P.O.V. Aro.

Desta vez o exército deles era ainda maior e mais variado.

A Cullen se pronunciou:

—Estamos aqui para negociar uma rendição.

—Eu quero que você, sua filha e toda a sua família se unam a nós.

—Não, você não entendeu. Estamos negociando a sua rendição, não a minha.

—A minha rendição? O que a faz pensar que vou me render?

A filha se pronunciou:

—Amara, foi o nome que a minha mãe me deu. Ela escolheu esse nome para homenagear sua ancestral e a primeira imortal do mundo, mas para que o meu irmão criasse o mundo, ele teve que me trair e me trancar dentro de uma marca. Sou mais velha e mais poderosa do que todos vocês juntos, eu vivo em vocês, eu vejo vocês não as cascas, mas almas dentro das cascas.

Uma massa de pessoas veio andando.

—Amara, o que você fez?!

—Criei um exército que não sente dor, nem medo, nem amor e nem nada. Um exército de vampiros sem alma.

—Meu Deus! Como você os transformou?

—Tirei uma enorme quantidade de veneno dos nossos convidados enquanto eles estavam inconscientes. Injetei nas vítimas e depois me alimentei delas.

—E como pensa em controlar essa horda que criou?

—Eu sou mais poderosa do que você imagina mamãe.

—Ai minha santa mãe do céu.

—Você aceita a rendição?

—Nunca.

—Tudo bem. Peguem eles meninos.

Aqueles vampiros rapidamente dominaram Felix e Dimitre.

—Tragam-nos para mim.

—Você não pode nos matar.

—Eu não vou matar. Vou só comer a sua alma. Eu fui o início de tudo e serei o fim de tudo. Eu sou a escuridão, sou o que havia antes da criação. Sou a irmã de Deus.

Dava pra ver a energia saindo pela boca de Felix, era como uma fumacinha azul.

—Bem vindo ao exército.

—Felix?

—Dimitre.

—Somos amigos Felix.

—Eu não sinto. Não sinto nada, eu não tenho mais alma.

A mãe da garota passou uma espada na garganta de Felix e ele se quebrou em milhares de estilhaços.

—Porque você fez isso mamãe?!

—Corpos sem alma não fazem nada de bom. Corpos sem alma só causam guerra, destruição e morte.

—Corpos sem alma ficam iguais a eles. Se eles com uma alma já são ruins imagine sem ela.

—Afastem-se. Vou dar um fim a esse pandemônio.

Todos se afastaram e os vampiros recém criados cujas almas haviam sido sugadas viraram pó.

—Aniquilou nosso exército?

—Eles não poderiam ser controlados Amara. Tinham que ser destruídos.

—Volta pra casa moleque.

—Sai daqui!

Dimitre voltou correndo.

Bolas de fogo começaram a cair do céu.

—Mais que merda.

—O que é isso?

—Arcanjos. Peguem as lâminas!

Os arcanjos tentaram atacar a garota, mas foram mortos pelas próprias lâminas.

—Pronto. Não sobrou mais nenhum irmão! Nós matamos todos! Foi por esses maricas que você me trocou?! Foi por causa desses seres que trancou-me durante séculos?!

—O que ela está fazendo?

—Eu não posso ser morta! Não posso ser destruída! Eu vou viver pra sempre!

Outra bola de fogo caiu do céu, só que essa era maior e mais brilhante. Era puro branco como as outras, só que tinha brilho o bastante pra cegar.

E da cratera saiu um homem, de sobretudo, olhos azuis e cabelos loiros.

—Irmão.

—Irmã.

Amara atacou o homem, o amarrou numa cadeira, amarrou suas mãos e pegou seu rosto com violência:

—Três bilhões de anos e você não tem nada pra dizer pra mim?! Não vai pedir desculpa?!

—Me desculpe.

—O que disse? Eu não ouvi?

—Me desculpe!

—Ah!

—É o que você quer ouvir não é? Como eu sofri, como cada momento da minha existência tem sido um inferno? Tem. Meu pecado foi trair você e eu aprendi a lição.

—Duvido disso. Preste atenção, porque eu vou destruir tudo o que você criou como punição por sua traição á começar pelos seus amados arcanjos e anjos. Eles vão todos morrer.

Uma garota que come almas? Tai que essa é nova.

—Porque o vestido preto?

—Eu gosto de preto.

—Porque preto?

—Eu sou a escuridão!

A menina virou uma fumaça parecida com a névoa de Alec, só que mais espessa e cobriu tudo, cobriu o sol e matou todas as árvores que cresciam.

Ela matou tudo num raio de mil quilômetros, depois voltou a ser a garota que era antes.

—Impressionante.

—Querida, você matou a nossa comida!

—Desculpe. Eles me deixam com raiva.

—Eu entendo. Eles também me deixam com raiva.

—Você não nos afeta.

—Afeto. Se eu quiser eu afeto. Eu deixo você impuro, biblicamente falando você vai matar tudo no seu caminho e infectar outros até que a eu o consuma e você morra.

—Impuro?

—Veja! Eles estão vindo.

O homem amarrado na cadeira se libertou e fez alguma coisa que curou os animais.

—Aaa! Desgraçado! Uma vez mais você os escolheu ao invés de mim. Você me trocou por essas criaturas nojentas!

—Minha pobre filha. Traída pelo próprio irmão.

—Mandou os seus anjinhos me matarem, mas eu venci. Mandou essas criaturas horrendas pra me matar, mas eles não querem me matar, eles não podem me matar.

—Me diga, o que você quer?

—Quero ficar livre, quero um homem pra me amar, quero uma vida só minha. Eu to cansada desse vestido, quero um novo, quero uma forma nova então acho que tá na hora de mudar. Vou mudar o formato do meu rosto, quero parecer uma boneca de porcelana.

—Mudar de rosto?

—Você não me conhece. Eu posso ter a forma que eu quiser.