Defenders - A Era dos Heróis
6 Capítulo 6
–Então....como vamos passar?- perguntou Ligeiro. Tinha se passado duas horas desde que eles tinham ido embora da França quando capturaram os mercenários de Paul, nitidamente para despistá-los. O único problema era o fato da Síria ser o pior lugar para procurar por um cientista maléfico. A viagem tinha sido razoavelmente agradável senão fosse pela leve discussão casual entre Destroyer e Ligeiro além dos velhos olhares acirrados entre Ratuey e Arabella;
–Não podemos passar à vista... a F.A.I.H.D.A deu ordens diretas por meio de Maike e Liza para que não chamemos atenção- censurou Janeth;
–Podemos usar o modo invisível- falava Ratuey -Quando pousarmos em um lugar com poucas pessoas e descobrir onde está Paul- todos assentiram e então para se aproximar do solo, a nave ficou no seu modo discreto e então pousou numa estrada meio deserta da Síria onde a areia se amontoava e a estrada se estendia até as cidades mais próximas.
O calor era infernal, e independentemente de suas habilidades todos ainda podiam sentir esse efeito até mesmo Arabella;
–Ótimo, se não morrermos nas mãos de Paul podemos escolher morrer derretidos- Ligeiro não era exatamente "O" piadista do grupo mas mesmo assim ele sabia aliviar a tensão. Escaramuçador tinha escondido a nave no seu modo invisível, fazendo com que ela só se tornasse detectável por eles, logo o deserto era uma das melhores opções.
Os seis caminhavam até a cidade mais próxima que mais parecia uma cidade fantasma até que eles avistaram um ponto brilhante no céu que ia caindo aos poucos. Luz olhou por um breve momento a procura de algo ou alguém e então percebeu que a cidade não estava certamente vazia, ele ouviu murmúrios, pessoas escondidas com armas, outras agachadas e dizendo para eles se esconderem mas teimosamente continuaram sem entender;
–Gente, eu acho que...- no entanto era tarde demais. O ponto brilhante se aproximava cada vez mais e então Ratuey gritou;
–É um explosivo!- as pessoas pareciam não estar temendo mas então Gravity correu e quando o míssil iria atingir o chão ela estendeu as mãos e o míssil foi detido pelo campo de força dela e com o empuxo ele foi enviado de volta ao céu com a mesma trajetória e explodiu;
–Essa foi por pouco- falou Gosth;
–Tem certeza?- perguntou uma voz masculina e impetuosa mas não era a de Detroyer, esta voz era mais velha e acostumada aos perigos constantes. Eles avistaram novamente para o céu e então dezenas de pontos brilhantes começaram a surgir;
–Só podem estar de brincadeira...- falava Ligeiro;
–É melhor tirarmos essas pessoas daqui- falava Luz;
–Nós...não podemos- respondeu o líder;
–O que?!- bradou Arabella -Mas... isso não é mais um combate, é um massacre! Esses mísseis vão destruir e matar essas pessoas!-
–Temos ordens da F.A.I.H.D.A para sermos discretos e apenas pegar Paul, você acha que seria prudente fazer parte de uma guerra, Arabella?!- perguntou Ratuey insatisfeito;
–No momento- falava Luz -Não é hora de discutir- os mísseis se aproximavam e e então o bombardeio começou. Casas começaram a explodir, destroços se formaram e teimosamente Arabella e os outros começaram a agir. Gerald lançava rajadas de luz fazendo os mísseis terem suas explosões antes de alcançarem o solo ou Ligeiro e Gosth simplesmente faziam as pessoas saírem dali já que eles cuidariam disto. Ratuey se rendeu e começou a ajudar. Infelizmente suas pistolas eram inúteis até que ele avistou tanques de guerra, todos se entreolharam e então quando por fim as pessoas evacuaram para certo lugar ele chamou os amigos;
–Isso não vai acabar dando certo mas... Enfim, eu tenho um plano para acabar logo com isto aqui-
