Deku: O Espetacular Homem-Aranha Temporada 2 "A"
76 Capítulo LXXVI: Variantes Fantásticas e como Interagem II
Primeiro dia após o caos do colisor...
A casa dos Midoriya nunca esteve tão VERDE! Foi mal, como narrador não poderia perder a piada.
—Pois bem pessoal, sintam-se em casa -Izuku comentou para suas contrapartes.
—Não é tão grande por ser um apartamento, mas ficaremos feliz em acolher a todos -Camie comentou.
—Não acho que todos vão caber, não me leve a mal -Irene comentou ao ver Spy tentando entrar.
—Beep beepaaap -Spy comunicou.
—Relaxe, ele disse que é só fazer o de sempre -Izuku “3” comentou.
—Ué? Você entende o que ele diz? -Izuku “2” perguntou.
—CLARO! Digo, eu entendo o que a aranha quer dizer, não a linguagem que a máquina fala para expressar o que ela sente – “3” respondeu retirando a verdadeira Spy e compactando o robô dentro de uma capsula.
—O futuro é tão maneiro! -Chansu reagiu com um brilho nos olhos.
—Eu acho bizarro e olha que eu já estou no futuro pra minha época- Izuku cinzento respondeu.
—Bom, esperamos que mesmo aqui não sendo a “casa” de vocês, saibam que aqui são muito bem-vindos -Izuku “1” continuou.
—Agradecemos contraparte.
—Ai meu Deus... Que DELÍCIA... -Izuku Carneiro sentou-se no sofá retirando sua máscara.
—Esse aí já conseguiu se sentir -Irene brincou.
—Isso aí Carneirinho! -Chansu comentou.
—Então... O que estão afim de comer? -Camie perguntou.
—KATSUDON! -Todas as contrapartes humanas de Izuku comentaram com brilho nos olhos.
—Uma saladinha cairia bem -Izuku Carneiro comentou já tendo que se acostumar com a ideia bizarra para ele em sua realidade, que suas contrapartes comem carne.
—Quero ser surpreendido! -Chansu respondeu.
—U-Utsushimi-san, se importa que eu ajude? -Irene foi até ela preocupada.
—Oh... Obrigada querida! -A loira comentou- Mas Izuku está fazendo o trabalho comigo.
—Hã? -Todos ficaram surpreso ao ver o “1” criando vários clones para ajudar.
—EEEEEEEEEEH?! -Eles ficaram em choque.
—O que? -O “1” e seus clones perguntaram, enquanto um preparava a mesa os outros limpavam e faziam as mais diversas tarefas domésticas para ajudar a esposa.
—He he he -Camie sorriu.
—Meu Deus... Ele tem uma quirk ou algo assim? -Izuku “2” em seu lado fanboy perguntou.
—Não, é o meu simbionte -Izuku surpreendeu a todos menos o cinzento e o “3”- Relaxem, não é o Venom...
—Aaaaaaaah... -Os mesmos ficaram aliviados.
—Taí... Eu acho que não ouvimos a sua história, a de vocês dois no caso -O Cinzento analisou.
—É... Conta pra nós ”1”! –“2” estava ansioso.
—Eu? Bem... Eu tive o mesmo passado que você e a Irene, até os uniformes! -Izuku “1” respondeu.
—Aaaaaaaaaaah... -Ambos os mencionados já entenderam tudo.
—Mas nós não! -Carneiro reagiu.
—Qual é... Conta conta!! -O “3” respondeu animado.
—Tá bom, depois do jantar eu conto o nosso ponto de vista –“1” continuou
—Ah querido, aproveita e conta o restante pro “2” e pra Irene o que aconteceu a partir do ponto em que nossa história continuou! -Camie lembrou.
—Ah verdade! – “1” lembrou.
—E-Espera aí... -Chansu comentou- “Querido”?
—É! -Camie sorriu.
—Somos casados! –“1” respondeu com todo orgulho beijando a bochecha da sua esposa, que adorou o gesto de carinho.
“2”, Irene e Chansu ficaram em silêncio enquanto os demais estavam sem entender.
—EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH?! – “2” e Irene reagiram vermelhos como um tomate.
—AAAAAH MOLEQUE!! -Chansu ficou em êxtase e se recompôs.
—... –“1” e Camie sorriram trocando olhares.
—Ah o amor... -Carneiro comentou.
—Está com alguém Carneiro? -Camie perguntou.
—Não não, estou tendo um lance e... Bem... É complicado -O mesmo respondeu- E-Eu sou um herbívoro, ela é uma carnívora... E isso é bizarro para a sociedade em que vivemos e minha família teme por mim!
—Parece coisa do anime Beastars -Camie se divertiu lembrando.
—Compreensível... Eu não sei como você cogitaria um amor assim, tipo: E ela se acordar no meio da noite com fome? –“3” perguntou.
—Os Carnívoros tem sim casos em que acabam caçando herbívoros, mas são como qualquer outro vilão comum... E os normais tem formas de contornar a necessidade de carne e se alimentar... E de qualquer forma... Ah meu Deus, ela mexe comigo... -Carneiro comentou.
—É a Todoroki? -Irene perguntou.
—Q-Que?! -Ele corou.
—Calma... Foi só por perguntar... -Ela comentou rindo discretamente lembrando da forma de como ele analisava Shoko de cima a baixo com surpresa quando falou sobre a sua variante.
—Meu lance também é complicado -Cinzento respondeu- Parece que quanto mais você tenta se afastar, mais motiva a pessoa a ficar do seu lado...
—Olha eu digo por experiência própria, não se afaste –“1” comentou.
—É pra protege-la, eu... Não quero perder mais ninguém, não de novo -Cinzento comentou.
—Ooooh... -Camie ficou triste ao sentir a tristeza vindo dele.
—Se quiser... Podemos conversar sobre isso –“1” continuou.
—Obrigado pela simpatia.
—Nossa pessoal o clima está tão tenso... Vamos relaxar! –“3” respondeu enquanto via Spy dar pequenos saltos- Ela mandou perguntar se a janta está pronta.
—Quase -Camie observava junto das cópias de “1”.
—Eu não sei se me acostumaria com a ideia de ter tantos poderes além dos das aranha -Irene comentou.
—Bom, se você for pelo mesmo caminho pode ir se acostumando... -Camie provocou.
Irene trocou olhares com o loiro e desviou o olhar completamente vermelha, ele por sua vez estava nas nuvens pensando no que aconteceu nesse meio tempo.
