Deku: O Espetacular Homem-Aranha Temporada 2 "A"
70 Capítulo LXX: Rumo ao Caos
—Aaaaaaaaaaaargh!! -Nezu foi colocado contra a parede pelos tentáculos de Mei enquanto os alarmes soavam.
—Vamos, sem mais nem menos, me entregue o que eu quero -A inventora o pressionava com força- Pare de dificultar as coisas.
—Hatsume, mas que porra?! -Nezu reagiu.
—Não tenho tempo para explicar, eu preciso do recurso... Preciso recriar o sol e usá-la para criar o colisor com os dados que tenho... Tenho tudo que preciso no meu computador, agora só preciso da fonte para gerar a fonte de energia -Mei comentou- AGORA!!
—Hatsume, escute: Eu vou te dar uma chance, sente-se espere aqui e vamos esclarecer TUDO... -Nezu foi interrompido enquanto era estrangulado.
—Você está me fazendo perder a paciência -Ela jogou o roedor contra a parede do lado oposto e arrombando o armário com um dos tentáculos pegou o que precisava e quebrou a janela- Não temos tempo pra conversa, principalmente quando já sei o que vai acontecer.
Arrombando o armário do escritório ela pegou o que procurava.
—E vou mostrar a valorosa aliada que vocês têm em mãos -Ela comentou acionando a arma tecnológica que havia criado e criando um portal rumo ao desconhecido levando vários de seus robôs consigo.
—... -Nezu estava se recompondo e viu um vulto negro seguindo para o portal andando tranquilamente.
Mais tarde... Com todos da antiga turma de Izuku e os top 10 lá.
—Não... Não... -Izuku comentou- DROGA!!
—Sim, foi isso que aconteceu -Nezu explicou- Pelo visto Mei se rendeu a vilania... E levou inclusive uma invenção que eu nem sabia que tinha, ela muito provavelmente iria revelar em breve: Uma arma capaz de criar portais.
Aquela frase surpreendeu a todos.
—M-Mas como?! Ela sempre foi fiel a nós, tem que ter alguma coisa errada! -Rei comentou.
—Não está óbvio? Foi o acidente -Izumi comentou- Muito provavelmente o que rolou na UA fora a perda do chip inibidor deve ter causado algum “dano cerebral” para ela começar a agir assim.
—Bom, pelo visto temos nossa resposta -Inko reagiu.
—Mei... -Izuku ficou preocupado com sua amiga.
—Tá... Izuku, consegue localizá-la? -Izumi perguntou.
—Não maninha, não enquanto não desativarem essa redoma -Izuku comentou.
A redoma nasceu como último recurso para caso houvesse uma invasão em onda de vilões a esmagadora maioria tivesse suas quirks apagadas enquanto os civis seguiam rotas de evacuação que partiam das próprias casas enquanto os heróis ajudavam ou lutavam no mano a mano contra os vilões até as quirks apagadas estarem disponíveis de novo.
—Não se preocupe, segundo os cientistas, a Hatsume colocou um limitador de tempo, pelo visto era só para dar tempo dela fugir -Nezu explicou- Ela não quer nos prejudicar pelo visto.
—Ela pode ter até boas intenções conforme o senhor falou, mas a cabeça dela não está boa -Tsuyu comentou.
—Temos que dar um jeito de pará-la, trazê-la de volta à razão quem sabe -Ochako comentou.
—Mas como? Se a gente intervir, ela pode até tentar nos matar, estando louca do jeito que está! -Mineta mostrou temor- E ainda temos o vulto negro!
—Será que é o Camaleão? Ele está junto com a Hatsume? Ele pode ir atrás dela pra fazer alguma maldade ou se aproveitar da condição atual dela? -Ochako ficou preocupada.
—Calma, calma... Vamos nos acalmar -Mirio comentou.
—Nossa prioridade no momento é dar um jeito de sair daqui e usar o teletransporte dos nossos simbiontes é impossível dada a redoma temporária... Logo precisaremos pegar os elevadores e ir pra superfície -Izuku explicou- A UA está longe pra caramba, MAS com certeza é um lugar em que ela pode ter ido em busca do que quer que fosse conveniente -Izuku comentou.
—Então vamos lá! -Camie reagiu.
—Espera, precisamos montar uma boa equipe -Mirio analisou- Mei pode usar dos mais diversos truques para driblar um grande número de heróis. Eu, Izuku e Camie podemos usar dos nossos poderes de aranha, agora precisamos saber quem levar, pois dependendo da situação não sabemos o que vai se desenrolar! -Mirio orientou.
