Notas iniciais
Oi gente. Tentei fazer esse capítulo bem grande pra vocês e mais tarde eu também vou tentar postar mais um capítulo, OK? Vou tentar, em dias sem aulas, postar dois no mesmo dia. Mas veja bem, tentar. Aproveitem.

Aquilo soou como um tipo de música bizarra para Pedro. Ele gostou de ouvir, mas não compreendia o porquê. Olhou diretamente nos olhos de Karina e perguntou:

– Mas por que você quer dormir na minha casa? Tenho certeza que você tem opções melhores.

– Você é a mais prática e a de melhor acesso. Não vou precisar ir tão longe de casa mas mesmo assim não fico lá. Fora que você me prometeu que ia sempre estar aqui por mim. — disse Karina.

– Eu sei que eu disse, mas não consigo pensar em um plano decente... Pera, pera, pera. Que dia é hoje?

– Hoje é dia 23. Por quê?

– Hoje é o dia que a Tomtom foi para aquele acampamento que a escola dela inventou. Minha irmã vai dormir fora de casa, então o quarto é todo meu... quero dizer, nosso.

– Tá, e os seus pais?

– Hmmm... deixa eu ver que roupas vc trouxe aí nessa mochila.

Pedro vasculhou a mochila de Karina. Encontrou o casaco dela e abriu um sorriso de satisfação. Deixou-o de lado e começou a procurar uma calça. Ficou envergonhado ao encontrar algumas roupas íntimas e deixou-as em um canto da mochila.

– Caramba, Esquentadinha. Você só tem calça apertada?

– Algum problema com isso? Eu me visto do jeito que eu quiser, moleque.

Na verdade, Pedro adorava. A bunda de Karina ficava ótima em calças bem apertadas. Mas para seu plano, Karina precisava vestir-se com calças largas.

– Procura aí no vestiário da academia alguma calça larga pra você.

Já sacando o plano do rapaz, K dirigiu-se aos vestiários masculinos. Ao passar pelo armário de Duca, não pôde resistir e deu uma olhada. Ao abrir, não encontrou muita coisa. Algumas roupas, uma garrafa squeeze, ataduras. Mas uma coisa chamou a atenção de Karina. Uma folha de papel dobrada. Karina abriu-a e viu que era uma carta de Bianca. " Eu vou acabar contigo hoje lá em casa, campeão. Vem preparado que hoje você não vai dormir". A lutadora rasgou a carta com raiva, mas não chorou dessa vez. Estava decidida a apagar seus sentimentos por Duca de qualquer jeito. Não queria sofrer mais.

Karina achou uma calça larga e quase do seu tamanho no armário de Zé. Ao voltar, encontrou Pedro encarando a folha na qual escrevia e apagando com raiva o que quer que tenha escrito com a borracha do lápis.

– Ei, achei uma calça. Já saquei qual é a tua, mas o que você vai dizer que eu sou.

– Bem, eu não disse pra minha mãe pra onde eu ia. Posso dizer pra minha mãe que você é um amigo da Ribalta. Nós fomos a uma festa e você preferiu dormir lá em casa por que é mais perto. Que tal?

– E se ela quiser falar comigo, cara?

– Você é tímido e prefere não conversar.

– Não sei se é uma boa, Pedro

– Esquentadinha, eu não tenho outra ideia. Você tem alguma?

– Tá, tá bom. Mas e se eu precisar ir ao banheiro?

– Eu tenho um que é lá dentro do quarto.

– Com chuveiro e tudo?

– Aham.

– Beleza, vamos lá. Vou precisar tomar um banho depois de toda essa luta.

Karina pôs o casaco por cima da blusa da academia. Pegou a calça e encarou Pedro por alguns segundos. O rapaz demorou a entender e virou-se, dando privacidade para que a garota tirasse seu short e colocasse a calça "emprestada" de Zé. Colocou o capuz por cima do capuz e, ao fecharem a academia, ambos dirigiram-se à casa de Pedro. No meio do caminho, o rockeiro pegou a mão de Karina e a segurou bem firme. Adorava andar de mãos dadas com ela, apesar de o fazer como um gesto inocente. A loira pegou essa mão dele e a passou por cima de seu corpo. Depois de um dia cheio de emoções como aquele, gostava que Pedro a confortasse. Ambos sorriram.

Ao chegarem na casa de Pedro, agradeceram pela sorte que tinham. Apesar de que, quando chegaram, não estava tão tarde, os pais de Pedro já tinham ido dormir.

– Tá afim de comer alguma coisa, Esquentadinha? — perguntou o rapaz

– Sinceramente, tô afim de uma pizza. Faz tempo que não como uma.

– O magnífico chef Pedro irá lhe fazer uma belíssima pizza de forno — disse ele, rindo.

A garota sorriu e soltou uma gargalhada quando viu Pedro colocar um avental e luvas simplesmente para colocar uma pizza no forno. O garoto virou-se e, olhando com aqueles lindos olhos castanhos nos de K perguntou:

– E aí, Esquentadinha, o que você acha dos meus dotes culinários?

– Acho que se eu fosse depender de você pra comer sempre, eu ia ficar gorda num instante.

– Que nada. Eu sei cozinhar. Fora que eu nunca ia querer que você perdesse essa silhueta linda.

Karina olhou pra baixo, envergonhada. Não tinha o costume de ter nada relacionado a sua aparência elogiado. Pedro tocou seu queixo e levantou seu rosto, encarando seus olhos novamente e perguntou:

– É impressão minha ou vc tá com vergonha

Sua resposta foi um peteleco no nariz.

Alguns minutos depois, eles comeram a pizza. Bateram papo sobre a rotina deles na academia e na Ribalta. Era bom conversar sobre coisas do dia-a-dia, principalmente com quem estava disposto a ouvir.

– Bom, acho que é hora de ir pro quarto — disse Pedro depois de lavar a louça.

Karina levantou-se e tentava evitar olhar para Pedro. Era a primeira vez que ia para o quarto de um garoto, ainda mais para dormir. Ela tremia, as pernas estavam bambas, até que ela tropeçou em si mesma e caiu. Pedro segurou seu braço e a puxou para si. Ambos encararam-se, sem reação.

– Pedro... — sussurrou K. Um sussurro que logo foi apagado da memória, junto de todo o resto no mundo. Ao tocarem os lábios, tudo no mundo deixou de existir. Apenas seus corpos colados e seus lábios, querendo mais e mais eram.

Notas finais
Me deu um certo trabalho fazer esse, mas tô tentando deixá-los grandes. Diz aí, tem uma sugestão? Manda nos comentários :3