Hosu, madrugada...

—Taaaaaaaaaa.... Daradada... TchitchiBUUUUUUUUUUUM!! -Deadpool cantarolava passando com Izuku pelos esgotos da cidade.

—Não tinha outro lugar por onde podíamos passar não? -Izuku comentou- Tipo o Metrô?

—Bem... Seria o primeiro lugar que eles procurariam e passar pela superfície com aquela mulher capaz de andar no ar e seu semelhante não é opção também, não estamos muito longe de onde estavamos e sem falar que essa é a quarta vez que anda por um desses... Já deveria estar acostumado!
—....

—Vamos, continuamos andando e ver o que podemos fazer -Deadpool comentou- Fique alerta, pois seu “amigo” pode acabar seguindo nossos rastros, capangas da Liga dos Vilões são muito bons em esconde-esconde

Ambos continuavam andando.

—E então? Você tem alguém é? -O ex-mercenário perguntou para quebrar o gelo.

—Eh?! -Izuku ficou corado.

—Qual é... Somos amigos aqui! -Deadpool comentou.

—...

—Tá bom... Tá bom... Ainda não somos próximos a esse ponto -Deadpool comentou suspirando.

-Então você realmente agora quer ser um herói?

—...?

—Eu até te admiro por isso, você reconheceu que errou, certo?

—Eu não sou herói, Aranha -Deadpool respondeu.

—... -Izuku ficou pensativo.

—Sou um cara que quer apenas fazer as coisas diferentes dessa vez

—Mas você não está do nosso lado? -O esverdeado foi para seu lado.

—Vocês são o lado opositor ao meu inimigo, se eu quiser agir seria ÓBVIO me juntar a vocês -Deadpool respondeu.

—...

—A sociedade ao qual vivíamos era boa aos olhos de: Ou quem era inocente demais para ver, ou para quem se aproveitava do que ela podia proporcionar ou para quem era conveniente não olhar para outras pessoas que não... E acredite, apesar de ter pessoas nesses dois grupos eles são diferentes.

—Civis normais podem contribuir para coisas ruins vindas do próprio sistema -Izuku entendeu a linha de raciocínio dele ao tirar essa conclusão.

—Exatamente....

Ambos ficaram em silêncio.

—E não é querendo me vitimizar, só que... Eu não sou muito fã da antiga sociedade... -O mesmo desabafou.

—...

—Você era um excluído, então deve ser capaz de entender... Aranha, não são todos que conseguem ver uma fagulha de esperança e bondade em quem lhe virou as costas, não são todos aqueles que conseguem virar o jogo...

—...

—Apesar que eu mesmo não posso reclamar muito...

—O que aconteceu? -Izuku perguntou.

—Eu tentei usar minhas cópias para ganhar muito dinheiro em trabalhos honestos e fui proibido tanto pelo uso da quirk quanto pelo fato que isso quebraria a economia

—Espera, você é aquele cara do jornal?! -Izuku se surpreendeu- O cara que ficou conhecido como um aproveitador ganancioso?

—...

—Mas então você meio que não foi mal?

—Eu estava desesperado, só queria uns trocados... -O mesmo desabafou.

—...? -Izuku ficou intrigado.

Flashback POV.ON:

Gritos ecoavam pela sala, sangue suor e lágrimas... O Esforço de uma mulher com um corpo frágil dando a luz a sua própria filha preocupava-o, nunca houve um momento em que ele tinha um misto forte de emoções até agora, a alegria de ter ganhado uma filha e a tristeza de ter perdido a única mulher que amava.

—Ela é linda... Tão linda... -A senhora Bubaigawara chorava de alegria ao ver sua filha recém nascida após tanto lutar para o nascimento ser um sucesso.

—Ainda bem que não é feia como o pai -Jin brincou com sua esposa.

—Querido... E-Eu não tenho mais tempo -Ela desabafou após um tempo em silêncio com eles dois.

—Não! Não fale isso!! -Jin estava com a criança nos braços implorando para sua esposa- Olha a gente...

—Desculpe... Por ter que te fazer sofrer, e-eu sabia que meu corpo era frágil... Que os riscos eram altos, mas... -Ela chorava de alegria- Você queria tanto ser pai que, me contagiei e queria te dar essa alegria, não tive coragem de te contar... Sem falar que convenhamos... Abortar essa maravilha dada por Deus seria um desperdício, não é? -Ela riu sem jeito.

—... -Jin tinha lágrimas saindo dos seus olhos.

—Hey... Não chore... Você recebeu uma dádiva tão grande...

—Eu, eu não poder viver sem você... E essa criança? Ela precisará de você -Jin desabafou- Puta merda, eu sou só um pai e...

—Um pai pode fazer qualquer coisa, e eu sei que será o melhor de todos.... -Ela sorriu- Me prometa Jin... prometa que vai amar e cuidar dela incondicionalmente, por nós dois... Por ela....

