Delena - Sonho Ou Realidade?
19 Uma noite sentimental
Notas iniciais
(POV-Damon)
Eu estava super ansioso, realmente o que o Klaus me disse sobre a volta de Alaric mecheu comigo, até a Elena percebeu e disse que eu estava ansioso, pois não parava de me mexer.
Ela queria que eu estivesse como? O meu melhor amigo pode ser ressucitado, não tem como eu estar normal.
Eu ando sentindo tanta falta dele, que até ando indo ao cemitério de noite, e por incrivél que pareça, sinto a presença dele do meu lado, mas deve ser mentira é claro, pois não há como isso ocorrer. Eu só queria falar com ele, escutar os seus concelhos chatos. Ele poderia estar bebendo agora mesmo comigo no Grill, enquanto eu desabafava sobre a Elena e o Stefan que estavam lá na mansão agora, fazendo sei lá o que.
- Sabe, Ricky?- Eu disse me dirigindo ao seu túmulo, tem sido últil para chorar as pitangas- Você realmente deve estar em uma bem melhor. Será que você foi pro céu? Dúvido, só de ser meu amigo você já ganha uma passagem de graça para o inferno.- Eu disse sorrindo.- Se eu te disser que a Meredith está pegando geral, você volta? Não né, claro que não! E seu estiver pegando ela de todas as maneiras possiveis?
Nesse instante um vaso de flor que estava em um tumúlo próximo voou na minha direção, graças a minha super velocidade, consegui escapar.
-RICKY? RICKY É VOCÊ?-Eu transborjava felicidade, mesmo que ele tentou tacar um vaso em minha direção.- PUTA QUE PARIU! Deixa eu me explicar, não estou comendo a Meredith, de nem um jeito. Ela só tem sido uma boa amiga, já que você me deixou aqui sozinho, cuidando de crianças!
Nenhum vaso foi arremessado, nada somente o silêncio. Fiquei ali suspirando, tentando pensar se estava louco ou se reamente aconteceu.
- Isso ai Alaric Saltzman, me deixe de novo. Sozinho, como se não me conhecesse. Me deixe bebado aqui, enquanto choro minhas pitangas para um túmulo sem sentido.
Não resisti e lágrimas rolaram pelo meu rosto. Não aguentai mais bancar o Damon forte que não sente nada, o Damon que fingi.
Primeiro a rejeição da Kathrine, ok eu aguentei. A morte da Rosie, superei. Andy, superei mais uma vez. Elena, ok virou vampira.A segunda rejeição da minha vida. Alaric? Puta que pariu, virou um "EU ODEIO VAMPIROS" em pessoa, me odiando, se esquecendo do que eu sou. E por algum motivo agora, tudo isso se juntou em uma bola de fogo, que se explodiu.
Lágrimas queimavam meu rosto, estava tão ocupado pensando em tudo o que eu passei, desde a morte da minha mãe. Até meu pai me rejeitou. O que eu fiz de errado? Realmente mereço isso? Sim, matei de mais.Mas, com cinco anos, com a morte de minha mãe, nem sabia que um dia iria ter presas e me apaixonar duas vezes pela namorada do meu irmão,
- Vem, Damon- Uma voz fina e doce me chamou, me puxando por trás.- Vou te levar pra casa.
- Kathrine?- Eu me assustei- O que faz aqui?- Eu disse seco, secando as lágrimas para que não percebesse que eu chorava, mas já era tarde.
- Sim, meu anjo.- Ela disse secando minhas lágrimas.- Me diz por favor que não está chorando pela minha maldita cópia mal feita?
- Não estou chorando- Me levantei rápidamente, pondo minha mascara.- Era cisco!
- Nem adianta Damon, é normal chorar. Confesso que até eu choro.- Ok, essa me espantou mas não me impediu de virar as constas.- Damon, volta aqui e me conta o que aconteceu. Ou eu vou arrancar o pescoço daquela sem sal.
Se ela soubesse, sim. Era por causa da Elena, cansei de ser seu brinquedinho sexual e seu travisseiro para lágrimas. Enquanto ela ficava lá de beijinhos com o Stefan. Mas também era por causa dela, a vadia da cópia original. Se ela não tivesse me negado, hoje eu não estaria aqui em Mystic Fall's, chorando no tumúlo do meu melhor amigo, apaixonado por uma garota que no fundo eu sei, nunca será minha.
Sem ao menos perceber, cheguei em casa. E adivinha quem estava lá? Elena.
- Damon, oque houve?- Ela se levantou preocupada.
- Nada que seje da sua conta.- Foi um pouco mais seco do que eu queria, a bebida ajudou.
Subi para meu quarto e enterrei a cabeça no travisseiro, mas não me impediu de escutar a breve discução lá embaixo:
- O QUE VOCÊ FEZ COM ELE, SUA SEM SAL?
