Notas iniciais
Olá pessoal! Como prometido, cá estou eu com o segundo capítulo da fanfic! Primeiramente quero agradecer a todos pelos comentários lindos, eu fiquei super feliz em saber que tenho leitores lindos como vocês! Espero vê-los sempre por aqui! *-* Esse capítulo vou dedica-lo especialmente para a Road-sama, que conversou comigo pelo o face e nem era fã dos casais, mas me elogiou bastante dizendo que amou e gostou dos casais...Fiquei super feliz, obrigada pelos elogios, sua fofa! ♥ Enfim, vamos ao capítulo. Desculpem os errinhos e boa leitura! ♥

Capítulo 02

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Hashirama entrou na sala de visitas, encontrando Madara de pé, perto da janela que dava a visão para o jardim da residência. Ele estava visivelmente irritado e impaciente, com os braços cruzados e o pé direito batendo no chão, uma chata mania que ele sempre teve.

Ao notar o dono da casa entrar no cômodo, o Uchiha franziu o cenho e descruzou os braços. Andou em passos rápidos até o maior e sem pensar duas vezes, segurou-o pela gola da camisa.

— Onde está o maldito do seu irmão!? – Perguntou totalmente fora de si. Madara era um homem sempre sério e controlado, mas quando o assunto era seu irmão, ele simplesmente esquecia essa face.

O Senju ficou em silêncio por alguns segundos, sem reagir ou tentar se soltar do outro moreno. Suspirou pesadamente, afinal, entendia o porquê de Madara estar tão alterado. Seu irmão foi um crápula em tratar Izuna daquela forma... Quando Tobirama o contou tudo, ficou totalmente revoltado com aquela atitude do irmão.

— Madara, eu entendo que você esteja...

— Não, você não entende Hashirama! – Ralhou, interrompendo o outro e apertando mais a gola de sua camisa. Seu olhar era de pura ira, ódio, desprezo... Todos aqueles terríveis sentimentos em uníssono fazia seu olhar ônix.

Hashirama pousou ambas as mãos sobre as de Madara, fazendo ele o soltar. Suspirou pesadamente e sustentou os olhares.

— Eu já falei com Tobirama. E falarei novamente. Isso não vai ficar assim, Madara.

— Hashirama, eu não sei o que o seu irmão falou para você, mas ele usou o meu irmão como se ele fosse um puto qualquer. Eu não vou permitir isso! – Apesar do tom de voz agressivo, Madara não soltou suas mãos das de Hashirama, o deixou continuar segurando-as.

— Ele me contou tudo. E eu estou envergonhado pela ação dele. – Suspirou pesadamente. – Nós já fomos jovens, Madara. Não lembra? Sempre cometemos erros medíocres, não que isso seja alguma desculpa, mas chegar aqui e querer matar o meu irmão não vai fazer nada voltar no tempo.

O menor mordeu o lábio inferior e finalmente soltou suas mãos, saindo de perto do Senju, evitando ficar muito próximo. Ele tinha que justamente falar de seus passados? Levou uma mão até a testa, em um sinal de dor de cabeça e suspirou.

— É eu sei. Mas isto não ficará assim. – Franziu o cenho e ficou encarando o maior, que sustentou o seu olhar.

Ficaram por longos segundos em silêncio, um olhando para o outro sem proferir alguma palavra, deixando apenas os olhares se fixarem. Madara estava sério, com sua pose altiva e prepotente, algo que o deixava ainda mais belo em junção com os longos cabelos negros e repicados.

O Uchiha mordeu com mais força o lábio inferior em sua costumeira mania de quando estava sentindo-se incomodado. Aquele ato era simplesmente adorável diante dos olhos do maior.

— Isso não ficará assim... – Voltou a repetir suas ultimas palavras, quebrando o silêncio.

O maior aproximou-se mais, pousando sua mão direita sobre o ombro do outro moreno, sem quebrar a troca de olhares.

— Madara, eu sei que o meu irmão ama o Izuna... Eu tenho certeza. E eu quero muito que ele mesmo perceba isso e...

— Amor? Tsc... – O Uchiha riu com escárnio, interrompendo-o, mirando a face do maior como se ele fosse o homem mais estúpido da face da terra. – Não seja tolo, Hashirama. Meu irmão é um Uchiha. Nossas famílias são como água e óleo, não se misturam. Isso não existe, seu tolo.

