendo o controle em desespero, eu havia o deixado lá... nas mãos de Rebekah que só serviriam para machucá-lo eu tinha certeza disso.

― Stefan, ele se foi. Ele se foi e não vai voltar. Eu sei disso.

― Está tudo bem, vamos traze-lo de volta, ok? Vamos levá-lo para casa. Você vai ver.

― Não, não, não! Ele vai voltar, eu não consigo! ― Disse com os olhos já cheios de lágrimas, a voz fraca e a boca umida.

― Você consegue!

\"\"

Stefan disse com uma confiança fora do normal.

― Você consegue, nós conseguiremos. Vamos trazer ele para casa, para mim, para você... eu prometo.

Eu não esperei que ele desse algum tipo de sinal ou que fosse dizer outra coisa, eu apenas me joguei em seus braços o abraçando forte. Como se ele fosse a única coisa que eu tinha para me segurar agora.
Stefan retribuiu um pouco sem jeito, mas com o mesmo carinho. Eu sabia que ele estava tão disposto quanto eu de levar Damon para casa.

\"\"

― Vamos, quero te levar em um lugar. Você vai se sentir melhor. ― Stefan sussurou em meu ouvido.

― Onde nós vamos? ― Perguntei me afastando dele.

― Comer, na melhor maneira possível. ― Ele sorriu.

Eu realmente desejei que ele não estivesse falando de comida, porque eu estava faminta por sangue. Stefan me levou até a floresta, onde entramos bem para o centro da mesma.

― O que estamos fazendo aqui? Não vejo nada muito apetitoso por aqui. ― Eu disse parando de andar.

música: http://www.youtube.com/watch?v=eu-xFvLaE68

Ele sorriu maliciosamente.

― É para isso que viemos aqui, para você caçar.

― Está dizendo para eu caçar viados? Stefan, isso é tão crepúsculo.

Ele riu na minha cara.

― Tem pelo menos quinze ou vinte acampamentos por aqui. A maioria de jovens ou de jovens casais, eu quero que você os encontre. ― Ele veio caminhando em minha direção por trás de mim. ― Você se lembra de como isso é fácil, não? ― Stefan sussurou perto da minha orelha.

Acenei positivamente.

― O gosto, o cheiro, o toque, o som e a visão. ― Ele sussurava perto da minha orelha.

Eu fechei os olhos, me concentrando na gosto. Eu podia sentir a saliva borbulhar em minha boca, o cheiro... longe, mas tão bom. Então o toque, eu já senti minhas presas desejando perfurar uma veia. O som, o som era o mais difícil de se controlar, ela como montar um quebra cabeças gigante, um milhão de sons para que eu pudesse finalmente encontrar o som certo. O som de um coração humano, bombeando sangue fortemente para as veias.

― Encontre sua presa agora. ― Stefan sussurou.

\"\"

Eu abri os olhos e corri na direção do cheiro, eu sabia que estava cada vez mais perto e me concentrava na minha visão tentando localizar a presa antes que ela me localiza-se. Eu sentia em cada pedaço do meu corpo, não lembrava o que me alimentar podia me causar, tudo que eu sabia era que era bom.
Um homem, meia idade e aparentava uma ótima saúde. A veia em sua garganta me parecia tão apetitosa, úmideci os lábios e observei minhas opções de ataque. Ele estava sozinho em um acampamento de caça simples. Devagar, devagar, se aproxime em silêncio e... ataque!
Eu o derrubei de uma só vez caindo em cima dele e o compeli para ficar em silêncio. Então finalmente o mordi. Minhas presas afiadas perfuraram sua pele com facilidade e o seu sangue jorrou em minha boca. Quente e fresco, ele me tocou levando-me ao extacse extremo. Agora eu podia finalmente entender Stefan, era muito bom e viciante como uma droga. O sangue era capaz de nos controlar. Eu sentia como se não pudesse parar. Uma voz no fundo da minha cabeça disse: ''Controle é tudo!''. E sem perceber essa voz era minha, relutantemente soltei o homem. Era o suficiente.

\"\"

Levantei o rosto e vi Stefan parado na minha frente.

― Satisfeita? ― Ele perguntou.

― Sim. ― Respondi limpando minha boca.

O homem revirava os olhos na chõ tentando se manter acordado. Mordi meu pulso o suficiente para rasga-lo e deixei algumas gotas do meu sangue pingarem na boca do homem, ele começou a se recuperar imediatamente. O compeli para esquecer logo em seguida.

