Notas iniciais
Aqui está outro cap saindo do forno. Espero que curtam. bjs bjs bjs

Chegamos a casa da megera e do anão de jardim. Desci da garupa de James. Como da última vez, derrubei a porta.

—Toc-toc. –Falei sarcasticamente enquanto ia entrando.- Esperem aqueles babacas virem e os amarrem.

—Não temos cordas, senhorita. –Falou James as minhas costas.

—Desculpe interromper, mas nós temos cordas.- Olhei para o lado, e estavam uma mulher e dois homens, provavelmente empregados.

—Vão nos ajudar? –Perguntou o Capitão.

—Se podermos ficar com um pouco do dinheiro deles... –Respondeu a mulher.

—Como sabem se não viemos aqui apenas para matar e não levar dinheiro? –Apontei, desconfiada.

—Vimos vocês antes. Sabemos que não são malvados. E sabemos onde está o dinheiro, então pensamos...

—Por que não ajudar alguém que ajudou um bom amigo nosso? –Complementou o outro homem. Sorrimos e os seguimos até o local do dinheiro.

Ao chegar lá me dei conta de uma coisa:

—Eles são ricos. Muito ricos. Extremamente ricaços. –Exclamou Timber.

—Vamos pegar um pouco e deixar o resto para os serviçais. –Falei. –Vocês são em quantos?

—Somos em... –O homem parou para fazer os cálculos. –dez.

—Tudo bem. –Falou o capitão. –Poderiam nos emprestar algumas sacolas?

—Mas é claro. –Falou a mulher e saiu correndo.

Voltou e enchemos as três sacolas. Sobrou bastante. Acho que dava para todos os empregados.

—Moça, posso lhe perguntar uma coisa? –Me dirigi a mulher.

—Claro.

—O que aconteceu com a mãe daquele menino.

—Ela morreu. –Eles olharam para os pés, e um dos homens tirou o chapéu. –Ela era a única herdeira da família. Gentil com todos nós.

—É difícil de acreditar que foi um fruto dessas árvores hostis. –Comentou o homem mais baixinho.

—Eles odiaram aquele menino, desde que souberam de sua existência. –Falou o que tirou o chapéu.

—Era um bastardo para eles. A senhorita engravidou de um camponês que conheceu em suas caminhadas rotineiras. –Complementou a mulher.

—Mandaram mata-lo; a filha morreu no parto e a criança estava sob nossos cuidados, até vocês chegarem.

—Queremos pedir que cuidem de Jorge. Não o machuquem. A pesar de ser só uma criança, sua história começou no momento em que chegou ao ventre.

—Adeus. – Falado isso, se viraram para ir chamar os outros. Nós fomos embora também.

—Que horror. Deveríamos tê-los matado quando tivemos a chance. –Disse o capitão.

—Que pessoas nojentas. –Falou James.

—A esse ponto não podemos fazer nada. –Comentei distraída. –Apenas... cuidarmos dele e fazer com que esqueça que veio daqui.

—E se ele ficar conosco, -Objetou Carl. –O que diremos se nos perguntar sobre os verdadeiros pais?

—Diremos a verdade. A mãe morreu lhe dando a vida e o pai foi brutalmente assassinado. –Respondi.

Fomos até a cidade sem trocar nenhuma palavra. Ao chegarmos lá, capitão deu as ordens:

—Todos voltem ao navio. Eu e Alicia temos assuntos a tratar na cidade.

—James, Carl e Timber. Vocês ficam. –Falei.

—P-por que? – Perguntou Timber.

—Quero ter mais opiniões sobre o suposto vestido.

Entramos em uma loja bem ajustada. Não veio ninguém nos ajudar no balcão. Mas de qualquer modo, Sen passou por cima. Ele se dirigiu a um vestido.

Parei do seu lado e fiquei estonteada. Era um espartilho com listras pretas e azuis-escuras. E parecia que abaixo tinha uma blusa de mangas compridas e gola longa preta e transparente. Perecia um lindo véu preto que cobria as partes que o espartilho não podia. A saia era larga e longa, preta e ao redor tinha um véu, parecido com o da camisa, porém ele arrastava no chão e contornava a saia dos lados e atrás. Era lindo.

—Prove. –Falou o capitão.

—Não preciso provar. Ele cabe. Vamos levar. –Disse decidida.

—Tudo bem. E como acho que não vai vir ninguém nos cobrar... Rapazes, peguem e vamos sair daqui. – Assim eles pegaram o vestido com manequim e foram saindo, porém quando eu fui passar pela porta, um braço me segurou.

—Eu vi vocês pegando o vestido e acho que ele ficará lindo na senhorita. –Falou uma mulher muito estranha, os cabelos brancos bagunçados e vestida com trapos. –Mas se for complementar, deveria usar aquele colar que seu marido está contemplando a algum tempo. –Me virei e vi Sen olhando para uma mesa cheia de joias.

—Alicia. –Ele me chamou.

—Sim?

—Você gosta desse colar? –Ele apontou um colar do tipo de colocar como uma coleira. Era lindo. Feito de tecido de renda preta, e na frente algumas pequenas joias no formato de palitos de dente esticados e pendurado logo abaixo, no meio, um cristal em forma de losango.

—É lindo. –Ele pegou e me puxou pelo braço para irmos embora. Quando me virei a velha não estava mais lá.

A noite chegou. Estava com meu vestido e meu colar a postos. Fiz um coque meio relaxado e usei a mesma maquiagem que usará no último baile e o mesmo sapato.

Desta vez Sebastian, Isaac, Gabriel e Castiel se vestiriam de meninas. O capitão me acompanharia, James iria com Sebastian, Isaac com Igor, Gabriel com Eric e Castiel com Z.S, e caso não tenha ficado claro, eu que escolhi esta última dupla.

Saímos. Nós havíamos deixado os gêmeos, Timber e Jonathan tomando conta de Jorge, e Chopper de olhos neles todos.

Chegamos lá. Não tinha nada do que não havia na outra vez: ricos e velhos conversando sobre assuntos monótonos e idiotas.

Fomos dançar. Cada um dançou com seu par. Eu fiquei muito feliz por ter ajudado Castiel e Z.S. Mas eu percebi o problema quando um homem desconhecido chamou Castiel para dançar e o olhar de Z.S pegou fogo.

—Quem você acha que seja o anfitrião? –Me perguntou capitão.

—Não sei, mas eles sempre fazem um discurso antes da comida ser servida. Assim vai facilitar.

—Acho que vamos ter que pular da janela.

—Eu estava pensando sobre isso. Não podemos correr nessas condições. Eu quero dizer, nós que estamos vestidas assim.

—Posso ter a honra? –Um homem chegou por trás de mim e perguntou.

—Nós estamos dançando agora. –Retrucou capitão hostilmente.

—Mas eu não me importo, querido. –Falei e coloquei minha mão sobre a do cavalheiro.

—Meu nome é Francis Drake. E o seu?

—Anne Bonny. –Não via o por que falar a verdade.

Notas finais
Anne Bonny e Francis Drake Foram dois piratas legitimos lá pelos sec 17. Curti a história deles e peguei seus nomes. ^^' hihi Bjocas gente. Sintam-se livres para comentar.