Deku: O Espetacular Homem-Aranha Temporada 2 "A"
59 Capítulo LIX: Novos dias estão por Vir
—Então é isso Yuga? -Momo perguntou.
—Parando pra pensar é a coisa mais óbvia que ele faria -Mina coçou o queixo.
—All for One era um ser cruel, mas muito inteligente... Ele planejava tudo a longo prazo, tentando pensar além de todos os demais -O loiro comentou.
—Dominar o Japão já era algo a se esperar, agora o mundo? -Kirishima analisou.
—Já seria algo de se esperar, e com certeza se tinha alguém que poderia fazer isso era ele... -Tokoyami analisou.
—Lápide pode não fazer isso da noite pro dia, mas ele não tem pressa e ele tem como fazer -Yuga comentou- Esse é o verdadeiro objetivo dele e que inclusive eu já contei para as autoridades, não se preocupem... O método dele, é bem sujo e cruel...
—Ué, e qual seria? -Shouto perguntou.
—Depois do fim do Japão, o iene passou por uma desvalorização acelerada, muitas empresas japonesas estão começando a falir e os comerciantes daqui de dentro estão enfrentando dificuldades como podem notar, com essa instabilidade acompanhada do número de vilões isso não afeta só nossa nação, como também o mundo -Yuga explicou- Um cenário pior que a Grande Depressão e o surgimento das quirks é o que vivemos.
—O Aumento do desemprego, o colapso da economia, muitas nações nos abandonaram visando a estabilidade doméstica -Tsuyu analisou.
—Muitos governos perderam a capacidade de executar políticas ao longo prazo com o Japão, Tomura deu um jeito de cortar laços com cada governo e está aprofundando com o crime organizado de cada nação
—Ele pretende expandir organizações criminosas nessas nações, dar a elas poder e ir dominando aos poucos a partir das sombras -Mina analisou.
—E no meio da crise, ele tem tudo para crescer e dominar tudo
—Claro, ele é um dos seres mais fortes vivo ou que já existiu, tem exército... -Mineta comentou.
—Não é apenas isso Mineta -Yuga fez um “não” com sua cabeça.
—Uh?
—Imagina um país marcado pela escassez... Receber uma individualidade de água? E outras coisas?
—.... -Todos escutavam atentamente.
—Ele quer ser um Rei dos Demônios que controla tudo...
—Jesus... -Monoma coçou a cabeça.
—Bom... Ainda estamos aqui, se pudermos continuar lutando... -Izuku comentou.
—... -Yuga se virou para ele.
—Se ele está seguindo rumo a esse objeto, temos que pará-lo, impedi-lo... Melissa ainda está lá fora, crescendo, ficando mais forte... Se tem alguém que pode vai pará-lo é ela -Izuku sorriu- E nós temos o papel assim como todos os outros de ajudar! E se a gente teve pequenas conquistas até então e a última grandiosa do jeito que foi? É agora que não devemos parar mesmo!
—He -Yuga se contagiou.
—Sim -Todos disseram após sorrirem levemente com o discurso do esverdeado.
No dia Seguinte...
—Já já voltamos! -Izumi comentou saindo junto com Eri e Izuku.
—Vamos trazer o que vocês pediram! -Eri comentou animada.
—Vai lá querida -Inko comentou.
Eri com toda sua fofura acenou para eles, deixando Inko e Itsuki sozinhos sentados em um banco.
—Aaaaaaai... -Itsuki havia suspirado.
—Enfim... Um tempo com a família -Inko suspirou aliviada com um cansaço no olhar.
—Deve ter ficado cansada -Itsuki comentou.
—Você nem imagina... Izumi o pessoal pega leve na hora de direcionar trabalhos por conta da inexperiência e do tempo como estudante, já eu... -Ela riu logo em seguida- Não tenho como...
—...
—Agora depois de viajar por tudo quanto é canto do Japão, estou em casa... -A esverdeada suspirou aliviada.
—Que bom -Itsuki respondeu.
—... -Ambos ficaram em silêncio.
