Notas iniciais
Olá pessoas! Demorei um pouco mais com esse capítulo, mas estou aqui! Fiquei meio triste por não rever alguns leitores que comentaram o primeiro capítulo, porém, tenho leitores novos e isso me deixou super animada, principalmente pelo o fato de ser dois casais pouco conhecidos e todos estão dando uma chance para conhece-los! Bem, não vou falar muita coisa aqui, mas quero agradecer mais uma vez a todos que comentaram. Obrigada e espero vê-los novamente! *-*' Ah, e desculpem qualquer erro gritante, quando eu li novamente esse capítulo eu estava meio distraída, e a betagem não deve ter ficado muito boa, então ignorem qualquer errinho x.x' Boa leitura!

Capítulo 03

.

.

Uma festa para a alta sociedade, onde os fundos que seriam arrecadados serviriam para ajudar um orfanato carente. Vários empresários, acionistas e pessoas de elevado status sociais estariam presentes, e claro, a imprensa provavelmente estaria por lá também. E este fato seria totalmente favorável para a empresa de cerâmicas Uchiha, pois muitos de seus compradores estariam marcando presença, além de que provavelmente conheceria novos magnatas que possivelmente poderiam se interessar em seu empreendimento.

— Izuna. – O mais velho chamou o outro quando terminou de arrumar-se, batendo na porta do quarto do irmão.

O mais novo estava sentado na janela do seu quarto, com um livro qualquer da faculdade em mãos. Ao escutar o mais velho chamar, levantou-se e abriu a porta, admirando o irmão. Madara era dono de uma presença impecavelmente bela, e quando estava vestido daquela forma, com roupas elegantes, com certeza ficava ainda mais bonito.

— Já estou de saída.

— Boa sorte com os acionistas e os magnatas. – Sorriu, levando ambas as mãos para a gola do maior, ajeitando-a. – Você está muito bonito, tenho certeza que não vai voltar tão cedo, né? – Riu baixinho, terminando de arrumar a gravata do mais velho.

— Eu volto logo, qualquer coisa me ligue. – Sorriu de canto para o menor, passando a mão de forma carinhosa em seus cabelos.

— Certo. – Sorriu, mas desta vez de um modo mais tristonho. Sabia que o irmão havia percebido que ainda não se sentia muito bem e não queria que Madara ficasse preocupado consigo. Odiava causar preocupação no mais velho. – Eu vou ficar bem. É bom você ir logo, não quero que chegue muito atrasado.

O mais velho afirmou com a cabeça e despediu-se novamente, saindo logo em seguida. Izuna fechou a porta do quarto e voltou a sentar-se na janela, mirando atentamente a paisagem lá fora, vendo o irmão mais velho chegar até o motorista da casa que o aguardava e sair logo depois.

Suspirou pesadamente, encolhendo-se mais, abraçando os próprios joelhos. Ficou por um tempo em silêncio, apenas observando a paisagem pela janela após o carro sair. Seu irmão saiu para algo importante preocupado com a sua situação.

Encostou a cabeça no vidro da janela, deixando seu olhar vago enquanto pensava. Maldita bebida daquela noite! Por causa de alguns copos com teor alcoólico já não conseguiu mais se conter naquela noite. Era fraco para bebidas e mesmo assim aceitou... Mas afinal, a quem estava querendo enganar? Era obviu que cedeu porque sempre admirou secretamente o Senju mais novo. Mesmo que nunca tivessem sequer trocado palavras antes, ele cursava várias cadeiras em comuns com as suas na faculdade. Às vezes trocavam olhares, mas nunca passavam disso.

Mas só de lembrar a forma que o outro lhe tratou após aquela noite... Como ele disse que sentia nojo de si e de sua família. Nojo. Como se ele fosse alguém a ser desprezado, alguém que o fazia sentir repulsa.

Uma lágrima discreta caiu de seu olho esquerdo, dando início ás outras. O pior de tudo era que mesmo depois da humilhação, ainda sentia algo por aquele insensível. Sentia-se como um idiota por ainda pensar naqueles olhos castanho avermelhado que sempre fazia seu coração bater disparado.

Enxugou as lágrimas e levantou-se da janela para apagar a luz do quarto antes de jogar-se na cama de forma displicente.