*****
Com as pessoas escondidas e os heróis da mesma forma, os mísseis tinham parado de virem mas os tanques de guerra se aproximavam com tamanha voracidade que pareciam ser filhos da própria destruição. Um ponto de fumaça branca surgiu no meio do campo de batalha e acenou para os tanques;
–Oi, sejam lá quem vocês são, quem quer me matar?- Não precisava responder apenas atacar. Os tanques lançavam seus projéteis mas Gravity corria com super velocidade por meio de Ligeiro que a ajudava para uma... emboscada;
–Ei pessoal, eu também quero que me matem!- gozou Ligeiro. Os dois começaram a confundir os tanques, e cada vez ficava mais claro o que realmente estava acontecendo. Eles começaram a pirraçar os tanques fazendo eles gastarem todo o equipamento de ataque a qual possuíam, quando um dos tanques tentou atirar não conseguiu assim como os outros que ficaram parados em meio aos destroços;
–Ops- falou Gosth. Do meio do nada, surgiu do nada com Destroyer que saltou sobre um tanque de guerra e amaçou a carapaça que lhe revestia e então bradou;
–Não tem ninguém aqui dentro, bem que você falou Escaramuçador- Ratuey tinha tido o plano de acabar com a munição dos inimigos para enfim provar suas suspeitas do que estava acontecendo juntamente com o tenente da facção que era pacífica mas estava sendo submetida a ataques constantes;
–Foi como eu disse- falava Pérsio, o tenente -Não tem nada na Síria parecido, nós ajudamos vocês porque vimos que são um grupo de super heróis mas... essas máquinas sãofantasmas, elas andam sozinhas!- os outros cidadãos que agora murmuravam com suas metralhadoras e revólveres estavam quietos. A guerra não estava sendo fácil, se um dia algum soldado morria era em prol de um criança para que sobrevivesse mas do que adiantava?
–Não exatamente- falava Ratuey, o alto alemão de cabelos castanhos e olhos verdes. Ele inspecionou por alguns momentos um dos tanques e disse;
–Eles foram teleguiados por tecnologia nível 8 como eu suspeitava... E vocês sabem que do nível 8 para cima a única corporação que possui esse tipo de tecnologia é a F.A.I.H.D.A logo...-
–Paul está por trás disso- falou Gerald que saía de uma casa ajudando pessoas com os escombros;
–Quer dizer que o pilantra deu para ajudar em guerra?- agora Ligeiro se dirigia para Pérsio -Esse tipo de tecnologia só pode ser controlada de uma distância razoável, não do tipo mil anos de luz de distância portanto... o senhor sabe qual é a cidade grande mais próxima?- O homem refletiu por alguns momentos e franziu a testa;
–A única cidade próxima de grande porte é Al Jamesh- os heróis assentiram, agradeceram pela ajuda do tenente Pérsio e foram para a tal cidade Al Jamesh. A viagem durou apenas 20 minutos, também no modo invisível, além de que foi silenciosa. Todos aguardavam finalmente deter o bandido Paul.
Al Jamesh era uma cidade não muito marcada pela guerra civil mas tinha uma forte quantidade de soldados e tecnologia, além do temível clima semiárido. Da nave eles avistam o campo de concentração militar e veem que a cidade estava dividida entre Rebeldes e os leais ao presidente Chasir Al Udad, que por sinal tinha usado produtos químicos para atingir o povo;
–Oh meu Deus- falava Janeth (Gosth) -Não vamos conseguir vencer sozinhos! Digo... claro que temos poderes mas é uma guerra, se Paul está do lado do presidente vamos precisar de reforços- todos os cinco olharam para Ratuey temendo que ele gritasse também com a garota mas apenas suspirou e disse;
–Ok, ok, me desculpem tá? Vamos pedir ajuda- E foi dessa forma que um segundo confronto ainda maior começou. Os rebeldes se igualavam aos leais a Chacir Al Udad o que facilitou no campo de combate, Escaramuçador delegou a eles que fazia parte de uma associação internacional que iria ajudar eles a vencer aquele combate mesmo em todo aquele massacre e destroços.