—Eu acho que... Podemos agora nos dar o luxo de conversar um pouco -Inko tentava reunir coragem.
—Já não fizemos? -O mais novo perguntou.
—Ah... Mas foi tudo tão rápido e urgente, o que foi que eu disse mesmo? -Inko se divertiu- Em resumo: “Olha, você é um clone do meu filho... QUE CHOQUE! Estou feliz em tê-lo em nossa família!”.
—E eu disse: “Obrigado” -Itsuki comentou- Logo após ceder pra fofura da Eri é claro.
Ambos riram com a conclusão de Itsuki.
—Mas eu sinto que ainda poderíamos conversar mais, ainda agora que estou de volta e com certeza temos uma vida inteira pela frente... -A mais velha comentou- Eu espero
—Bom... Eu estou aqui -Itsuki comentou.
Ambos ficaram em silêncio por um tempo... Enquanto o trio ainda estava na enorme fila.
—O que acha? De tudo agora? -Inko perguntou.
—Não sei muito o que dizer
—Mesmo?
—Por onde eu começo? Tá, eu estou superando a crise existencial... Mas ainda sim... Me pego pensando sobre tudo -Itsuki foi franco.
—Elabore -Inko comentou.
—Tudo que eu sou, não deveria existir a princípio... Digo, “Izuku Midoriya”, já existia e bem... Eu sou uma tentativa de replicar o que já existia e acabar com o que deveria ser único -Itsuki começou a falar- Sou a 5ª tentativa, por isso tenho esse nome e seria em teoria o 6º “Izuku Midoriya” se levarmos em conta os demais projetos que fracassaram...
—...
—Eu as vezes me pergunto por que de todos eu fui o único que deu certo e de eu ter sido o “escolhido” para existir... Afinal poderia ter dado certo logo de primeira, ou na terceira tentativa talvez? De qualquer jeito eu ainda estou aqui -Itsuki comentou- Um clone aprimorado.
—... -A mais velha continuava a ouvir.
—A vida é tão estranha e bizarra... Eu fui criado pra matar ele e agora eu amo esse cara -Itsuki admitiu.
—O quanto você ama seu irmão, que ao mesmo tempo é você mesmo? -Inko perguntou.
—Você sabe como são as minhas memórias como Itsuki? -O mais novo perguntou.
—Nada feliz de fato -Inko concluiu.
—Obviamente... Katsuki pegou o sangue dele faltando poucos dias para o Festival Esportivo, por eu ser uma cópia a máquina me replicou com memórias até o dia da coleta -Itsuki explicou- Usando uma quirk de manipulação mental com um simbionte bio-tecnológico, eu tive tudo que era de memórias manipulado...
—...
—Eu vivi tudo que o pequeno Izuku Midoriya passou, tudo que o adolescente passou e até mais um pouco foi colocado... Tudo foi elevado ao extremo, as experiências ruins, trauma, pesadelos... Estimulando o ódio dentro de mim-Itsuki continuou.
Inko olhava triste para Itsuki, sentindo a tristeza dele.
Itsuki continuou:
“Como alguém assim pode existir?”
“Como perdoá-los?”
“Por que querer ser um herói?”
—Essas e outras perguntas eu me fazia, me motivando a continuar nos meus poucos dias de vida... Meu único propósito era matar meu “eu” original, pois na minha cabeça... O que Garaki não esperava, era que na minha cabeça EU estaria matando o que deixaria a versão original fraca, imperfeita... Alguém que por conta da sua fraqueza acabou envolvendo alguém que nunca pediu pra ser feito...
—Itsuki... -Inko estava pensativa.
—No fim: Eu só tinha ódio de existir por conta de memórias implantadas na minha cabeça pensando serem reais e no fim eu pensava que se eu matasse meu “eu original” eu me sentiria melhor pois seria como se aquele “Izuku” não existisse mais...
—...