Fechou os olhos e resolveu tentar dormir. Só assim conseguiria sanar sua dor por alguns instantes.

.

« »

.

O salão da confraternização contava com uma decoração deveras elegante. Palestras seriam feitas, vários magnatas estavam dispostos a conhecer mais empresas; os empresários e acionistas que pareciam em um tipo de carnificina atrás de clientes, pelo menos era assim que Hashirama se sentia naquele local, como se estivesse em uma carnificina de freguesia.

Estava conversando com um de seus melhores clientes. Quando o homem pediu licença para sair, o Senju notou quem havia acabado de chegar. Uchiha Madara se encontrava, como sempre, em sua postura impecavelmente altanaria. Os longos cabelos negros e repicados estavam presos de forma social, algo que caia perfeitamente bem em junção ao terno de cor negra. A franja colocada atrás da orelha, caindo apenas alguns frios teimosos em seu rosto.

Madara era, definitivamente, perfeito diante de seus olhos.

Parou de observa-lo e decidiu pegar alguma bebida para si, tentando esquecer a presença daquele homem por alguns instantes, por mais que fosse difícil. Desde quando eram pequenos, já se conheciam, mas o Uchiha teve que viajar com os pais e ir morar em outra cidade, e assim tiveram que se separar.

Porém, os pais do outro decidiram voltar para a cidade quando abriram uma filial da empresa em Oosaka, passando assim a ter sua cidade natal como o local titular da empresa. Mas nos anos em que a família de Madara ficou longe, os Senju também haviam inaugurado uma indústria de cerâmicas, sendo assim a principal concorrente dos Uchihas. Assim, quando voltaram a se rever na adolescência os dois não puderam manter uma amizade por conta de suas famílias.

Madara definitivamente havia parado de falar com Hashirama por conta da influência de sua família, entretanto, ele havia sido matriculado em sua mesma escola, sendo uma deixa para que o Senju sempre o procurasse. Madara evitava totalmente o contato com o outro, mas nunca tinha jeito, Hashirama sempre insistia em voltar a falar, por mais que fosse ignorado. E assim, voltaram a ser amigos as escondidas de suas famílias, mas algo mais do que sentimento de amizade começou a surgir em ambos os garotos...

E como sempre, o primeiro passo havia sido de Hashirama. Apesar de Madara sempre negar ou fingir não se importar com seus sentimentos, sabia que o Uchiha também sentia algo por si, mesmo que não fosse à reciprocidade na mesma proporção que esperava, mas ele deveria sentir ao menos algo, já que começaram a ter experiências cálidas juntos.

Suspirou e saiu de seus devaneios do passado quando notou a presença do homem que tomava conta de seus pentamentos ao seu lado. Solveu um generoso gole do drink que havia pedido e olhou para o outro, sorrindo em sua forma típica.

— Como anda os negócios?

— Melhor do que os seus com certeza, Senju. – Respondeu de maneira desdenhosa, sorrindo jactancioso para o outro.

— Quanta modéstia...

Madara deu de ombros, pouco se importando com o comentário alheio e recebeu sua bebida, tomando um gole. Olhou para o outro novamente, mas desta vez com um semblante sério na face. O maior o encarou por algum tempo, até levar sua mão ao pulso dele e começar a andar calmamente, levando-o dali.

— O que está fazendo!? – Perguntou irritado, porém, com um tom de voz baixo para não chamar atenção.

— Quero conversar com você. – Respondeu sem olha-lo diretamente, saindo do salão de festas pelas portas dos fundos sem chamar muito atenção, talvez apenas garçons e empregados do Buffet tenha os visto.

A rua onde dava as portas dos fundos era deserta, não havia sequer movimento de pedestres. Vez e outra passava algum carro, mas no total era realmente uma rua vazia. Madara finalmente soltou seu pulso após ser puxado por Hashirama a passos rápidos para um pouco longe do ambiente onde estavam.

— O que você quer, Hashirama!? – A pergunta saiu em um tom irritadiço.

— O que eu quero... ? Você quer realmente saber o que eu quero? – A voz soou levemente rouca.

