Abel odiava tempestades. O lugar onde ele vivia, no oeste dos Estados Unidos, não era exatamente a região mais chuvosa do país, por isso era incomum o fato de tantos raios e trovões atingirem logo ali. Um estrondo ecoou do quintal da casa de Abel, e uma enorme cratera negra e chamuscada se formou, destruindo as flores e as gramíneas tão bem cuidadas. Abel era floricultor, por isso, ele amava aquele jardim. Desesperado, saiu de sua pequena casa e se dirigiu ao quintal grande e espaçoso;

–Ora essa!- exclamou o velhote de 58 anos. A cratera parecia aumentar de tamanho a medida que ele se aproximava, mas era tão profunda que não parecia ter sido atingida por um raio.... era maior do que um raio. Quando se aproximou mais ouviu grunhidos e rosnados;

–Mas que diabos é...- no entanto antes de completar a cratera aumentou de tamanho fazendo o aposentado ser devorada pelo quer que fosse, estava dentro do buraco.

*****

Terror local se formou algumas horas depois do incidente. O buraco cada vez mais ficava fundo e arrastava as casas, pessoas e proximidades para dentro do buraco como uma espécie de poço da morte. A prefeitura e a segurança pública entrou em pânico e por meio dos contatos internacionais fez uma breve ligação a sede internacional da F.A.I.H.D.A. na Alemanha, pedindo que investigassem antes que mais mortes acontecessem. Henry Cherry pediu aos defenders que por meio da nave deles, viajassem para os EUA e descobrissem quem ou o que estava causando aquilo.

Duas ou Três horas tinham se passado até que a nave estacionou na prefeitura onde ela estaria guardada e causaria menos problemas. Ratuey (escaramuçador) quando saiu do campus da prefeitura assim como os outros foi recebido pelo prefeito que lhes cumprimentou e agradeceu a vinda deles;

–Agentes da F.A.I.H.D.A. ?- perguntava o prefeito -Pensei ter pedidoespecialistas não um grupo de jovens uniformizados- Destroyer cerrou os punhos, mas Luz o parou antes que fizesse qualquer coisa;

–Obrigado sr. Louis Nashe , estamos lisonjeados por estar na presença de um prefeito- falou Escaramuçador acirradamente. O prefeito era gordo, usava paletós e calças brancas além de um chapéu de Cowboy e botas, fazendo ele ser ridiculamente ridículo. Obviamente, Ligeiro iria fazer uma piada mais tarde. O prefeito junto com os oficiais da cidade falaram acerca da cratera e que dariam o máximo de reforço armado, Ratuey disse que não seria necessário o ataque, afinal eles não sabiam o que era que estava na cratera. O oficial Will pegou o mapa da cidade e o estendeu na mesa da prefeitura (por sinal muito luxuosa) mostrando os pontos cardeais, oficial Carter, seu parceiro, indicou que o buraco se alastrava do lado Noroeste da cidade e se aproximava do centro, ou seja, escolas, hospitais entre outros corriam um enorme risco de serem demolidos.

Escaramuçador assentiu e disse que a evacuação geral pala o lado leste da cidade serial altamente necessária. Os oficiais assentiram e ligaram para todas as patrulhas locais com seus black berrys e então a operação começou. Os defenders receberam um carro blindado em direção ao lado oeste da cidade, na direção do buraco. Na traseira do carro, eles levavam (caso necessário) o suprimento de armas entre outros;

–Escaramuçador- falava Luz -Nós nunca vimos algo parecido com isso...- Ratuey assentiu e disse;

–Se as testemunhas locais não tivessem dito que foi um raio a qual provocou isso... eu diria que era um buraco negro em estágio inicial- Ambos tremeram na base no simples efeito que a deformação de uma estrela, no fim de sua vida, poderia causar;

–Ótimo- reclamava Destroyer -Se não impedirmos essa coisa, ela não vai engolir só a cidade, esse buraco vai fazer o mesmo com a região, o estado, o país, o hemisfério.... e depois...-

