Deixe O Sol Chover Sobre Mim

1 1 - Esconder o seu verdadeiro eu


Notas iniciais
Apresentação dos personagens Brand Sollia e Mariah Sollia.

"Qual é a sensação de estar sobre muitas pedras onde seus pais sangraram ?

Você se sente triste, cheio de raiva? ou será que aquela roupa o ajuda a enterrar seus sentimentos?

Esconder o seu verdadeiro eu, você é realmente uma espécime extraordinária

Eu estou ansioso para quebrar voce."

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– Vamos, você vai se atrasar! Levanta essa bunda da cama e vem tomar café!

Eram pontuais 5:30 da manhã quando minha irmã me acordou. Não que eu não estivesse acostumado a acordar nesse horário, mas... Já estava cansado daquela rotina. De segunda a domingo era a mesma coisa: levantar cedo, sair cedo, ir trabalhar cedo, voltar tarde e dormir tarde.

Mariah estava com seus enormes cabelos negros enrolados eu um laço azul, um vestido branco que batia 4 dedos abaixo do joelho e sem sapatos. Devia ter acabado de voltar de uma festa e, como sempre, disfarçaria perfeitamente como se não tivesse ido a lugar nenhum.

Comecei e terminei meu "incrível" café com duas torradas sem manteiga e um café bem forte. A porta da frente como sempre, estava aberta, erro de minha irmã ao chegar e esquecer onde colocou as chaves. "Bom, vamos para mais um dia chato."

Mas aquele dia chato apenas começara a mudar vi um leão prateado e juba azul, algo totalmente anormal. Primeiro, minha casa era no meio do nada. Segundo, desde quando existem leões prateados?! Eu poderia estar alucinando em meio de tanta "mesmisse", mas tinha certeza que aquilo era real. "O que vou fazer?"

Era uma pergunta idiota, pois quando a fiz, meu pés já estavam indo em direção da enorme fera. E não estava sentindo medo. Nenhum medo e esitação. Só a curiosidade e algo muito estranho... Como se meu coração fosse puxado àquela direção.

Já passavam das oito. O enorme leão que eu seguira, agora parara na frente de uma enorme caverna cheia de cristais, dando um ar bizarro e antigo àquele lugar. Do lado da caverna, um enorme cavalo preto com olhos rosa estava deitado ao lado de um riacho, de um jeito muito diferente de como via normalmente.

Decidi me aproximar daquele animal, sem mais prestar atenção no leão. Percebi que tinha ido até uma floresta perto de casa que nunca tinha entrado por minha incrível... "falta de tempo". O chão estava coberto por musgo, era difícil andar sem dar alguns tropeços, além de ter começado a chover, bem de leve, mas de um jeito chato.

Faltavam apenas mais alguns passos até chegar perto daquele lindo cavalo, quando o céu foi tomado por uma névoa super densa de repente, me fazendo arrepiar. Mesmo com isso tudo, queria ver se o cavalo estava realmente bem, sem me importar com o leão e agora a névoa. "Mais cinco passos..." disse para mim quando decidi dar uma parada que demorou certos 2 segundos. Mas assim que voltei a andar, uma voz estranhamente doce e afinada começou a sussurrar, o que pra mim era uma canção.

De um negro manto ela irá surgir.

Nuvens cinzas e escuridão não são mais escuras,

que a bruxa dos olhos rosados.

Com sua beleza ela irá lhe iludir.

Com seu sorriso irá lhe facinar.

Se não tomar cuidar ao fim,

negra se tornará sua visão

e até a morte não lhe desejará.

Aquilo me deixara totalmente apavorado, e decidi voltar para casa e esquecer tudo aquilo que vi e ouvi. Mas no instante em que me virei para trás, uma enorme sombra preta, com capuz e com mãos pegando, como se fosse, fogo azul, me parou, fazendo-me dar um berro alto. Porém, o berro durou apenas alguns instantes, até a "sombra" encostar a sua cabeça em meu ombro e com sua boca imensa cheia de dentes afiados, sussurrou:

Que a noite lhe caia eternamente.

Antes de pensar em que foi dito pelo estranho, seu braço esquerdo atravessou meu peito, saindo pelo outro lado, causando uma dor terrível. Quando tiro seu braço de meu peito e recuou, vi um pequeno objeto em suas mãos... Quando consegui focar minha visão, percebi que o objeto era um coração. O meu coração.

Cai de barriga no chão, já não sentindo dor, perdendo lentamente a visão e ficando frio. Antes de morrer, trotes de cavalo me rodearam, junto com a bela música daquela voz, e a frase daquela coisa. Fechei meus olhos. Tinha morrido.

Notas finais
Usei nesse capítulo, a música Mercenary, Panic! AT the Disco.