Aproximou-se do outro moreno, que permanecia com o rosto erguido e o costumeiro olhar imodesto, mas que no fundo estava um pouco nervoso, todavia, não recuou nenhum passo. Ficou a centímetros de distância do Uchiha e segurou o rosto pálido com ambas as mãos, como se fosse um adorno de porcelana frágil e alvo. Os olhares ficaram conectados e nenhum dos dois ousou quebrar aquela troca de olhar onde o fascínio dos sentimentos guardados á muito tempo agora os dominava.

— Eu quero você, Madara. – O sussurro era carregado de desejo e antes que o outro pudesse lhe dar alguma resposta sarcástica a respeito, o Uchiha teve seus lábios tomados com lascívia.

A incontinência mantida no ósculo foi prontamente correspondida por Madara, que se deixou levar pela língua cálida que lhe enchia de sentimentos onde o amor e a luxúria tomava posse. Não sabia ao certo o que estava sentindo naquele momento, sabia apenas que precisava dominar aquele beijo, e assim, iniciou-se uma disputa pelo domínio do ato onde nenhum dos dois estava disposto a perder.

As mãos do Uchiha afundaram-se nos longos cabelos acastanhados do outro, puxando o couro cabeludo e intensificando mais e mais o beijo. A sensação de beijar Hashirama era única, não conseguiria traduzir aquele sentimento nem com todas as palavras que pudesse existir. Era sublime, excelso, maravilhoso... Entregava-se completamente naqueles lábios da perdição.

Hashirama tomava posse do outro cheio de domínio, querendo provar que Madara era seu e que jamais o largaria desta vez. Não o deixaria mais ir embora, não o perderia novamente e aquele beijo falava tudo o que as palavras não ditas jamais revelaram. As mãos possessivas seguravam com firmeza a cintura do outro, deixando os corpos colados, quebrando qualquer distância que poderia existir. Não queria se sentir distante dele outra vez.

O beijo cessou, mas os lábios continuaram próximos, como se o maior pecado fosse cometido ao encerrar aquele ósculo. As respirações estavam alteradas e os olhos de ambos fechados, como se ainda estivessem presos na sensação de segundos atrás. O Senju foi o primeiro a abrir os olhos e ao mirar o outro ainda com os olhos fechados e a boca entreaberta, teve a total certeza de que não aguentaria mais um segundo sem aqueles lábios novamente.

E como um magnetismo que parecia dominar seus atos, pousou os lábios nos de Madara mais uma vez, que permitiu outro beijo calefaciente onde a saudades que estava contida em ambos não pudesse mais existir, como se tivesse de ser sanada urgentemente para deixar espaço apenas ao amor abrasador dos amantes. O Uchiha não pode deixar de gemer de forma baixa quando o ósculo finalizou-se novamente e os lábios quentes do Senju pousaram em seu pescoço, beijando-o levemente naquele local.

— Hashirama... – Sussurrou o nome do outro quando teve seu local mais sensível ser tocado por aquela boca ávida. Odiou-se por gemer daquela forma tão entregue e submissa ao Senju, pois não queria parecer tão obediente naquelas carícias; mas aquele homem sabia exatamente onde toca-lo para tirar sua pose imodesta.

Os lábios cheios de sede vagaram pelo pescoço pálido, no qual clamava por marcas suas, até chegar ao ouvido direito do menor.

— Madara... – O sussurro era rouco, e o hálito quente contra o outro só aumentava mais o toque de sensualidade do momento. – Preciso de você. Agora. – O tom foi autoritário, mesmo sabendo que o outro odiava ser submisso, mas seu corpo o contradizia, pois o Uchiha arrepiou-se por inteiro em seus braços ao escutar aquele sussurro.

— N-não. – Tentou negar com potentado, falhando miseravelmente. Maldição, seu corpo parecia ser submisso ás vontades de Hashirama!

— Meu carro está estacionado do outro lado. – Agora o sussurro soou como um convite extremamente sensual, e após o instigante convite o maior não pôde evitar morder levemente o lóbulo da orelha do outro, provocando mais arrepios.

O Uchiha fechou os olhos e tentou ao máximo ignorar o fato do corpo esquentar aceleradamente, mas cada esforço era em vão. Abriu os olhos quando o outro moreno parou de beija-lo, fitando-o. Ele sorria de forma cúmplice e segurava sua mão, deixando-o ainda mais perdido naquele sorriso que tanto admirou silenciosamente por todo esse tempo.

.

« »

.