—Jesus... Olha como “Éramos” –“1” comentou rindo levemente.
—Não me arrependo de sonhar, hoje é realidade! -Camie respondeu rindo junto do seu marido.
—... – “2” por sua vez ainda estava em choque, a julgar pela aparência ele casou cedo naquela linha do tempo e isso o surpreendeu.
Após o jantar.
—Vai vai conta conta!! -Chansu comentou.
—C-Calma aí garotão! –“1” reagiu sendo sacudido de tão ansioso que o loiro estava.
—Tá bom, nos conta sua história... O que aconteceu? Por que esse mundo tá do jeito que está? –Carneiro perguntou.
—Bom... Imagino que pra vocês estranharem esse mundo sem ser a tecnologia, imagino que deve ser por conta do cenário de caos e destruição –“1” comentou- Nós vivíamos em um Japão comum... Tudo fluía bem para mim e companhia depois do Festival Esportivo e... Bem...
Após contar tudo...
—CARAMBA... -Carneiro comentou pasmo.
—Vocês... Vocês não vivenciaram a guerra entre heróis e vilões certo? –“1” perguntou.
—Pra mim vivemos sempre em guerra, o crime dominou Musutafu -Cinzento comentou.
—Nunca tivemos algo assim, pelo menos ainda –“3” analisou.
—Tá bom... Essa guerra poderia dar margem pra muita coisa escrota acontecer no meu mundo... BENZADEUS! -Carneiro estava preocupado.
—É... Eu não sei se em seu mundo vai acontecer da mesma forma, mas eu tenho certeza que no deles vai –“1” virou para os mencionados.
—Nossa... -Irene estava preocupada.
—Poxa cara... Obrigado... Agradeço de verdade MESMO! –“2” o abraçou sem precisar dizer mais nada pois deixou a ação falar por si.
—... –“1” retribuiu o abraço.
—Nossa... Temos que fazer alguma coisa, os caras maus não podem fazer o que querem -Chansu exclamou determinado- Tanto os da nossa dimensão quanto esses caras daqui, que com certeza vão usar a tecnologia do multiverso pra algo ruim!
—Bom, se tem uma chance pra vocês, vai ser quando os derrotarmos... -Camie comentou.
—Nós vamos conseguir, vamos dar um jeito –“1” abraçou sua esposa com um dos braços.
—Nossa cara... A do clone foi uma história MUITO BIZARRA – “3” comentou pensativo.
—Já seria de se esperar, eu tava estranhando ter dois de "mim" nesse mundo de qualquer forma -"2" analisou.
Segundo dia...
—Ooooooi! -Eri chegou na casa com seu furão no seu ombro.
—Oh... Olá Eri! –“1” comentou.
—ERI?! -Os demais reagiram.
—Erick? -Irene foi a exceção.
—Quem é? -Chansu perguntou.
—Olá pessoal, foi mal... Eu tava cuidando dela e quando ela ouviu que tinha MUITOS Izukus e que não era só o nosso e o Itsuki, ela queria muito ver -Inko comentou rindo sem jeito.
—Ah que isso, sempre temos tempo pra ver nossa pequena –“2” foi abraça-la- Ai meu Deus COMO CRESCEU!!
—Você... Parece o Izuku de alguns anos atrás -Eri comentou.
—Sou eu... Sou eu sim minha irmãzinha! –“2” estava emocionado apertando suas bochechas- Aaaaaaaaah olha só pra você!
—Nossa, ela é fofa em qualquer dimensão -Carneiro comentou.
—Ela pode rebobinar qualquer coisa aqui também? –“3” perguntou.
—Não, apenas seres vivos –“1” respondeu.
—Então é assim que ela é nesse mundo? -Cinzento analisou e riu levemente logo em seguida- Continua sendo adorável.
—Wow... São tantos... -Eri por sua vez estava maravilhada.
—Aaaaaaai meu Deus não vou aguentar mais ela é TÃO FOFA!! -Irene reagiu- Deixa, deixa eu levar ela pra minha dimensão!
—Nem vem, você já tem a sua própria variante –“1” riu levemente.
—Ela podia brincar com sua versão do meu mundo, eu PRECISO deu uma foto dessas! -Irene continuou.
Todo mundo riu bastante.
O segundo dia foi basicamente a continuação dos primeiros, com cada variante conhecendo melhor a Musutafu subterrânea, as versões de seus amigos e ajudando em qualquer problema que tivesse na superfície.
—Aaaaaaaaaaaaaah... Que cansaço –“3” comentou.
—É BÊÊÊÊÊÊM puxada a rotina de herói, em qualquer mundo -Carneiro comentou.
—He he he... É por que vocês não viram o que está reservado para nós nesse terceiro dia! –“1” sorriu.
—Eh? -As demais variantes estavam curiosas.
—RINHA DE ARANHAS!! -Izuku exclamou na hora.
—Rinha de Aranhas?! -As demais fora Itsuki, Camie e Tsukauchi ficaram surpresas.
—Pensem como um treino, e só pra testarmos as habilidades uns dos outros –“1” comentou.
—Mas... É isso? Então só isso? -Carneiro perguntou.
—Em todo CROSSOVER sempre tem uma luta assim, demos ao público o que eles querem! -Pera, o “1” manteve suas habilidades de quebra da quarta parede?! -Pois bem pessoal, não vamos pegar leve!
—Eu estou tão orgulhoso! -Jin comentou orgulhoso.
—Yeah! -Camie se preparou enquanto Toxina tomou conta do Tsukauchi.
—Tá bom, essa do Tsukauchi é nova pra mim –“2” reagiu.
—Só eu acho que o Izuku vai vencer o Izuku? -Mina iniciou a brincadeira.
—Não sei... O Izuku pode vencê-lo, agora se tem uma pessoa que tem chance de vencer é o Izuku -Kirishima continuou.
—Meu Deus... -Até Shinsou não pôde evitar de dar uma risada.
—Pois bem, estou pronta! -Irene comentou.
—Hey... Quer fazer dupla? -Chansu perguntou.
—Já vão montar duplas? É um battle Royale! -Camie comentou.
—Ter alianças até o final sempre é bom
—Foi mal, deixa esse lance de aliança pra depois -Irene comentou.
—Hm... Então vai dar uma chance pro Chansu? -O loiro provocou e ainda fez uma piada com o próprio nome, deixando a esverdeada vermelha.
