Deku: O Espetacular Homem-Aranha Temporada 2 "A"

74 Capítulo LXXIV: Nas Teias do Aranhaverso


Camie e Mirio conseguiram invadir o local com sucesso, assustando Mei e o Camaleão.

—Não... Não... NÃÃÃÃÃÃÃÃO!! -Nemoto exclamou chamando seus companheiros com o teletransporte.

—Merda... Não tem jeito, precisarei dar um jeito de entrar mesmo com ele na minha cola -Izuku entrou no meio do galpão seguido logo em seguida de Katsuki.

—MEI RÁPIDO!! -Nemoto exclamou.

—Não vamos deixar!! -Izuku comentou.

Um cenário caótico aconteceu, os membros da Yakuza lutavam a todo custo para manter os heróis afastados e enquanto Katsuki destruía tudo ao redor.

—Merda... MERDA!! -Mei tentava se concentrar.

—Não desista Mei, NÃO DESISTA!! -Nemoto exclamou.

—...

—Ela... Ela tem que aparecer, ela tem que voltar... TRAGA ELA DE VOLTA!! -Nemoto exclamou.

Quando a silhueta de Kanna estava ficando completamente visível.

—NÃO!! -Izuku gritou- Mei para com isso... AGORA!!
—... -Mei virou-se para o amigo com um olhar complicado.

—... -Izuku a olhava querendo entende-la.

—DEKU!! -Katsuki o atacou em cheio pelas costas com seu planador.

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!! -Izuku estava para entrar no portal que estava sendo criado pelo colisor.

—IZUKU!! -Camie o pegou com sua teia.

De repente, alertas começaram a soar, a interferência de Izuku dentro do portal fez o colisor reagir a sua presença.

—...?! -Izuku se via no meio do vazio vendo as mais diversas realidades se conectando ao seu mundo enquanto Mei tentava desesperadamente fazer alguma coisa com seus tentáculos, só que ela não estava conseguindo trabalhar sobre tanta pressão e tensão.

—NÃO!! -Nemoto exclamou- MALDITO ARANHA!!
Mirio caiu em cima dele para impedir de tentar fazer qualquer coisa com Izuku e Camie enquanto fazia envolvia os vilões em uma grande rede de teia.

—... -A loira por sua vez estava sendo puxada junto de Izuku.

—ZUZU!! -Mei exclamou preocupada ao vê-lo sendo puxado completamente para dentro do portal.

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!! -Camie foi logo em seguida, ela tentou se segurar com sua teia em alguma coisa e acabou pegando o computador de Mei que estava conectado ao colisor para servir como complemento.

A inventora tentou trazê-los de volta em pânico, tudo foi rápido demais, a máquina entrou em curto circuito após alguns feixes serem criados e mandados para as mais diversas direções para fora do prédio após quebrar ou a janelas ou por meio de buracos nas paredes recém criados.

—... -Todos ficaram em choque.

Izuku e Camie Midoriya desapareceram aos olhos dos demais.

—Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!! -O casal era levado por um túnel para longe da direção de onde eles vieram.

—Camie!! -Izuku estendia a mão para ela.

—Izuku!! -Ela mergulhou.

Ambos se abraçaram, Izuku fez sua máscara retroceder para ela olhar em seus olhos, ambos olharam para a direção de onde estavam indo e simplesmente se abraçaram bem forte aceitando o que quer que fosse o destino deles.

Enquanto isso...

—... -Mirio arregalou os olhos, eke não pôde acreditar.

—Não... Não... NÃÃÃO!!!! -Mirio exclamou- IZUKU, CAMIE...!! E AGORA...?!

—... O silêncio predominou.

—Como eu vou falar? O QUE QUE EU VOU FALAR PRA SUAS MÃES E PARA OS OUTROS?! -Ele batia no chão.

—Nada... -Nemoto respondeu.

—...

—Não é como se... Você fosse sair daqui -Nemoto continuou.

—Peguem ele -Mei de cabeça baixa comentou.

Tudo a seguir foi rápido demais...

—MORRA!!!! -Katsuki gerou uma grande explosão.

Nemoto aproveitou a chance para evacuar junto de Mei e o que restava de dentro do galpão, Mirio usando seu sentido aranha havia dado um grande salto para trás e para se salvar contra o Fanático, o loiro usou a quirk do Muscular para bloquear o golpe com a palma de uma das mãos.

