Capítulo XXXIV: Deku Sozinho

Melissa Shield se encontrava completamente exausta após mais um dia de treino na ilha que um dia chamou de lar, seu pai David observava a mesma preocupado, mas decidiu não intervir dado que ela mesma pediu isso e ele confiava em sua capacidade.

—...... -A jovem loira ofegava devido o cansaço, do seu lado apenas ela sentia e enxergava o antecessor de Nana.

—Você tem ido bem, mas poderia ser melhor -O antecessor comentou.

—....

—Lembre-se, não exceda o limite de controle... Se exagerar na cortina de fumaça mais desgastada você vai ficar -O mesmo continuou explicando.

—Sim -Melissa respondeu sentando-se cansada.

—O problema não é nem ela usar o poder em si, o que desgasta é que cada quirk está muito mais poderosa que antes -Nana havia surgido.

—A sua quirk praticamente foi promovida de voar a vôo se levar em conta o uso junto do One for All -Banjo analisou.

—É, mas justamente por conta da força do One for All -Nana respondeu.

—Vamos todos manter o foco aqui, lembre-se querida: O One for All tem sido melhorado à oito gerações, então não se sinta péssima por não conseguir dominar tudo a princípio, olha o progresso que você tem feito -Toshiko orientou.

—Apenas pense quando for controlar cada quirk nossa como quando você controla a porcentagem da força física -O Terceiro comentou.

—Certo... Certo... Deixem eu descansar um pouco e vamos continuar o treino, segundo! -Melissa comentou.

—Pois bem -O mencionado antecessor sorriu confiante.

Naquele mesmo dia...

Era uma noite chuvosa, fria... Um certo tempo se passou desde a guerra, não um tempo muito longo mas também não muito curto...

Vários prédios daquela área de Musutafu ainda tinham suas luzes acesas, ainda tinha quem não acreditasse nos heróis e nas áreas seguras que eram as escolas por toda a cidade e enquanto continuava a sua busca.

—... -O mesmo observava o que os vândalos revoltados fizeram com a estátua da All Might.

“Eu não estou mais aqui”

E de fato não estava, mas não era como se ela e quem tivesse morrido em luta fosse igual a quem desistiu e abandonou tudo.

—Perdoe-os, All Might -Izuku subiu a escada para retirar a máscara.

O mesmo jogou a placa para longe e continuou olhando a estátua dela.

—....

—... -Era óbvio o silêncio vindo da estátua.

—Então esse era o estado que as coisas estavam antes da sua chegada? Não... Imagino que as coisas agora devam estar piores, dado que dessa vez o Rei do Crime não governa apenas o submundo, como também toda a nação... -Izuku continuou.

—...

—Eu sinto sua falta, sabia? Eu nem tive tempo de ter meu luto em relação à sua morte direito -Izuku tirou sua máscara, suas lágrimas se camuflavam em meio à chuva- Eu queria tanto poder aprender mais com você na UA, continuar treinando com Melissa, minha amiga que também sinto falta... Queria poder voltar a aqueles dias mais felizes, antes de todas essas merdas que aconteceram...

—...

—Mas infelizmente não podemos... -Izuku continuou o desabafo- E bem... Aqui estamos...

—...

—Eu não sei se você está aqui, eu não sei se pode me ouvir... Mas espero que sim, para que saiba que... Obrigado por tudo, por toda a sua vida lutando... Pelos seus sacrifícios e principalmente, lhe agradeço por ter me inspirado a ser um herói -Izuku continuava chorando- Você sabia? Era você e o que representava, que mais me faziam querer ser um herói... Alguém que... Pudesse dizer “Eu estou aqui por vocês também!” com um sorriso para todos...

—...

—E não se preocupe... Enquanto Melissa está fora, eu tenho certeza que todos nós faremos questão de cuidar de casa, do nosso lar... -Izuku enxugou as lágrimas- Iremos recuperar tudo que perdemos, e fazer o Japão voltar melhor do que nunca...

Colocando sua máscara novamente e iniciando um novo balançar de teias, o nosso herói voltou para vigiar tanto aqueles que perderam a fé nos heróis quanto aqueles que buscavam a ajuda dos mesmos.

Uma jovem loira humanoide com aparência de raposa e de altura gigantesca bloqueava os projéteis d’água mandadas em sua direção por civis de aparência humana comum que a olhavam com rancor.

—Monstro maldito!! -Um deles gritou em posição pronto para continuar atacando.

—PAREM... PAREM POR FAVOR! -Ela implorava- F-Foi só um susto, eu não queria...

—Está afim de nos enganar é?! Sabemos como vocês todos são!! -O mesmo se preparou para atacar.

—NÃÃÃÃO!!!! -A Jovem gritou.

Um vulto negro a pegou, era o nosso herói mencionado a agora pouco, que a pegou nos braços apesar do tamanho gigantesco dela, afinal ele tinha uma força monstruosa que o permitia suportar toneladas, então carrega-la não era complicado a não ser pela diferença de tamanho.

—... -Izuku a deixou no chão.

