Deku: O Espetacular Homem-Aranha Temporada 2 "A"
44 Capítulo XLIV: Diálogo
Izuku de camisa branca, uma calça de moletom verde, chinelos e meias brancas estava na varanda de seu quarto completamente pensativo sobre tudo que aconteceu, ele enfim havia tomado um banho em um chuveiro de verdade desde que havia deixado a UA e ele agora estava finalmente com a aparência que conhecemos, apesar que o olhar de cansaço ainda permanecia por motivos óbvios.
*Ding dong! Quem poderia ser?
Izuku viu que era sua namorada, a loira estava vestindo uma boina, um casaco preto, uma calça cor de rosa e sapatos negros.
—Olá gatão -Ela apareceu com todo seu bom humor o abraçando.
—Oh ho ho, olá -Izuku retribuiu o abraço e sentiu que estava sendo cheirado.
—Nossa... Está cheiroso! -Ela se afastou e olho pra ele o devorando com os olhos.
—E você está um arraso, se eu soubesse que vinha... Eu ficava mais arrumado -Izuku estava sem jeito.
—Bem, eu queria te surpreender e... Eu até poderia usar minha quirk em você, mas está tão bonito de qualquer jeito... -Camie o provocou mordendo os lábios, entrando em seu quarto estando encostada em seu peitoral e fechando a porta com uma das pernas- Bem, pensei que poderia ter alguém pra te animar um pouco depois que sua mãe saiu e depois que seus colegas vieram conversar com você.
—... -Izuku suspirou.
—A conversa foi péssima, né? -Ela ficou preocupada.
—Não exatamente -Izuku comentou sentando-se no sofá e fazendo gesto com a mão para ela se sentar ao lado, o qual ela o fez.
—Então o que houve? Pelos sinais parecia tão... Sabe?
—Só estou pensativo, estou triste de fato... Mas é mais comigo mesmo -Izuku comentou.
—...
—Eu realmente devo ter sido bastante egoísta...
—Izuku... -Camie estava pensativa.
—He he... He he he -Izuku coçou a parte de trás da cabeça completamente sem jeito.
—...
—Eu lhe contei sobre como foi dizer para minha tia quando eu descobri meus poderes? -Izuku começou a contar- Foi uma resenha total!
—Mesmo? -A loira mostrou curiosidade.
—Eu me lembro que após ter passado mal no hospital, eu comecei a despertar um poder ou outro, primeiro foi o meu sentido aranha e posteriormente a capacidade de escalar paredes juntos das minhas capacidades físicas de aranha -Izuku narrou- Eu poderia agir como qualquer garoto normal e contar de imediato fazer uma festa e tal...
—E não o fez? -Camie mostrou interesse ao perguntar.
—Bem... Eu queria fazer uma surpresa, algo triunfal -O esverdeado mostrou nostalgia- Passei meses treinando e minha tia se preocupou pois como eu era quirkless e ela queria me proteger ela queria conversar comigo sobre talvez eu poder mudar ou não o meu sonho...
—E o que aconteceu?
—Eu a deixei em choque e minha mãe e irmã também, mas elas só descobriram meus poderes no dia do meu vestibular -Izuku comentou.
—MEU DEUS! -Essa ela não sabia.
—A gente não tinha feito as pazes ainda, então já deve imaginar como elas ficaram, certo? -Izuku riu.
—No meu caso eu tive que realmente dar uma boa desculpa sobre meus novos poderes -Camie parou pra pensar- Foi fácil na verdade usar os poderes físicos, complicado foi na hora de usar os poderes de teia por exemplo.
—E o que você disse? -Izuku perguntou.
—Eu disse que meus poderes eram de aranha e o “Glamour” era como se fossem hormônios que causavam ilusão, tipo a Midnight -A loira explicou.
—GENIAL! -Izuku apontou.
—Enfim... Você descobriu que era uma criação indireta e acidental de Garaki quando Bakugou foi te atacar, certo? -Camie lembrou.
—Ah sim... E bem... Eu não cheguei a contar isso pra ninguém, nem pra minha própria tia -Izuku foi sincero.
—...
—Inicialmente eu já não contei pois não tinha nada que me ligasse a aranha pois ela já teria escapado para qualquer outro canto ou morrido e não teria como ninguém saber -Izuku explicou- Com o lance do Garaki foi a mesma coisa, o próprio Katsuki nunca ameaçou contar meu segredo a ninguém, nem mesmo Garaki.
—Eles com certeza não respeitavam sua vontade nem nada -Camie analisou.
—Meu palpite era que para eles sempre foi tudo um jogo -Izuku respondeu- Para Garaki ele estaria lidando com o experimento que deu errado e Katsuki provavelmente deve ter pensado “Se ele está do lado dos heróis, eu serei seu vilão”.
—Bem, contar seu segredo seria muito provavelmente daria um trabalhão enorme pra você, mas não consigo enxergar como isso o favoreceria
—Ele queria tornar minha vida uma desgraça, mas ele queria me destruir pouco a pouco, destruindo tudo que eu amava e sempre amei -Izuku continuou- Contar o segredo poderia até atrapalhar, mas para ele o que ele queria era outro método: Me destruir sendo o meu vilão.
—...
—Fora você e antes de Mirio obter o simbionte, do nosso lado apenas All Might e Melissa souberam -Izuku explicou- E isso aconteceu pois após elas me contarem seu maior segredo eu me senti tão mal de esconder isso delas... Logo elas que me contaram um segredo tão importante como aquele... Eu queria que elas soubessem que poderíamos confiar um no outro, mas não contei nada sobre você.