— Só porque minha felicidade com a pessoa que eu amo não deu certo por ela ser da família Uchiha, isso não quer dizer que eu vou deixar meu irmão cometer o mesmo erro! Eu vou apoia-lo e fazê-lo abrir os olhos. – Falou firmemente.

Madara ficou levemente surpreso com aquilo que o outro lhe falou, mas claro, tentou a todo custo manter sua pose despótica e cheia de seriedade como era de costume. Aquele homem não cansava de surpreendê-lo com palavras e atos, e aquilo o pegou totalmente desprevenido. Sentia seu coração bater forte, como se um pedaço de seu passado estivesse o tomado neste exato instante. Aquele passado no qual Hashirama era capaz de fazê-lo estremecer com simples palavras e olhares.

— Como eu disse... – Tirou a mão do Senju de seu ombro, mantendo a voz em tom de seriedade e ignorando aquelas batidas aceleradas em seu peito. – Isso é impossível.

Hashirama apertou o punho com força, contendo toda sua raiva que sentia naquele momento. Como sempre, Madara negava tudo. Negava seus sentimentos, seu passado... Era um maldito! Um maldito no qual ainda estava apaixonado mesmo após vários anos, mas por conta de uma rixa entre empresas aquele sentimento ficava afogado em discórdia.

O Uchiha saiu andando calmamente, sem olhar para trás. Ao sair da casa acelerou os passos até seu carro, saindo dali o mais rápido que poderia. Chegou a sua empresa e não respondeu aos cumprimentos dos empregados, apenas andou em passos largos até o elevador.

Ao chegar a sua sala, que ficava no ultimo andar, ordenou a secretária que não queria ser incomodado por hoje e fechou a porta, ficando sozinho. Sentou-se de forma displicente na cadeira presidencial e fechou os olhos, suspirando.

Não havia sido uma boa ideia agir por impulso e repreendia-se mentalmente por isto. Rever Hashirama e falar de passado certamente não era algo bom...

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— Madara... – Chamou o outro em um sussurro, apoiando-se no cotovelo para poder mirar o rosto alvo do menor que estava deitado na a frente, de costas.

Como o tempo estava frio, ambos estavam cobertos quase por inteiro com o edredom da cama larga de Hashirama. O maior alisava os longos cabelos negros e repicados de Madara, olhando-o.

— Que é? – Perguntou sem interesse algum, fechando os olhos ao sentir aquelas carícias em seus cabelos.

O maior passou os lábios pelo rosto do Uchiha, sentindo a pele alva e macia. Chegou a seu ouvido e beijou-o delicadamente antes de sussurrar.

— Eu te amo. – O tom de voz apesar de ter soado baixo, foi o suficiente para Madara escutar e abrir os olhos, sentindo o corpo corresponder àquele sussurro, ficando arrepiado e sentindo o coração bater mais forte. Talvez até mesmo mais forte do que momentos atrás.

— Hashirama... – Fechou os olhos novamente, tentando a todo custo ignorar aquele sentimento. Poderia fingir, como sempre, que não se importava ,e era exatamente isto que faria, mas não poderia se enganar para sempre. Também estava apaixonado por Hashirama, tinha uma necessidade absurda de ficar com aquele moreno irritante. – Boa noite. – Arrumou melhor o cobertor e ficou em silêncio, em um gesto de que o assunto estava encerrado.

O Senju sabia que ele reagiria daquela forma. Apenas suspirou e deitou novamente, o puxando mais para si, deixando as costas do menor encostar-se a seu peito largo e bronzeado.

Marada estava de olhos fechados e com a face serena, mas seu íntimo estava tenso e enlouquecedor. Já se repreendia sempre por ceder facilmente ás carícias do Senju, e agora ele lhe falava isso... Não poderia se apaixonar por ele...

Tentou relaxar e resolveu aproveitar o momento nos braços de Hashirama, sentindo o calor que emanava daquele corpo.

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Seus pensamentos voltaram quando a secretária bateu na porta de sua sala. Após permitir a entrada da mulher, ajeitou-se melhor na cadeira e esperou o que ela tinha para falar. Esperava realmente que fosse algo importante.

— Senhor, eu vim apenas querer confirmar se o senhor vai para a festa beneficente de amanhã á noite. – Perguntou com uma agenda em mãos.

— Claro. Aquela festa é de suma importância e minha presença dará créditos á empresa. – Confirmou e logo a secretária saiu.