—Ele pensou que tudo que ele fez bastaria para me tornar alguém quebrado o suficiente para querer acabar com toda a sociedade de heróis, ajudar na causa deles, mas o que ele não esperava era que eu nunca tive raiva da sociedade de heróis a princípio, eu odiava as pessoas que me fizeram sofrer em minhas memórias e a impunidade que elas tiveram o prazer de ter... Era completamente diferente -Itsuki continuou.
—Você quando parou pra pensar, percebeu que tudo não fazia sentido -Inko comentou.
—A manipulação de memórias é uma quirk poderosa, mas ela não pode adicionar novas memórias e sim mexer nas que você já tem e decidir se você melhora ou piora... Ele não pegou uma tão evoluída a esse ponto, meu palpite é que ele não teve tempo de buscar algum outro integrante da mesma família do proprietário original com o mesmo poder ou é um poder que talvez esteja no exterior, de qualquer forma ele ainda tinha em mãos uma boa quirk -Itsuki explicou- Uma que só poderia manipular as que eu já tinha e só fez piorar tudo e colocar distorções, tudo parecia um pesadelo pra mim...
—Então se ele pudesse por exemplo, adicionar memórias que você não viveu como sei lá... A All Might fazendo alguma coisa imperdoável, adicionando memórias onde você teria uma vida ainda pior... E a sociedade de heróis tendo culpa disso -Inko raciocinou.
—Muito provavelmente aí sim eu iria odiá-la, mas foi o que eu disse, Garaki se virou com o que deu pra usar no momento e no fim eu só acabei com ódio das pessoas com que Izuku convivia e do mesmo -Itsuki comentou.
—...
—Eu estava tão louco... Tão irracional mesmo assim, eu estava cego, louco... perdido, para mim Garaki foi a única pessoa que me estendeu a mão quando saí... Eu nunca tive memórias ruins dele, muito provavelmente ele cortou Katsuki mencionando-o da minha mente assim como as minhas memórias como estudante na UA e por conta disso eu o via não como alguém associado a Liga -Ele explicou- E ele era de fato meu pai, ele me criou... Ele disse que colocou tudo que a versão original viveu e passou na minha cabeça para me tornar mais forte, para ter forças para lutar contra ele com o ódio que ele se negou a ter por ser um idiota.
—...
—Ele tinha orgulho de mim, bom isso eu sabia que era verdade pelo menos... -Itsuki desabafou- Mas por conta da desvantagem da quirk de manipulação de memórias, ele não deu pra criar alguém que odiava tudo da mesma forma que ele...
—Você era só uma criança perdida e confusa -Inko concluiu.
—E bem... Eu não tenho culpa se o Izuku é uma boa pessoa -Itsuki sorriu olhando pra ele- Tem alguma coisa nele, algo especial... Qualquer um mataria seu próprio clone em uma situação daquelas por medo e razões óbvias e ele? Me estendeu a mão... Ele sabia da minha situação, viu além do que eu podia e enxergar e... Eu agradeço por isso...
—Você também tem isso, sabia? -Inko o fez se virar para ela- Você é “ele”, tem essa essência boa... Então meio que quando Izuku lhe estendeu a mão, a boa índole, essência que você herdou dele o fez querer mesmo que por um instante acreditar nele...
—Esse lance de almas afim né? -Itsuki perguntou.
—Quando almas boas estão juntas, é lógico que elas podem estabelecer uma boa conexão e em teoria vocês dois são a mesma pessoa... É lógico que uma conexão poderia ser estabelecida rápido
—...
—Você... É incrível sabia? Mesmo com todo ódio... Mesmo com toda a manipulação... Mesmo tendo raiva, rancor... Ainda sim seria um bom menino, você só estava com raiva, confuso, irracional -Inko desabafou.
—Quando eu vi todas as memórias dele, foi que eu abri meus olhos... E aqui estou após ele vocês me estenderem a mão -Itsuki comentou- Eu sou “Izuku”, mas ao mesmo tempo uma pessoa nova e agora que estou livre de qualquer amarra... Eu quero poder escolher e já fiz minha escolha...
—...