—O QUE?! -O civil reagiu.

—Querem por favor se acalmar? Eu sei que está chovendo e todos estão com os nervos à flor da pele... Mas é indelicado fazer uma dama chorar -Izuku comentou.

—Ela é uma ameaça!! -O civil gritou.

—Se fosse eu sentiria, meus sensores não mentem -Izuku apontou.

—... -O civil ficou em posição.

—Está afim de testar a sorte? -Izuku perguntou.

O grupo correu para longe dali com o líder exclamando:

—A culpa é dela por sair assim à noite!!

—... -Izuku e a jovem observavam tudo pensativos.

Observando que o guarda-chuva dela iria voar, o mesmo o pegou com sua teia e ofereceu de volta para ela.

—Acho que isso aqui é seu -Izuku comentou.

—O-Obrigada! -A civil comentou.

—E então? O que está fazendo aqui? Está perdida? Procurando um abrigo disponível? -Izuku perguntou.

—E-Eu estive evitando ir...

—...

—No começo as diferenças não eram tão aparentes, eu pensei que os heróis conseguiriam reverter a situação e tudo ia passar e aí... -A civil desabafou- Bem, estive procurando um lugar pra me abrigar.

—...

—Me desculpa por isso, o pânico que causei só fez piorar tudo!!

—Você não é a única com medo, e está tudo bem sentir medo -Izuku tentou confortá-la.

—Você acha que tudo voltará ao normal?

—... -Ambos se olharam em silêncio por um tempo.

—Eu estou tentando fazer minha parte para que volte -Izuku comentou francamente- Vá para a UA... Lá é um bom lugar cheio de gente legal, tenho certeza que os idiotas não vão fazer nada com você lá...

—O-Onde fica?

—É nova por aqui? -Izuku perguntou.

—... -A civil fez um sim com a cabeça.

Izuku suspirou e fez sinal para ela vir com ele.

Com a madrugada prestes a chegar no fim...

—Aquele é o lugar -Izuku apontou- Tome cuidado...

—O-Obrigada... -Ela acenou e seguiu o caminho.

Izuku suspirou aliviado e antes que pudesse partir, decidiu ficar invisível e passou por cima dos muros da sua antiga instituição de ensino.

Ocultando ao máximo sua presença, ele evitava os antigos subordinados de Hound Hero que estavam patrulhando todo o local e o mesmo foi seguindo para ver quem precisava.

Na janela da enfermaria, Camie continuava dormindo... Izuku a via tão bonita e tranquila quanto no dia que havia a deixado enquanto tinha sua mãe do lado dormindo do lado dela.

—.... -O mesmo saiu dali.

—...? -A mãe dela acordou sentindo que ambas estavam sendo observadas.

A chuva continuava e a pequena Eri estava no antigo quarto de Izumi e agora apartamento da família Midoriya com Nejire como babá dela naquela noite, a última devia ter recebido uma folga e estava brincando de casinha de bonecas com a mais nova.

—E então vai servir o chá pra quem? -Nejire perguntou.

—... -A pequena estava pensativa quando de repente sentiu a presença de alguém.

A mesma se dirigiu à janela da sala, ela estava intrigada, afinal quem poderia ser?

—Eri? -Nejire estava preocupada.

A mais nova observou a janela por um momento pensativa, ela tinha vontade de abrir quando notou uma mão invisível tocando o vidro... Mas hesitou e apenas acabou tocando do outro lado do vidro com a palma da sua mão.

—... -A mesma estava refletindo.

—Eri? -Nejire estava preocupada.

—Não é nada... Deve ser só... Impressão -Eri se recompôs e voltou para continuar brincando com sua única companhia.

Naquele momento Izumi e Inko anunciaram sua chegada abrindo a porta, a caçula da família foi correndo abraça-las e ambas as esverdeadas estavam com um olhar que demonstrava puro cansaço e preocupação, Quem estava do lado de fora era Izuku, que grudado na parede recuou ficando de costas contra a mesma e começou a soluçar enquanto chorava por baixo da máscara.

—... -Izumi e Inko se viraram para a janela no momento que Izuku se impulsionou para sair dali.

—Não há um dia... Um único dia... Em que não pense em voltar... -Ele desabafou consigo mesmo assim que saiu da UA por onde entrou e ainda invisível continuou seguindo seu caminho para o mais longe dali.

Epílogo:

—Está tudo pronto -Garaki sorriu.

—Parece promissor -Lápide analisou após ouvir todo o contexto, ele havia ido visitar o Garaki e acabou por curiosidade perguntando qual era o novo plano que ele estava arquitetando.

Em frente à eles estava Itsuki com o traje de inverno de Izuku com exceção que estava sem a máscara naquele momento e uma das fugitivas de Tarturus que um dia foi uma heroína de futuro promisso, ela havia pintado o cabelo para uma cor prateada e suas roupas atuais estavam seguindo o mesmo esquema de cores.

—Itsuki... Sabre de Prata, vão e cumpram seu papel!! -Garaki anunciou

Continua...