Jin ficou um tempo em silêncio e disse:

—Nem precisa me fazer prometer...
—Bom bom... -Ela soltou um sorriso e olhar que transbordava felicidade e tranquilidade apenas para segundos depois fechar os olhos... Como se fosse dormir, mas o sono era eterno.

Jin de cabeça baixa olhou para sua filha, ela estava mais tranquila depois do choro quando seu parto aconteceu, o loiro sorriu para ela e acariciando sua cabeça disse:

—Eu prometo, eu vou te proteger... Mikoto -Ele deu o nome que a mãe queria dar.

Apesar das dificuldades iniciais, os clones ajudavam muito a criação de sua filha e eles executavam todo tipo de serviço, contudo era proibido o uso de quirks na sociedade e com isso seus clones não poderiam trabalhar por ele.

Seus clones segundo as autoridades estariam a retirar os empregos de muitos pais de família que realmente precisavam, fora o uso em massa deles ao mesmo tempo sem supervisão alguma do estado era algo proibido.

Ele poderia ser herói, mas considerando que ele e seus clones tomariam os empregos de muita gente ele seria boicotado pelos demais heróis e apesar de várias agências quererem contratá-lo ele seria sem sombra de dúvidas um dos funcionários mais cobiçados do país, fora o fato de poder trabalhar para outras agências sobre o pretexto de que seria para ajudar em vários lugares ao mesmo tempo e ainda se duvidar poder montar sua própria agência de "um funcionário só" e ser mais efetivo que as demais agências que tiveram mais um motivo para boicotá-lo também.

Jin chegou ao fundo do poço, se ele teimasse ele poderia ser preso e ainda poderia perderia a guarda da única filha, ele já era bem pobre desde o início e depois que sua filhinha desenvolveu câncer muito raro, a situação só piorou.

Todos os dias ele e seus clones discutiam, o tempo que eles passaram fora os fizeram adquirir identidade própria e nenhum deles queria ser desfeito por conta do que o estado queria, afinal... Eles não eram humanos só por serem cópias? Por que eles deveriam morrer? E por que eles não poderiam cuidar da sua única filha se essa seria a obrigação de todos como um pai.

Na primeira suspeita de traição o original agiu criando um novo exército para eliminar o antigo, uma guerra dos clones havia acontecido e no meio de toda aquela piscina de mortos onde os corpos eram transformados em poças pouco a pouco, saiu o original transformado.

—...... -Ele chegou a duvidar se ele mesmo era o original, contudo ele se lembrou que chegou a ser ferido na costela e ele não morreu transformado em uma poça.

Assim que se curou ele voltou ao hospital para visitar sua filha, as contas estavam altas e ele precisaria fazer alguma coisa, sabendo que o tempo não esperava e que a situação era urgente, ele decidiu continuar usando seus clones... Dessa vez como o Deadpool, tamanho era o desespero.

Flashback POV.OFF:

—... -Izuku ficou em choque.

—E eu teria conseguido salvar minha filha... Muito pouco, faltava MUITO POUCO... -O antigo mercenário comentou com a voz rouca, mostrando estar emotivo- No dia em que eu consegui o dinheiro, eu a perdi...

—.... -Aquilo doeu na alma do mais novo.

—E eu simplesmente continuei no trabalho, simplesmente não conseguia sair e mesmo que eu fosse tentar... Por que contribuir para uma sociedade que virou as costas para mim quando mais precisava? Afinal tanto o estado foi falho em ajudar a mim e minha família quanto os custos em empresas privadas era muito caros e fora da realidade para pessoas que estavam na minha situação.

—Mas então por que....?

—Fora que eu ache que o Lápide no poder é a mesma coisa ou pior? Você me deu esperanças, simples assim -Jin foi curto e grosso.

—...

—Você disse que a sociedade não é perfeita, mas que pode ser melhorada -Jin continuou- Talvez nesse apocalipse, se todos se unirem...

—...

—Não quero um socialistão, não quero um comunismo ou que o estado seja um super pai protetor dos cidadãos pois eu sei que isso é uma utopia e isso é um fato irrefutável -Jin comentou- Quero apenas um mundo melhor, uma sociedade que não seja tão merda quanto a atual e anterior, que não desmotive, que não atrapalhe e que incentive de verdade as pessoas a permanecerem no caminho certo e estarei feliz.

—.... -Izuku ficou pensativo.

—E é por isso que quero te ajudar, você era de uma minoria excluída... Sabe do que nós passamos e você sempre fez seu melhor para ajudar a todos, não distinguia as pessoas, nunca esqueceu das suas origens -Deadpool o fez se lembrar de quando ajudou a dama gigante com aparência mutante- E tendo em mente o que faltou na sociedade antiga e vendo os frutos do fracasso da mesma nesta era, talvez você possa ajudar a criar um mundo melhor.

—...

—Por isso não morra, garoto aranha... -Deadpool respondeu.

—Pode deixar -Izuku reagiu.

—Vamos, assim que sairmos daqui e dormir um pouco, vamos iniciar seu treinamento, não temos tempo a perder.

Continua...