—Não vamos deixar que escape pessoal! -Mimic anunciou.

O baixinho de imediato se fundiu ao solo e gerou um grande quebra-mola que se moveu em direção ao loiro, o desestabilizando.

—... -O Agente via o que poderia fazer quanto a tudo aquilo.

O Gatuno apareceu para atacar em alta velocidade, o loiro desviava a partir de uma série de movimentos acrobáticos em alta velocidade apenas para quando fosse ataca-lo Tengai o protegesse.

—Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh!! -Yu o empalou com uma espada de cristais.

—... -Mirio cuspia sangue por baixo da máscara.

Morbius o pegou pelo pé com sua boa apenas para lança-lo chão e começar a devorá-lo, como reação, Mirio usou a quirk de Cementoss para manipular o concreto e repelir a todos.

—... -Ele regenerava rapidamente as pernas que acabou perdendo apenas para ter que desviar do Chrono e ser espancado pelo fanático logo em seguida.

Uma luta feroz havia começado... E um massacre unilateral por parte dos vilões...

Quando Mirio estava levando vantagem, Katsuki usufruía da fraqueza do simbionte para atacar e o Fanático aproveitava para sugar a energia vital que o mesmo tinha, ele só conseguiu escapar quando usou sua quirk de nascença para mergulhar no chão e se impulsionar para o mais longe possível dali, mergulhando rumo a Musutafu subterrânea onde receberia toda a ajuda e suporte que precisaria... Ficando em coma...

—Mirio? MIRIO?! -Nezu reagiu quando viu o corpo ensanguentado do loiro cair em frente a ele no escritório.

—-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

—Uuuuuuuuuuuugh... -Izuku se levantava lentamente, assim como sua esposa.

—I-Izuku? -Camie estava um pouco abaixo dele.

—Camie!! -Ele a abraçou bem forte.

—Ai meu Deus, ai meu Deus Izuku meu amor! -Ela se emocionou- E-Eu fiquei com tanto medo... Pensei que nunca mais iria te ver na vida!

—Está tudo bem, tudo bem... Eu estou aqui! -Izuku se afastou para vê-la melhor- Nós estamos aqui...

—Mas... Onde estamos? -A loira perguntou.

Eles se encontraram em cima de uma gigantesca nuvem flutuante em meio ao céu com vários pedaços de terra também flutuantes que levavam a outras ilhas enquanto abaixo só tinha uma grande névoa que impedia de ver o que podia ser visto embaixo.

—Não... Não é Musutafu -Izuku comentou- Estamos mesmo em outro mundo...

—É tão... Bonito -Camie comentou maravilhada.

—Eu moraria aqui -Izuku comentou.

—...? -Camie notou que conectada a teia dela estava o laptop de Mei.

—... -Izuku foi até a máquina e o pegou para armazená-lo- Isso pode ser útil, para ajudar a entender essa bagunça.

—E o que faremos então? -Camie perguntou.

—Vamos... Procurar uma forma de como usar essa coisa -Izuku comentou.

De repente o sol começava a se por.

—Droga... Quanto tempo ficamos desacordados? -O esverdeado reagiu.

—Pior, e se apesar de só termos ficado uma tarde inteira desacordados, lá em nosso mundo ter se passado 50 anos? -Camie temia isso.

—... -Izuku suspirou abaixando a cabeça.

Havia a possibilidade, afinal além do tempo ser relativo eles não sabiam qual seria a diferença de tempo entre uma dimensão e outra, e universos paralelos não significam necessariamente ter o mesmo tempo, até porquê o tempo é uma variável a ser considerada, você só teria dimensões em tempos equivalentes se o tempo para as mesmas fosse igual, mas e se eles estivessem no passado ou no futuro? Pois é meus amigos, viajar pelo espaço e pelo tempo é complicado...

—Calma, calma... Olhe, não é o fim do mundo, para o nosso pelo menos -Izuku comentou pegando o laptop de Mei- É isso que devemos acreditar...

—...? -A Loira estava curiosa vendo ele abrir o laptop e pegar o HD.

—Assimilação tecnológica, uma boa quirk que Mei instalou no simbionte -Izuku comentou- Enquanto deixava o traje fazer todo o trabalho- AQUI!!
—Hã? -Camie perguntou.