...

Eu fui para a casa enquanto Stefan foi encontrar Caroline. Eu gostava da atenção que ele dava para ela, realmente gostava, eu sabia que ele cuidava dela e se preocupava muito. Não iria questionar isso, então deixei que ele fosse, eu sabia que ela precisava dele tanto quanto eu.
A porta do quarto dela estava aberta e ele entrou sem bater, deitada na cama e recuperada ela parecia bem melhor. Stefan sorriu ao vê-la e ela sorriu de volta sem pensar duas vezes. Se levantando da cama.

\"\"

― Você está ótima para quem foi sequestrada. ― Stefan disse brincalhão.

― Eu sou uma garota forte, você sabe. Você também parece ótimo para quem me salvou.

\"\"

― Eu disse que iria cuidar de você, não disse? Eu mantenho minhas promessas.

Caroline se levantou e ficou diante de Stefan, então ela pegou uma de suas mãos e a segurou com as duas suas.

― Obrigado. ― Ela disse com um suspiro.

― Foi só o meu trabalho.

― Não, Stefan, obrigado... mesmo. Você está sempre me salvando.

― Alguém tem que salvar. ― Ele piscou. ― Então... eu trouxe biscoitos e crepúsculo em DVD.

― Ah, eu amo você! ― Caroline sorriu e bateu palminhas.

Era óbvio que Stefan iria passar a noite com Caroline. Tudo o que eu fiz nas últimas horas foi vagar pela própriedade evitando tudo e a todos. Eu havia andando pela floresta, pela cidade, pelo lago, pelo parque e já consumido uma garrafa de whisky. Era quase de manhã quando eu finalmente consegui parar, parada no meio do jardim da mansão Salvatore eu recebi uma visita.

― Porque você está aqui? ― Perguntei surpresa.

― Queria me despedir.

música: http://www.youtube.com/watch?v=BuIwC4qG9h8

― Você não tem sentimentos por mim, não tem porque se despedir. ― Eu disse me aproximando dele. ― Vamos dar um jeito nisso, ok? Eu e Stefan estamos trabalhando o mais rápido possível e vou te trazer de volta para mim.

― Não diga diga isso, eu tenho sentimentos. Só não sou capaz de controla-los. Eu sinto tanto, tanto e tão forte aqui... ― Ele segurou minhas duas mãos com força, como se não fosse capaz de controla-las e as colocou em seu peito. ― eu sinto aqui.

\"\"

― Não é errado sentir amor, é? ― Ele sussurou.

Então em uma mudança de segundos ele empurrou minhas mãos para longe. Era a compulsão, eu tinha certeza. Seus olhos estavam cheio de lágrimas e eu via que ele lutava contra isso com todas as forças.

― Eu tenho que ir.

\"\"

Ele me deu as costas e antes que pudesse dar mais um passo eu gritei.

― Não é errado sentir amor, Damon. Não é errado porque eu te amo e porque você me ama.

\"\"

Ele parou por um momento e então me olhou por cima dos ombros. Seus olhos eram tão azuis que quase me cegavam.

\"\"

― Eu posso beijá-la? ― Ele perguntou, inocente.

Era uma perguntou retorica, eu precisava que ele me beijasse agora mais do que tudo. Com dois passos ele estava na minha frente, com suas mãos em meu rosto e seus lábios no meu. Era sempre assim, eu sentia coisas que não sabia que existiam, já não era mais amor. Não se existia em palavra o que eu sentia por ele agora. Quando nossos lábios se afastaram e nossos olhares se encontraram novamente, minhas mãos estavam em seu rosto e eu com um sorriso.

\"\"

― Você me ama ainda, você sempre irá. Assim como eu. O amor é a força mais poderosa na natureza, Damon, toda forma de amor é sobre salvação.

Ele me olhava com curiosidade. Ele estava lutando contra a compulsão novamente.

― Eu não te amo, eu apenas sinto. ― Ele sussurou. ― Adeus, Katherine.

Então Damon partiu, como um radio de luz ele se foi e tudo que eu tinha em minhas mãos agora era o ar. De alguma maneira ele ainda me amava, e estava lutando contra aquilo. O amor era a chave para a compulsão, amor é o ponto. O amor que ele sentia por mim era mais forte que a compulsão de Rebekah.

Notas finais
Gostaram do capítulo? Me digam o que acharam nos comentarios e se estão gostando do rumo que a história está tomando =) bjoos e uma feliz páscoa para todas vcs!!