—Graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!! -Kraven havia rugido como uma fera selvagem assim que chegou no esconderijo.

—... -Garaki e suas criações observavam nas sombras, uma delas estava sorrindo.

—Kraven falhou... Eu posso agora? -A figura sorridente oculta nas sombras via o colega voltar com uma expressão frustrada a ponto de bater a cabeça na parede várias vezes.

—Claro, por que não? -Garaki mexeu em seu bigode pensativo- Estou curioso de qualquer forma.

—He he he... Agora sim! -O novo caçador estava ávido para começar.

Enquanto isso...

—Está tudo bem querido? -Inko havia lhe perguntado.

—Sim mãe... Acho que depois de tudo que houve... Eu já deveria ter me acostumado -Izuku foi franco.

—É querido... Infelizmente nem sempre como heróis teremos dias felizes -A esverdeada respondeu.

—Eu só queria poder ajudar -Izuku desabafou- Em algum lugar, meu professor poderia estar, lá dentro daquela criatura... Meus colegas Denki, o Iida... Eu sinto falta deles.

—...

—Minha amiga Shoko, ela disse que podemos tentar restaurá-los ao normal, e isso é algo que me dá esperanças -Izuku continuou- S-Se nós pudermos...

—Querido, creio que esteja se sobrecarregando demais -Inko o examinou pelo tom da fala.

—...

—Você está fazendo e faz tudo o que pode, nada... Repito: NADA é culpa sua -A mãe tentou confortá-lo.

—Mas me sinto responsável -Izuku afirmou e ao lembrar que não tinha contado para sua mãe sobre a fórmula OZ decidiu disfarçar através de uma frase que expressava seus sentimentos sem que precisasse revelar seu segredo- Quando você observa a chance em sua frente de ajudar alguém você tem a obrigação moral de fazê-la! “Responsabilidade”, é essa a melhor definição do que eu sinto.

—Querido...

—Eu não vou descansar mãe... Eu não posso e não vou enquanto não trazê-los de volta! -Izuku desabafou.

—Eu sei querido -Inko respondeu- Olha, amanhã é um novo dia... Por que não tenta esquecer tudo apenas agora? Descanse, tente relaxar... Dormir... Vai ser bom pra você, inclusive terá uma cabeça boa para pensar em um plano para pegá-los e trazê-los de volta ao normal!
—É, tem razão -Izuku sorriu- Boa noite mãe, te amo

—Eu também querido -Inko respondeu.

Após tomar seu banho, Izuku de pijama deitou-se em sua cama, o tempo passou e um novo dia havia chegado.

Início de Dezembro, sexta-feira...

—Uh? -Izuku passando pela sala ficou interessado quando viu Kirishima, Mineta e Mina observando curiosos a propaganda na televisão enquanto os demais tomavam café.

—Midoriya? -Melissa que iria treinar com ele virou-se ao ver-se na porta longe dele, junto dela estavam Izumi e Kamakiri.

—Um momento -Izuku fez um gesto com a mão, ele viu a mesma propaganda que Re-Destro havia passado no universo original- Esse cara...

—O que foi? -Mina havia se virado curiosa.

—Ah nada... -Izuku tinha um mal pressentimento, mas não tinha como provar nada.

Companhia Detnerat, uma empresa líder no suporte ao estilo de vida, que havia acabado de entrar no mercado de suporte à heróis...

O mesmo homem narigudo por trás de tudo... Assim como o universo original agia nas sombras... Desde muito tempo...

Flashback POV.ON:

—Pobre Miyashita... Que pena... Eu realmente gostava de você meu bom amigo -Ele havia acabado de matar seu subordinado após o mesmo revelar que não concorda plenamente com os ideais do livro que o mesmo recomendou.

“Exército de Liberação de Habilidades Especiais”, era o nome do livro, com o símbolo sendo duas manchas similares à uma máscara logo abaixo de seu título, o livro ao qual ele havia perguntado ao seu funcionário qual seria a sua opinião sobre o mesmo.

“Eu havia lido esse livro também, mas de certa forma achei horrível... Nenhuma ação terrorista é justificável e o estilo literário é pretencioso querendo dizer “Nos deem liberdade” sem pensar em como algumas coisas não são tão fáceis assim como pensam... Só me restava pensar: “O que diabos esses criminosos estão falando?””, As palavras do subordinado ecoavam em sua mente.

—Eu nunca vou te esquecer -Uma lágrima sincera havia saído do seu olho direito.

