Notas iniciais
Oi, gente. Foi mal não ter postado ontem. Problemas com internet e tals. Mas sem desânimo, para o capítulo.

Pedro chegou em casa completamente frustrado. Enquanto toda a banda decidiu ir comemorar o prêmio em um barzinho, após saber da notícia que Karina foi ao campeonato, o rapaz preferiu ir pra casa. Estava amargurado demais para poder festejar. Enquanto abria a porta de casa, percebeu que Vicki fazia o mesmo na porta ao lado, o tempo todo olhando para ele.

– Que que houve, Cabeludinho? — perguntou a vocalista. — Tá com uma cara... tem a ver com a Karina Esquentadinha?

– Na moral, me erra, Vicki. Quero papo contigo não. — disse o guitarrista, abrindo a porta de casa.

Pedro jogou a guitarra ainda na capa no sofá e foi direto pro banheiro. Despiu suas roupas e entrou em um banho frio para tentar relaxar, o que não o ajudou muito. Enquanto a água corria pelo seu corpo, o rapaz pensava no campeonato de muay thai o qual Karina participou. O que a teria feito quebrar sua promessa? Por que ela ao menos não o avisou enquanto estava lá? Ela foi sozinha ao campeonato?

Não importa qual pergunta fizesse, a resposta sempre resumia-se a uma pessoa: Cobra. Pedro tinha certeza absoluta que o lutador conseguiu convencer Karina e ambos foram ao campeonato. Desligou o chuveiro com raiva. Enrolou uma toalha em volta da cintura e foi ao quarto. Deitou na cama com os cabelos e parte de seu corpo ainda molhados e colocou os fones e música para relaxar. Ao primeiro tom da canção, a tensão de Pedro diminuiu e sua mente acalmou-se. A música o ajudava, mais uma vez, a se acalmar e rever seus pensamentos. No meio da viagem mental ele adormeceu, devido ao estresse do dia.

Quando K chegou em casa, já estava escuro e a garota estava um pouco tonta. Após o campeonato, saiu para beber com os amigos, também campeões de suas respectivas categorias, e ela passou um pouco do ponto. Trazia consigo seu troféu que, felizmente, não foi afetado de modo algum pelo estado etílico da garota. Abriu a porta e, na sala, viu apenas o violão de Pedro posicionado de modo estranho no sofá. Colocou o troféu em cima da mesa e foi ao quarto apenas para encontrar o namorado nu deitado em cima de uma das toalhas da casa com fones de ouvido. Aproximou-se dele e deu um tapa em seu rosto, fazendo-o acordar assustado.

– Que porra é essa? Tá louca?! — gritou Pedro.

– Para de se fazer de sonso! O Wallace me contou do beijo que aquela vagabunda deu em você. — disse Karina.

– Primeiro de tudo, foi um selinho. — disse o rapaz, calmamente.

– Não me interessa, Pedro! Eu não quer...- dizia a garota preparando-se para mais um tapa até ter o braço segurado pelo guitarrista, que assumia uma postura séria.

– Esquece ela. Quero saber de você. Por que que você foi nesse campeonato? Foi o Cobra que te convenceu, né?

– Não, não foi.

– Ah, é assim? Sua palavra é algo tão descartável assim? Ótimo saber disso.

– Para de ser tão ignorante! Eu fiz isso por mim mesma.

– Como assim?

– Pensa, Pedro! Desde que a gente começou a namorar eu quase não lutei em campeonatos. Pela primeira vez em anos lutei em um e ganhei.

– Eu não gosto que você participe nessas coisas. Você sabe disso.

– Primeiro de tudo, você é meu namorado, você não manda ou desmanda minhas ações.

– Respeito ao meu pensamento é bom.

– Segundo, não é só você que pode ir atrás do teu sonho. Durante anos, eu te ajudei e te dei apoio em tudo relacionado à banda. Agora é minha vez.

– Pois não deveria. Não quando isso deixa sua integridade física em risco. Isso sem falar daquele babaca do Cobra.

– Não fala assim dele!

– Que é? Vai defender o amiguinho agora?

– Ele fez uma coisa que você em todo esse tempo de namoro não fez! Ele me deu apoio. Ele aprova os meus sonhos e quer que eu os realize.

Após ouvir aquilo, Pedro ficou estático. O ciúme e a raiva tomaram conta dele. Foi ao armário e pegou as primeiras roupas que viu enquanto K dizia:

– Pê, desculpa. Eu... eu não quis dizer aquilo.