—Pois bem pessoal, se preparem... Com vocês teremos um combate entre vários Homens-Aranha de diferentes dimensões com participação especial da Teia de Seda, da sua contraparte e do Toxina! -La Brava anunciou filmando tudo- Todos ficaram em suas posições.
—Sem enrolação, vamos nessa cambada! –“1” anunciou.
Um combate de proporções épicas, todos lutavam uns contra os outros em um battle Royale sem fim, e no fim várias informações foram acessíveis.
O Deku Cinzento podia usar teias orgânicas e se camuflar, ele nunca tentou usar poderes elétricos pois sempre seguiu um estilo furtivo e nem sabia se poderia ter ou não, o Carneiro por sua vez usava atiradores, mas tinha um diferencial, sua dimensão natal com certeza tinha alguma relação com a “Toon Force” e o mesmo usufruía de algumas habilidades como resistência maior que os demais, segundo o próprio o mesmo já caiu de penhascos gigantescos e sobreviveu, ele também tinha o estranho poder de tirar objetos do bolso como se fosse uma dimensão paralela, claro que ele não armazenaria itens como um piano... Agora ele poderia tirar um martelo gigantesco, dinamites, entre outras ferramentas, fora isso o Carneiro também tem a peculiar habilidade de se transformar em uma esfera tipo Sonic e ir conciliar seus poderes elétricos para causar grandes danos.
O Deku “3” das variantes estrangeiras que não eram da mesma variedade que conhecemos assim como os outros era o mais versátil e poderoso que o Cinzento e o Carneiro quando usufruía de todo o seu potencial. O “3” tinha apenas a fisiologia aranha e o sentido aranha como todos, mas ele tinha um acesso a uma ampla gama de habilidades quando se conectava com o seu robô.
O Mecha-Aranha podia ampliar os poderes físicos por motivos óbvios, podia escalar paredes, tinha poderes elétricos, camuflagem e ainda podia soltar raios laser.
O motivo dele ter poderes fora do robô e ainda parte deles é apenas para se defender ou escapar em caso de emergência, já que o objetivo do projeto era ter todo o potencial consigo pilotando a máquina.
De um modo geral o rank do mais forte ao mais fraco é:
“1”
Tsukauchi/Mirio (Ele não lutou, mas o poder é equivalente ao Naomasa e eles só perdem por conta do treinamento e inteligência de Izuku em combate)
Mecha-Aranha (Completo)
Itsuki (Graças ao seu aprimoramento natural)
Carneiro (Em quesito de versatilidade e poderes exclusivos venceria a mecha e Itsuki, mas em matéria de força bruta e poder das habilidades ofensivas perderia para os próprios)
Camie (Graças aos seus anos de experiência e quirk)
Chansu (Graças à sua quirk)
“2”= Irene (Suas vantagem são os poderes extras) >= Cinzento >= “3” (Sem mecha, ele só perderia por não ser tão violento quanto o Cinzento)
—É... Todos são bem fortes -Nezu analisou.
—Eles lutam facilmente contra um herói rank A no mínimo -Mirko reagiu- É assustador o potencial das aranhas...
—E a maioria ainda são variantes do Izuku, então eles não tem muito com o que se preocupar se tratando de se adaptar a situação, agora a Camie e sua variante tem uma quirk muito poderosa que se usada com sabedoria pode ser bem perigosa -Izumi analisou.
—De qualquer forma meu irmão é o melhor em qualquer dimensão! YAY! -Eri exclamou comemorando.
—Vou me considerar uma variante então -Itsuki brincou- Clone conta certo?
A piada do esverdeado fez todo mundo rir.
Pouco depois não demorou de Mirio acordar e vermos o fim daquele dia... Mal sabiam nossos heróis que um combate de proporções épicas estava mais próximo do que esperavam.
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Quase todas as aranhas dormiam em redes de teias improvisadas por elas dentro de um apartamento, Izuku “1” e “2” foram sair para conversar após falarem com Camie, que por sua vez estava feliz já pensando em como seria tendo seus filhos.
“Será que eles vão despertar seus poderes a partir de certa idade?”
“Eles vão nascer com seus poderes e despertarão quirks logo depois?”
“Quantos ela poderia dar a luz na primeira gravidez? Afinal poderia vir gêmeos, trigêmeos e por aí vai...”
Essas perguntas a faziam tão feliz, ela queria uma casa cheia de crianças aranha e mal podia esperar para elas chegarem, ainda mais quando a contraparte feminina de Izuku lhe disse que não demoraria para ela ser mãe.
Claro que há alguns anos Izuku tinha receio, eles conversaram sobre isso, mas o receio não era sobre ele não querer ter filhos e sim sobre fazer um bom papel de pai, já que ele nunca teve uma figura paterna.
Mas era óbvio que ele seria, ele é tão amoroso, carinhoso e sabe lidar tão bem com crianças... Eri e Kouta adoram ele! Qualquer criança na verdade...
Não há uma brincadeira que ele não pense para entretê-las, não falta histórias para contar, o mesmo pode ajuda-las na sua educação, ele é um pacote completo e junto com ela eles seriam uma boa e grande família.
—Aaaaaaaaaaaah...~ -Ela se derretia toda enquanto se abraçava- Eu tirei a sorte grande!
Naquele momento ela via Chansu na janela pensativo o sol estava nascendo e o mesmo tomava seu café.
—Oh... O que houve querido? -Ela perguntou.
—Ah... Olá outro eu -O mesmo sorriu.
—O que está fazendo acordando tão cedo? -Ela mostrou interesse.
—Eu... Estou pensando, é... -Ele comentou.
—Mesmo?
—Eu não sou só um rostinho bonito -Ele comentou.
—Sei muito bem -Ela reagiu- E então? O que te aflige?
—Fora esse lance todo de multiverso, batalha decisiva, mudar o nosso futuro pra melhor? -O loiro brincou.
—Está pensativo quanto ao que eu e Izuku falamos?
—Que? Nããããããão... -Ele era péssimo em disfarçar.
—Hi hi hi -A loira riu levemente.
—Droga, você me conhece bem, não é? -Ele riu sem jeito.
—Eu sou você -Ela comentou.
—Poxa... Então... Eu fico com ela mesmo? -Ele perguntou.
—Bom, no meu caso ficamos juntos... Agora quanto ao seu... Depende -Camie comentou.
—Aaaaaaaah... -Ele suspirou.
—O que foi?
—Nada... Eu só... Gosto dela... -Ele foi sincero.