Saindo do local de trabalho e colocando seu chapéu, o mesmo parte com seu carro rumo a um encontro.

Flashback POV.OFF:

“Liberdade ao invés de regulamentação, o uso livre das quirks é um direito fundamental”, essa era a frase dita por Chikara Yotsubashi, seu finado e amado pai.

Yotsubashi havia há muito tempo assumido o nome de “Destro” e se opôs à regulamentação do uso das quirks com o seu “Exército de Libertação”, quando foi derrotado e o seu exército se dissolveu o mesmo passou anos na prisão publicando artigos antes de cometer suicídio, o mundo dos heróis só não podiam contar com duas coisas:

Ele nunca perdeu todos os admiradores...

Ele tinha filhos... Que nos dias atuais estavam elaborando seus próprios planos para levar seu legado adiante, com uma nova parceria.

—Estão todos preparados? -O Atual herdeiro de Yotsubashi, aquele que nós estamos acompanhando, perguntou.

—Sim -Todos os seus subordinados do mais alto escalão responderam.

—Bom bom... -O mesmo riu levemente- Muito bom... Estejam atentos, parece que teremos uma LONGA reunião...

Seu guarda costas preparou sua cadeira de rodas tecnológica que estava compactada no porta malas do carro, o recém derrotado vilão estava pronto para ir até seus novos mestres conversar com outras facções sobre uma provável unificação do mundo do crime.

O objetivo era simples, convencer seus parceiros de negócios a aceitarem o fato do AFO e Shigaraki terem assumido o controle do Exército de Libertação e com seus subordinados e ele mesmo indo rumo a sala, eles se encontraram com All for One e Tomura esperando os convidados especiais do dia.

Após o treino com os três amigos, Izuku seguiu para mais uma patrulha e derrotando várias gangues em instantes por toda aquela área da cidade, o mesmo até estava vendo aquela patrulha como uma válvula de escape para esquecer de alguns problemas.

—...? -O mesmo de vez em quando sentia que estava sendo seguido e observado por alguém ao longe.

—HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ....!! -Eram membros de uma facção em ascensão, os membros do tal “exército de libertação”.

Izuku e Mirio escapavam de cada bala à sua maneira, o primeiro graças à sua agilidade e destreza enquanto o loiro simplesmente usava sua intangibilidade para passar por todas e atacar.

Usando sua invisibilidade, Izuku despistou os vilões que lutavam contra ele, estes ficaram confusos e imediatamente ficaram fora de combate quando o mesmo os acertou no primeiro golpe.

—Esses foram fáceis demais, parecem figurantes -Mirio comentou.

—Pareceu alguém que conheço -Izuku brincou- Enfim... De qualquer form...

Quando o mesmo foi ver algo familiar nas balas que eles tentaram disparar nele, ele ficou em choque quando viu que eram as mesmas balas apagadoras de quirks feitas com o sangue da Eri.

—COMO OUSAM?! -Izuku os ergueu pela gola.

—Ugh... -O líder deles cuspia sangue.

—... -As lentes de Izuku mostravam seu ódio.

—Cacete... Deu merda... -O líder sabia reconhecer quando tudo estava perdido.

—Vocês têm três segundos para me dizer onde foi que arrumaram isso... AGORA... -Izuku estava se contendo para não estrangular o mesmo de tanta raiva.

—S-Sabemos que quem fabricava, a cabeça de tudo, não está mais em circulação, mas isso não significa que tudo que foi fabricado até então deixou de existir -O Chefe que era o único ainda consciente respondeu- Eles tinham algumas em estoque, a chefia no caso e nos liberaram algumas para sairmos atirando nos heróis... Os mais problemáticos caso os encontrássemos...

—Quanto eles têm?

—Nenhuma mais sobrando, recebemos algumas das últimas... -O líder tossia sangue devido aos ferimentos.

—Então eles estavam planejando eliminar vários dos nossos, caso a oportunidade viesse é claro-Mirio analisou.

—Uma típica tática de guerra -Izuku comentou- CASULO DE TEIA!!

Assim que amarrou todos os vilões.

—Se esse exército tinha acesso às drogas, ou eles tinham contato com a Yakuza ou com a Liga dos Vilões, o mais plausível é que TALVEZ tenha sido os dois quando os mesmos fizeram sua aliança -Izuku cogitou- Já que essas teriam sido algumas das últimas produzidas.

—Que coisa mais podre -Mirio comentou.

—...

—Descerem a esse ponto...

—Pessoas cegas por ideologia, qualquer uma delas na verdade, podem chegar a pontos que consideramos abomináveis -Izuku deu sua opinião.