Suspirou pesadamente, resolvendo afundar sua mente no vasto trabalho de sua grandiosa empresa.

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A aula maçante de calculo e matemática financeira parecia ter parado no tempo. Detestava a faculdade que fazia, escolheu administração de empresas apenas por conta de sua família, mas aquelas aulas eram por demasiadamente irritantes.

E o pior é que agora seus pensamentos ajudavam a não se concentrar naquela matéria. Olhou discretamente para Izuna, que parecia concentrado na aula e mordeu o lábio inferior. Inevitavelmente lembrou-se de seu irmão, que havia lhe dado uma boa bronca mais cedo.

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Quando Hashirama o viu chegar em casa, um dia depois da tal festa – que foi no meio da semana, diga-se de passagem – rapidamente fez questão de enchê-lo de perguntas sobre onde e com quem o mais novo estava.

— Ah Hashirama, eu tava na festa... Acabei passando a noite com alguém.

— Esse não é o problema, Tobirama. O problema é que hoje você tem aula na faculdade. – Olhou para o relógio de pulso. – Ou melhor, daqui a pouco!

— Eu sei droga! – Respondeu grosseiramente.

— Que modos são esses!? O que aconteceu, afinal? Você é grosseiro, mas não é estressado desse jeito. – Cruzou os braços, exigindo uma resposta do outro, que estava a sua frente, também de pé.

— Eu fiz uma grande merda, Hashirama! Eu transei com um Uchiha! – Falou como se aquilo fosse o ato mais grotesco existente.

— Que!? – O mais velho não pode deixar de ficar surpreso. – Com quem?

— Izuna. Uchiha Izuna, aquele irmão viadinho do tal Madara! Mas hoje logo quando eu acordei eu disse que não queria nada, afinal, eu tenho nojo dessa gente.

— Você o quê...? – Hashirama aproximou-se do irmão, indignado com aquela atitude baixa do outro. – O que você falou para ele, Tobirama!?

— Apenas isso, Hashirama! Ele é um Uchiha, tanto faz afinal!

O mais velho não aguentou tamanha injuria de seu irmão mais novo, desferindo-lhe um soco em seu rosto, fazendo o outro cair. Por sorte, estavam no quarto de Tobirama e a cama logo atrás dele amorteceu a queda, porém, aquele soco com certeza deixaria seu rosto inchado.

— Você deveria ter nojo de você mesmo e de suas ações! Acha isso certo!? Brincar com as pessoas dessa forma!? Reveja seus conceitos antes de falar que tem nojo de alguém, Tobirama. Você me envergonhou. – Andou até a porta do quarto, abrindo-a. – A propósito, tome logo seu banho e vá para a faculdade. Não vai perder aula hoje. – Dito tais palavras, o mais velho deixou o irmão sozinho no quarto.

Tobirama ficou um tempo parado, com a mão no rosto onde havia levado o soco. Ficou pensando nas palavras do irmão e no que havia feito... Ele talvez tivesse a razão. E estava envergonhado de si mesmo, pois a última coisa no mundo que queria era envergonhar seu irmão mais velho, que era seu exemplo a ser seguido.

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— Tsc, ele é um Uchiha... Não acho que eu fiz algo de mais. – Resmungou para si mesmo, olhando para o moreno que estava mais a frente anotando aquela matéria chata onde o professor apenas vomitava palavras.

Quando finalmente a aula acabou, suspirou aliviado e arrumou suas coisas para ir embora. Ao levantar-se da cadeira viu o Uchiha passar por si com um carinha qualquer ao seu lado que colocava a mão no ombro do menor, sorrindo sinicamente. Franziu o cenho com aquilo e notou que o menor estava sem jeito, mas que sorriu também.

Izuna desviou seus olhos ônix para fitar o Senju ao passar por ele, deixando os olhos se encontrarem por breves instantes. Mas ao ter o olhar dele direcionado ao seu, voltou a olhar para frente. Seu semblante era de decepção e amargura, mas tentou sorrir quando o outro rapaz que estava ao seu lado puxou assunto.

Tobirama estava visivelmente irritado. Logo após o Uchiha sair, se pôs a andar em passos rápidos até o estacionamento da faculdade. Voltou para casa e decidiu tomar um banho gelado para acalmar-se. Como se não bastasse seu rosto estar inchado e dolorido pelo o soco do irmão mais velho, aquele Uchihazinho ainda estava andando com um qualquer... Claro, não que isso fosse de sua conta, mas não precisava ver aquilo.