–Cala a Boca ,Geofrey- disse Ligeiro com tamanha rapidez que bateu na cabeça dele -Só o fato de você falar, dá azar. Ratuey estava dirigindo o carro blindado, com Luz no banco da frente. Atrás Geofrey estava de um lado, no meio Gravity, do outro Ligeiro e do lado de Cristian, Gosth que estava quieta;

–Olha seu...Depois que terminamos isso, você vai ficar igual a purê, entendeu?- bradou o gigante;

–Blá blá blá- Depois disso os dois ameaçaram bater uns nos outros como dois meninos encrenqueiros;

–Pessoal, parem!- gritou Gravity;

–Não precisava gritar!- falou Ligeiro;

–Não é isso... olhem!- Ratuey estivera tão distraído com a briga de Destroyer e Ligeiro que entendeu o que Arabella queria dizer. Não era a cratera que se alastrava, e sim o que estava dentro dela se alimentava do caía dentro e com isso aumentava de tamanho. As pessoas fugiam enlouquecidas, largando seus carros, casas e nos braços levavam as crianças que choravam de medo. Uma criatura de oito metros, totalmente deformada, cinzenta, com garras no que podia ser considerado braços devorava e destruía todo no caminho;

–Mas... o que é isso?!- perguntou Luz perplexo. Por um momento eles pararam de dirigir e deixaram o carro, metros de distância da imensa cratera e então os seis saíram do carro blindado;

–Alguma ideia?- perguntou Gosth a Escaramuçador que nem sabia por onde começar. Ele nunca tinha enfrentado algo daquela gravidade... nem mesmo lutar com Paul ou ir ao morro do Rio de Janeiro se comparava aquela enorme besta;

–Cuidado, gente!- gritou Luz.

*****

A besta de oito metros havia lançado um caminhão em cima deles. Mas felizmente, não estavam mortos. Num giro, Ligeiro correu puxando Luz e Gosth pegou Destroyer se dissolvendo assim em fumaça branca. Ratuey se lançou para o lado e fechou os olhos, quando abriu se deparou com a caminhão parado na frente deles. Gravity estava se esforçando para manter aquilo no ar com o poder gravitacional por meio das mãos erguidas e então empurrando o ar com suas mãos, fez o caminhão ser jogado longe com o empuxo atingindo a besta em cheio fazendo assim ela cair mas depois se levantar e urrar. Escaramuçador correu para salvar a morena latina que caiu de joelhos nos braços dele;

–VOCÊ ESTÁ BEM?!- perguntou Ratuey. Ele não podia perder Arabella... ela fazia parte da equipe! e ainda mais do que isso;

–Eu estou- falava a jovem com dificuldade, depois se levantando. Os outros correram até eles tentando socorrer Arabella mas escaramuçador os advertiu;

–Eu tenho uma ideia. Nenhum de nós vai poder conseguir derrotar... uma coisa daquela, por isso, atrasem-na. Eu vou construir um canhão para neutralizá-lo- os defenders assentiram. Gosth se dissolveu em fumaça branca e Ligeiro correu em disparada, Destroyer saltou metros acima do chão em direção ao monstro enquanto que Luz tirou seu sabre;

–O que você está esperando? Pode ir!- falou Ratuey apressado;

–Não, meu lugar é com você. Eu vou te proteger- por um breve momento, o líder se sentiu mais confiante e foi para atrás do carro. Tudo que ele queria estava ali: geradores de energia por meio da ionização de gás a partir de raios ultra violeta, compenetradores técnicos... os cálculos se amontoavam na mente dele, mas ele apenas precisavam encaixar as peças e o meio eletrônico, o gás ele podia adquirir do carro, e sua defesa... bem, ele tinha suas pistolas e Arabella;

–Muito bem...- falava Ratuey -Mãos a obra-

*****

Destroyer se divertia em atacar a criatura, apesar dos arranhões, chutes, pontapés, ele adorava o combate, era quando se sentia útil e prestativo. Usando carros e destroços, abatia a criatura fazendo dela, um verdadeiro saco de pancadas, mas aquele ser conseguia resistir aos golpes mais fortes de Geofrey e quase se equipava em relação a ele. Em um momento, a besta lhe apunhalou com as garras fazendo-o bramar de dor, depois o esmagou mas não conseguia quebrar seus ossos. A cratera era mais profunda do que imaginavam, no fundo dela, Geofrey se sentia enterrado vivo e ainda mais com o fato de estar sendo esmagado da morte.