—Pronto, está tudo aqui... Todo o banco de dados! -Izuku sorriu.

—Izuku, mas o que? -Camie estava pensativa.

—Calma querida, deixa que eu te explico: O computador dela estava ligado à máquina, com o sistema operacional da tecnologia do traje junto à assimilação tecnológica poderei conciliar as quirks para criar um portal capaz de nos levar a qualquer dimensão registrada nesse banco de dados -Izuku comentou.

—MESMO?! -Camie perguntou animada.

—Estou falando sério -Izuku comentou.

—E o que está esperando? Faça isso agora! -Camie o sacudiu.

—... -Izuku se preparou, vendo uma interface e projetando para Camie ver usando seus olhos para criar um holograma.

—E então? O que é isso? -Camie estava preocupada.

—As coordenadas de todas as dimensões captadas... Droga... São muitas páginas -Izuku comentou.

—Você não sabe mexer nisso não?

—Minha assimilação tecnológica só foi usada por mim para eu precisar me comunicar pelo comunicador usando o simbionte, é minha primeira vez usando um computador assimilado com sistema operacional e tudo dentro do simbionte, não é tão fácil... Eu institivamente tento mover o “mouse”, só que preciso lembrar o tempo todo que é algo mais mental.

—Tipo usar o “touch” do celular com o poder da mente?

—Isso, aí o cérebro confunde por conta da diferença das interfaces.

—Então? Pode contatar o Mirio ou Tsukauchi? -Camie perguntou- Talvez eles possam ajudar...

—... -Izuku foi tentar- O Tsukauchi está complicado de estabelecer uma ligação, agora o Mirio...?

—...

—Não... Ah não... -Izuku comentou.

—O que foi?

—Ele conseguiu sair vivo, mas pelo vivo desmaiou de exaustão -Izuku via as memórias coletivas-Tsukauchi deve estar resolvendo as coisas lá -Izuku comentou- E-Ele está ciente que estamos tentando manter contato, mas alguma coisa aconteceu...

—O que...? -Camie perguntou.

—Alguma coisa... Está lá no nosso mundo, várias que acabaram de entrar.

—Meu Deus...

—Droga... A conexão, está difícil de se estabelecer... E-Eu... Estou cansado...!! -Izuku comentou caindo de joelhos no chão ofegante.

—IZUKU!! -Ela foi ajuda-lo.

—Eu posso tentar falar com ele depois, pelo visto vai ser complicado a gente se conectar com tanta coisa acontecendo lá em nosso mundo com o que quer que esteja andando por lá -O esverdeado continuou- Fora o cansaço mental é claro...

—Então vamos tentar voltar pra casa nesse meio tempo?

—Exatamente... Talvez demore um pouco, por eu estar precisando aprender a mexer nessa coisa, mas eu vou pegando o jeito.

—...

—E então? Está pronta? -Izuku perguntou.

—S-Sim! -A loira respondeu.

E assim o casal de pessoas aranha seguiu seu rumo, no primeiro dia fora de seus mundos eles foram passando pelas mais diversas dimensões e observando as mais fantásticas diferenças entre cada um deles, aquela parada havia sido apenas o começo.

Enquanto isso...

Uma senhora idosa sentada em seu trono com temática de aranha, havia acabado de despertar.

—Creio que o aranhaverso encontra-se instável -Ela analisou, já sabendo que precisava agir.

—-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Na dimensão natal de nossos heróis...

—... -Nezu, Tsukauchi e todos os heróis estavam reunidos ali.

—Aqui, pra vocês duas -Rei ofereceu à Inko e Izumi um copo de água com açúcar.

—O-O-Obri-Obrigada... -Inko estava trêmula.

Como Mirio acabou entrando em sono profundo, Tsukauchi acabou sabendo de tudo pela memória coletiva do próprio loiro e do Izuku, cabendo a ele quando foi chamado explicar tudo após juntar as pontas, ele viu até agora tudo cronologicamente até o fim da batalha de Mirio e só viu de Izuku o mesmo abraçando sua esposa antes de seguirem rumo ao desconhecido.

