Defenceless

22 Capítulo Vinte e Dois


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar! A verdade é que fiquei ansiosa pela "pesquisa" que lancei, mas fiquei ligeiramente frustrada que poucos de vocês responderam :( Queria realmente saber a opinião de vocês! NÃO SE ACANHEM

Já era o fim de tarde daquela quinta-feira. Hunter e Thomas estavam em uma disputa acirrada de Call Of Duty, na sala do apartamento de Luke. O rapaz conseguia ouvi-los do andar de cima de seu duplex enquanto terminava de se arrumar para o encontro com Anna.

Havia contratado duas mulheres para fazer o jantar e preparar a mesa, e ambas trabalhavam arduamente na cozinha.

— O que acham? — Luke perguntou quando finalmente desceu as escadas e apareceu na sala. Olhou para os amigos e os viu concentrados, jogando. Sequer piscaram ou fizeram menção de respondê-lo. Impaciente, cruzou a sala e parou bem na frente da televisão de led que ficava presa a um painel na parede, atrapalhando a visão de Thomas e Hunter. — E então?

Os dois se levantaram frustrados.

— Cacete, Luke! — Thomas reclamou, jogando o controle no sofá. — Eu tava quase virando o jogo!

Hunter gargalhou, repetindo o gesto do amigo.

— Ah, claro... Se 145 contra 87 for virar o jogo pra você... — Hunter finalmente passou seus olhos verde-claros por Luke.

O moreno estava com o usual penteado de cabelo e a barba por fazer minimamente. A blusa de mangas compridas e a calça eram igualmente pretas. Os sapatos eram marrom-escuros. A jaqueta que usava era bege com a gola também marrom. (LINK)

Hunter assobiou.

— Uau, onde é que vai todo pomposo assim?

— Tenho um encontro. — ele sorriu de canto.

— Opa, opa, opa! — Thomas deu um sorriso sacana. — Nosso amigo tem um encontro e a gente não tá sabendo, como assim? — ele envolveu o ombro de Luke e o encarou com seus olhos azuis. — Quem é a sortuda? Conhecemos?

— Mais ou menos.

— Como mais ou menos, Lukamy? — Hunter cruzou os braços, curioso. — Ou a gente conhece ou a gente não conhece.

— É porque vocês só a viram uma vez, não sei se vão lembrar. Aliás... Eu também só a vi uma vez, mas isso não vem ao caso. — Dava para ver que Luke estava ansioso, pois não parava de esfregar uma mão na outra lentamente.

— Caralho, fala logo que você tá me matando aqui. — Thomas o chacoalhou impacientemente.

— É a Anna, da Lavo.

— Aaaaa, aquela gata? — Thomas parecia surpreso.

Hunter arregalou seus olhos verdes em um sobressalto.

— Peraí. A Anna, amiga da Natalie? — Luke assentiu. — Desde quando esse encontro tá marcado?

— Desdeee... Ontem? — Luke colocou as mãos nos bolsos de trás da calça, sentindo que Hunter brigaria com ele.

— E por que só estamos sabendo disso momentos antes do seu encontro?

— Porra, Hunter, você é a mina dele agora? — Thomas debochou encarando Hunter.

— Não, porque eu dou um peido e a banda toda já sabe em menos de um minuto. Aí o nosso amigo aqui — ele indicou Luke com o braço esticado. — marca um encontro com a melhor amiga da Natalie e não fala nada.

— Aaaa, então você não tá putinho porque o Luke vai sair. — Thomas ficou entre Luke e Hunter. — Você tá putinho porque o Luke vai sair com a melhor amiga da mina que você tá a fim.

— Não achei que fosse grande coisa. — Luke deu de ombros.

— Ahh, você não achou. — Hunter estreitou os olhos.

— Caralho, H, eu tô ansioso. Acha que eu lembrei disso?

Hunter rolou os olhos.

— Tudo bem, eu te perdoo. Mas não precisa agir que nem uma mocinha. É só um encontro. Aliás, não sei porque você se produziu tanto.