Sabia que – mais uma vez — havia sido uma loucura se deixar levar pelo calor do momento, e havia percebido isto apenas quando olhou a recepcionista do hotel entregar as chaves nas mãos do outro. Mordeu o lábio inferior e caminhou com o Senju até o elevador do hotel não muito luxuoso, mas que também não deixava a desejar.

Hashirama havia notado que o menor estava silencioso demais após aquilo, e certamente estaria pensando em desistir de suas ações, o conhecia muito bem. Mas estava determinado a tê-lo novamente, não o perderia, não mais. O elevador chegou ao destino e ambos seguiram para o quarto. O Uchiha entrou primeiro em passos rápidos e quando o maior passou pela porta, tratou de tranca-la e se aproximar do outro de maneira ágil.

— Senti sua falta. – Sussurrou sensualmente com os lábios próximos da orelha direita do Uchiha, suscitando novamente um momento cheio de luxúria e sentimentos contidos.

— Hashirama... – Queria negar, acabar com aquele momento e aquele clima que se iniciava entre eles, mas o fato de sentir o corpo do outro colado atrás do seu e segurando sua cintura com firmeza enquanto sussurrava, o deixava completamente caído naquela armadilha.

O Senju o virou para si, deixando-o de frente e mirando por breves segundos o rosto pálido, no qual esses doze anos que passaram longe um do outro não modificou quase nada. Ele ainda tinha a mesma beleza de quando tinham 19 anos, época em que começaram a ter suas primeiras experiências juntos... Tantos momentos que tiveram...

Realmente sentiu muita falta daquele homem e não aguentaria mais um segundo longe dele. Apertou com mais força a cintura de Madara por cima da roupa social, puxando-o mais para si e tomando os lábios convidativos em um beijo apaixonado que foi prontamente correspondido pelo Uchiha. As línguas se tocavam de forma calorosa e afetuosa, mas que aos poucos já estavam em meio a uma dança devassa e erótica.

Madara o segurava pela nuca, querendo sentir mais daquele beijo que lhe dava sensações maravilhosas que há muitos anos não sentia. Apesar de adorar a forma que Hashirama gostava de comandar aqueles atos, nunca se deixava levar tão facilmente até a submissão. Gostava de lutar pelo domínio, pelo menos em simples gestos como os beijos que trocavam. O outro já sabia que ele tentaria dominar o óculo e ficava ainda mais cheio de vontades para continuar aquele beijo salaz.

Ao cessar o beijo, os lábios libidinosos de Hashirama buscaram o pescoço alvo do Uchiha, disposto a deixa-lo marcado com seus beijos intensos e suas mordidas. Eram suas marcas que deixava naquela tez alva, marcas de possessão, como se fosse estigmas de que ele pertencia somente a si, e pertenceria unicamente a si, não importando o que pudesse vir a acontecer.

O menor mordia o lábio inferior e fechava os olhos, sentindo o corpo esquentar conforme os lábios sedentos do Senju marcavam seu pescoço, no qual fazia questão de deixar mais exposto. Sentiu quando uma das mãos do maior soltou seus cabelos e afundou-se em sua nuca, enquanto a outra mão continuava a apertar a cintura delgada.

As costas do Uchiha foram de encontro à parede do quarto, conforme o outro lhe guiou por entre os beijos. Hashirama parou o trabalho que fazia no pescoço alvo – que agora estava cheio de marcas – e roubou alguns beijos enquanto abria a calça de Madara com urgência. Sorriu sensualmente quando desceu a calça e a roupa íntima do alvo, deixando claro o que realmente pretendia fazer. Madara lambeu os lábios eroticamente como resposta daquele ato, em meio á um sorrisinho sensual.

— Aahhh... – Jogou a cabeça para trás e gemeu quando sentiu seu falo ser acolhido pela boca do Senju, que iniciou uma sucção de forma lenta e torturante.

As mãos trêmulas afundaram-se nos longos cabelos acastanhados do maior, incitando-o a acelerar, ditando como queria o sexo oral. O corpo do Uchiha estava quente naquele momento e a boca ávida que sugava sua intimidade o fazia estremecer e esquentar ainda mais, deixando o momento abrasador e intenso. Não conseguia conter os gemidos, apesar de tentar a todo custo morder o lábio inferior, que provavelmente já deveria estar levemente ferido.