—Tá bom... Tá bom... Vamos recapitular -Nezu comentou- Tudo começou quando o Camaleão deu seu jeito de burlar nosso sistema de segurança como uma das cópias de Jin/Deadpool, e junto com a Gata Negra foi ele que deu um jeito da Liga dos Vilões adentrar na UA e nas demais escolas.

—Com a ajuda das cópias e dos clones de Midoriya, Togata e do primeiro, conseguimos cooperar uns com os outros para seguir com o plano de evacuarmos para a Musutafu subterrânea junto com todos das demais escolas de Musutafu enquanto as demais escolas por todo o restante do país não foram invadidas e estão bem -Tsukauchi recapitulou.

—O Camaleão aproveitou a chance para escapar e levar consigo a Mei Hatsume, que ficou gravemente debilitada e vítima de um acidente que a tornou mentalmente instável, usando a forma do falecido namorado dela, ele a manipulou para fazer suas vontades e assim trazer aqueles que almeja que voltem, só que de outra dimensão e agora eles sumiram, podem continuar com o plano e tanto o Midoriya quanto sua esposa estão perdidos no meio do espaço tempo sabe-se lá onde -Nezu concluiu.

—Buuuuuuuuuuuuaaahaaaaaaaaaaa...... -Inko não pôde suportar.

—... -Todo mundo tinha expressões complicadas, eles não podiam julgá-la por antiprofissionalismo.

—Ah Inko... Sinto muito, e-eu sei como se sente -Rei mostrou empatia.

—Ai meu Deus... Como isso pôde acontecer? MEU BEBÊ... -Ela desabafou.

—... -Izumi tentava sem sucesso segurar as lágrimas.

—C-Calma, olha... Nem tudo está perdido -Mandalay tentou ajudar- Eles não devem ter morrido, eles devem estar bem, só estão em algum lugar que não conhecemos.

—E como vamos acha-los? É preciso dizer que a única que TALVEZ possa trazê-los de volta está do lado dos vilões? Na verdade, caso o Camaleão consiga concretizar o seu objetivo, nem sabemos se ela vai permanecer viva -Mirko comentou.

—... -Inko ficou ainda mais deprimida.

—PARABÉNS AJUDOU MUITO! -Rei deu um esporro.

—Desculpa, não foi por maldade -A heroína comentou.

—Ainda temos que dar um jeito de saber o que foi que eles acabaram trazendo além de Katsuki Bakugou -Edgeshot comentou.

—São quantos Tsukauchi? -Nezu perguntou.

—Não sei dizer, foi tudo rápido demais nas memórias -O detetive explicou.

—São muitos eu posso sentir -Toxina se revelou- Mas não é como se fossem um exército, é menor que 10 com certeza.

—Bom... O Itsuki já está indo atrás de um deles, se eles saíram do galpão não devem estar muito longe dado o tempo que passou -Best Jeanist comentou.

—O que? Não não não não... -Inko se desesperou- meu filho, o chamem de volta POR FAVOR!!
—... -Nezu tinha uma expressão complicada.

—K-Katsuki está a solta, ele “voltou do inferno” só pra isso, pra desgraçar a vida de Izuku independente do universo e de qual versão... Por favor Nezu, as Oito Balas mortais também estão lá e não sabemos quem eles trouxeram... -Inko suplicou o sacudindo- Nezu POR FAVOR!!
—Calma Inko, quer se acalmar? -Rei a pegou pelos ombros.

—Eu não posso perder mais ninguém EU NÃO POSSO!! -A esverdeada lutava para se soltar- Por que não me liberaram logo pra cuidar de tudo? VÃO ENVIAR MEU OUTRO FILHO PRA MORRER TAMBÉM?!
—C-Calma... Quer se acalmar?! CALMA!! -Rei comentou enquanto outros heróis estavam a contendo.

—... -Inko ficou quieta quando percebeu que Izumi afastou todos dela e a conteve usando sua telecinese.

—... -Era Izumi que havia parado toda aquela briga, seus olhos não aguentavam mais depois de tanto chorar- Querem parar?

O silêncio prevaleceu.

—Eu... Estou tão cansada dessa merda... Não tivemos um dia, um único dia em que tivéssemos plenamente paz... Tivemos uma folga por conta do impasse em relação aos vilões... Mas nunca uma folga.

—...

