Deep Souls - História interativa.
1 Introdução.
Notas iniciais

A água esverdeada e morna brilhava aos raios que recebia de um dos sois. Arvores de quase cinco metros nasciam naquele lago raso e bonito de apreciar, com folhas vermelhas, verdes e azuis saltitantes de um lado para outros. Uma água tão limpa que até as pedrinhas e pequenos peixes eram facilmente vistos, grama crescia na terra molhada e caranguejos passeavam ao lado de serpentes. Este é o lago de fogo, pertencente à região de Rosário. O céu azul fazia com que os cabelos do jovem guerreiro ganhassem um tom mais forte em seu louro escuro, sua espada de prata ofuscava a cada movimento realizado. Ele encarou a “fera”, olhos azuis contra olhos vermelhos.
–Jovem estúpido! – clamou o enorme dragão ali presente. Sua cabeça era enorme com chifres vermelhos de sangue. Olhos pequenos sem brilho algum, dentes afiados como as espadas do antigo reino. As escamas cor de vinho eram duras como rochas e cada gomo se contornava em um negro forte. As asas tinham quatro metros de comprimento e quase dez de largura! Patas fortes e um longo pescoço.
–Estúpido não... Corajoso! – exclamou o jovem empunhando a espada com as duas mãos. O dragão vermelho estendeu sua pata rapidamente e desferiu um rápido golpe com as garras. Com muita agilidade o jovem brandiu sua espada contra as fortes garras da criatura a parando no exato momento.
Logo após ele desviou de mais três golpes de garra e bloqueou o ultimo a tempo fazendo gotas de água se lançar ao ar com o impacto da espada com a garra do dragão. A criatura jogou seu corpo com força para cima do garoto ocupando um bom espaço no lago derrubando três árvores. O jovem cavaleiro saltitou para trás em meio a piruetas e escalou uma árvore de seis metros como se estivesse correndo sobe o chão.
–O que é você? – gritou o dragão com sua grave voz carregada de fogo. O jovem no topo da arvore efetuou um salto em meio a gritos de guerra.
A lâmina do jovem perfurou o nariz do dragão que não conseguiu prevê-lo a tempo. Seu grito de dor foi estrondeante e como resposta lançava enormes jatos de chamas a todos os cantos da floresta encantada, porém o jovem continuava segurando a espada com força e a pressionando tentando manter-se ali em segurança enquanto o dragão lançava sua cabeça de um lado ao outro. O céu azul já absorve os tons de cinza das chamas da criatura.
O cavaleiro aproveitou uma brecha e saltou para cima da cabeça do monstro, levantou sua espada com as duas mãos e o golpeou bem na testa, mas desta vez acabou caindo com a arma em mãos. Amorteceu a queda ao tentar agarra as duras escamas, foi sem sucesso, caiu de costas na rasa água do lago próximo ao dragão.
–Eu vou matá-lo! – com fúria o dragão bateu suas asas e começou a voar pelos arredores do lago cuspindo chamas incendiando a floresta na tentativa de manter o cavaleiro preso ali.
Os fios louros caiam sobe o rosto suado e ofegante do jovem galã. A ponta da lamina tinha vestígios do sangue da fera. Sua ombreira já era inútil, toda amassada pela queda no lago, ele a desprendeu com uma das mãos e lançou-a na água do lago. Girou a espada com uma das mãos e estendeu à esquerda fazendo uma runa azulada surgir na palma por cima da pele da mão.
Os olhos do dragão se arregalaram ao ver aquilo. Um paladino. A criatura que queimava os arredores agora se sentia intimidado o bastante.
Em um impulso ele bateu as asas e começou a voar bem baixo destruindo diversas arvores e fazendo a água do lago o acompanhar no trajeto. O som da madeira se quebrando e das águas se movendo faziam o jovem guerreiro sorrir de alegria.
–Manto do caos. – ele sussurrou quando o dragão estava a uma cabeça de distância. Com a mão estendida uma sombra tão escura quanto à noite surgiu da runa em sua palma e o encobriu com tanta rapidez que o tempo parecia não passar.
O dragão foi repelido com tanta força que fora lançado a meio quilometro de distância destruindo todas arvores e rochas que cruzavam seu corpo de toneladas. O jovem permaneceu no mesmo local ainda de braço estendido e espada abaixada, o manto negro se desfez ao vento e tornaram-se cinzas.
Em meio às chamas do incêndio florestal o jovem caminhava com os cabelos soltos, a espada sangrenta e o braço azulado cercado de runas. Criaturas que viviam na floresta fugiam para onde conseguiam, sabiam da gravidade da batalha. O dragão estava encostado em uma montanha pequena com um pilar rochoso atravessado em seu peito. Os olhos vermelhos perderam o brilho.
–Agora posso ser rei. – ele disse a si mesmo sorridente e ao mesmo tempo triste ao ver aquela criatura magnífica morrer por sua lamina. Mas todas boas ações têm seus sacrifícios.
“Os deuses choraram aquele dia.”
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