— Ha-Hashirama... E-eu vou... – Apertou mais os cabelos do maior, contorcendo-se e fazendo o máximo possível para continuar de pé, pois suas pernas estavam trêmulas.

Ao escutar aquele gemido, Hashirama parou imediatamente a sucção e segurou o membro do menor, impedindo-o de gozar. Levantou-se sorrindo sensualmente, vendo a face de frustração e irritação do Uchiha por não ter chegado ao prazer.

— Ainda não. A noite mal começou... – E sem deixar que Madara respondesse, tomou os lábios dele mais uma vez. O beijo seguiu no clima em que ambos estavam, cheio de prazeres contidos.

As mãos do menor buscou o peitoral do Senju ainda por cima das vestimentas que, ao lhe atrapalhar, tentou tira-las de qualquer forma, jogando peça por peça pelo chão do quarto, até deixar o peitoral bronzeado á mostra, passando as mãos e unhas no local, adorando ver que Hashirama gemia em deleite por entre o beijo que trocavam.

Mas o Senju não deixou por menos, já havia se livrado da roupa inferior do outro, agora buscou livra-lo também do terno e o restante da roupa social, deixando-o finalmente exposto para si, por inteiro. Os beijos eram cada vez mais intensos e os corpos de ambos já estavam completamente acesos, desesperados por prazer. Madara desceu as mãos lentamente pelo peitoral perfeitamente bronzeado até chegar ao cós da calça do maior e abri-la com rapidez, puxando-a para baixo, ao mesmo tempo em que puxava a roupa íntima para deixa-lo exposto.

O Senju o ajudou a tirar a própria calça e assim, ambos estavam completamente despidos. Sem esperar mais um segundo, Hashirama encostou mais o alvo na parede e o fez abraçar sua cintura com ambas as pernas, tirando-o do chão e segurando-o com firmeza pelas pernas torneadas. Madara friccionava seu corpo sensualmente no do maior enquanto lançava um olhar de pura luxúria, no qual era notado que estava nublado e com um leve brilho escarlate em total sensualidade.

Madara transbordava sensualidade de uma forma que fazia seu autocontrole fugir totalmente, deixando-o completamente ensandecido aos olhos cobiçosos do Uchiha. A língua cálida do maior percorreu todo o caminho da clavícula do alvo, chegando até o queixo onde fez questão de mordê-lo sensualmente, sem quebrar a troca de olhares, como uma resposta por aquele ato tão sensual do menor.

Ao ser invadido por um dígito, Madara gemeu roucamente, fechando os olhos por breves instantes e pousando ambas as mãos nos próprios cabelos, deixando-os desalinhados. Um segundo dedo foi inserido e o Uchiha abriu os olhos, sorrindo de canto e rebolando contra os dedos do outro, enquanto gemia e apertava mais o abraço com ambas as pernas.

Madara parecia deixa-lo enlouquecido a cada instante, deixando-o submergido em um mundo onde prazeres carnais e amores avassaladores os dominavam. Sem conseguir esperar mais, retirou os dedos do interior do alvo e o penetrou lentamente, gemendo rente aos lábios finos e macios que estavam entreabertos. O Uchiha gemeu juntamente consigo enquanto era penetrado e cravou as unhas de ambas as mãos nas costas largas do outro.

Sentir-se invadido novamente por Hashirama estava sendo uma deliciosa sensação. Não se entregava dessa forma a mais ninguém e havia tempos que não ficava com ele, mas agora estavam revivendo novamente suas experiências cálidas. Queria senti-lo mais e por mais que estivesse sentindo um pouco de dor no momento, aquilo não se comparava nem um pouco ao prazer que ele estava proporcionando.

A primeira investida veio de forma lenta e não muito forte, mas aos poucos já acelerava o ritmo dos movimentos, sem parar de fitar por um minuto sequer o rosto alvo de Madara, que agora estava coberto por um tom carmesim. Os olhos semicerrados do Uchiha, os lábios finos e convidativos entreabertos, os longos cabelos espalhados e grudados pelo corpo pálido e suado era a visão maravilhosa que Hashirama tinha no momento. Vê-lo daquela forma, entregue em seus braços o fez perder o restante de sanidade que possuía naquele instante.