—Não fale assim... N-Nossa causa é nobre!! -O líder respondeu enquanto todos os equipamentos retirados deles explodiram.

—Aquilo foi... -Mirio comentou.

—Queima de arquivos, as matérias primas são podres e eles muito provavelmente estavam apenas coletando dados e informações -Izuku cogitou examinando a carcaça- Trocando sinais com quem quer que estivesse ali.

—... -O vilão os observava.

—E respondendo o que você falou: A partir do momento que se torna terrorismo, nenhuma causa é nobre -Izuku olhou em desaprovação- Quer mesmo servir a algo bom? Conte-nos onde está a base de operações de vocês, vamos resolver isso aqui e agora!

—Ele não vai contar... -Mirio comentou o observando- Se ele contar com certeza esses colegas dele o matam, olha só o olhar deles!
—... -Izuku o observou pensativo.

—Eu não contaria de qualquer forma -O vilão comentou- Destro vive... Vive em nossos corações!!

—...

De repente o mesmo sentiu um ódio insano vindo em sua direção, alguém com certeza os olhava, como se o que os mesmos fizessem e dissesse o irritasse e quando o mesmo se virou...

—OLÁ!! -O Herói Slidin’Go havia surgido logo atrás dele.

—Uwaaaaaaa!! -Izuku se assustou com a expressão sorridente dele.

—Olha só o que fizeram... Isso foi tão INCRÍVEL!! -O herói riu levemente logo em seguida.

—he he he... Agradecemos -Mirio respondeu.

—Escutem, podem deixar todo o restante comigo, eu assumo daqui!

A Izuku que foi se afastando, olhava com estranheza o herói profissional levando os vilões recém-capturados.

—.... -O mesmo estranhava aquele herói- Ele sentiu ódio?

-Vamos... Temos muito o que fazer -Mirio deu uns tapinhas de leve no ombro do amigo para lembrá-lo de que o turno deles não havia se encerrado.

—S-Sim! -Izuku respondeu.

E enquanto isso os mesmos eram observados por uma figura ao longe, uma figura que sorria de forma macabra.

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—... -Izuku estava grudado em uma parede enquanto Mirio estava observando tudo melhor em cima da laje de um prédio.

—Você está encontrando alguma coisa? -Mirio estava do lado oposto ao dele.

—Não -Izuku comentou.

De repente Izuku teve seus sensores apitando mais do que nunca, dessa vez uma entidade diferente direcionava seu ódio para ele.

—.... -O esverdeado sentia que o mesmo estava ao redor do prédio, subindo as paredes em alta velocidade, girando por todo o prédio como se fosse um vulto negro.

—...?! -Mirio notou o vulto bem abaixo dele- Deku, você...

Naquele mesmo instante o mesmo ouviu um barulho.

*Brooooooom!!!, alguma coisa havia sido perfurada.

—Deku!!! -Mirio preocupado arregalou os olhos.

Izuku no último momento havia desviado de uma cauda mecânica pontiaguda similar à de um escorpião, quem lançou um ataque era um homem com um exoesqueleto similar ao traje de Izuku revestido por uma armadura e com o a cauda de um localizada nas costas.

—He...!! -A figura tinha um visor cobrindo seus olhos enquanto apenas a sua boca estava visível, metade do rosto visível estava deformado- MIDORIYAAAAA!!

Izuku precisou pular para o prédio em frente, vendo toda a parede ao qual estava ser perfurada e quebrada.

—Essa voz... -Izuku ficou em choque- Puta... Que... Pariu...

—Sentiu saudades? -Kendo Rappa foi o autor da tentativa de assassinato.

—DEKU!! -Mirio foi mergulhando pronto para atacar o vilão, mergulhando para atacar.

De forma similar à Izuku e sem nem olhar, Rappa havia bloqueado o golpe de Mirio e com seu braço que bloqueou o arremessou para longe.

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!! -Mirio usando sua intangibilidade ultrapassou vários prédios.

—... -Izuku vendo tudo voltou a virar-se para o vilão que não deu trégua- CARALHO!!
Izuku desviou de outro soco graças ao seu sentido aranha.

Pousando no chão, Izuku assimilava tudo que aconteceu começando a correr para longe em uma tentativa de arrumar tempo para bolar um plano enquanto Rappa começou a lançar vários carros vazios em sua direção.

Enquanto a neve caia, Izuku desviava de cada carro mandado enquanto os alarmes eram acionados pelos veículos.