—Vocês se conheceram no Exame de licença provisória, certo? -A loira perguntou.
—Sim, eu pensei que ela era um maluco psicótico que tentou me caçar uma vez e que escapei por pouco... Acabamos lutando em uma área industrial simulada e quando vi que ela não era quem estava pensando ficamos lá... -Ele comentou- Rolou...
—Um clima? -Camie perguntou.
—É-É... Poxa... Quando nossas mãos se tocaram... Foi tão mágico -Ele explicou.
—A melhor sensação do mundo -Eles disseram e riram levemente para não acordar os demais.
—Eu... Não sei como explicar, mas ela me beijou! -Chansu continuou.
—Mesmo? -Isso a surpreendeu, afinal ela no universo original foi quem beijou Izuku.
—E aquilo me surpreendeu... Ela me colocou no chão com toda a força que tinha e me beijou apenas para se afastar, eu fiquei confuso e em choque -O loiro continuou- E... Me apaixonei.
—He he he -Camie comentou.
—Eu... tentei me aproximar dela, mas ela me evitou por vergonha... O que é compreensível -Chansu comentou- E eu respeitei, mas... Eu queria falar com ela, no segundo exame ela me evitou e se escondeu atrás do irmão e foi no dia em que fizemos uma missão juntos que... Tudo mudou.
—Nos esgotos? -Camie perguntou.
—É...
—...
—Ela quase foi devorada viva, eu enfrentei a Venom e o Carnificina, mesmo doido psicopata de antes dos exames... Foi a primeira vez que lutamos juntos... E a primeira que ela mostrou cuidado comigo -Chansu lembrou com carinho- Ela disse “Por que? Por quê se arriscar tanto?” E eu tipo “Um homem não pode ficar parado sem fazer nada”, aí eu confessei...
—... -Camie ficou em silêncio pensativa.
— “Eu gosto de você, não tem outra garota em que estive pensando se não você, eu não queria te perder!”, foi o que eu disse... Esperando ser rejeitado pois... Não era como ela fosse mudar de repente só porquê fiz um ato heróico e aí do NADA... Ela me beijou -Chansu comentou fazendo Camie se esforçar pra conter o riso- Pode isso?
—...
—Em um momento ela é uma heroína SÉRIA e PROFISSIOOOONAL... Tímida e no outro ela é alguém que te dá um beijo do nada... -Chansu comentou- Pra depois se afastar...
—...
—Pouco tempo depois ela me adicionou como amigo, começamos a conversar e nos entender, ela disse que queria que fôssemos amigos, nada sério a princípio... -Chansu narrou.
—E você?
—Tentando conquista-la -Ele foi sincero.
—He he he -A loira sorriu já esperando por aquilo.
—Ah Camie... Você deve entender, não entende?-O loiro se virou para ela.
—Entendo.
—Ela não é como as outras garotas... Ela não é interesseira, não é arrogante, não é alguém vazio... Ela é especial, ela é cuidadosa, inteligente, empática...
—Tudo que você procura em alguém -Camie concluiu.
—É... -Chansu comentou- Eu... Só queria ter uma chance, com ela tendo certeza que é porquê devemos estar juntos e não por conta de nossos instintos aranha... Ela mesma disse isso e eu quero provar que isso é real... De nós dois esse sentimento.
—Talvez você tenha a chance -Camie comentou.
—...?
—Você a conhece pelos sinais, certo?
—Sim...
—E ela quer você longe? -A loira continuou.
—Não -O mesmo respondeu.
—É que ela tem passado por muitas coisas também, entende? Fora os outros pretendentes que devem fazê-la ficar confusa, eu sei como é -Camie continuou- Mas isso não significa que ela te odeia ou não te considere um par romântico em potencial, para ela ter te beijado de novo... Significa que ela naquele momento, começou a sentir algo por você, algo que pode continuar e se desenvolver se você dar a ela certeza de que é o amor da vida dela!
—E como faço isso? -Chansu perguntou.
—Continue tentando manter contato, dê a ela espaço e tempo... Vocês mesmo estão em um momento que a última coisa a se pensar é um relacionamento e depois então? JESUS... -Camie comentou.
—... -O mesmo abaixou a cabeça.
—Mas não desista... Vá até ela e mostre que seus sentimentos são reais, verdadeiros... Esteja lá por ela, lute por ela... -A loira orientou.
—E se não der certo? Minhas tentativas? -Chansu comentou.
—Bom... Talvez seja porquê... Em seu universo... Não era pra ser... -Camie acariciou seus cabelos em uma tentativa de ajudá-lo.
—Ooooooh... -Ele suspirou.
—Mas não custa tentar -Camie comentou- Ela é uma boa menina, ela deve ter se afastado não só por ser tímida mas também por medo do próprio comportamento que teve, talvez ela tivesse tido medo também...
—Será que é algo das pessoas-aranhas? As fêmeas serem mais agressivas romanticamente falando? Apenas pra não sair das nossas cabeças? -Chansu perguntou.
—Talvez -Camie comentou rindo levemente- Bom... Ela é contraparte do Izuku, ela vai com o tempo... Conforme vocês forem se aproximando se abrindo mais, se quiser conquista-la... Faça com que ela queira saber se o que ela sente é puro instinto ou real, agora não tem segredo ou algo a se aprender, isso ocorre naturalmente, entendeu?
—C-Certo... Obrigado!
Naquele momento Irene estava acordada em cima da sua rede pensativa sobre a conversa que eles tiveram levemente corada.
—Eu... -Ela pensava sentindo um aperto no peito.
Naquele mesmo momento...
—Então... É isso... –“1” comentou bebendo café relaxando junto de “2”.
—Cara... Eu nunca pensei que poderia chegar a um nível tão... Wow... –“2” estava com ele.
—Idem...
—Conseguimos... Conseguimos tudo... –“2” estava feliz.
—Um lar, um amor, amigos... Sim “2” –“1” confirmou bagunçando o cabelo de sua variante mais nova- Foi um árduo caminho, mas conseguimos, a luta ainda não acabou, mas é por isso que devemos continuar lutando... Para proteger o que conseguimos conquistar...
—...
—...
—Eu... Tenho que voltar pra casa –“2” concluiu.
—...
—Eu tenho que voltar, contar tudo que vi... Mudar o futuro! –“2” comentou- N-Não que seu futuro seja horrível, mas...
—Está tudo bem –“1” se divertiu- Olha, se eu pudesse voltar atrás e mudar os rumos da guerra, eu faria...