Após colocar todas as roupas, o rapaz pegou as chaves do carro e foi embora enquanto toda a angústia de Karina agora se esvaia em forma de lágrimas. Por mais que quisesse botar a culpa no álcool, a lutadora sabia que aquilo era o que ela realmente pensava e simplesmente deixou sair. Pegou o celular e conferiu o dia. Era sábado, quase domingo. Ligou para Bianca à procura de um ombro fraterno para chorar. Ela nunca teve uma briga tão feia com Pedro.

– Alô, K? — disse a atriz, no outro lado da linha.

– Oi, Bi. Cê tá no trabalho? — respondeu a loira, chorosa.

– Não, já fui liberada. Você tá bem? Sua voz tá estranha.

– Não, eu não tô bem. Vem pra cá, por favor.

– Ok, tô indo.

Após terminar a ligação, afundou a cabeça nos travesseiros e esperou o consolo da irmã, que logo chegou para o fazer.

Pedro chegou ao Perfeitão com a maior cara de tristeza que o rapaz podia estampar. Quando entrou no estabelecimento, Delma logo percebeu que havia algo de errado.

– O que que foi, meu filho? Que cara é essa?

– Não foi nada não, mãe. Só tô estressado.

– Ouvi dizer que você ganhou o tal do festival. Devia estar era feliz.

– Hã? Ah, é. Ganhei sim, mas não esquenta que é só dor de cabeça. Você e o papai podem ir pra casa, deixa que eu cuido do restaurante.

– Claro que não, Pedro. Olha o seu estado, filho.

– Deixa, mãe. Assim me distraio. Fora que já, já fechamos. Vai lá, por favor.

– Tá bom, mas não esquece de antes de fechar contar pra ver se tudo tá batendo, ok?

– Pode deixar, mãe.

Quando Delma foi embora, o rapaz assumiu seu lugar, mas não tinha pressa. Havia apenas um casal no restaurante que aparentemente logo pagaria a conta. Foi só Pedro pensar nisso que o chamaram. Após receber o pagamento pela comida, o rapaz decidiu fechar. Já estava tarde, ninguém iria comer ali. Abriu o caixa e começou a contar o dinheiro, assim como sua mãe havia pedido. Quando estava no meio do processo, o guitarrista houve uma voz vinda da porta do restaurante.

– Perdeu tudo aí, passa essa porra!

Quando Pedro levantou os olhos do dinheiro, deparou-se com um rapaz alto e forte, coberto com um casaco onde lia-se "Academia Khan" e um lenço no rosto que apontava uma pistola em sua direção. Antes que pudesse ter qualquer tipo de reação, ouviu-se um barulho alto e Pedro foi empurrado para trás. O assaltante tomou o dinheiro de suas mãos e, quando o guitarrista olhou para baixo, via sua blusa manchando de vermelho. Logo após, ele desacordou.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, agora vai entrar uma parte mais dramática na história. Antes de irmos às perguntas, vamos aos palpites de qual seria o meu nome: Niiah: Otávio? Eu nunca acerto nada mesmo! Mas não custa tentar! Pois é, não foi dessa vez também, Niaah. Não é Otávio. Sara Oliveira: seu nome é Paula Passou longe, Sarinha. Como já disse antes, sou garoto. Annaribeiiro e Edu Vitti: acho que seu nome é Ricardo ! ;)) Primeiramente, Anna, muito obrigado pelos elogios e por apreciar tanto a fic. Eu prezo cada um de vocês que diz amar ela e me sinto muito bem com seu apoio. E desculpa, não sou Ricardo. Coloquei esse nome no que seria o rival do Pedro porque acho mó legal. IsisLopes: Eu acho que ou o seu nome é Mel ou Natália(pq teve um parágrafo que vc usou o "Nat" e o "Natália") Como já expliquei antes, Isis, sou garoto. O Natália foi só porque Nat é o apelido dela. Infelizmente, ninguém acertou dessa vez, mas vou dar mais uma dica. O meu nome é qualquer nome que apareça ali, seja apelido, nome ou o que for. Agora vamos para as perguntas. Niiah: A Ka vai descobrir do beijo do Pedro e da Vicki?? Como vimos no capítulo, o Negão deu uma de X9 Annabeth: Vicki vai conseguir separar perina? Pedro vai ficar balançado por ela? A separação Perina só depende deles mesmos, como vemos na discussão aí. O Pedro só vai se render a Vicki se ele não estiver com a K, isso eu garanto. IsisLopes: vc que escreve as músicas q aparecem na fic? Sim, sou eu sim. Eu toco violão e, apesar de vocês não ouvirem, me dedico a compôr algo que soe bem no violão pra que eu possa postar. Não tenho muita dificuldade pra compôr, só que requere tempo. Espero que gostem delas, sou muito autocrítico