As investidas passaram a ser mais fortes e rápidas, acertando o local mais prazeroso no corpo do Uchiha, que agora gemia sem pudor algum, mergulhando totalmente nas sensações prazerosas. As unhas de Madara agora apertavam mais fortemente a pele morena de Hashirama, deixando-o cheio de marcas possessivas pelas costas.

— aah Hashi...Hashiramaa...– Os gemidos eram cada vez mais eróticos, que deixava o ambiente com o ar lascivo.

As costas do menor foram desencostadas da parede que instintivamente abraçou mais o Senju com ambas as pernas, sentindo ele o segurar com mais firmeza, levando-o para a cama que havia naquele quarto. Hashirama ficou por cima do alvo, olhando-o diretamente nos olhos e voltou com as investidas ainda mais intensas do que a momentos atrás. Madara tentava a todo custo sustentar o olhar, mas estava difícil, pois o maior saía quase por completo de seu corpo e voltava com mais rapidez, tocando-o em seu ponto mais prazeroso e fazendo-o estremecer. Os olhos lacrimejavam e estavam semicerrados enquanto o sentia mais e mais fundo em si. Não aguentaria mais por muito tempo, seu corpo já estava tão quente que a qualquer momento entregar-se-ia á satisfação do momento.

Ambos gemiam com os rostos próximos, até que o Uchiha abriu os olhos e puxou mais o outro pela nuca, deixando os lábios ainda mais próximos. Os olhares estavam mergulhados um no outro, sentindo a sintonia que á muito tempo não desfrutavam. Os corpos cálidos estavam próximos do limite, até que após algumas outras investidas, Madara deixou-se levar pelo clímax total, sujando o abdome de ambos sem nem ao menos ser tocado, pois o prazer era avassalador.

Ter Madara em seus braços e vê-lo chegar ao prazer total chamando seu nome foi mais que o suficiente para fazê-lo chegar ao orgasmo pouco depois, inundando o interior apertado do Uchiha enquanto chamava-o pelo nome e sentia as ondas de prazer percorrer em seu corpo.

Permaneceram com os olhares fixados enquanto os lábios tentavam buscar por mais ar e a respiração de ambos normalizarem novamente. Hashirama encostou a testa na do menor e ficou admirando o olhar ônix do Uchiha. Madara levou ambas as mãos trêmulas para o rosto igualmente suado de Hashirama e ficou fazendo uma dócil carícia pela face.

Hashirama deitou-se ao lado do menor, ficando de frente para ele e sorriu, procurando devolver a carícia pela face alva, que estava rubra pelo êxtase recente e talvez por estar um pouco envergonhado. Madara tirou as mãos do rosto do maior e virou-se de costas como de costume, fechando os olhos e tentando não pensar em nada naquele momento.

O maior apoiou-se no cotovelo, ficando parcialmente erguido para olha-lo melhor, deixando seu corpo encostado ao corpo alvo. Afagou a face enrubescida e beijou-o no rosto, sussurrando logo em seguida.

— Eu te amo.

Aquilo era o fim para o Uchiha. Tentaria mais uma vez negar seus sentimentos, mas não aguentava mais esconder aquilo no peito. Sentia que seu íntimo explodiria a qualquer momento, e essa sensação o seguiu por todos esses anos, enquanto escondia seus sentimentos.

Madara fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, tentando conter as batidas aceleradas que se faziam em seu peito. Hashirama já sabia o que viria a seguir, provavelmente ele o mandaria dormir, igualmente como a ultima vez... Deitou-se novamente e suspirou, não queria exigir nenhuma resposta do outro. Fechou os olhos e o abraçou pelas costas, ficando de conchinha. Aproveitaria esse momento e não o perderia novamente.

— Eu também te amo. – Permaneceu com os olhos fechados, sentindo ele o abraçar pelas costas, encolhendo-se mais na cama. Queria falar mais, falar que sempre o amou desde muito tempo, que estava com saudades e que queria fazer o tempo parar para ficar abraçado daquela forma com ele... Mas seu orgulho limitou-se apenas naquelas palavras.

Porém, essas simples palavras foram o suficiente para deixar o outro surpreso. Madara nunca respondia suas declarações, e quando respondia era apenas cortando ou mudando o assunto. Mas agora ele revelou... Ele finalmente revelou. Sorriu incrédulo e viu o outro virar-se para si, ficando de frente.