Socou a parede com força, mais irritado ainda. Tinha que admitir, havia gostado de ficar com Izuna naquela noite. O Uchiha era... Bom. Aquele corpo alvo, a face corada, os lábios finos entreabertos, gemendo... Ele era uma perdição!

Encostou a testa no azulejo do banheiro, sentindo seu corpo começar a esquentar mesmo com a água fria em contato com sua pele. Mordeu o lábio inferior e segurou seu membro que começava a despertar.

Moveu a mão em torno do falo já enrijecido, que parecia ficar ainda mais turgido ao lembrar-se dos gemidos prazerosos de Izuna e da face corada em total deleite em senti-lo mais e mais fundo. Ele contorcia-se de forma desesperada por prazer, apertava as cobertas da cama e às vezes passava as unhas em suas costas, algo que ainda estava marcado em si. A marca de Izuna, daquela noite de prazeres e luxúrias que tiveram.

— Hm...Izuna... – Abriu um pouco mais os lábios, lembrando-se da forma como o outro gemia, como ele era apertado, quente, desejoso... O corpo magro e alvo que clamava por marcas suas, de seus lábios, sua boca... Apenas a sua e de mais ninguém. E naquele momento ele foi apenas seu.

A mão tomou um ritmo mais acelerado conforme os pensamentos vagavam pelo o corpo de Izuna. Estava bêbado naquela noite, mas lembrava-se muito bem do que havia acontecido. Havia fingido não lembrar-se de nada na frente do menor, mas ainda recordava-se muito bem, principalmente daqueles lábios adocicados e finos, onde os tomou com tanta sede, como se fosse um cálice dos deuses.

Seu corpo esquentou de forma avassaladora, fazendo-o chegar ao ápice ao lembrar-se da face de Izuna quando ele chegou ao clímax naquela noite, e os longos cabelos negros espalhados pela cama e pelo corpo alvo e suado. Gemeu baixo e de forma rouca ao chegar ao seu limite, sentindo a respiração fora do compasso.

— Mas que porra... – Resmungou em um tom de voz baixo ao notar que havia se masturbado pensando em Izuna. Estava afundando-se em loucuras, era a única explicação plausível para isto.

Terminou seu banho e ficou vestido apenas com uma cueca Box marrom. Jogou-se na cama e fechou os olhos, disposto a dormir o resto da tarde.

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A noite já estava caindo nos céus de Oosaka¹ quando Hashirama parou para “respirar” em relação ao trabalho. Cuidar de empresas era estressante e como se não bastasse os problemas dos negócios, ainda tinha seus problemas familiares, em especial em relação à Tobirama. Havia ficado realmente muito preocupado com o que aconteceu. Seu irmão agiu feito um crápula sem escrúpulos e ainda estava irritado quanto a isso.

Levantou-se da cadeira e resolveu voltar para casa mais cedo do que o costume. Saiu de sua sala e despediu-se da secretária, andando em passos lentos em direção ao elevador.

— Senhor, não se esqueça da festa beneficente de amanhã! – Lembrou a secretária quando o maior passou por ele após despedir-se.

— Não se preocupe Yumi-chan! Não esquecerei. – Sorriu para a moça, deixando-a sem jeito e voltou a andar.

Logo já estava em seu carro, no meio do caminho para chegar a sua casa, enfrentando um trânsito dos infernos. Suspirou pesadamente, pois seus problemas não saiam de sua cabeça. E o pior, aquele reencontro repentino com Madara também rondava seus pensamentos.

Voltou a dirigir quando o sinal abriu, querendo ficar mais tranquilo para estar apresentável amanhã, afinal, seria uma festa onde apenas pessoas com status compareceriam.

Inclusive ele.

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(Continua...)

Notas finais
Oosaka¹: É uma cidade do Japão, galerinha. Pelo o que pesquisei, é a terceira mais populosa do país. Resolvi toma-la como ambiente por conhece-la melhor... ~~ Enfim, é isso...Quero mandar um beijo novamente para todos que comentaram e fizeram uma escritora super feliz. Principalmente quanto aos elogios sobre minha escrita. Senti-me honrada! *-*' ~~ E o que será que vai acontecer agora? Veremos no próximo capítulo, hehe. Até lá, um beijão e eu espero vê-los novamente nos comentários! E leitores silencioso, apareçam! *-* Beijinhos da Juh ♥