Deku: O Espetacular Homem-Aranha Temporada 2 "A"

65 Capítulo LXV: Um bom momento para se estar Feliz


Um novo dia havia chegado... Tantos civis quanto heróis foram ouvir o pronunciamento de Aizawa ainda como líder provisório sobre a última grande missão e o fim da crise de energia da UA e nas demais escolas.

—Ontem tivemos um dos maiores desafios do pós-guerra desde a guerra... Com a prisão de Gyudai Garaki não só eliminamos o braço direito do Lápide como qualquer meio de novos Noumus serem produzidos -O mesmo anunciou- Vale ressaltar aqui meus sentimentos a todos que tiveram seus entes queridos e familiares vítimas dos planos doentios daquele cientista maluco... E que digo agora que poderão dormir em paz sabendo que o miserável apodrecerá na cadeia para o resto da sua existência...

—... -Todos ouviram atentamente.

—E aqui estamos não só para comemorar a mais recente vitória como também para reconhecer os esforços de uma pessoa que fez uma contribuição de valor inestimável ... Sob os cuidados do Power Loader, aquela responsável por toda a pesquisa tornar possível contornar a crise de energia da UA e de todas as escolas se chama: Mei Hatsume!

A inventora prodígio apareceu diante de todos completamente maravilhada enquanto acenava e ganhava um prêmio que seria equivalente ao nobel para aquela sociedade apocalíptica.

Toda a rede de distribuição de energia da UA para as demais escolas se dará por baixo, ou seja, nos labirintos subterrâneos, garantindo assim que escolas por toda Musutafu tivessem acesso a energia de forma gratuita, de boa qualidade e assim que possível outras escolas por todo o país teriam acesso.

Cada cidade teria uma estação principal na maior escola de sua respectiva localização e a mesma reabasteceria as demais, se o Japão não estivesse o caos que era, cidades inteiras poderiam ser abastecidas e o resultado seria ainda melhor... CONTUDO, ainda não temos como ver o tão aguardado dia em que isso seja possível chegar.

Lápide sabendo disso com certeza ficaria uma fera, dado todos os seus planos, mas o que ele poderia fazer? Nada além de continuar no estado em que estava.

Foi noticiado por uma das cópias do Deadpool que o mesmo conseguiu impedir a ameaça do grupo terrorista, mas por focar exclusivamente nisso e por razões óbvias acabou perdendo seu maior aliado mesmo deixando um bom arsenal com ele.

Era um fato, os heróis estavam evoluindo pouco a pouco, sabendo lidar com o pós-guerra e isso era inadmissível, o pior era que ele não poderia fazer nada desde que ele não tinha como prever quando e como eles iriam atacar fora as barreiras por todas as escolas e as proteções do antigo mercenário nas zonas seguras.

Deadpool simplesmente se duplicava e todos os demais aliados, não havia nem mais necessidade dos heróis estarem nas zonas seguras pois cópias dos mesmos já estavam sempre prontos para atacar e quando elas morriam era só a cópia do primeiro responsável por recompor continuar fazendo continuamente para continuarem com o serviço enquanto as versões verdadeiras tentavam conquistar novos territórios e ir avançando.

Twice no universo original poderia derrubar nações inteiras em um curto espaço de tempo com a sua quirk, nesse não era diferente e basicamente o que os heróis disseram para ele foi:

“Não temos como te deixar completamente incapaz ainda... Mas não se preocupe, a sua hora vai chegar...”.

Não era preciso dizer que Lápide estar possesso... Na verdade isso era um eufemismo!

O tempo foi passando para um espaço de vários meses e nesse meio tempo...

Hatsume seguiu agora com seu segundo projeto completamente secreto que a mesma disse que quando tudo terminar ela apresentaria ao todos com o maior bom gosto do mundo...

Izuku teve uma conversa séria com os Todoroki sob a situação de Enji e dos demais experimentos que poderiam ser rebobinados, ele só esperou que Rei acordasse do curto coma que teve para ela poder estar ciente de tudo.

—Então... Podemos trazê-lo de volta? -Rei mostrou esperança.

—Não posso garantir senhora Todoroki, só posso dizer que tem a possiblidade -Izuku explicou- A individualidade da Eri é algo que leva tempo para ter o poder necessário, é preciso muito treino, concentração e os Noumus são uma coisa muito complexa por si só.

—... -Toda a família estava pensativa.

—A começar que é um consenso geral que praticamente TODOS foram pessoas que morreram, a única exceção vem de casos como Lápide ou o Duende Macabro, mas não temos como saber isso em relação aos demais -Izuku explicou- Especialmente seu marido e o Touya.