—...
—Muita gente sofreu, muita gente morreu... Muita coisa aconteceu –“1” comentou bastante triste- Se antes da guerra eu tivesse a sabedoria de tudo que eu sei? Eu teria falado dos planos da liga, teria mudado o jogo, teríamos invadido mais cedo antes que Tomura despertasse... Teríamos um futuro melhor... Camie e eu viveríamos na superfície com todo mundo... Seria um bom final...
—...
—E se você tem a chance de conseguir um futuro melhor, o faça –“1” orientou.
—Isso não apagaria você e os outros, certo? –“2” perguntou.
—Somos variantes cuja as histórias se divergiram a partir de determinado ponto, você foi pego no momento em que muito provavelmente iria seguir o meu caminho eu acho... Só o fato de você ter vindo aqui já muda tudo na verdade, mas quem sabe qual caminho você iria tomar? O multiverso é um conceito amplo e é assustador o pouco que sabemos sobre ele... –“1” comentou.
—...
—Então não se preocupe, vá pra casa e faça o que tenha que fazer Izuku –“1” sorriu.
Izuku “2” sorriu emocionado, até que ficou pensativo:
—O Katsuki, ele voltou, certo?
—...
—Sua história “1”... Eu... Não pude deixar de ficar pensativo, a Irene ficou também... Mas é só porquê ela também tem um só que mulher... Mas imagino que isso me impactou mais
—Entendo, é por conta do nosso passado com ele –“1” entendeu.
—Acha que ele vai estar lá? –“2” perguntou.
—Imagino que sim, talvez... Ele muito provavelmente não iria ficar lá se pensasse que eu não estou mais lá –“1” respondeu.
—Será que fomos vistos pelos demais vilões lá em cima e a notícia se espalhou? -“2” perguntou.
—Bem plausível
—Merda...
—Relaxe, logo tudo vai acabar... E se o Katsuki estiver lá, a gente o acaba com ele de novo...Se ele não estiver lá e sim por aí aqui no meu mundo, eu caço ele –“1” comentou- Só não poderia viajar pelo multiverso atrás dele pois não só poderia acabar pegando uma variante que não tem nada a ver, como pelo motivo óbvio de que ele poderia estar em qualquer lugar em que não pudesse ir...
—“1”... –“2” ficou pensativo.
—O que “2”?
—Tem algo que... Aproveitando a situação, eu queria perguntar... O que você como uma versão minha acha de termos... –“2” ficou hesitante.
—Oh... –“1” entendeu ficando com um olhar complicado.
—Nós matamos ele... Lá atrás –“2” continuou.
—E ele “voltou”, um pouco antes de ter ido atrás da minha mãe e irmã eu ponho, isso explica a falta de cicatriz –“1” comentou.
—Seja como for, é ele... O Katsuki, o ex-amigo de infância que em um momento no passado tornou nossa vida em uma desgraça, nos maltratou, humilhou... Que se tornou nosso maior vilão...
—He... Você vê né? Enfrentamos o Venom, a Carnificina...
—Carnificina?
—Toga –“1” respondeu- Enfim... Enfrentamos a Consertadora também, mas nenhum pra nós foi tão impactante ou próximo de ser um Nêmesis quanto ele...
—...
—O Venom foi atrás de nós por não suportar a rejeição, Toga é uma psicopata Yandere, Kanna é uma vilã hedionda que só foi atrás de nós por conta da Eri e nos odiamos por conta dessa briga... Tem o All for One... Mas o Katsuki? Ele é o antagonista das nossas vidas.
—Justamente por nos odiar com todas as forças, ele foi que foi mais longe para tentar nos destruir, ele foi o responsável por criar os demais experimentos da fórmula OZ com nosso sangue, ele matou a tia Laurie, torturou nossa família e faria mais se não estivéssemos lá para impedi-lo... Os demais vilões sempre quiseram só nos matar, a Toga pelo que você falou talvez quisesse outra coisa, mas ninguém foi tão longe para nos ferir quanto Katsuki –“2” continuou-O Venom até chega perto desse cargo, mas diria que nossa relação é mais de predador e presa do que de nêmesis mortais.
—...
—A questão é... “1”, o que acharia sobre matá-lo de novo?
O silêncio prevaleceu.
—“1”?
—...
O silêncio continuou.
—“2”, você sabe que... Tivemos uma oportunidade de mata-lo uma vez... Lembra?
Flashback POV.ON:
—... Não... É assim como as coisas são: EU SOU, SEMPRE FUI E SEMPRE SEREI SUPERIOR À VOCÊÊÊÊÊ...!!
—Droga! Se não agir rápido, o tempo...! -Izuku sabia que precisaria ser rápido.
—Está pronto? -Bakugou perguntou.
—...?! -Izuku sentiu o sensor de perigo em uma intensidade nunca antes vista em toda a sua vida a ponto de sentir a maior dor de cabeça de todas até agora.
—Minhas explosões são desencadeadas pelo suor em meu corpo, que possui nitroglicerina capaz de explodir na forma e intensidade que eu quiser... Essas braçadeiras foram criadas para armazenar esse suor e me ajudar a usar um poder de forma que eu nunca conseguiria antes! -Bakugou explicou.
Em instantes os olhos de Izuku e All Might se arregalaram.
—BAKUGOU PARE COM ISSO JÁ! VOCÊ VAI MATÁ-LO! -All might gritou.
—O QUE?! -Todos os alunos entraram em pânico.
—O Midoriya... Vai morrer?! -Melissa exclamou.
—Venha me impedir se conseguir! -Bakugou ria maniacamente enquanto acionava seu equipamento.
Tudo parecia naquele momento que estava em câmera lenta, All Might gritava para Bakugou parar, o loiro com um sorriso macabro sentindo um prazer indescritível e Izuku por baixo de sua máscara estando desesperado para fazer alguma coisa.
—Mas que...?! -Izumi notou no último momento a explosão acontecendo enquanto Ochako o fez em silêncio logo em seguida.
*BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMM!
Uma grande nuvem de poeira foi levantada e 3/4 do prédio foi destruindo, uma redoma improvisada de teia de várias camadas havia sido improvisada no último momento e estava completamente aberta por conta do efeito da explosão enquanto o autor do golpe gargalhava maniacamente enquanto a plateia assistia em horror.
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—Ugh... -Uma voz familiar pôde ser ouvida.