–Larga ele, seu lixo tóxico!- falou alguém. Logo depois, Geofrey avistou feixes de energia queimando a pele do monstro fazendo ele bramar e cair para o outro lado da cratera aliviando o peso em cima de Destroyer;

–Ajuda?- perguntava Gerald que tirava Destroyer do chão sujo e destruído. Geofrey não gostava de ser salvo duas vezes em duas missões consecutivas mas ele não era onipotente, precisava dos amigos tanto quanto os outros;

–Como derrotar essa coisa, hein? Se fosse alguma outra coisa, pelos golpes que dei, estaria morta neste exato momento! Parece até que não é desse....- mas antes de completar ele foi jogado longe mas Gerald se lançou para o lado antes que fosse também atingido. O monstro tinha tentáculos e lembrava uma mistura de humanoide com polvo gigante. As ramificações vinham de todo o seu corpo, como se aparecessem quando ele necessitava de ajuda;

–Agh!- bradou Gerald que abriu as mãos e seus olhos, pele e cabelo começaram a brilhar intensamente quase como se ele fosse uma estrela humana. A luz foi tão grande e emanada que seu corpo fez uma explosão de energia suficientemente prudente para ter destruído um casarão inteiro. O calor na cratera aumentou e Destroyer teve que se esconder para não ser derretido ou virar pó, quando a explosão terminou fumaça irradiava do monstro mas ele ainda estava vivo!

–Mas... como...?- perguntava Gerald se entender. A criatura de oito metros parecia estar com ainda mais raiva rosnou e começou a atacar Luz com toda a voracidade;

–Luz, não!- gritou Destroyer. Um ponto incomum surgiu de cima da cratera, ele era veloz e obviamente rápido, Ligeiro estava a caminho. O jovem atacava a besta em zigue e zague, por meio de socos e pontapés deixando o monstro impossibilitado de reagir. Atrás de Geofrey, uma mão tocou seu ombro e cochichou;

–Hora de ir- era Gosth, que por sinal era bastante sigilosa. Os dois pegaram Luz que ainda estava de pé, e se dissolveram numa nuvem de fumaça branca e então surgiram foram da cratera, perto de Ratuey e Arabella. Perto do Escaramuçador estava um canhão, incrementado com um gerador de energia plasmática e uma mira infalível como a de um atirador. Olhando para a cratera viu que ligeiro ainda estava lá, atrasando o monstro formando ao redor dele um mini tornado deixando-o sem oxigênio mas a besta de 8 metros ainda estava de pé;

–É agora, se afastem gente!- falou Ratuey;

–Não!- falava Destroyer -Ligeiro ainda está lá! Ele também vai ser atingido!- infelizmente não houve tempo de parar para pensar e Escaramuçador acionou o canhão que disparou um feixe de energia tão potente e poderoso que atingiu o monstro em cheio fazendo uma pequena explosão ocorrer, no entanto o sucesso estava garantido. A besta estava caída no chão, morta.

–Ligeiro!- gritou Destroyer;

–Eu vou lá!- disse Gosth que se desfez em fumaça branca. Demorou cinco minutos até eles verem a garota vindo da cratera com o defender caído e ferido.

Horas depois, Ligeiro estava no hospital da F.A.I.H.D.A. com especialidade biomédica nos heróis, que inclusive se diferenciavam dos humanos normais. A pequena cidade estava salva mas o planeta ainda sofria risco. Ratuey não tinha o direito de participar da comitiva feita por Henry Cherry entre os membros da Organização das Nações Unidas (ONU) mas ele já sabia qual era o problema, aquele havia sido apenas o primeiro ataque. Como já suspeitava, os humanos não estavam sozinhos na criação. Uma fenda havia sido aberta naquele dia não entre duas galáxias ou dois mundo mas sim entre duas realidades, duas histórias, dois universos.