—Poxa... -Natsuo desabafou.

—Touya desapareceu para se tornar um experimento e o seu pai tentou um ataque suicida, tem a chance de na época ele ter sobrevivido como a senhora Todoroki? Até tem... Mas como vamos saber? -Izuku perguntou- É complicado o estudo dos mesmos e de como está a sua atividade cerebral, ainda mais quando sua cabeça pode derreter qualquer aparelho com a intensidade das chamas.

—E como podemos saber? -Fuyumi perguntou- Já tentou rebobina-lo?

—Ainda não, acabamos de voltar da missão e creio que todos aqui precisamos de um tempo com nossas famílias -Izuku comentou na época- Mas podemos tentar...

—Mesmo?! -Fuyumi assim como os demais ficou animada.

—Mas estão preparados... Para a pior hipótese? -Izuku suspirou.

—Hã? -Rei perguntou.

—Se Enji Todoroki não puder ser salvo, assim como seu filho e os demais... Só restando a eles serem Noumus o resto da vida... Vocês estarão preparados? -Izuku reuniu coragem- Para a morte deles?

—O que?! -Natsuo ficou em choque.

—... -Os gêmeos por sua vez estavam esse tempo todo em silêncio.

—Vocês sabem que nesse estado, eles não são mais “eles”, são tudo que restou... Se levarmos em conta que os Noumus vivos não tenham sofrido uma lavagem cerebral -Izuku narrou- Deixá-los vivos é o mesmo que deixar um ente querido seu vagando por aí como um zumbi, e no próprio estado que o Enji está é pior que a morte, pois nem mesmo um animal é tão selvagem quanto...

—... -Todos o escutavam em silêncio.

—Eu... Antes de tentar... Gostaria de saber se vocês estão prontos, pois... Alguém vai ter que acabar com a vida deles -Izuku comentou.

—...

—Eu pelo menos sou a favor disso... Considerando a hipótese de que todos os Noumus que temos presos e que pretendemos prender já teriam sido mortos de qualquer forma, deixa-los aqui presos na prisão ou em uma reserva como se fossem animais em extinção é pior do que a morte -Izuku comentou- E acho que é senso comum ninguém querer esse destino...

—...

—E então? -Izuku perguntou.

—A Eri não poderia evoluir sua quirk para uma função capaz de rebobinar objetos inanimados? -Natsuo perguntou.

—A não ser que esse seja o ponto de singularidade da quirk dela e a mesma precise de um bom tempo para alcançar dado o trabalho que é... Duvido muito -Izuku explicou.

—E a tal da fómula OZ? -Shoko perguntou.

—Apenas Garaki sabe como criar a substância e por motivos óbvios ele não vai cooperar -Izuku comentou- Sem falar a falta de conhecimento em como usar os equipamentos apreendidos do laboratório capazes de ajudar em alguma coisa, a Eri é muito pequena ainda... Ela não deve suportar a fórmula OZ, pelo menos é uma certeza que eu tenho... Precisaríamos esperar algum tempo e ter muito cuidado, pois ela pode nem sair viva!

—Vocês podem tentar evoluir a quirk usando os simbiontes? -Rei perguntou.

—É uma boa hipótese, os simbiontes que temos tem o meu DNA e se eles tem o meu DNA ele tem uma estrutura genética ao qual possa permitir fabricar fórmula OZ, mesmo que não sabemos como funciona já que eles não possuem sangue... E tão pouco como um simbionte poderia alcançar o ponto de singularidade OZ... Digo: Os que temos pelo menos, já que eles tiveram sua consciência expurgada e quem se transformaria somos nós.

—Então os simbiontes só copiam as quirks? -Natsuo perguntou.

—Apenas o meu e o do Mirio, o caso do Venom e do Toxina pode ser outra história, mas precisaríamos ver como iria seguir -Izuku explicou- Afinal o caso de singularidade poderia ser apenas... Sei lá: Aumentar a área de alcance do poder? A quantidade de energia ou ritmo que dá para armazenar? Enfim, são muitas incógnitas!

—Uhhhhhh... -Natsuo suspirou frustrado.

—E se... Houvesse uma quirk adequada para isso? -Fuyumi perguntou.

—Hã? -Todos se viraram para ela.

—A Eri tem uma quirk capaz de rebobinar seres vivos, poxa... Será que não é possível ter uma quirk que reverta qualquer coisa a um estado anterior, mesmo as não vivas? -Fuyumi perguntou.

—É uma boa hipótese, mas levaria um bom tempo para encontrar essa pessoa, cuja a quirk é com toda certeza MUITO RARA... Talvez nem esteja no Japão -Izuku explicou.