E assim a equipe consistiu em: Izuku, Mirio, Camie, Itsuki, Kaina, Tsuyu e Mineta.
—Pronto: Eu, Mirio e Itsuki somos os que estariam em uma linha de frente, Camie fornece cobertura junto de Tsuyu enquanto Kaina atira as esferas de Mineta para imobilizar ou usar seus próprios projéteis na pior hipótese! -Izuku mostrou- É mais que suficiente!
—Espere irmão, deixa eu ir com você -Izumi implorou.
—Izumi está certa, uma de nós poderia ir com vocês para manter tudo sobre controle -Inko advertiu.
—Vocês vão lidar contra Hatsume e um exército de robôs, se tem alguém que pode ajudar é ela -Nezu analisou.
—É uma boa parando pra pensar, telecinese é super útil! -Izuku comentou- Mas estará tudo bem? Para vocês em uma situação de emergência também pode ser!
—Vocês vão no máximo passar uma tarde fora, é só pra pegar a Hatsume e destruir uns robôs... O que poderia dar errado? -Mirko perguntou.
—O lance é que não podemos subestimar o inimigo, ainda mais quando o mesmo tem uma mente brilhante -Nezu alertou- Não se preocupe Midoriya, ficaremos bem!
—Ótimo, vamos pegar nossas coisas e ir nos preparando -Izuku comentou.
Enquanto isso...
—... – Hatsume vasculhava tudo que era preciso na UA com seus robôs subordinados levando tudo que ela precisava para um portal que era a localização que ela achava ideal: O antigo galpão de sua família.
Um armazém em meio à cidade, era grudado em sua antiga casa, um lugar cheio de lembranças felizes antes que ela passasse a ficar de vez na UA pelo sistema de dormitórios implementados e antes do pós-guerra era lá que sua família guardava suas coisas, assim que ela foi pra lá tinha um monte de drogados e vagabundos, mas eles não foram páreos para ela, suas garras e máquinas.
Agora ela tinha todo o lugar para si e nada e nem ninguém a impediria...
—... -Nemoto completamente invisível sorria maliciosamente, se ele fizesse como o planejado, o céu era o limite!
Mei começou a organizar as coisas coordenando suas máquinas como se fossem marionetes graças às luvas e o capacete tecnológico que pegou de sua maleta.
A maleta tinha várias cápsulas derivadas do uso da tecnologia com a quirk do Mr.Compress, logo ela mesma usou essa tecnologia para compactar tudo que ela precisaria para ter um laboratório em qualquer lugar além de poder manipular apropriadamente as suas próprias máquinas sem problema algum.
Tudo fluía bem, ela poderia dizer que estava orgulhosa de ver suas criações trabalhando juntas a ela para poderem se redimir e serem os salvadores da pátria após a invasão da UA, mas ainda algo estava a afetando.
—... -Ela pensava em silêncio.
Tanto trabalho a fazer, tanto o que refazer... Ela poderia até “trazê-lo de volta”, mas não seria ele, então valeria a pena além de trazê-la, trazê-lo também?
Ela com o colisor poderia fazer tantas coisas, até mesmo “ressuscitar”, ela na verdade poderia ter um harém de versões alternativas de seus namorados se quisesse... Mas valeria a pena? Seria ele mesmo? E suas outras versões alternativas? Poderia ela ser tão egoísta a esse ponto?
—...? -Ela virou quando viu uma névoa estranha.
Ela arregalou os olhos, como se fosse uma assombração, surgia em meio aquele lugar o seu namorado.
—... -Ela estava em choque, até suas máquinas pararam de funcionar.
—Mei... Olá... -O mesmo comentou.
—Vo-Você... É você mesmo querido?
—Quem mais seria? -Ele se divertiu.
—Não... Não... NÃO! Não pode ser... Você morreu! -Ela comentou.
—Pode até ser... Mas estou mais vivo do que nunca -Ele respondeu- Aqui, em sua mente... Seu coração, por isso estou aqui...
—...
—Você não é capaz... De me esquecer, certo? Estava pensando em mim? -Ele perguntou.
—Ai meu Deus... Me perdoa... ME PERDOA! -Ela desabou em lágrimas
—...
—Me perdoa por não poder salvá-lo, me perdoa por deixar que aquelas víboras fizessem o que fizeram, me perd...
O seu namorado interrompeu tudo com um beijo apaixonado na inventora, que arregalou os olhos.
—...
Mei inicialmente lutou, ela não queria alimentar a própria loucura, não queria abraça-la... Ficar mais insana do que já tava, mas na cabeça dela aquilo era tudo tão real... Tão apaixonado, ela realmente sentia que seu namorado havia voltado dos mortos só para consolá-la e dizer que estava tudo bem.