— Bom... Sou eu quem estou saindo com uma garota que vi só uma vez... Você viu a Natalie duas vezes, passou um dia todo com ela e... Né? — Luke não pôde deixar de debochar de Hunter.

— Uuuhh, essa foi certeira! — Thomas tampou a boca. — Doeu até em mim.

Hunter riu, descruzando os braços.

— Vai se foder, Luke! — o moreno também riu. — E onde vocês vão?

— Vamos jantar aqui. Estou indo buscá-la, inclusive. — Luke viu os dois pares de olhos claros se arregalarem. Ele pegou os amigos pelos ombros. — É por isso que vocês estão vazando agora, certo?

— Eita, que o menino Luke não brinca em serviço. — Thomas comentou risonho enquanto Luke guiava ele e Hunter para a porta.

— É, isso mesmo. Bora, Luke. — Hunter sorriu sacana.

— "Bora" o quê? Onde você pensa que vai, tá maluco? — Luke o encarou surpreso.

— Vou com você buscar a Anna, ora essa. — Hunter fungou enquanto ajeitava o cós da calça.

— Que parte você não entendeu de que é um encontro? — ele exclamou, rindo.

— Eu entendi bem, otário. Quero pegar uma carona. Você não disse que vai buscar a Anna na casa dela? — Luke assentiu e Thomas os observou confuso. — E a Anna mora com a Natalie... — Hunter gesticulou com as mãos. — Dois mais dois igual a...

Thomas gargalhou.

— Eita, que vocês são muito transões!

Luke e Hunter riram do comentário de Thomas, que passava os braços pelos ombros dos amigos, ficando no meio deles.

— Tem certeza, H? — Luke o perguntou.

— Absoluta. Bora.

**

— Natalie, pelo o amor de JEOVÁ! — Anna puxava os sapatos de salto alto do armário e os jogava por cima dos ombros desesperada. — Eu não sei que sapato usar com esse vestido!

— Miga, calma! — Natalie tentava se conter para não rir. — Se continuar a jogar os sapatos assim vai acabar quebrando alguma coisa! Vem aqui.

Anna parou e se virou para a amiga, os olhos arregalados.

— Não estou conseguindo lidar.

— Respira.

— Não consigo.

— RESPIRA! — Anna a obedeceu no mesmo instante. Natalie segurou as suas mãos. — De novo. — a morena repetiu a ação, parecendo mais calma. Natalie sorriu para ela. — Até parece que nunca foi a um encontro, garota, que que é isso?

— Bom, não é todo dia que um famoso me chama pra jantar na casa dele, assim, de leve. — ela subiu os ombros de uma maneira engraçada, pois ainda estava com cara de assustada, o que fez Natalie gargalhar.

— E daí? Esquece isso. Lembre-se que ele tem sido um fofo, que é muito mais valioso. — ainda segurando as mãos da amiga, abriu os braços dela junto com os seus. — Você tá linda e sua maquiagem tá um arraso. E o sapato perfeito para esse look... — soltou-se de Anna e se abaixou para juntar um par de sapatos meia-pata preto. — É esse.

Anna sorriu quando Natalie entregou um par de sapatos para que ela os vestisse. Sentou-se e os calçou. Quando se levantou, a castanha a olhou de cima abaixo, sorrindo.

Anna usava um vestido florido nas cores azul, branco e preto, que era acinturado por um laço. A saia era delicadamente plissada. Os cabelos estavam soltos, propositalmente bagunçados e um pouco volumosos para dar um ar mais sexy ao look. Já que era um jantar, decidiu não exagerar na maquiagem e marcou os olhos apenas com o delineador. Na boca, usava um gloss mate. (LINK VESTIDO) (LINK MAKE)

— Tá maravilhosa, socorro! — Natalie deu pulinhos de animação, arrancando risadas da amiga. — Quem diria que eu viveria para ver Anna Castillo nervosa para um encontro!

