Defeitos Perfeitos

5 Capítulo Extra.


Notas iniciais
Hey, eu disse que ia fazer um capítulozinho extra, né? Pois bem, depois de séculos eu finalmente consegui fazer! Agradecimentos especiais a quem acompanhou a história e a SayanGirl, que recomendou minha história recentemente e me animou a fazer esse extra. Obrigada flor, não sabe como me deixou feliz! Ps: Puro açúcar! Se sofre de diabetes, eu não recomendo! hahaha *apanha* Ps²: Capítulo não betado. Acabei de escrever agora e vim correndo postar. Enfim, sem mais delongas, boa leitura!

– Hashirama, pare de me seguir! Eu já disse que não quero mais conversar com você. Não somos mais amigos. – Ralhou.

O Senju apenas sorriu com aquela resposta. Enfim uma resposta decente, já que o outro moreno sempre o ignorava, não falando nada.

– Por que não?

– Porque não! – Começava a perder sua paciência.

– Mas eu ainda quero ser seu amigo, Mada.

Madara revirou os olhos, visivelmente impaciente. Aquele cara não cansaria nunca de lhe encher a paciência?!

– Escute Senju: Eu não sou seu amigo e não faço questão de ser. Coloque-se no seu devido lugar e faça um favor para mim e para nossas famílias fingindo que eu não existo! – E dito isto, virou as costas e saiu andando pelo vasto corredor do colégio.

Hashirama apenas sorriu, fitando o outro se distanciar. Ele não desistia nunca. Mas felizmente, o Senju também não. Insistiria até ter a amizade dele de volta, e até algo mais do que isso. Afinal, aquele sentimento esteve sempre ali, em seu peito, desde quando era um garotinho. E agora, que Madara finalmente havia voltado de viagem, não perderia a chance de dizer o que realmente sentia. Mas primeiro precisava recuperar a amizade que estava quase perdida.

Quase. Pois Hashirama não desistiria nunca.

O Senju não entendia muito bem o motivo de todo aquele modo arisco de Madara para consigo. Sabia muito bem sobre suas famílias, mas simplesmente não ligava para aquilo, pois estar com Madara, para si, era algo mais importante do que a atual rixa entre seus familiares e suas empresas.

Por que ele não podia ser seu velho amigo de antes?

O moreno suspirou e saiu andando pelo corredor, disposto a ir para casa. Porém, não estava desistindo, pois aquela era apenas mais uma perda de uma de suas batalhas. Mas não estava disposto a perder a guerra. Aquela guerra que Madara insistia em manter.

Mas como foi dito, ele realmente não desistiu. Todos os dias, fazia questão de sentar-se ao lado de Madara na sala de aula, mesmo sabendo que ele se irritaria profundamente com aquilo. Nos intervalos o seguia e falava várias coisas, muitas vezes sendo ignorado ou levando respostas bem curtas e grossas vindas do Uchiha. Na hora da saída também não era muito diferente, fazia questão de acompanha-lo até o portão da saída e esperava com ele o carro da família Uchiha chegar.

E Madara ficava irritadíssimo com aquilo.

– Chega. – Murmurou, fazendo o outro finalmente calar a boca. – Eu não aguento mais. Você é muito irritante. – Resmungou com o cenho franzido, virando o rosto para fitar o outro que estava logo atrás de si. Seus olhos naquele momento pareciam adquirir um tom levemente rubro, devido a sua grande irritação.

E o silêncio, por um instante, tomou conta de ambos. O silêncio e o vento leve e frio eram as testemunhas daquela troca de olhares entre os dois. Os olhos castanhos ligados ao ônix. Um sentimento. Uma saudade. Um amor...

– Eu disse que não ia desistir, Madara. – Notou a irritação do outro. Porém, não iria desistir. Nunca desistiria de Madara. Nunca.

– Será que você não entende? Nossas famílias não permitem nossa amizade. E em breve nós herdaremos aquelas empresas. Não seja tolo, Senju. Abra os olhos para a realidade e para de ser imbecil!

E novamente o silêncio.

Ambos estavam no terraço do colégio, onde Madara resolveu ir, na tentativa de poder falar a sós com o outro para fazê-lo abrir os olhos. Porém, Hashirama viu aquele local como a tentativa de outra coisa. Logo se aproximou mais do outrem, o vendo parado com aquela pose altiva tão típica.

A destra logo encontrou seu rosto. Os olhos continuaram afundados no mar ônix, e a aproximação fazia um sentir a respiração quente do outro.

– Por que, Madara?

Silêncio.

– Por que você não entende que isso tudo, para mim, não importa? Por que, Madara? Por quê? Por que não entende que eu... Eu te amo? – A ultima parte soou quase como um sussurro cansado.

E Madara mantinha sua pose ufana. Ao menos até escutar aquilo, que foi como um arrepio que passou por todo seu corpo, toda sua coluna, fazendo suas pernas por um momento ficarem bambas. Logicamente a sua pose altiva disfarçou aquilo. Mas seus olhos surpresos mostraram á Hashirama enfim o que ele queria ver...

O polegar direito roçou nos lábios finos e convidativos do menor, que permanecia em silêncio. Sentia os fios negros e repicados entre seus dedos. A respiração quente, a pele alva também estava quente. Não poderia mais resistir... E logo caiu na tentação de tomar aquela boca com a sua. Aqueles lábios, aquela perdição, sua perdição.

E naquele momento, Hashirama teve a certeza que os lábios de Madara era o amargo mais doce que poderia sentir.

«---»

Havia se apaixonado por cada detalhe dele.

O jeito fechado, o rosto sempre cheio de seriedade, a forma distante e fria de agir. As manias irritantes, como bater o pé no chão quando estava irritado e impaciente, ou a forma como ele mordia o lábio inferior quando se sentia incomodado.

