Quatro anos se passaram desde o que na época chamara de "A batalha de São Francisco", evento em que o exército liderado pela F.A.I.H.D.A. lutou contra extraterrestres e estabeleceu a paz entre as espécies, fazendo o ser humano se conciliar com elas e gerar um tempo de paz e desenvolvimento em todos os campos de conhecimento: armamento, saúde, educação, arte, tecnologia... líderes nacionais continuaram impondo seu governo por meio das organizações mundias e cumprindo com seus acordos de paz, mesmo com as diferenças culturais e étnicas. Todos ficaram perplexos com a rapidez dos acontecimentos, tudo parecia bom demais para ser real e não imaginário ou uma mera ilusão.

Enquanto a civilização progredia, numa ilha remota, provavelmente perto da Austrália ou da Nova Zelândia, um grupo de cientistas pesquisava cem cessar algum tipo de combinação entre o código genético humano e o de outros animais que não fossem aqueles já conhecidos, o chimpanzé e o rato por exemplo. George era o líder da pesquisa. Apesar de ser velho (beirava os 70 anos) e um pouco mal humorado, nunca saía do laboratório e sempre murmurava ou sussurrava equações e fórmulas. A cada dia que passava o projeto concedia resultados negativos e que faziam muitas pessoas da equipe irem embora para seus respectivos países e deixá-lo só.

Os únicos que haviam sobrado eram Joe, Bill, Helen e ele. Quando os resultados mostraram se conclusivos, finalmente teve um motivo para sair do laboratório e atrás de seus companheiros. Chamou por eles passando pelas salas e dormitórios, mas estavam vazios, até que na cozinha ouviu o grito de Helen. Correu ao encontro dela e percebeu que Joe estava caído na mesa com o corpo esfaqueado e pior, afogado no próprio sangue. Helen lutava contra Bill, aquele que ambos consideravam de grande confiança. George gritou contra Bill o atacou, mas Bill era ágil e jovem para conseguir manejar a faca que segurava na mão esquerda e atravessou as costas de George. Helen estava em lágrimas e prontamente correu para longe do local de dois homicídios friamente calculados.

Bill sempre esteve esperando o tempo certo para atacar e trair seus colegas. Enquanto gargalhava desequilibrado , ia em direção ao laboratório de George. Ele não conseguia entender que a fórmula recém-criada ainda não havia sido testada e que poderia causar resultados desastrosos, no entanto, seu objetivo era garantir habilidades que concedessem ao ser humano vigor e força. Injetando o conteúdo na veia do braço por meio seringa, sentiu uma onda de poder tomar seu corpo, mas logo perdeu o controle e então sua visão ficou turva, os dedos, unhas e pelos começaram a crescer, seus ossos se expandiram e brutalmente começou a quebrar os recipientes e destruir os objetos tentando fazer com que a dor parasse. Bill caíra no chão por minutos até que acordou com a aparência felina e habilidades totalmente além das humanas. Agora, ele poderia fazer o que quisesse, ninguém podia impedi-lo. Ninguém podia mandar nele, como George fez por muito tempo.

Admirando seus poderes, correu para longe e quebrou as janelas do laboratório, indo em direção para fora da ilha espalhando o caos. Helen estava com medo, de longe, apenas observava o fim da paz.

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Com o mundo de certa forma próspero e pacífico, os poucos crimes efetuados eram liderados por agentes menores da F.A.I.H.D.A. Os defenders podiam viver suas vidas normais ou lidar apenas com acordos internacionais e agirem como diplomatas. Ratuey e Arabella estavam tendo tanto sua primeira noite de descanso como o primeiro encontro deles em um restaurante antigo mas formidável na Alemanha. Ratuey usava um paletó com gravata borboleta e calças sociais, enquanto que Arabella vestia um vestido de gala branco e impecavelmente puro. Os dois estavam sentados numa mesa esperando a macarronada pedida e o champanhe. Antes que pudesse tentar conversar, Ratuey quase tirou do bolso direito a pistola que guardara por precaução. Removeu a rosa preta que havia encomendado do interior da Turquia, e entregou a Arabella. Ela sorriu e tirou uma mecha do cabelo castanho;

–Como sabe que minha cor preferida é preto?- ele revirou os olhos e respondeu;

–Um bom namorado sempre sabe o que sua namorada gosta, no caso, preto-

–Hum, interessante. E você sabe o que ela ama?- ela aproximou seu rosto do dele e então antes que pudessem selar um beijo apaixonado, ouviram o som das pessoas correndo de medo pela rua. Ratuey se levantou bruscamente, alguma coisa sempre acontecia para interrompê-los. Até que viu Arabella tentar se levantar, mas caiu quando sentiu uma leve dor de cabeça;