—Meu irmão... Ele foi de todos aqui o que mais lutou, o que mais abdicou, o que mais se sacrificou em prol de voltarmos a termos o que tínhamos... -Ela continuou- Agora ele se “foi”, mas ele iria querer que terminássemos com isso...

—... -Todos a olhavam.

—Será possível que a gente acabe com essa merda logo de uma vez?! -Ela gritou furiosa.

—...

—Vamos acabar com tudo isso, e assim que terminamos... Eu vou atrás do meu irmão e da minha cunhada, custe o que custar... -Ela tinha determinação.

—São excelentes palavras, Izumi Midoriya -Nezu comentou.

—E mãe... Eu preciso de você, a família precisa, eu sei que dói... Tô com vontade de estar igual a você, mas precisamos de força, você vem ou não vem? -Izumi perguntou.

—Vamos... -Inko comentou após precisar de um pouco mais de tempo para se recompor.

Naquele momento...

*Baaaaaaaaaaaaam...

Todos se viraram, Era Itsuki, que estava junto de Kaina.

—Pessoal, precisamos conversar... Eu achei todos eles, e bem... Acho que isso não tem como ficar mais surreal -Itsuki explicou.

—Mas o qu....?! -Todos reagiram.

—-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

—Uaaaaaaaaaaaaaaaaaah!! -Izuku e Camie passavam pelos túneis.

Vários universos foram visitados por eles nesse meio tempo, enquanto Izuku estava aprendendo a mexer com o lance de viagem no tempo eles iam viajando aleatoriamente para os mais diversos tipos de dimensões, algumas que pareciam ser parte de uma pintura de Pablo Picasso, várias eram bizarras com leis da física próprias, outras bem próxima da realidade deles, mas com um detalhe ou outro diferente como a dimensão das ilhas flutuantes.

—E então? Para qual vamos agora? -A loira perguntou se aproximando, eles estavam em cima de uma dimensão onde as nuvens por algum motivo eram sólidas.

—Dimensão 104404032 -Izuku comentou.

—Nome grande hein? -Ela reagiu.

Algumas coisas foram essenciais para o esverdeado entender como o multiverso e as dimensões funcionavam:

1º Nem todo universo era similar ao dele por motivos óbvios

2º Cada dimensão organizada por Mei tinha seu próprio código dado por ela para identifica-los

3º Ela conseguiu rastrear cada dimensão de forma aleatória, então eles estavam basicamente também tentando a sorte em ver qual das dimensões era a certa.

4º Interagir com os universos de forma desnecessária não é bom, principalmente pelo fato deles não o conhecerem e por conta disso pode trazer consequências que talvez cause um efeito borboleta na vida de todos (Eles tinham medo de fazer uma merda de proporções abissais e decidiram só sair da dimensão quando obviamente não era a deles)

E assim foi, enquanto eles não podiam se conectar com Mirio ou Tsukauchi eles tentavam se mover por conta própria, pelo visto eles só conseguiriam se conectar caso se esforçassem bastante e pelo visto tudo estava um tumulto lá no universo deles e eles estavam precisando montar uma estratégia sobre como lidar com tudo de uma vez.

“Sua mãe e irmã não estão bem, estamos tentando consolá-las e Itsuki está indo atrás dos invasores, estamos vendo o que iremos fazer”, foi a mensagem que ele captou com muito esforço.

—Parece que a ligação dos simbiontes com seus familiares transcende universos, mas existe um grande desgaste mental para tentar estabelecer uma ligação -Izuku comentou- Eu senti como se pudesse enlouquecer devido ao desgaste, principalmente pois estou tentando focar em ligar pra ele no mesmo dia em que saímos e como o tempo é relativo para cada universo dado que também pode ser uma variável, o tempo na nossa dimensão natal já poderia ter se passado 1 dia ou até 50 anos.... E o foco é voltar pra lá no mesmo dia que saímos para não perder tempo!

—Então é melhor que esperemos a situação se acalmar -Camie havia sugerido.

—O problema é que o nosso mundo corre perigo, e... Eu me sinto tão impotente -Izuku desabafou.

—...

—Eu tenho um poder que transcende dimensões, eu posso agir como herói em qualquer lugar do multiverso que eu andar, e mesmo assim não posso garantir a segurança da minha própria dimensão natal -O desabafo continuou- E eu tenho tanto medo...

—Izuku querido...