Era tudo perfeito. Perfeito diante dos olhos castanhos do Senju, que a cada dia apaixonava-se cada vez com mais afinco pelo seu colega de classe e amigo de infância.

Inteiramente e completamente apaixonado. Mesmo que o outrem se mostrasse irritado e impaciente.

Já havia se acostumado com o jeito dele. E com o fato de terem que se encontrarem as escondidas. Com os beijos que gostava de roubar dele ou quando os olhos se encontravam.

E após muito tempo assim, com cumplicidade, desentendimentos e brigas, e amor, muito amor que vinha de ambos – mesmo que o Uchiha não admitisse – o corpo de ambos parecia implorar por mais. Atentar-se por mais. E em meio a beijos incontidos, mãos afoitas, toques urgentes e sussurros roucos, ambos tiveram o primeiro momento mais intenso, juntos.

A casa do Senju estava quase vazia. Seu pai havia saído em uma viagem e seu irmão mais novo havia ficado até mais tarde no colégio, em atividades do clube em que participava no colégio. Hashirama fez questão de dispensar os empregados naquele dia. Enfim, a casa era apenas sua. Sua e dele.

Madara não gostou de estar sozinho na casa, com ele. Não que estivesse temendo algo, mas sentia-se desconfortável em estar na casa dos Senju. Sua mão estava sendo segurada com firmeza, pela mão de Hashirama, que o puxava animadamente, indo mostrar seu quarto a ele.

Conversaram um pouco, sobre diversos assuntos. Discutiram, e sorriram – Hashirama sorria bem mais que o Uchiha. E após um tempo de conversa, o Senju novamente tomou a iniciativa para beija-lo. Um beijo a inicio lento, apaixonado, que se tornava ousado por parte de ambos a medida que seus corpos imploravam um pelo outro.

Os toques impávidos, o beijo tórrido... Tudo fazia a sensação térmica de seus corpos aumentarem consideravelmente. Assim como seus desejos e vontades cálidas eram a cada momento mais intenso.

O amor se fez naquele fim de tarde tórrido.

«---»

– Por que você está sorrindo? – Perguntou curioso.

– Eu estava me lembrando de algumas coisas... – Sorriu ainda mais para o Uchiha ao seu lado, fazendo uma leve carícia em seu rosto alvo.

Tinham passado mais uma noite juntos, na desculpa que Madara sempre dizia. “temos que discutir sobre alguns assuntos da empresa”, ele não cansava de falar aquilo, mas no fundo queria mesmo convidar o Senju, o seu Senju, para passar a noite em sua casa. E logicamente, o moreno sempre ia feliz.

Depois do amor, o menor estava quase dormindo. Como todas as outras vezes, Hashirama era sempre intenso. Muito intenso. Porém, quando estava quase dormindo, escutou uma leve risada e abriu os olhos para perguntar o motivo daquela leve risada.

– Que coisas...? – Sua voz ainda estava embargada pelo o sono. Estava deitado de lado, fitando seu amante, que também estava de frente para si.

– De quando estávamos no colégio. Você era um cara bem chato! Não que isso tenha mudado muito hoje... – E novamente deu uma nova risada.

O Uchiha fechou o semblante, mas no fundo, lá no fundo, em seu íntimo onde ninguém poderia ver, achava-o atraente e até meio fofo com aquele sorriso tão radiante e espontâneo.

– E você não deixou de ser um idiota. – Ralhou, vendo como ele continuava rindo. Uma de suas mãos passou pelo peitoral amorenado dele, admirando secretamente aquele corpo bem definido e todo seu. – Hashirama... – O chamou baixinho.

– Hm? – Perguntou absorto em pensamentos, mirando com atenção os lábios convidativos de Madara, pensando em como amava beija-lo...

– Eu não acho que deveríamos ter deixado aqueles dois saírem sozinhos. – Falou como um típico irmão mais velho e chato, fazendo Hashirama rir ainda mais.

– Pois eu acho que deveríamos sim. E acho mais... Acho que deveríamos aproveitar o resto da noite. – Sorriu sedutor para o seu amante, aproximando-se mais e ficando por cima do mesmo, aproveitando a posição que estavam para beija-lo. Era incrível como continuava viciado naqueles lábios, com a mesma devoção de anos atrás.

Madara correspondeu ao ósculo ousado, tentando domar aquela língua afoita e esbraseante. Seu corpo esquentou definitivamente, as carícias tornaram-se mais ousadas e o sentimento de dependência pareceu sufocante no momento, como se o fato de sanar aquela vontade insana fosse à única e melhor maneira de aliviar aquela necessidade.

O beijo cessou e ambos se fitaram mais uma vez. O Senju observava o outro abaixo de si cheio de amor, e aquele amor só pareceu aumentar quando viu um sorriso sincero – e raro – naqueles lábios finos.

E então soube que aquele sorriso era o principal motivo de seus próprios sorrisos. E sua própria felicidade.

Fim.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Como eu disse, é apenas um extra. Eu queria fazer algo deles dois num cenário colegial, então...Aqui está! Desculpem a demora e os erros. Eu terminei agorinha de escrever e vim correndo postar. Obrigada a quem leu até aqui! Fiquem sabendo que graças a vocês(em especial os que deixam suas opiniões) eu consegui me animar a continuar Defeitos Perfeitos. Foi ótimo escrever com esse casal, e quem sabe depois eu tente outra fic! Confesso que estou mais animada com o fandon de Cavaleiros do Zodíaco, mas... Tentarei ser mais ativa nas fics de Naruto! Juro juradinho! Obrigada por ler e acompanharem esse meu trabalho! Beijinhos da Vi.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!