-Kathrine, o que você faz aqui?
- NÃO TE INTERESSA, SÓ QUERO SABER O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?
- VOCÊ ESTAVA COM ELE?- A voz de Elena saiu mais com ciúmes do que raiva.
-SIM, E NUNCA O VI NESSE ESTADO, VOU PERGUNTAR DE NOVO: O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?
- O QUE EU FIZ COM ELE? O QUE VOCÊ FEZ COM ELE SUA VADIA DE QUINTA CATEGORIA, AFINAL NÃO ERA VOCÊ QUE ESTAVA COM ELE?
- A me da um tempo.- Escutei Kathrine subir as escadas e aparecer na porta do meu quarto.
- Sai daqui!- Eu disse seco, não queria ve-la nem pintada de ouro.
- Não, até você me explicar o que aquela sem sal fez, e me diz cade o Tetef?
- Ah, claro. Sabia.
- O que?
- Todo mundo vem aqui por causa do Tetef.
- Ah? Não, eu realmente vim quebrar a cara daquela sem sal.
- Depois você faz isso, agora por favor, SAI DAQUI!
(POV-Elena)
Eu subi as escadas e parei para ouvir a conversa deles. Queria saber o que aquela vadia fez contra o meu Damon, para ele chegar nesse estado.
-VOCÊ OUVIU, SAI DAQUI KATHRINE!-Eu mandei.
- Vou te dizer uma coisa, sua sem sal de uma figa. Se ele derrubar mais uma lagrima por você, eu arranco sua cabeça.
Fique imovél. Então era isso.
Damon continuava com a cabeça enterrada no travisseiro. Hesitante, fechei a porta atrás de nós e me juntei a ele na cama. Me sentei e coloquei sua cabeça na minha barriga, ele continuava de bruço. Havia lágrimas secas em suas lindas bochechas rosadas, e eu não aguentei mais:
— Meu anjo, o que houve com você?
- Nasci.
- Não fale assim. Foi eu?
Ele balançou a cabeça meio em um sim e meio um não.
- Kathrine? quem?
- Só estava me lembrando.
- Do que?- Eu sussurrei fazendo carinho em seus cabelos negros. A dor, tristeza e saúdade em sua voz acaboi comigo.
- De quando minha mãe ficou doente. Eu tinha cinco anos, sabia?
- Não, me conta mais. Se quizer claro.
- Ela adoeceu assim que Stefan nasceu.
- Disso eu sabia.
- No enterro, meu pai só ficava com o Stefan no colo, como se ele fosse o ser mais importante da fasse da terra. Eu tinha que ficar na ponta dos pés para poder ver seu rosto, queria passar a mão lá. Meu pai me ignorava, até que o meu tio,sabe? Pai do seu professor de fisíca, me pegou no colo, e eu enfim pude completar a tarefa.
- Ai começou o Eu odeio o Stefan?
- Não, apesar da rejeição do meu pai, eu não o culpava. Ele era um bebe adoravelmente gordo, molengo, assim foi crescendo, eu e ele. Sempre juntos. Inseparaveis.Até que um dia, chegou uma garota na cidade. Linda, a sua cara.Essa história, acho que você conhece. Ai, nos apaixonamos. Toda essa história melosa. Stefan a entregou, ai sim começou o Eu odeio o Stefan, toda a magoa de antes começou ai.
- Foi por isso que você estava chorando?
- Não. Me lembrei da Rose, Andy, você e Alaric.
- Me conte sobre o Alaric.
- Estava no tumulo dele, tenho ido lá frequentemente. Me lembrei o quanto agente brigava, dos conselhos chatos do tipo: " Deixe ela pra lá Damon, garota do irmão e tudo."- Ele soltou um suspiro e eu prendi as lagrimas que ameaçavam a cair.
- E eu? É tão ruim assim?
- Não, só pensei que eu te amo de mais, e nunca vou poder retribuir.
Soltei a lagrima que prendia, levantei seu rosto e o beijei apaixonadamente.Queria dizer tudo naquele beijo, e acho que consegui, pois assim que nos afastamos ele deu um sorriso fraco.
- Eu também te amo Damon. Mais do que pensa. Mais do que imagino.
Ele me puxou em um beijo apaixonado. Que eu obivio, retribuí. Pois, é claro, se não retribuisse o beijo do gostoso do meu amor, não chamava Elena Gilbert.
Nos afastamos e eu cai ao seu lado da cama. Contrariando meu pensamento: De que eu nunca dormiria sem fazer nada com Damon, dormimos de conchinha.
Foi, definitivamente, a noite em que eu mais necessitava ficar perto dele.
Eu o amo demais para ve-lo nesse estado. E farei de tudo para ve-lo sorrir de novo, nem que seje aquele sorriso irônico, que é sua marca e que eu tanto amo.
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