Um que foi lançado para cair em cima dele foi segurado pelo mesmo que por muito pouco viu a cauda do escorpião atingir sua cabeça após perfurar o centro do carro.

—...!!!! -Aproveitando a chance, Izuku pega o carro e atinge o oponente em cheio, que após retirar sua cauda acaba recuando com um sorriso de pura êxtase em seu rosto.

—Cara... CARA... -As lentes de Izuku mostravam sua preocupação.

—Creio que temos contas para acertar, Midoriya -O mesmo colidiu um dos punhos com a palma da mão- Eu nunca me esqueci daquele dia...

Flashback POV.ON:

—Como se eu fosse perder a chance de enfrentar aquele que derrotou o Muscular -Ele parecia contente por baixo da máscara.

O esverdeado viu o seu oponente se impulsionar em direção à ele usando a força dos seus braços, com seu sentido aranha o mesmo desviou apenas para continuar a desviar de uma série de socos normais.

Quando cansou-se de desviar para desferir um poderoso golpe eletrizante, o mesmo foi pego pelo pescoço de surpresa e lançado contra a parede do galpão aonde teria ido.

Assim que se levantou o mesmo foi atingido pelos golpes em alta velocidade do Rappa usando sua individualidade apenas para ser mandado para longe, o vilão gargalhou em diversão enquanto o mesmo se levantava novamente do chão.

—Há há há... há há há...!! -O mesmo se preparou- INCRÍVEL!!

—... -Izuku com a mão no estômago sentiu vontade de vomitar.

—Nunca um oponente levantou tão rápido! O que mais será capaz de fazer?! -Rappa perguntou.

—Eu não estou aqui para brincar... -Izuku se recompôs- Você está aqui para se divertir, eu estou indo lá por UMA PESSOA!!

—Prove que é capaz de alcança-la então! -Ele apontou rindo do oponente- O que de pior pode acontecer se não salvá-la?

—... -Izuku estava ofegante, de repente o mesmo ficou em alerta ao tentar sentir sua irmãzinha, ele ficou em choque ao ver ela saindo do local seguro e sendo levada por alguém, aparentemente ela estava em pânico.

—SAIA... DAÍ... -Izuku o olhava com ódio.

—Relaxa... Ela só vai voltar à rotina que sempre teve: Ser partida em pedaços apenas para ser reconstituída enquanto seu sangue é usado para fabricar drogas... Que impacto vai ter? Ela já está acostumada -Rappa zombou de Izuku.

—PARA COM ESSA PORRA!! -Izuku com uma das mãos lançou um poderoso feixe de energia elétrica.

O vilão foi desestabilizado em instantes e Izuku em um piscar de olhos foi até ele, Rappa teve terror em seu olhar ao ver Izuku indo sem se segurar em sua direção.

*BAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAM...!!

Rappa estava trêmulo, a mandíbula de sua máscara havia caído no chão.

—.... -O Vilão pela primeira vez teve medo.

—... -As lentes exibiam um olhar de ódio vindas de Izuku, que por trás da máscara tinha o seu verde em um tom mais escuro, algo próximo do vermelho.

Izuku tinha a palma da sua mão brilhando, ela queimava a uma temperatura insana, Izuku de fato iria mata-lo ali e agora... Mas seria fácil demais, ele queria que o indivíduo sofresse... Sofresse uma dor ao qual qualquer um preferiria estar morto à sentí-la e o mesmo sabia qual técnica seria perfeita de usar.

Flashback POV.OFF:

-...Não tinha como esquecer... -O mesmo ria aparentemente em nostalgia enquanto tocava na sua cicatriz- NÃO TINHA!!

—... -Izuku estava em silêncio.

—Desde aquele dia... Eu sonhei, sonhei com o dia em que poderíamos lutar de novo... De igual para igual! -Rappa foi honesto- Um combate entre dois homens até a morte!!

—Pelo visto até chegou a escolher uma temática de artrópode para rivalizar -Izuku comentou em uma tentativa de descontrair.

—Humpf... Aquele cientista maluco me contou que Escorpiões e Aranhas são parentes bem próximos, me deu uma aula de ciências e tudo! -O vilão explicou- Como eu não queria te “plagiar”, escolhi de fato esse inseto pra rivalizar!
—Só pra deixar claro: Escorpiões não são insetos! -O lado cientista de Izuku falou mais alto.

—Que seja! -Rappa continuou- Vamos lutar!!

—... -Ficando em posição de ataque... Izuku Midoriya se preparou para um de seus maiores combates até então...

Continua...