Anna sorriu de canto e empurrou o ombro da amiga.

— Grave bem esse momento em sua mente, então. Porque você nunca mais vai ver. — ela fez uma careta e riu.

As duas estavam rindo quando ouviram o barulho de uma buzina vindo lá de baixo. Os olhos de ambas se arregalaram e Natalie correu para a pequena sacada. Viu um Lamborghini branco estacionado na frente do prédio. Como estava garoando, imaginou que Luke só sairia do carro quando avistasse Anna lá embaixo.

Virou-se e viu a amiga na sala.

— Acho que é ele. E com um senhor Lamborghini, diga-se de passagem. — ela fez um bico de aprovação e Anna correu para pegar a bolsa que já estava em cima do sofá.

— Ai, beijo beijo, amiga! — Ela beijou a bochecha de Natalie e correu para a porta. Já ia saindo quando se virou no corredor. — Ah, e não se atreva a assistir à cena pela sacada. Já vai ser constrangedor o suficiente porque eu não sei como ele vai me cumprimentar. Não preciso de uma "mãe" me olhando.

— Eu hein, ok! — Natalie riu. — Boa sorte! E me manda mensagem caso for ficar por lá, ok? AI! — Anna voltou só para dar uma bolsada na amiga. Depois correu para o elevador.

Anna pensou que os quatro andares nunca pareceram tão demorados. Respirou fundo e checou a maquiagem e a roupa no espelho.

Passou pelo hall de entrada e quando saiu, encontrou Luke com as mãos nos bolsos, esperando-a. Ela sorriu.

— Bloody hell, você tá incrível. — ele disse, olhando-a encantado de cima abaixo enquanto ela se aproximava.

— Obrigada. — ela respondeu com um sorriso doce.

Mesmo com a garoa mais forte olhou para cima. Viu que Natalie não estava na sacada. Agradeceu-a mentalmente. Quando voltou os seus olhos para Luke, viu a porta do passageiro do carro se abrir. Foi impossível evitar que seu queixo não caísse quando viu Hunter Saxton sair de dentro dele.

— Que que tá acontecendo? — Anna se aproximou de Luke enquanto Hunter também vinha para perto deles. A morena passou os olhos de um para o outro várias vezes, sem entender nada.

— Apenas aproveitei a carona. — Hunter respondeu com o seu usual jeito irreverente, e ao mesmo tempo, divertido. Deu uma piscadela antes de olhar para a fachada do prédio de seis andares. Era um típico prédio nova-iorquino feito de tijolos vermelhos e escadas de incêndio que interligavam um andar ao outro. (LINK PRÉDIO)

— Acho que a Nats vai cair pra trás com essa bomba. — Anna conteve o riso, balançando a cabeça. — Eu daria tudo pra ver a cara dela.

— Vou filmar. — ele comentou, já se direcionando para a porta de entrada do prédio. — Valeu pela carona, brother. E vocês... Juízo, ok? — fez final de positivo com a mão. Já ia entrando no prédio, quando pareceu ter esquecido algo. Virou-se. — Anna?

— Sim? — ela o olhou de prontidão.

— Qual o número?

— Ah, sim! Quarto andar, número 42.

Ele assentiu e entrou no hall.

Os dois finalmente se entreolharam, sorrindo.

— Bom... Vamos? — ele deu passagem, abrindo a porta do carro para ela.

— Vamos. — ela sorriu, entrando.

**

Natalie já estava jogada no sofá, procurando por um canal para assistir, quando a campainha tocou. Ela olhou para a porta por alguns segundos. Provavelmente era Anna.

Correu até a porta, destrancando-a rapidamente.

— Deixa eu adivinhar, você esqueceu a chave de nov... — arregalou os olhos e perdeu a fala quando abriu a porta e encontrou Hunter apoiando cada mão em um lado do batente da porta. — O que você tá fazendo aqui?

Notas finais
EITA, GIOVANNA! É hoje que os forninhos todos cairão! hahahaha