Quem falou era Izuku se levantando lentamente enquanto estava coberto de sangue e tossindo sangue, a expressão de Bakugou foi de satisfação para quem não podia acreditar no que estava vendo.
—... -Ambos se olharam.
—Não... NÃO!! Por que simplesmente não aceita?! -Katsuki apontou.
Izuku viu seus destruídos atiradores de teia que caíram de seus braços, só restando agora seus próprios socos e chutes para lutar, ele agradeceu por eles funcionarem a tempo de o salvar da explosão, ele também parou para observar tudo ao seu redor.
—OLHA PRA MIM... MISERÁVEL! -Katsuki gritou- EU VOU DESTRUIR VOCÊ!
A bomba falsa ou o que restou dela caiu no chão e quem mais estava a beira de cair eram Ochako e Izumi, ao qual Izuku salvou no último momento improvisando uma rede e indo correndo até elas.
—Hey, o que está fazendo?! Olha pra mim! Eu estou aqui...! -Bakugou exclamou- DEEEEEEKUUUUU!
Izuku em choque chegou aonde as duas, vendo sua irmã desacordada e Ochako começou a tossir.
—Uraraka! -Izuku a pegou nos braços para ver se ela poderia se manter acordada.
—Deku... Parece que o plano não funcionou... -Ochako sorriu levemente- Droga... S-Se eu...
—Não NÃO, foi minha culpa! -Izuku exclamou- Se eu tivesse sido direto ao ponto, talvez...
—H-Hey... Não me olhe com essa cara, seu sorriso combina muito mais com vo... -Ochako começou a tossir.
—Uraraka... URARAKA! -Izuku gritou de preocupação.
Infelizmente a jovem perdeu a consciência, deixando o esverdeado em choque com os olhos cheios de lágrimas.
—... -O Silêncio de Izuku e da turma era ensurdecedor.
O clima permaneceu assim até Izuku sentir algo ser jogado nele.
—H-Hey... Eu ainda estou aqui, venha! Vamos! -Katsuki foi quem começou a jogar pedras nele completamente acabado e com o psicológico acabado- ...DEEEEEEKUUUUU.....!
—... -Izuku permanecia imóvel.
O cenário ficou assim por alguns instantes até o esverdeado completamente machucado se levantar.
—Você só pensa nisso, não é? -Izuku o olhou seriamente- Ser o melhor, se autoafirmar a qualquer custo... Sem se importar com as consequências... Com o próximo... Nem com a Izumi, você se importa...
—...! -Bakugou em silêncio observava seu rival.
—Katsuki... Por tudo que vez fez... Aqui e agora... Te farei pagar... Ah se vou... -Izuku juntava forças de onde não tinha mais em todos os sentidos, durante o discurso cargas de energia elétrica limpavam seu corpo do sangue sem nem mesmo ele notar- ....POR TUDO!
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—ESSE É PELA IZUMI! -Izuku gritou.
—Ugh! -Katsuki sentiu um grande choque onde era o seu estômago.
—ISSO É POR TODOS OS OUTROS QUE VOCÊ FERIU AO LONGO DA VIDA SEU DESGRAÇADO! -Izuku continava enquanto Katsuki estava a receber uma série de golpes dos mais diversos tipos.
Izuku continuava a falar, pegando-o pelo pé e fazendo ele colidir com a parede, destruindo-a:
—ESSA É PELA MINHA AMIGA URARAKA!
—ARGH! -Ele gritou no momento do impacto.
—A-All M....! -Momo Yaoyorozu com medo viu que a professora não estava mais lá.
Izuku lentamente foi até onde Bakugou estava, o loiro estava agonizando de tanta dor, com o rosto completamente deformado e sem vários dentes.
—... -O Esverdeado o ergueu pelo pescoço com um dos braços e com o outro prepara-se para dar o mais doloroso golpe usando uma técnica relacionada às propriedades de sua habilidade de escalar paredes- E isso é pelo “Deku”, por tudo que me fez passar...
Quando Izuku iria desferir o golpe:
—NÃO!!
Quando Izuku se virou, ele viu All Might ao longe olhando para ele fazendo gestos para o mesmo se acalmar.
—All Might-sensei? -Izuku perguntou.
—Jovem Midoriya, eu sei que está furioso e você tem todo o direito de estar... Mas... -All Might foi interrompida.
—Olha o que ele fez... -Izuku fez um gesto com a cabeça indicando tudo- Um monstro desses merece perdão?
—Olha... Você não está com a cabeça boa, eu entendo o motivo... eu ouvi tudo, eu soube de tudo... Eu sei que não foi só pelo que houve hoje -All Might falou- E-Eu não sabia que...
—Ninguém tem como saber... -Izuku abaixou a cabeça enquanto lágrimas escorriam- Estou tão cansado... Não tem um dia... Um único dia em que ele não machuque alguém... E-Eu tive o poder para pará-lo, mas fiquei sem ir direto ao ponto, causando tudo isso... S-Se eu acabar com tudo agora...
—E machucá-lo dessa forma não vai mudá-lo ou mudar a situação... Acredite, essa parte eu sei como é -All Might explicou- Você pensa que está fazendo a justiça e se redimindo, mas está enganado jovem Midoriya, olhe para ele... Olhe para você, seu coração...
—....
—Deixe todos os demônios irem embora, deixe-o ir!
Izuku olhou para Bakugou prestes a perder a consciência, o mesmo pela primeira vez mostrou um sentimento que não era arrogância, raiva ou prepotência: Medo.
—...?! -Izuku ficou incrédulo ao vê-lo chorar... Soluçar, pela primeira vez na vida Katsuki estava agindo como um garoto normal, ele o larga no chão e vê as suas mãos cheias de sangue dele ficando bastante chocado com o que viu.
—... -A Heroína em silêncio toca com cuidado em seu ombro, observando-o largar Katsuki no chão.
Izuku assim que sai do choque começa a rir levemente de nervoso até começar a soluçar e a chorar de uma forma que ficou descontrolável, a única coisa que All Might poderia fazer era ser o porto seguro daquela criança destruída enquanto os demais alunos assistiam em choque tudo o que houve, depois daquele combate a aula ficou sob os cuidados de Aizawa.
Flashback POV.OFF:
—Claro que sei... E como poderia esquecer? –“2” perguntou.
—Estávamos com tanta raiva... Foram 10 anos reprimindo esse sentimento –“1” continuou- Por mais que a gente seja bom, não tem como ser iluminado a ponto de não fazer o que nós fizemos...