—Muito provavelmente elas ligariam os pontos de qualquer forma, mesmo que eu dissesse que era minha quirk mesmo -Camie comentou.
—...
Ambos ficaram em silêncio.
—Eu nunca contei pra praticamente ninguém pois... Eu tinha tanto medo... Receio...
—Bem, é compreensível -Camie pegou sua mão.
—E por mim seria um segredo que eu levaria e levarei para o túmulo, afinal o restante do mundo nunca deverá saber -Izuku comentou.
—Bom... Como foi a conversa com sua mãe e irmã? -Camie perguntou.
—Elas saberem da origem dos meus poderes foi pelo visto a menor das preocupações delas, assim que elas juntaram as pontas e viram meus argumentos elas viram que tudo fazia sentido, o real problema foi eu ter saído da UA -Izuku comentou- Meus ouvidos doem só de lembrar da bronca que levei de cada uma.
—Jesus... -Camie riu levemente.
—Elas compreenderam o fato de eu nunca ter contado, anteriormente por não confiar nelas e mesmo nos dias atuais, não contar pois... Bem o pessoal poderia nem achar ruim, mas poderiam me fazer de rato de laboratório -Izuku analisou.
—Deve ter sido outro motivo do Nezu ter sido tão compreensivo -Camie analisou.
—Empatia é tudo... -Izuku respondeu.
—E seus colegas? Contou a eles? -Camie perguntou.
—... -Izuku respirou fundo- Depois de tudo que aconteceu, não tinha como não contar...
—Bom, mesmo que você não tivesse enviado a carta eles iriam querer exigir uma explicação e com razão -A loira continuou- E como foi?
—Me sinto afortunado -Izuku respondeu.
—Poxa... Fico feliz -Camie sorriu.
—E eles também juntaram os pontos sozinhos e deduziram que com você era a mesma coisa, eles disseram que a nossa ligação realmente era algo estranho pra eles -Izuku comentou.
—Estranho não, foi o destino! -Camie inflou as bochechas, fazendo Izuku rir levemente.
—Ai ai...
—E então? Está realmente se sentindo mal?
—Eu não disse? Sobre esse lance de esconder, ir embora... Eu ... Nossa... -Izuku desabafou.
—Hey, todo mundo compreendeu o seu lado, não tem nada com o que se preocupar -Camie comentou.
—Eu sei... É só o sentimento de se sentir mal mesmo... -Izuku comentou.
—E então? Como está o Itsuki? -Camie perguntou.
—Poderei começar amanhã com a terapia dele -Izuku comentou.
—E como se sente?
—Ansioso? No sentido de... Receio.
—...
—Ele é... Como se olhar no espelho e ver uma versão do passado sua, só que sem ser realmente tudo que você era -Izuku comentou.
—... -A loira ficou pensativa.
—Ele é tudo que eu poderia ter sido se não deixasse o ódio, o rancor, a mágoa de lado, ele é a personificação do meu emocional destruído, que chega a tomar conta da minha própria mente a ponto de poder chegar a agir irracionalmente e eu... -Izuku desabafou- Eu... Toda vez que penso ou olho nele me sinto tão mal... Eu agradeço a Deus por não ter me tornado assim e... Quero tentar ajuda-lo.
—...
—Se eu me negar a ajuda-lo, seria o mesmo que ser igual a todo mundo que virou as costas para mim, com o diferencial de que dessa vez ele não vai seguir por um caminho bom
—E qual seria a dificuldade? -Camie perguntou.
—Como eu vou falar com ele? -Izuku concluiu ao responde-la.
Camie rindo pacientemente passou a mão pelos seus cabelos esverdeados.
—Você está se cobrando demais ultimamente sabia? Deixa tudo fluir... -Camie concluiu- Se não deixar que as coisas fluam naturalmente como tem que ser, nunca poderá ver os quão rápida e eficientes as coisas poderiam se resolver.
—... -Izuku sorriu olhando para ela.
—Se você se cobrar demais, pode se sobrecarregar e aí nem poderá resolver tudo também, por que não deixa o tempo ajudar? Dedique-se, oriente-o, mostre a ele que está certo, faça ele ver o mundo que você vê e como ele deveria ver sem a interferência do Garaki -Camie comentou.
—Agradeço por ter sido minha guia nessa -Izuku comentou.
—Que isso... Até os nerds mais adoráveis, fofos e “Sabe-tudo” precisam de uma ajudinha -Camie apertou uma das suas bochechas.
—As vezes a resposta está na nossa frente, mas só um raio de sol como você para dar uma luz... -Izuku foi se aproximando.
—Hmmmm... Então vamos poder agora deixar a parte séria pra trás? E apenas relaxar? -A loira também foi se aproximando tocando em seu nariz com o indicador para provocar- Só nós dois, seguros aqui sem medo de sermos atacados por vilões? Sem se preocupar com nada além da própria companhia, vendo um filme ou dois?
—Você já me faz sentir bem só de estar aqui -Izuku começou a beijá-la várias vezes em vários lugares do rosto, fazendo a mesma rir em resposta.
E assim foi, como era noite ambos aproveitaram a companhia um do outro sentados no sofá para fazer o que a loira sugeriu ambos cobertos por um edredom já que a temperatura havia esfriado.
—... -Apoiada em seu ombro, Camie suspirou enquanto o esverdeado a pegou pelo ombro com seu braço e apoiou sua cabeça na dela, como ele tinha saudades daqueles momentos juntos...- Não poderia pedir outra coisa, pois melhor não tem...
Continua...
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