—Eu não vou mais deixar que ninguém me manipule e me use da forma que eu fui usado... E eu vou viver a minha vida agora para criar boas memórias -Itsuki comentou.
—Você... Quer mesmo ser um herói? -Inko ficou curiosa.
—Eu quero... -Itsuki comentou- Eu quero para poder parar Garaki e impedi-lo de continuar com seus planos, eu quero poder ajudar meu irmão, eu quero poder continuar com meus amigos novos que fiz...
—...
—Eu não tenho uma motivação própria, eu só quero ser... Talvez seja outra vontade herdade dele... E eu vou manter essa vontade e ser um herói da minha própria forma -Itsuki continuou.
—É... Eu acho que só de querer ajudar os outros, é uma boa motivação pra ser um herói, é melhor que muitos que tem sonhos podres -Inko analisou-Então... É só isso?
—Não tenho mais nada o que falar, e você? -Itsuki perguntou.
—Eu... Poxa, não fui uma boa mãe por 13 longos anos entende? -Inko comentou- E esse é o meu confronto interno... Nunca fui violenta ou abusiva, eu apenas... Abandonei, e me arrependo a cada dia disso...
—...
—Tem vezes que eu acho que não mereço ser mãe dele, da Eri e até mesmo da Izumi, não que eu tenha abandonado ela... Mas o que eu fiz foi ajudar a estragar ela, eu a incentivei com minha negligência a maltratar o próprio irmão -Inko desabafou- E ainda bem que ela não seguiu para o mesmo destino de Katsuki ou pior...
—...
—E agora tem você -Inko sorriu- Eu não sei o que eu fiz para ter pessoas tão boas na minha vida...
—He -O mais novo sorriu.
—O que eu gostaria de dizer, sem toda a correria é que... bem-vindo a família, eu sei que em suas memórias manipuladas eu fui uma péssima mãe, com certeza a pior de todas, mas permita-me assim como estou tentando fazer com meus outros filhos agora... Tentar mudar isso... -Inko foi sincera.
—Bom... Eu gostei do que vi nas memórias verdadeiras do Izuku, se me permite ser sincero... Eu... Bem... -Itsuki ficou pensativo- Eu não acho que devo me prolongar muito, apenas me mostre a nova mãe que você se tornou com meus próprios olhos.
—Eu acho que vamos nos dar muito bem Itsuki -Inko o abraçou com um dos braços.
—É aqui... Esse é o meu lugar agora -Itsuki olhava sorrindo os seus irmãos voltando com o sorvete para todo mundo tomar junto.
Mais tarde...
—Tem certeza que quer fazer isso? -Izuku perguntou.
—Quero... -Itsuki respondeu.
—Muito legal da sua parte -Camie analisou.
—Se eu quiser ter minha própria identidade... É outro passo fora os que já dei -Itsuki comentou- Eu quero a cada dia... Ter certeza de que Itsuki Midoriya é ele mesmo!
—Pois bem, eu estou orgulhoso de você -Izuku pegou uma tesoura e se preparou.
Algum tempo depois, todos do lado de fora viram Camie e Izuku saindo do quarto.
—E então? Como foi? -Inko perguntou.
—Sem drama... Mostra logo! -Izumi comentou.
—... -Kaina observava curiosa para a porta.
—Bem bem... Pessoal, aqui está o novo Itsuki! -Izuku anunciou.
Todo mundo se espantou com a nova aparência do esverdeado, ele agora tinha toda a lateral e parte de trás do cabelo bem mais curtas em comparação com a parte de cima, que se mantinha da mesma forma.
—UWOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! -A maioria das meninas que estavam do lado de fora do quarto surtou.
—Jesus!! -Mina comentou.
—Está tão bonito! -Izumi exclamou.
—... -Itsuki coçou a cabeça meio sem jeito por conta da timidez enquanto Kaina por sua vez corou violentamente.
—E então, bora aproveitar o resto da noite? -Izuku perguntou.
—Claro... -O segundo esverdeado sorriu.
Continua...
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