–Você está bem?- perguntou o defender vendo que ela colocava a mão na testa porém recuperava a compostura;

–Não... é que...existe uma forma que irradia muita energia por aqui.... alguma coisa está errada- Ratuey quase esqueceu que Arabella tinha a habilidade de detectar energia e rastrear corpos irradiadores de calor. Ele se aproximou dela e disse;

–Fique aqui, já volto- deu um beijo suava em sua testa e correu para rua. As pessoas corriam apavoradas, e muitas se escondiam nas lojas e restaurantes alemães locais. E não era por quererem. Uma besta enorme, peluda, com um terrível aspecto bestiário felino, garras que quebravam vidros e destroçavam metal, além de dentes que atacavam crianças e deixavam algumas pessoas feridas. Ratuey disparou em direção a besta e tirou a pistola laser para atacar o monstro. Ele era ágil, até mais do que o Escaramuçador.

Ratuey disparou laser várias vezes, mas a besta fazia um enorme caos e algumas vezes chegava a se comportar como um ser humano. O que era aquilo? Há tempos atrás, o portal que existia entre o nosso universo e outro estava fechado, e alienígenas não mais faziam ataques à terra. O felino mutante pulou em cima do defender para enfiar suas garras neste, entretanto, um campo de força explodiu nele. Gravity protegia Escaramuçador;

–Disse para ficar no restaurante!- advertiu Ratuey;

–Quantas vezes preciso dizer?Eu jamais vou te deixar só- Escaramuçador e Arabella lutaram em dupla deferindo campos de força e lasers até afugentar a besta, mas ela era certamente inteligente. Correu em direção ao restaurante em que estavam ameaçando os civis ali presentes. Arabella correu para lá e desafiou o monstro, começava a levitar talheres contra ele e outros objetos pontiagudos, dando a tempo para as crianças fugirem e Ratuey se aproximar para lançar o tiro final, mas Gravity distraiu-se e o felino mutante pulou sobre eles e conseguiu escapar fugindo da vista deles.

As pessoas aplaudiram intensamente, e algumas crianças passaram a tentar tirar fotos dos dois, mas eles não podiam aparecer publicamente. A F.A.I.H.D.A. não gostava de chamar a atenção da mídia, portanto, eles também não gostariam.

*****

Ligeiro, Escaramuçador, Gravity, Gosth, Luz e Destroyer estavam reunidos dias depois da lutava de Ratuey e Arabella contra a besta que já havia sido visto atacando em outros lugares liderando algumas outras hordas de animais mudados geneticamente, não tanto quanto o executor, mas que causavam perigo. Vários agentes já tinham sido mandados ir em procura dele, antes que espalhasse mais caos, e a paz global terminasse. Os únicos agentes que restaram, além dos marcianos, foram Maike e Liza;

–Então... o que vamos fazer?- perguntou Gosth -A F.A.I.H.D.A. não está gostando nada desses ataques desde a batalha de Escaramuçador e Gravity perto do restaurante...-

–Claro- bramou Destroyer — Howard está famoso, ele não quer que percamos o "título" da organização que ultrapassou a ONU para manter paz no mundo-

–O que eu diria um pouco cedo para falar em paz...- dizia Luz -O mundo não ficou tão bom como agora, ou pelo menos estava- um silêncio perturbador ficou entre os defenders até que Escaramuçador ousou falar;

–De qualquer forma, sabemos o nosso dever. Podemos ter tido esse tempo de descanso para viver vidas normais, mas agora, temos que defender o mundo como juramos que faríamos- mesmo com o discurso de encorajamento, eles queriamrealmente que as coisas não fossem como realmente eram;

–Hum... eu não gostaria de quebrar a reunião prodigiosa de vocês, mas o computador central acabou de achar o sinal da besta- Maike e Liza trabalhavam no sinal desde que um dos marcianos contratados como agentes conseguira achar amostra genética da besta;

–Parece que ela está em uma ilha até então considerada fantasma ou inexistente.... a ilha Sandy- falou Liza assombrada. Aquela ilha tinha perturbado cartógrafos e cientistas por muito tempo, já que jamais tinham confirmado a existência dela com firmeza;

–Vamos para lá- afirmou Ratuey -Caçaremos essa coisa e descobriremos o que aconteceu-