Notas iniciais
Este capítulo é sobre os Caçadores de recompensa. Desculpem a demora, tenho muito trabalho para fazer estes dias e não consegui aproveitar muito bem. Então postei o capítulo hoje porque ontem eu havia escrito a metade e esqueci de me mandar por e-mail para terminar em casa .- então peguei e completei hoje a tarde mesmo. Espero que gostem. Talvez eu poste amanhã se der tempo.

Dia 15 do quinto mês.

O retorno a cidade de lorde Gatros foi demorado, os caçadores enfrentaram a nevasca, fome e criaturas noturnas. Freyr estava ferido gravemente, mas com a ajuda de algumas poções e cuidados de Helena melhorou um pouco. Rigardo o carregou a viagem toda. O jovem tentou aproximar-se amigavelmente de Dylan e até trocaram algumas palavras que não fossem palavrões, mostrando respeito pelo outro. Helena tornou-se mais querida ainda por Freyr, pois o tratou muito bem e ambos consideram-se irmãos de outras mães.

Finalmente passaram pelo portão da pequena cidade entre montanhas. Lá a neve caia bem mais fraca e o sol trazia aquela sensação fraca de calor entre os caçadores sorridente. Dylan carregava em sua cintura a espada que pegaram no castelo e Helena estava à frente de todos exausta, suja e se sentindo terrível. Quase um mês ficaram fora sem tomarem banho direito e comendo mal. As pessoas clamavam seus nomes e comemoravam felizes a volta dos quatro, são muito queridos ali.

–Para você! – uma pequena garotinha de apenas cinco anos de idade, cabelos louros curtos entregou uma rosa perfumada para Rigardo e timidamente correu para os braços de sua mãe. O gigante e segurou sem demonstrar quaisquer expressões e disse.

–Obrigado. – disse seco, mas por dentro sentia-se vivo, não imaginava que uma criança se aproximaria desta maneira e lhe presentearia. Freyr ria baixo em suas costas, estava sendo carregado por semanas.

–Tem um bom coração, isso atrai coisas boas. – ele disse para o gigante que colocou a rosa por dentro de sua armadura.

Dylan colocou o braço por cima dos ombros de Helena e roçou sua barba grossa em seu rosto.

–Feliz por voltarmos? Já sentia falta daqui. – ela deu um sorriso fraco e respondeu.

–Claro, mal vejo à hora de tomar um banho quente e mandar esse frio embora.

Ocorria na cidade uma feira pequena que acontecia sempre a cada quinzena, mercadores de vilarejos e cidades vizinhas viajavam até lá e vendiam seus produtos ou trocavam por outros de seus respectivos interesses. Helena mal conseguia ouvir o que Dylan dizia com tantas pessoas falando ao mesmo tempo. E de relance a bela notou um brilho intenso de uma lâmina em uma barraca. A espada chamou sua atenção, de gume avermelhado e um cabo dourado erguia-se a afiada lâmina de prata alcançando mais que meio metro de comprimento.

–Gatros quer falar com vocês. – disse o mensageiro de trajes verdes escuros. Rigardo assentiu e seguiu passando entre a multidão de pessoas que reuniram para vê-los.

Eles seguiram até o castelo de lorde Gatros. Lá dentro o encontraram em seu banquete, estava só e abriu um sorriso de orelha a orelha ao ver os quatro. Levantou-se e abraçou Dylan que carregava a espada.

–Vocês a trouxeram! Pensei que não voltariam mais! – exclamou tão alto que sua voz podia ser ouvida até no salão de festas. Helena não sorria, nunca gostou daquele homem falso e com intenções maléficas.

–Sabia do risco não é? Aqueles Ibixians não estavam no contrato. – ela comentou séria. Gatros sorridente acariciou seus bigodes longos e dourados, a cabeça desprovida de cabelos exaltou um brilho diferente e seus olhos verdes fitaram Helena de baixo a cima.

–Que Ibixians? – ele indagou. Helena franziu sua testa e Dylan tomou a voz.

–Um grupo de Ibixians estavam guardando a espada por ordem de alguém. O que tem de tão importante em uma arma simples como esta? – ele tocou o cabo da arma em sua cintura e encarou Gatros.

–Entregue a arma, somos mercenários e não devemos interferir com “porquês” e “para quês”. – disse Freyr nas costas de Rigardo.

–Ouçam-no. – Gatros estendeu sua mão e Dylan entregou-lhe a espada de cara feia. – acho que devo dinheiro a vocês. – ele olhou para Helena sorrindo maleficamente. – darei uma quantia extra pelo imprevisto, realmente Ibixians não estavam no contrato. Algo mais? – ninguém nada disse. A oferta parecia boa para Helena, mas ao mesmo tempo era um mistério.

Com a espada em mãos Gatros parecia tão feliz que sua cabeça avermelhou-se de ansiedade, ele rapidamente mandou seus empregados buscarem uma arca grande e ao abri-la os olhos dos mercenários brilharam como aquele ouro puro que jazia adentro da arca. Tinha mais ouro que o combinado e rapidamente todos se esqueceram de o quão maléfico era aquele sorriso de Gatros. Despediram-se com um simples “adeus” e desceram as ruas da cidade com Dylan e Helena carregando o baú pelas alças de aço.

A casa que o quarteto tinha era grande, com um belo jardim e bem espaçosa possuindo um cômodo para cada. O curandeiro local chegou para tratar dos ferimentos de todos. Após um longo banquete de boas-vindas eles dividiram o dinheiro em partes resultando em quatro mil e duzentas peças de ouro para cada.

–Devemos fazer mais trabalhos para Gatros! Nunca tive tanto dinheiro assim de uma vez! – Dylan disse em voz alta tão feliz que saltitava. Eles estavam reunidos na sala de estar após a refeição. Freyr agora enfaixado e sobe efeito de poções adormecia ao lado de sua irmã de alma Helena.