Eles se beijaram e demonstraram toda a paixão que sentiam um pelo outro.
—Aaaaaaaaaah... -Mei se afastou para recuperar fôlego.
—Eu te amo... Eu te adoro! -Seu namorado aproveitou o meio tempo para te dizer antes de voltar a beijá-la.
Ele a abraçou, a acariciava enquanto a beijava de forma que ela nunca sentiu antes... Mei sentiu-se como se estivesse se apaixonando pela segunda vez pelo seu primeiro e único amor até então e nenhum dos dois sabia quanto tempo havia se passado.
Podia ser segundos, minutos, horas, um dia inteiro poderia ter se passado ali... E Mei não ligava pra isso, ela sentia-se completa.
—Eu queria, queria que fosse real -Mei desabafou.
—Mas eu sou real... Esse sentimento é... Mesmo que eu não esteja aqui... O que aconteceu entre nós, aconteceu
—...
—Mei... Você precisa fazer isso... Faça o Colisor! -O namorado a incentivou.
—...?
—Não importa pra mim o que aconteceu anteriormente, está tudo bem... Está tudo bem, eu te digo isso. Apenas continue, faça se trabalho... Vá além do que qualquer outro inventor jamais fez antes! -O namorado comentou- Usufrua desse poder, faça as pessoas verem que não podem viver sem você!
—... -Mei estava pasma, mas fez um sim com sua cabeça.
—Você sabe o que é preciso fazer, sabe o que precisa ser feito... Eu voltarei aqui quando tudo estiver pronto... E quando estiver, vamos garantir que ninguém atrapalhe nossos planos... Entendido?
—Sim! -Mei comentou determinada enquanto via o amor da sua vida partir.
Desaparecendo em meio a névoa que o trouxe, a figura do namorado de Mei se via em um bosque distante a beira do rio durante a noite.
—... -Completamente solitário, ele tocou em seus lábios pensativos.
Ele riu levemente, risada essa que permaneceu por um tempo até que virasse uma gargalhada que veio sucedida por um grito.
—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!
Sua verdadeira voz ecoava pela mata, um grito de fúria e nojo enquanto pouco a pouco mostrava a sua verdadeira forma, a verdadeira face dele era de Nemoto: O Camaleão.
O vilão jogou-se desesperado a beirada do rio para se limpar, lavar, ele lavava sua boca com as águas daquele rio.
Ele sentia-se sujo, sentia-se mal, sentia-se PÉSSIMO... Não que ele sentisse culpa pelo que fez, na cabeça doentia dele ele sentia-se péssimo por ter que sujeitar a esse papel.
—Me perdoa... me perdoa... ME PERDOA!! -Ele gritava- MINHA DEUSAAAAAAA...!!
Ele já havia tido muitas amantes, mas nenhuma o fez sentir completo como ela, Kanna Chizaki.
Mesmo que Kanna e ele nunca tivessem tido nada, mesmo que ela nunca desse um sinal, ele a adorava, a amava, a idolatrava como uma DEUSA... A ponto de renegar qualquer outra mulher, a ponto dele nunca mais ter tido qualquer interação romântica e na visão dele, mesmo que ela nunca o amasse ou o quisesse, ele tinha que estar lá por ela, para ela...
Fazer o que fez com Mei era algo imperdoável para ele, Canela Nemoto tinha que única e exclusivamente dedicar sua paixão e corpo para Chizaki e mesmo que ele estivesse atuando, ele não deixaria de se sentir sujo e podre... Mas também consolava-se porquê era necessário...
Se tudo desse certo, se tudo ocorresse bem, ele teria como trazê-la de volta.
Izuku Midoriya foi para Nemoto a pior pessoa da terra, a mais podre sem sombra de dúvidas, por retirar dele aquela que o mesmo mais amava e ouvir a notícia da morte de Kanna foi a pior coisa que lhe aconteceu, mas com o colisor em ação? TUDO seria possível e não só a mesma estaria de volta como eles poderia continuar de onde pararam e quem sabe se ele fizesse isso por ela, ele seria notado e visto muito mais do que um simples braço direito...
Era isso que o motivava.
—Chizaki-sama... Chizaki-sama~ -Ele falava se abraçando com a metade inferior de seu corpo dentro do rio- Espere, espere mais um pouco... CHIZAKI-SAMAAAAAAAA!!!!!
O mesmo tomado pelo sentimento de êxtase e loucura, caindo de costas ficando completamente dentro do rio.
Continua...
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