O combate foi acirrado, Os rebeldes lutaram bravamente já que necessitavam apenas de uma ajuda para terem seus direitos reconquistados mas é claro... se não fosse pelas armas criadas por Paul. Os soldados do presidente caíram no campo de batalha mortos ou prisioneiros por custódia, e quando atacaram a localidade de Chacir, ouviram rumores de que ele havia fugido ou se escondido enquanto a guerra continuava. O edifício de principal teve sua fachada massacrada por Destroyer que teve como retaguarda Ligeiro que tirou as armas dos soldados e golpeou-os com seu bastão e Luz que ofuscou a visão deles deixando-os desacordados. O plano de Ratuey era impedir que Paul fugisse mais uma vez e então numa combinação perfeita deixou Ligeiro e Destroyer cuidando dos soldados enquanto ele, Gravity e Gosth iam atrás de Paul nos últimos andares. Enquanto se teleportavam a cada andar, Arabella falava sentir as vibrações térmicas de Paul e dos seus cientistas.
Quando por fim chegaram ao último andar, foram surpreendidos;
–Olá crianças- aquele velho tom irônico era perturbador. A sala de Paul era como a deu um psicopata terrorista que simplesmente gostava de usar a inteligência e a esperteza como meio de matar as pessoas para sentir prazer. Usava calças cáqui, paletó e gravara, completamente vestido de preto como o Diabo faria para se apresentar numa reunião macabra para dominar o mundo. Na mesa ele tinha seu laptop e câmeras que passavam a imagem de tudo que acontecia em Al Jamesh;
–Escaramuçador, vejo que troço sua namorada! Estou lisonjeado, queria ter a honra de possuir uma garota tão bela como meu brinquedinho- Ele exprimiu um sorriso nojento e então Gravity grunhiu;
–Olha seu...-
–Cale a boca desgraçado- falou Ratuey;
–Pronto para ser preso, Paul?- perguntou Arabella que apontou a mão para ele. Esperando que ficasse preso num campo gravitacional , a garota ficou fraca, revirou os olhos e caiu no chão;
–Parece fraca.... Bem, eu tive a certeza de acionar meu programa antigravitacional, evitando que eu fique um pouco mas leve- Arabella Gravity) estava fraca e gemia de dor. Escaramuçador pegou sua pistola de energia e disparou contra ele, mas o cientista calvo, pálido, com cabelos cinzentos e olhos castanhos simplesmente acionou seu relógio no pulso esquerdo e um mero campo de força resistiu ao impacto. Ratuey bramou e os dois começaram a batalhar, enquanto o socava ele bramava de dor até que empurrou o herói para o lado e bateu contra um dos painéis de controle.
Ousou se levantar e abrir o compartimento de armas. Pegou sua luva eletromagnética e disse;
–Agora estamos a páreo, não?- mas antes mesmo dele poder atacar, recebeu diretamente um soco sólido na face fazendo-o cair no chão e desmaiar. Gosth tinha esperado todo aquele tempo por ordens de Ratuey para pegar o cientista de surpresa. Depois disto, os heróis prenderam o cientista e agradeceram pelo apoio no combate e deram boa sorte no intuito de que vencessem logo a guerra civil e a Síria pudesse voltar ao normal. Ratuey e os outros voltaram para a nave que estava escondida na base dos rebeldes e alçaram voo;
Paul estava algemado e desacordado. Arabella estava ainda meio fraca portanto estava ao lado de Gerald que a acariciava;
–O que esse cientista imbecil fez com a Ara... quer dizer, com Gravity hein?- perguntou Luz;
–Não sei, mas ele vai..- Destroyer nem pôde completar pois a nave tinha sido atingida. Segundo o computador central, os sensores detectaram um míssil atirado de Al Jamesh mas que foi tão rápido ao ponto de não ter sido detectado logo. Todos se debatiam e caíam e no último momento Escaramuçador alertou por meio do comunicador;
–Atenção, forças ativas da F.A.I.H.D.A! Estamos caindo, socorro!- a nave despencava dos céus e agora atingia o solo árido da Síria deixando eles feridos.
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