—Pela previsão do Nighteye é ÓBVIO que chegaremos lá, mas... Se mesmo a gente tendo sucesso em voltar for o mesmo que nada... Merda, eu não poderia simplesmente morrer quando chegasse na praia...

—E não vai, não se lastime por algo que ainda nem aconteceu -Camie o fez olhar para ela.

—...

—O futuro é incerto, a previsão só mostra o que pode acontecer e se o cenário acontecer... Faremos questão do final ser feliz -A loira olhou pra ele com convicção.

Ambos se olhavam sorrindo acariciando o rosto um do outro.

—Sabe uma coisa boa de tudo isso? -Izuku perguntou.

—O que?

—Eu pude levar o melhor da minha dimensão junto comigo -Ele sorriu.

—Oooooooooooooooh....~ -Ela completamente derretida se jogou nele para beijá-lo apaixonadamente.

Eles demoraram para se separar e quando fizeram foi por conta da falta de ar.

—Essa é uma folga que eu não tenho problema algum de tirar -Izuku se divertiu arrumando o cabelo da loira em sua frente.

—Vamos ficar assim mais um pouco, por favor... -Ela pediu.

Izuku só respondeu a beijando em vários lugares do rosto enquanto a abraçava, fazendo-a rir apenas para voltar a beijá-la novamente.

—Vamos conseguir, vamos dar um jeito -Izuku comentou convicto após se separarem novamente, pensando no quão incrível era ter um amor que o motivasse e o inspirasse a seguir em frente.

Decidido a dominar de vez o uso da tecnologia do colisor, o esverdeado decidiu permanecer naquela dimensão semelhante a uma grande floresta de pinheiros com rios de cor roxa enquanto não conseguisse.

—Demorou, mas ele descobriu a chave para viajar entre dimensões escolhidas.

—AHA!! -Após dias tentando, o esverdeado conseguiu.

—E o que vamos fazer? -Camie perguntou.

—Vamos usar a Search para localizar a nossa dimensão! -Izuku comentou.

—Ué? Mas como?

—Vamos rastrear qualquer um do banco de dados, no caso o meu DNA, usaremos para localizar o Itsuki e a partir desse ponto vamos aonde ele estiver -Izuku comentou.

—Tá então a lista vai ser tipo, um “Aranhaverso?” -Camie perguntou.

—Exatamente -Izuku respondeu- Mas assim como a lista de universos padrão existente é limitada, pois aqui não tem o registro de todas as dimensões, apenas de uma parcela pois o próprio colisor não iria aguentar.

—É... Se existe infinitos universos, não tem como uma máquina armazenar infinitas informações -A loira raciocinou.

—Mas temos centenas de milhares de coordenadas, e pelo visto o nosso aranha-verso é BEM extenso -Izuku analisou- Está pronta?

—S-Sim! -Ela tomou coragem.

E então... Ambos entraram no primeiro portal pós filtragem...

—Dimensão 80858585 -Izuku narrou.

Eles viram um mundo completamente ausente de cores fora o preto, o branco, o cinza e seus mais diversos tons.

—Já pode ir riscando da lista -Camie narrou.

No próximo mundo...

—Dimensão 74546 -Izuku narrou.

—Parece igualzinho a aquele filme do Zootopia -Camie narrou.

—Vamos pra próxima! -Izuku comentou.

E assim eles foram indo, uma dimensão baseada na Índia, outra que parecia ser uma versão futurista de Musutafu e por fim quando tudo parecia ter se encaminhado para chegarem na dimensão certa.

—Ah não... AH NÃO... -Izuku ficou incrédulo com o que viu, eles estavam acima da laje de um prédio.

—... -Camie tampou a boca com uma das mãos surpresa.

Eles pararam em uma variante do universo deles ao qual Izuku ainda estava com Venom e fazendo a sua dança momentos antes da intervenção dos seus amigos e família.

—Izuku... Que gingado... -Camie comentou percebendo que era uma variante do passado de Izuku pela reação do mesmo.

—Eu estava passando por uma fase... -Izuku comentou até que parou pra pensar- Espera um pouco... Será que no momento em que eu estava dançando uma versão minha e da Camie do futuro PAROU pra me observar dançando... AAAAAAAAAAAAAAAH... -Ele suspirou.