— Um deles... Um deles tem que funcionar! -Shouto reagiu.

—E espero que sim Shouto, acredite... Eu não sei como é perder um pai, pois eu era muito pequeno... Mas sei a falta que um faz e apesar de não ter perdido um dos meus irmãos, imagino a dor que é... -Izuku comentou.

—... -Todos os Todoroki abaixaram a cabeça.

—Relaxa, buscaremos uma forma, o que não falta é tentativa, certo? Não podemos deixar de tentar -Izuku comentou- Agora por onde quer que comecemos? Por que se quiser começar por tentar rebobinar, já digo que tanto eu quanto Mirio e Eri precisamos recarregar depois de ter rebobinado todo mundo da UA e até de outras escolas...

—... -Rei ficou pensativa antes de responder a Izuku.

Ainda nesse meio tempo... Kaina conseguiu sua licença provisória e agora poderia se juntar às missões como todos os demais, ela também anunciou há tempos seu namoro com Itsuki.

—... -Aizawa observava tudo de longe pensativo, mas feliz por eles.

—Relaxa, todo pai passa por isso -Nezu, que havia voltado ao seu cargo comentou.

—Elas crescem rápido -Aizawa comentou.

—Estará preparado quando Eri começar a namorar? -Nezu perguntou.

—Não me lembre que esse dia pode chegar -Aizawa comentou.

—Você se apegou MESMO a essas crianças, hein?

—Culpa sua -Aizawa apontou.

—A propósito, já fumou todos os charutos? -Nezu perguntou.

—Sai dessa... -Ele deixou escapar uma risada.

—Sabe... -Nezu discretamente fez sinal para Mic cumprir seu papel- Eu quero agradecer muito o seu papel como meu substituto Eraser, por que não tira umas férias? Pode lecionar a futura 3-A como sempre fez...

—É... É uma boa, não sei nem como andou suportando tudo aquilo

—E então? Alguma ideia de como passar as férias? -Nezu perguntou.

—Ehm... Não tem nada que eu tenha em mente, digo... Não tenho nenhum lugar pra onde ir... Ou... -Enquanto Aizawa falava ele foi deixado sozinho.

—OOOOOOOOOOOOOOOOOI~!! -Joke apareceu do nada em suas roupas de civis, assustando Eraser.

—JOKE?! -O mesmo perguntou.

—Por favor, esse é o meu nome de heroína, me chama de Emi! -A mesma sorriu.

-HEY!! -Aizawa notou Nezu e Mic ao longe.

Nezu e Mic pareciam personagem de desenho animado só com as cabeças visíveis enquanto o restante dos seus corpos estava atrás das portas do prédio da UA acenando pra ele.

—E então... Como tem ido? -Ela perguntou.

—Bem... Bem... -Aizawa recompôs e manteve sua postura séria- E você?

—Então... Estou de férias... E soube que você tem uma família agora... Pensei em te visitar e conhece-la!

—Soube?

—Aham... O Mic me contou -Ela comentou.

—...

—E então... Soube que está faltando uma mãe nessa família... -Emi falou de forma presunçosa e provocativa apenas para ver Aizawa se afastar- H-Hey!

—... -Aizawa permanecia em silêncio- Eles querem mesmo aproveitar cada brecha para me dar uma família?!

O próprio Festival Cultural da UA aconteceu para todos aproveitarem, como a barreira estava protegendo a todos de qualquer invasão e os sistemas de segurança estavam excelentes e ainda melhores graças a La Brava, todos tiveram uma chance de relaxar e dessa vez os Midoriya tiveram um dia perfeito para passar o tempo juntos como prometeram no ano passado e não tiveram como por conta de tudo que aconteceu na época.

—Uuuuuuuuuuuuuuuuhuuuuuuuuuuu!! -Yuga, Kirishima, Sero, Inasa e Shouto se divertiam na sessão de tiro ao alvo.

—Há há há há há!! -Izuku, Izumi, Inko, Eri se divertiram bastante.

—... -Itsuki via tudo sorrindo.

—Qual é... Sorria Itsuki! -Izumi exclamou.

—Vocês sabem como é meu jeito -O esverdeado ressaltou.

—Qual é... Aqui nesse dia é para todo mundo dar risadas -Izuku partiu para fazer cócegas no irmão.

—E-ESPERA!! -Itsuki exclamou começando a correr em vão apenas para ser pego e jogado no chão com Izuku em cima dele.

—YAY!! -Eri se jogou em cima dos dois.

Itsuki naquela ocasião não pôde conter as risadas.

—Ooooooi~ Foi mal interromper o momento família -Camie comentou junto do Kaina.

—Ah que isso... -Inko comentou.