Madara estava com a face serena, mas em seu peito o coração acelerava a cada instante por revelar aquilo. Fechou os olhos novamente quando sentiu uma carícia leve em seu rosto. Hashirama tirou sua franja do rosto dele e o beijou, puxando-o mais para si, fazendo-o encostar a cabeça no peitoral largo e bronzeado.

— Acho que hoje é o dia mais feliz da minha vida. – Sorriu alegremente.

— Idiota. – Resmungou em baixo tom, escondendo seu rosto no peitoral do outro enquanto sorria da mesma forma.

.

« »

.

Passou horas pensando nas palavras de seu irmão, que pareciam martelar em sua mente cada vez que tentava não pensar nisso.

“A pessoa que eu amo é um Uchiha. Vai ter nojo de mim também? É bom você rever os seus conceitos, Tobirama...”.

Aquilo ainda ecoava em sua cabeça. Suspirou pesadamente, levantando-se da cama e fechando o notebook que tentava usar para distrair-se. Saiu a passos rápidos de casa, ignorando o fato de estar usando apenas uma calça jeans e uma camisa comum, sem se importar com o leve frio que se fazia lá fora.

Saiu em seu carro e como já era tarde o trânsito o ajudou a chegar rapidamente na residência destinada. Parou o carro do outro lado da rua e observou a grande casa dos Uchihas por um momento, tendo a certeza de que era realmente ali.

Saiu do carro e andou em direção a casa, onde foi atendido pelo porteiro ao se identificar como um colega de faculdade. Entrou na sala, e mesmo que fosse tarde à governanta da casa ainda encontrava-se acordada.

— Eu quero falar com o Izuna. – Falou simplesmente para a mulher que trabalhava na residência.

A governanta chamou outra empregada, ordenando-a que fosse verificar se o Uchiha estava acordado, porém foi interrompida pelo albino.

— Eu não tenho tempo para esperar, preciso falar com ele! – Ralhou o Senju, já começando a subir as escadas com pressa.

— Espere senhor, não pode entrar assim! – A empregada foi atrás do homem, enquanto a outra tratou de ir chamar o porteiro para tirar o Senju dali.

Izuna dormia tranquilamente em seu quarto, mas como seu sono era leve, acordou-se facilmente ao escutar alguma discussão no corredor. Levantou-se preguiçosamente e andou até a porta do quarto, abrindo-a e saindo do cômodo, deparando-se com o porteiro de sua casa tentando expulsar Tobirama.

Coçou os olhos para ter a certeza de que aquilo era real ou se ainda estava dormindo. Afinal, o que ele fazia em sua casa?

— Tobirama? – A voz baixa e suave do moreno fez os outros ficarem em silêncio e olhar em direção ao Uchiha, que se aproximou dos demais que tentavam tirar o Senju dali.

— Desculpe senhor, ele tentou invadir o seu quarto, mas já estávamos colocando esse louco para fora. – O porteiro explicou.

— Me soltem logo de uma vez, droga! – Soltou um braço e olhou para o menor, encarando-o.

Os olhares se fixaram por breve instantes, sendo quebrado apenas quando Izuna olhou para a governanta novamente, suspirando.

— Tudo bem, podem... Deixa-lo. – Ditou com a voz serena.

Os empregados olharam mais uma vez a cara feia que o Senju os olhava, mas os soltaram, decidindo sair e deixa-lo a sós com o Uchiha mais novo. Ao saírem, ficaram mais um tempo se encarando, até que Izuna voltou a falar.

— O que você quer aqui? – Perguntou franzindo o cenho, mantendo uma distância segura daquele homem que o fazia sentir-se totalmente vulnerável.

— Eu precisava falar com você.

.

.

(Continua...)

Notas finais
Então galera, é isso! Desculpem os erros! Mais uma vez obrigada a todos que comentaram: Hannah Kiss, Road-sama, kula Sama, Smallreading, Grell diva, Thammi, NandaAndrade, Thaty, Akai Red e todos os outros que estão acompanhando! Beijos!! Perdão pelo o lemon não muito bom, juro que melhorarei no próximo! Então...Espero vê-los nos comentários! Beijos!