E quando ele segurando a mão de sua esposa seguiria rumo ao portal...

—Espera! -Uma voz pôde ser ouvida.

Quando eles menos esperavam... Eles se viram em uma típica sala chique com lareira e tudo.

—M-Mas o que?! -Izuku ficou em alerta pronto para proteger sua esposa.

—Não se preocupem... Eu não pretendo fazer mal a vocês, muito pelo contrário...

—Hã? -Ambos foram se aproximando assim que notaram que seus sensores na verdade estavam agindo para mostrar que ela era uma “igual” a eles.

A cadeira tecnológica dela se virou, ambos arregalaram os olhos, eles viram uma versão idosa da Izumi vestindo um grande vestido verde com o símbolo de uma aranha branca estampada no peito, suas marcas registradas eram seus óculos escudos cor de garrafa e um coque esférico.

—Eu não acredito... -Camie comentou.

—I-Izumi?! -Izuku comentou.

—... -A idosa sorriu.

Irene POV.ON:

Tá bom... Tá bom... Por onde eu começo?

Meu nome é Irene Midoriya... Eu sou filha única de Hisashi e Inko Midoriya e a contraparte feminina de Izuku Midoriya que foi durante toda a sua vida a primeira MULHER-ARANHA e a atual Madame Teia.

Eu nasci como uma psíquica com um poder inigualável que após ser picada por uma aranha radioativa acidentalmente em um momento de distração... Obtive uma ampla gama de poderes ainda maior e conforme o tempo foi passando pude não só explorar o meu potencial total chegando até mesmo a aprender magia... Como também acabei me conectando com outras versões minhas do multiverso, do aranhaverso propriamente falando e acabei obtendo o papel de ajudar a manter tudo em seu equilíbrio.

Eu ajudo as mais diversas versões das pessoas-aranhas, verifico se tudo está indo bem ou não ou se está em seu devido lugar... Apesar de enfrentar vários momentos de caos, não é como se não déssemos conta do recado e pelo visto, estou encaminhada para mais uma missão multiversal...

Irene POV.OFF:

—Wow... -Camie estava refletindo sobre tudo que ouviu.

—E-Espera... Você sou eu? -Izuku estava assimilando tudo.

—Afirmativo -A idosa respondeu.

—Caramba...

—Multiverso, variantes, infinitas combinações, infinitas possiblidades... -Irene continuou- De qualquer forma, é um prazer conhece-los...

—Você... Você nos achou? -Camie estava curiosa.

—Sou uma psíquica, fora o fato de ser muito fácil seguir os rastros de vocês por cada dimensão -Irene respondeu.

—Então... Você vai nos ajudar? -Izuku perguntou ansioso.

—Claro, é meu trabalho -Irene respondeu- Parece que... Uns velhos amigos “nossos” estão causando altas confusões em seu mundo, não?

—Você nem imagina...

—Escuta... Eu não posso fazer muito agora fora manda-los de volta, Sabe com é... Não estou mais tão na ativa quanto antes... Vocês e os demais convidados em seu universo precisarão se virar.

—E-Espera... Então os convidados também são aranhas? -Camie ficou ansiosa.

—O momento em que o colisor bugou foi a causa, cada um deles é uma versão de “nós” que estão tão perdidos quanto vocês, estavam no caso... Eu orientei cada um a ir para a UA prevendo que Itsuki sentiria a presença de todos ali com seu sentido aranha, eles vão explicar tudo...

—Nossa... Isso é incrível! -Izuku comentou- Poxa outro eu, MUITO obrigado... OBRIGADO MESMO!
—He he he... -Irene sorriu.

De repente o estômago do casal roncou.

—Por quê não aproveitam pra descansar um pouco? Comam alguma coisa primeiro -Ela preparou tudo usando seus poderes psíquicos- Assim que terminarem, eu mando vocês de volta.

Passado o momento...

—Ufa... Obrigado de verdade, acho que estou pronto para partir -Izuku comentou.

—Eu também -Camie comentou.

—Ótimo, se aproximem que eu mandarei vocês para casa -A idosa comentou.

—Vem Camie -Izuku comentou.

—Já tô indo -Ela logo atrás parou por um momento.

Algo chamou sua atenção, ela viu uma foto da Irene um pouco mais jovem com um homem ao lado um pouco familiar.