–Dinheiro é sempre bom, mas temo que ele esteja tramando algo.

Após uma noite de conversas e falhas cantadas de Dylan em Helena todos foram dormir, estavam exaustos e mereciam um descanso. Nos dias que passaram eles aproveitaram o máximo a pequena cidade, comprando novos equipamentos, comendo bem e bebendo bastante. Rigardo usou parte de seu dinheiro para erguer uma pequena casa e deu de abrigo a algumas crianças abandonadas, talvez seja por isso que o adoram mesmo quieto e aparentando ser um monstro assassino. Helena festejou em bares com antigas amigas, treinou seu corpo e comeu em todos restaurantes da cidade. Dylan dormiu com prostitutas, embriagou-se, brigou com homens do sul em tavernas, comprou novas roupas e armas e continuou flertando com Helena. Freyr investiu seu dinheiro em uma escola de magia que estava em construção, leu diversos livros e aprendeu novos feitiços. Uma semana se foi depois duas e três.

Dia 04 do sexto mês.

O suor e saliva caiam no chão de madeira enquanto aquele jovem de cabelos louros e olhos azuis engolia o membro sexual de Freyr que estava totalmente nu em pé a sua frente. Era uma linda manhã nublada e naquele quarto de taverna ambos se entregavam um ao outro. Mesmo com o som do “toc” que vinha da porta os jovens não se importavam e entre gemidos e palavras insanas Freyr despejou todo seu esperma na garganta do jovem que por pouco não vomitava.

–Já vou. – ele disse rapidamente vestindo suas calças leves e soltas. Fora até a porta enquanto seu companheiro se limpava.

–Senhor... Freyr. – quando abriu viu um homem com seu chapéu alaranjado e um casaco longo e da mesma cor. Carregava consigo uma mochila grande e aparentemente cheia.

–Sim, sou eu. – o corredor da pousada estava escuro e o rosto do homem encoberto por um cachecol de pele de urso. Ele abriu sua mochila e pegou uma carta com um selo dourado.

–É do rei. – Freyr a pegou suspeito. O homem virou suas costas e deixou o corredor com alguns passos curtos desaparecendo nas sombras.

Então abriu o envelope, retirou o selo e começou a ler a carta.

“Caros amigos caçadores, a fama de vocês se estendeu tanto que alcançou os ouvidos de vosso Rei Teodor Ketezburg. Tenho um trabalho para vós e convoco a presença dos quatro em meu castelo até o meio deste mesmo mês. Sua alteza.”

Ele abriu um sorriso e olhou fixamente para a parede daquele corredor. Uma missão para o rei, finalmente Freyr sentiu-se feliz por tal reconhecimento. Seja o que for.

Eis que Freyr contou a seus companheiros naquela mesma tarde. Todos ficaram entusiasmados com o pedido real. Trataram rapidamente de fazer os preparativos para a longa viagem. Naquela noite eles fizeram um banquete comemorativo com carnes temperadas, vinho, tortas de morangos da fazenda do paraíso e diversas outras iguarias. Helena estava radiante, seus cabelos estavam sedosos e tão limpos como nunca. Dylan não tirava os olhos da bela mulher. Os cabelos do homem cresceram um pouco ficando rasos e não mais carecas, de barba feita e bem vestido ele bebia seu vinho com Rigardo que devorava sozinho um enorme porco fatiado.

–O que será que Teodor quer conosco? – indagou Helena mastigando a carne em sua boca.

–Deve ser de extrema importância e pressa. Chegar a Rosário ao meio deste mês... – comentou Freyr já satisfeito.

–Cavalos, compraremos cavalos. – disse Rigardo com a boca cheia de carne de porco e vinho. Helena riu da situação do amigo e quase engasgou com a carne que mastigava.

–Exatamente Rigardo, cavalos rápidos e fortes. – Freyr retrucou cutucando o enorme bife com seu garfo.

–Armas e armaduras também. O que achara o rei de mercenários “famosos” que usam trapos e espadas enferrujadas? – comentou a jovem Helena toda charmosa. Seus olhos fechavam e se abriam como flores na primavera.

–Vou conversar com o ferreiro e partimos depois de amanhã. Peguem aquilo que precisem e o que fará falta. Acho que desta vez ficaremos um longo tempo fora de casa. – disse Freyr. Dylan ainda não contente com seu espírito de liderança rosnou.

–Levem muita comida. – Rigardo falou entre mastigadas e o som dos nervos da carne se estourando em seus dentes.

O luar adentrou-se por aquela janela aberta dando um tom de alegria aquele banquete, todos unidos conversando e interagindo com o outro como nunca havia ocorrido antes. Tudo tão sossegado, Helena olhava para Freyr que olhava para Dylan que olhava para Helena. Os cães cantavam entre si uivando para a lua, uma cidade tranqüila e calma como esta é difícil de encontrar.

Notas finais
Escolhas sociais. Dylan. Helena. Freyr. Rigardo. Compra de equipamentos. Aqui vocês donos dos personagens podem fazer a compra de armas e armaduras para seus personagens, se quiserem podem até me mandar uma foto do modelo e eu vejo se coloco parecido ou se modifico algo da aparência. Rigardo tem 1.800 de ouro. Helena tem 3.120 de ouro. Freyr tem 1.530 de ouro. Dylan tem 3.150 de ouro. Armas. Espada curta. -300 G Espada longa. -500 G Espada bastarda. -700 G Machado de guerra. -700 G Lança. -500 G Arco e flecha. -400 G Armaduras. Couro. -100 G Aço. -800 G Prata. -1500 G Revestida em ouro. -3000 G Ébano. -2500 G Adaga. Arco e flecha.