—A All Might... Foi ela que... –“2” comentou pensativo.
—Ele foi expulso da UA, foi pro reformatório, escapou... Foi atrás de nós e esperou... Esperou mais uma chance de atacar –“1” continuou- Foi nela que acabamos por entrar em um dos momentos mais sombrios de nossa vida... Eu passei por vários desde que nossos caminhos se separaram, mas tenho certeza que para NÓS e apenas NÓS, foi o momento mais sombrio das nossas vidas...
Flashback POV.ON:
Katsuki ria enquanto segurava a tia inconsciente de Izuku e via seu inimigo mortal se esforçando para subir em direção a ele, a velocidade do planador era alta e eles em pouco tempo chegaram à uma área bastante movimentada.
—E então Deku... Vamos ver como reage a isso? -Katsuki ao ver que Izuku estava na metade do caminho começou a fazer várias manobras em meio ao ar desafiando seu oponente a se manter-se segurando o planador.
Izuku tinha bastante dificuldade em se segurar e subir ao mesmo tempo.
—Ah qual é.... Não quer salvar a sua tia? -Katsuki provocou- Aquela que te criou com tanto amor e carinho? Que convenhamos, foi sua MÃE esse tempo todo?!
Izuku rangeu os dentes determinado e quando a situação ficou mais amena ele subiu a toda velocidade e se grudou à parte de baixo do planador.
—Oh... Bem inteligente, quase levou um chute!! Mas como reagirá a isso?
Katsuki através de uma manobra usou a parte o qual Izuku estava para arrastar pela superfície das paredes externas dos arranha céus.
—AAAAAAAAAAAAAAAARGH!! – Izuku se esforçava para suportar, sua resistência sobre humana impediu que suas costas estivessem em carne viva.
Pessoas observavam atentas a ação se desenrolando pelos céus de Musutafu, Laurie por sua vez recuperava aos poucos sua consciência.
—A-Aaaaaaah... Izuku? -Ela despertou- IZUKU?!
Laurie percebeu a situação de Izuku, quase tendo um infarto de tanto nervoso e começando a bater em Katsuki na esperança de ajudar.
—Ah qual é...!! -Katsuki gritou incomodado.
Katsuki ficou distraído, dando folga para o esverdeado se recompor e o planador acabou colidindo com um arranha-céu quebrando o vidro que era a superfície externa e assim os três entraram em um escritório vazio.
—.... -Izuku se levantava enquanto Katsuki pegou Laurie pelo pescoço enquanto a mesma se debatia- Katsuki... Você...
—Me comove, juro... -Katsuki olhou para Izuku em tom de deboche- Os dois são tudo que o outro tem, certo?
—....- Izuku ofegava em pânico ao ver que ambos estavam à beirada da entrada pelo qual vieram- K-Kats...
—Desde o início... Ela foi a única que te acolheu... Que lhe tratou como algo mais que a merda que você é -Katsuki continuou ignorando Izuku- E você? O filho que ela nunca pôde ter, ela é estéril certo? Um preenchendo o papel de alguém que os dois nunca tiveram....
—.... -Laurie sentia-se cada vez mais sem fôlego.
—Vamos ver se o amor que você sente pela sua “mãe” .... Vai ser hábil para salvá-la...? -Katsuki sorria maliciosamente- BORA?!
—Katsuki, PARA COM ESSA PORRA!! -Izuku gritou furioso ao ficar de pé em desespero.
—...... -Katsuki sorrindo sonsamente para Izuku simplesmente largou Laurie a jogando para fora do prédio.
Izuku mancando sem ar e em pânico se recuperou rapidamente pegando forças que nem sabia que tinha mesmo com os machucados e o cansaço para tentar salvar sua tia.
—He... He... He... -Katsuki parecia sorrir em câmera lenta na perspectiva de Izuku.
Ignorando Katsuki, o esverdeado mergulhou em direção à sua tia que o olhava assustada estendendo a mão em direção à ele, o mesmo usou seu braço seu braço direito com a sua teia na tentativa de alcança-la e quando ele a pegou...
*BAAAAM....
Izuku havia parado a queda ao se segurar com a outra mão na parede, quando o mesmo desceu o mesmo foi ver sua tia.
—Tia...? Tia Laurie? -Izuku a segurava.
Ela não respondeu.
—Vai... Por favor, fala comigo tia! -Izuku via seus olhos abertos enquanto seu nariz sangrava.
Nenhuma resposta... seu corpo estava imóvel, apenas observando seu sobrinho com seus olhos vazios.
—Tia, não faz isso... Não brinca comigo, por favor!! -Izuku a sacudiu enquanto todos que estavam ao redor estavam espantados ao longe impactados pelo que acabou de acontecer, lágrimas começaram a descer pelos seus olhos enquanto o mesmo soluçava- POR FAVOR...!! ...NÃO ME DEIXA AQUI SOZINHO...!!
—... -Ao redor todos estavam em choque.
—E-Eu não consigo... Não posso viver sem você... -Izuku abaixou a cabeça trêmulo- Por favor...Não vá... Eu preciso de você...
Naquele momento Katsuki saia gargalhando bem acima com seu planador em meio aos céus, ambos trocaram olhares e o loiro não precisou dizer nada já que seu olhar de deboche e sorriso diziam tudo.
—HÁ HÁ HÁ HÁ... ATÉ BREVE DEKU!! -Katsuki se retirou- ATÉ BREVE!
Izuku o olhou com ódio, seus olhos estava cheios d’água e não havia mais nada que pudesse ser feito... Ele deixou de olhá-lo para voltar a olhar para sua tia, o mesmo começou a soluçar, a única pessoa que ele deveria salvar naquela noite não pôde ser salva por ele e agora... Estava em seus braços, depois de tudo o que aconteceu não restava nenhuma outra ação para o mesmo a não ser gritar, expressar toda a dor, tristeza e agonia em sua alma, como única forma de desabafo enquanto era observado pelos demais civis imóveis que estavam confusos diante de tudo que aconteceu.
Flashback POV.OFF:
—Acabamos vulneráveis, nos envolvemos com o simbionte, o caçamos como uma praga... Nos tornamos no dia em que nos encontramos... Um monstro imparável –“1” continuou- Abandonamos toda a ética e moral humana e dos heróis...
Flashback POV.ON:
Quando Katsuki iria matá-lo......
—ROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAARR! -Um estrondoso rugido o repeliu.