—... -Camie corou violentamente.

Era ela, tinha que ser, era sua contraparte masculina também já idoso abraçando sua esposa com um dos braços, aparentemente eles estavam de férias em frente a alguma cachoeira e junto deles estavam alguns adultos e várias crianças similares a eles com exceção de um adulto ou outro que claramente não eram da linhagem deles, seria no caso seus filhos, os maridos e esposas dos mesmos e os filhos de cada casal, ou seja, seus netos?.

—... -Ela ficou imensamente feliz de vê-los, isso confirmava que se tudo desse certo eles teriam o mesmo destino de ter uma família grande e feliz.

—É melhor se preparar -Irene falou com ela por telepatia.

—...? -Camie se virou para ela.

—O primeiro... -Irene continuou- Não vai demorar...

—...? -Izuku não entendeu nada.

Camie naquele momento esboçou um grande sorriso.

—Mas o que está acontecendo? Estão conversando ou algo assim?

—Nada, não é nada não! -Camie comentou completamente alegre- He he he...

E assim o casal em frente a idosa se preparou e seguiu seu caminho de volta para casa onde...

—Boa sorte, estarei vendo e torcendo por vocês -Irene comentou.

Naquele mesmo momento...

*Baaaaaaaaaaaaam...

Todos se viraram, Era Itsuki, que estava junto de Kaina.

—Pessoal, precisamos conversar... Eu achei todos eles, e bem... Acho que isso não tem como ficar mais surreal -Itsuki explicou.

—Mas o qu....?! -Todos reagiram.

Ao mesmo tempo em que eles chegaram, saíram de um misterioso portal...

—Pessoal, voltamos! -Izuku anunciou junto com Camie.

—... -Todos arregalaram os olhos incluindo as outras pessoas-aranha que acabaram de chegar.

—IZUKU!!!! -Inko desabou em lágrimas.

—IRMÃO!! -Izumi não aguentou e cedeu, acabando por chorar igual a sua mãe.

Elas foram abraça-lo.

—Olá pessoal, é bom vê-los de novo -Izuku comentou.

—Mas Midoriya, como?! -Kirishima perguntou.

—Pensamos por um instante ter perdido você -Mina comentou.

—A história é longa, mas digamos que demos um jeito e acho que pra resolver essa situação temos que conversar com os demais em nossa frente -Izuku sorriu olhando para suas contrapartes que o olhavam surpreso.

Além de Itsuki tinha variantes que praticamente seguiam o mesmo padrão de uniforme de Izuku depois que o mesmo adotou durante o exame de licença provisória fora algumas exceções.

—É pessoal, podem se apresentar -Itsuki fez sinal.

1) Uma era claramente uma variante idêntica a ele quando ainda estava no primeiro ano da UA.

—Olá pessoal, o que é que está rolando? -Ele perguntou- Por que Musutafu está toda destruída, por quê tem tantos de “mim” por aqui?

2) Uma era uma versão feminina de Izuku junto de outra masculina de Camie quando ainda estavam no Ensino médio.

—Mas o que? -O último perguntou confuso- Todo mundo mudou de sexo?

3) Uma era uma versão do Izuku que tinha uma máscara cobrindo apenas a parte inferior do rosto, o esquema de cores dele era invertido e atrás dele tinha um robô gigante humanóide cuja a cabeça batia com o teto da sala e ele estava com uma temática de aranha

—Ehm... Oi? -Ele acenou enquanto o robô saudava a todos com vários “Bips” em linguagem de máquina.

—Tem como isso ficar mais e mais bizarro? -Mirko perguntou.

4) Uma era uma espécie de Carneiro humanóide de altura baixa.

—Ah tem sim minha amiga e se me permite ser sincero a recíproca é verdadeira! -O mesmo comentou vendo todo mundo com surpresa.

5) Uma era uma versão completamente preta e branca do Izuku com seu uniforme só que com um colete e um cinto de utilidades que ostentavam várias armas, suas lentes pareciam ser óculos de natação na verdade.

—Idem -Ele comentou analisando todo mundo.

—... -Todos os demais assimilavam o que acabaram de ver.

—... -Todos Eles reagiram enquanto tentavam assimilar as mais diversas versões dos homens e mulheres-aranha em sua frente..

Continua...