—Nossos pais estão meio ocupados, se importam se nos juntarmos? -Kaina perguntou.

—Venham, apenas venham -Izumi se divertiu.

Quando o fim do ano letivo chegou...

—YAY! TERCEIRO ANO CAMBADA!! -Mina Ashido exclamou.

—Graduada! -Camie abraçou o braço de Izuku naquela festa.

—Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeah!! -Inasa exclamou em toda a sua extravagância.

—... -Shoko e Shinsou estavam em silêncio reagindo ao mesmo.

—... -Izuku riu levemente feliz pega vida que levava.

—Quem diria, ano que vem é o nosso terceiro ano... -Tsuyu comentou.

—Chegamos tão longe -Momo estava radiante.

—Parece que estamos a uma vida juntos -Kirishima sorriu- Eu amo vocês pessoal!!

—Oooooooh... Todo sentimental~ -Mina comentou provocando e beliscando sua bochecha.

—... -Kirishima riu um pouco envergonhado.

—Cara.... Assim que esse ano acabar e chegar o novo, vai faltar só um ano para a Shield voltar -Mineta notou.

—... -Todos lembraram.

—Não tivemos nenhuma notícia do mundo exterior, será que tudo acabou bem por lá? Tsuyu perguntou preocupada.

—A gente sentiria os efeitos negativos mesmo estando em um arquipélago, imagina o desastre caso toda a humanidade do exterior perecesse? -Momo analisou.

—É... Com certeza o Lápide estaria anunciando que o mundo agora era dele e tal... -Aoyama a aquela etapa já havia sido rebobinado por Eri à sua forma humana, porém ainda tendo seus poderes amplificados pela fórmula OZ.

—Bem... Temos que ter fé -Izuku suspirou- Ela é nossa amiga, vamos torcer por ela!

—Sim! -Todos exclamaram.

Não demorou muito para o natal chegar... E todos mesmo com todo o lance e tensão da guerra aproveitaram essa época de impasse com o Lápide para se darem ao luxo de comemorarem.

—YAY!! -Camie comemorou.

Como todas as famílias dos estudantes estavam lá, foi permitido que eles passassem o natal com as mesmas, os Midoriya, Aizawa e Utsushimi.

—E aí eu disse... -Emi a aquela etapa estava namorando o Aizawa, fazendo todos os adultos rirem com a piada que havia contado.

Eri brincava com as bonecas que recebeu de presente e os dois casais adolescentes estavam passando o tempo da sua forma.

Kaina estava em cima de Itsuki, ambos estavam deitados em uma rede que o mesmo improvisou, com o esverdeado acariciando os cabelos dela.

Izuku e Camie vislumbravam a vista do telhado toda a decoração natalina.

—É LINDO demais... -Camie comentou emocionada.

—É...

—Fico feliz... Tão feliz -A loira estava feliz- É o nosso primeiro natal juntos!
—Sim -Izuku recebeu um abraço dela sorrindo.

—Hey... Está pronto para a troca de presentes?

—Por que não demos um para o outro lá embaixo?

—Por que queria que esse momento fosse só nosso, presente de namorados são diferentes de presentes que ganha dos amigos e família -Camie comentou- Vai abra o seu!

Izuku ficou surpreso quando viu o que era: Um suéter verde feito da própria teia dela.

—Wooooohohoho... -Izuku estava maravilhado- Deve ter levados horas!!!

—É, mas valeu a pena -Camie comentou sorrindo.

—T-Tá... Agora olha o seu -Izuku revelou o que era.

Camie arregalou os olhos quando viu.

—É-É... É LINDO!! -Ela havia recebido um pingente em formato de coração.

—Feliz natal querida... -Izuku comentou.

—Oooooooooooooooooooh~.... -Tudo que ela fez foi beijá-lo emocionada- Te amo querido, te amo!

—... -Izuku nunca se sentiu tão feliz até então.

O tempo passou e o ano novo foi tão lindo quanto, com ambos ali vendo juntos os fogos de artifício junto do restante da família em cima do telhado, eles foram trazidos graças as habilidades de escalar e das teias do trio de pessoas-aranhas.

—... -Izuku abraçando Camie com um dos braços a beijou enquanto ainda viam fogos de artifício nos céus.

E esse foi o fim do segundo ano do ensino médio para Izuku Midoriya, apesar de todo o cenário caótico e turbulento no início... O mesmo enfim sentia paz ao ver que seu desenrolar encaminhou para o melhor final possível para o mesmo e apesar de ainda ter muito o que fazer, ele podia se dar ao luxo de descansar e ser feliz sabendo que não havia hora e lugar melhor como aquela...

Continua...