Izuku se apoiou com um dos joelhos no chão com os olhos completamente brancos, o que surpreendeu Katsuki que ficou sem entender nada, o traje que estava caindo no chão voltava aos poucos para dentro de Izuku, que se ainda apoiando-se sob um de seus joelhos começava a levantar lentamente.
O Traje preencheu todo o seu corpo, desta vez ele apenas se parecia com o uniforme de Izuku, pois desta vez o mesmo não tinha mais as teias estampadas por todo o corpo e o símbolo da aranha era diferente: Ela era branca e maior e suas pernas se contorciam para passar pelas laterais do corpo bem onde eram as costelas.
—..... – “Izuku” o encarava com suas lentes, que como eram vivas acabaram mostrando uma expressão séria, fria, que apenas exalava ódio.
—... -Estava claro para Katsuki que o que quer que esteja ali, não era mais o Izuku como o mesmo conhecia.
Katsuki em choque viu o braço esticar a proporções gigantescas para alcança-lo, o mesmo passou a ser jogado para cima e para baixo além das paredes laterais com toda a força, quando o mesmo foi botado no chão a figura negra se impulsionou para pegá-lo e dá-lo a maior surra que o mesmo já teria recebido potencializada por uma série de ataques eletrizantes.
“Sem tempo para dar uma reação, pensar ou respirar....”
Izuku tinha momentos em que ficava invisível para toda vez que Katsuki tentava revidar ele não saber onde ele estava e continuar espancando o loiro sem dó nem piedade.
“Abrindo de mão de qualquer valor.... Apenas para durante esse curto tempo o ensinar o que deveria ter aprendido há muito tempo”
Katsuki urrava de dor, grunhindo como um porco, quando “Izuku” se cansou o mesmo o jogou para longe, colidindo com a estante de bebidas do bar.
—Ugh.......!! -Katsuki completamente ferido estava com a sua costa toda ensanguentada enquanto tinha álcool caindo ao seu redor, em cima de si e em suas feridas.
Era “Izuku” que dessa vez vinha em sua direção, completamente dominante sem sequer mudar a expressão enquanto o Duende rangia os dentes de ódio.
—Você.... É mesmo ele?
Diversas lembranças, a maioria simplesmente infelizes, desde os 4 anos do vilão não houve um único dia o qual ambos realmente tido uma boa conversa ou momento como amigos.
—Droga... Então é assim? Assim que vai acabar?
—....... –“Izuku” parou em sua frente.
—Isso.... Me olhe dessa forma, me mostre o seu nojo.... -Katsuki tentava pegar algo de seu bolso- Como se me dissesse que todas as minhas falas fossem insignificantes!! Como se qualquer coisa que eu fizesse NÃO ADIANTARIA...!!
—......
—..... -Katsuki simplesmente entrou em colapso emocional, com lágrimas descendo de seus olhos- Droga... PORRA!! Era para eu ganhar, eu ter a glória.... NÃO VOCÊ!! NERD DE MERDA! VOCÊ ESTÁ AÍ? AINDA ESTÁ AÍ?! ME OUÇA PORRA!!
—..... -Izuku fez a máscara recuar um pouco para mostrar seu rosto olhando para Bakugou com desprezo- Oooooh... O Duendezinho Macabro perdeu.... Perdeu a luta, tudo que tinha.... Vai chorar? Vai chorar é?
—M-Maldito... MALDITO SEJA....!! -Katsuki decidiu tentar a sua última na manga.
Apertando um botão de um controle que estava em seu bolso, Katsuki chamou algo, Izuku sentiu com seu sentido de aranha e desviou no último momento. O Planador dele cheio de lâminas havia sido chamado e naquele momento o próprio vilão foi atingido por ele em cheio no peitoral.
—AAAAAAAAAAAAAAAAAURGH...!!!! -Muito sangue saia de sua boca- D-D... DEK... Deku...
Katsuki estava trêmulo sentado no chão contorcendo-se de dor, o mesmo perdia pouco a pouco suas forças enquanto olhava para um Izuku olhando-o com desprezo, o próprio loiro por sua vez tinha um olhar de frustração estendendo a mão para ele apenas para abaixá-la logo em seguida dessa vez olhando para o vazio.
Katsuki Bakugou se foi, desta vez não tendo a sorte de ter inimigos fracos ou uma All Might da vida misericordiosa o suficiente para salvá-lo... E sabendo disso Izuku saiu lentamente do bar deixando o corpo de seu antigo rival e ex-amigo de infância para trás.
Flashback POV.OFF:
—Eu não me arrependi na hora, eu estava cego demais para ver... Mas no meu interior eu tive sim um conflito –“1” continuou- Izumi, você se lembra do que ela disse quando chegamos em casa?
—“Na minha opinião, o Homem-Aranha nunca... Jamais deveria matar, nem mesmo um Katsuki da vida” –“2” comentou sorrindo.
—A gente demorou, mas quando demos conta, percebemos o quanto ela tinha razão –“1” comentou.
—...
—Katsuki Bakugou merecia sim ser punido, mas não cabia a nós mata-lo quando ele não mais uma ameaça, uma coisa seria no calor do momento como foi com Kanna, outra coisa foi o que fizemos –“1” concluiu- Manchamos nossas mãos, fomos covardes, nos rebaixamos ao nível dele enquanto zombamos... Não fomos dignos da máscara que usamos naquele momento...
—...
—Mas podemos sempre fazer diferente em uma próxima, podemos ser melhores... E se ele voltou, não devemos matá-lo –“1” orientou- Não dessa vez...
—C-Certo –“2” concordou.
—... -Irene apareceu.
—...? -Ambos se viraram.
—Ah... Tem algo muito importante que tenho que te falar! Sobre a All... –“1” se lembrou.
—Oh, desculpe... É que... Eu também estava precisando de orientações -Irene estava tímida.
—Ah que isso, pode vir –“1” comentou.
—...
—Somos todos família aqui, ainda mais quando somos a mesma pessoa –“1” brincou fazendo os dois ouvintes rirem.
—Tá... Mas o que gostaria de tratar com ele antes?
—Ah... Eu, queria aproveitar e te chamar para falar com você também –“1” falou determinado.
Enquanto isso...
—Está tudo ficando pronto, mais 3 dias... Mais três dias... -Nemoto estimava vendo Mei ao longe continuando com o projeto em outro lugar graças as peças reserva, backup e robôs operários.
Era só tempo, uma questão de tempo... E sua mestra estaria de volta...
Continua...
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