Notas iniciais
Bem, primeiramente eu tive alguns problemas com a minha conta que tive que desvincular com facebook e etc e acho que muitas pessoas tiveram problemas com o Nyah devido a ultima moderação mas agora tudo voltou ao normal e os moderadores foram bem competentes respondendo a todos e ajudando, vlw! Mas vamos ao capítulo, espero que gostem dele. Até mais!

Dia 02 do quinto mês.

Passou-se uma semana e os soldados deixaram a pequena cidade agora com as herdeiras rumo ao forte Valiriano. Naquela noite na taverna Arthon acabou não resistindo aos prazeres da carne e dormiu com Hysteria, assim como Galatea e Edward. Foi uma noite de sexo inesquecível aos dois.

Perante um lindo crepúsculo os cento e trinta soldados caminham diante uma floresta com altas arvores de folhas alaranjadas, poças de água que refletem o pouco sol que ainda resta. É outono e as folhas caem sobe os homens de barba grossa, cabelos compridos e armaduras de aço. Arthon parece mais hostil agora com a barba estampada em negro e os cabelos oleosos caindo-lhe sobe o rosto sujo de poeira. Edward prendeu seus cabelos louros e a barba clara quase chegava ao queixo, duas semanas sem fazê-la. Uicenzo é mais cuidadoso, desprovê de pelos faciais e seus cabelos já crescem encaracolados.

–É tão cansativo. – disse Hysteria desanimada ao lado de sua irmã gêmea Galatea. Ambas com coletes de aço por cima de suas roupas decotadas. Os cabelos louros estão soltos e é fácil de confundi-las.

–Entediante também. – completou Galatea. A beldade carrega em suas costas uma espada longa, porém leve embainhada. Hysteria leva consigo uma adaga e seu repertório de feitiços.

–Estamos chegando garotas, só mais duas semanas de viagem. – disse capitão Then sorridente e esperançoso.

–Porque não usamos a estrada? – indagou Hysteria em seu tom de inocência mascarada.

–A guarda real utiliza a estrada para seus soldados viajarem e também tem comerciantes, pessoas e entre outros. – respondeu Arthon nem sequer encarando Hysteria que tentava agradá-lo. Ela pensava que ele seria diferente, mas no fim foi como todos os outros.

Uicenzo e Edward tiveram uma aproximação maior na ultima semana tornando-se bons companheiros e ganhando a lealdade um do outro. Estavam unidos.

–Capitão! Capitão! – um soldado ofegante veio correndo gritando estas palavras. Estava sujo e com alguns ferimentos. Pertencia à frota que trazia os mantimentos, sempre viam atrás dos combatentes para evitarem algum ataque direto na comida e bebida.

–O que houve? – questionou o capitão vendo o estado do soldado. Todos tiveram suas atenções roubadas por aquele homem ofegante que tentava recuperar fôlego para falar.

–Diga! – exclamou Edward sem paciência alguma.

–Tragam água para ele. – disse Galatea também mostrando sinais de preocupação. Seriam os Rosarianos em uma tentativa de sabotá-los?

Capitão Then estendeu suas mãos oferecendo um cantil com água e o soldado recusou já disposto a falar.

–Estamos sendo atacados! – aquilo pegou todos de surpresa. Edward já partia correndo com seu escudo e espada em mãos de volta ao caminho que fizeram. Arthon fez o mesmo sendo seguido por diversos soldados.

Eles passaram entre as arvores iluminadas e rochas até chegarem ao local onde se encontravam os soldados que carregavam os mantimentos. A maioria estava morta, os cadáveres ensangüentados espalhados entre destroços de árvores e rochas. Uma enorme criatura desajeitada estava lá. É parecido com um mamute, porém caminha como um gorila, músculos sólidos. A cabeça é longa e deformada com um aspecto de pura fúria. Dois longos dentes de mamute curvados estendem sobe sua boca e uma corta tromba ao meio. As orelhas são pequenas, mas por compensação as pernas dianteiras são longas e poderosas. O couro é brilhante em um tom cinza prateado. Alto com cinco metros e pesando em média de duas toneladas o quadrúpede esmagou o último soldado com seu braço forte fazendo um estouro de sangue e miolos jorrarem.

–É um Tharkos! – gritou um soldado correndo para longe dali deserdando os Valirianos. Capitão Then demorou cerca de cinco segundos para desembainhar sua espada.

–Puta merda! Mas puta merda! – repetia Edward boquiaberto como todos. As gêmeas foram quase que arrastadas para trás as ordens do capitão.

–Matou nossos homens e destruiu os mantimentos. – clamou em voz alta o capitão raivoso e ao mesmo tempo amedrontado.

–Este Tharkos está sendo caçado na região há meses! Dizem que vale cinco mil peças de ouro. – disse Galatea a Hysteria. As duas se entreolharam surpresas.

Arthon estava entre uma árvore vendo aquilo. O Tharkos caminhava em círculos baforando e encarando os cem Valirianos. As árvores a seu redor foram destruídas e os cadáveres pintavam as folhas de vermelho.

–Melhor recuar capitão, todos já foram mortos... – disse um soldado refugiado. Then o encarou sério.

–Vamos lutar e exterminar a criatura pela vida daqueles que morreram aqui injustamente. Não serei covarde, se quiserem ir que vão!

O Thaskor continuava andando em círculos observando a movimentação dos soldados. Eis que um arqueiro dispara uma flecha na tentativa de acertá-lo, mas sua pele é tão forte que nem sequer faz um arranhão e a flecha se destrói como se fosse um galho.

–Estúpido! – gritou um soldado. A criatura partiu para cima de todos que estavam enfileirados correndo sobe as duas pernas e os braços como um gorila.

–Lanças! – exclamou Uicenzo puxando sua espada e escudo. O Tharkos fora mais rápido e com um soco lançou sete soldados aos ares arrebentando suas armaduras e os destruindo por dentro. Com o outro braço acertou mais quatro chegando a estourar a cabeça de um.

Hysteria e Galatea tomaram passos a frente ignorando os avisos de Then. Arthon disparava várias flechas e o monstro seguia destruindo todos os soldados que cruzavam seu caminho os lançando aos ares, socando crânios e esmagando-os.

–Recuar! – gritava o capitão vendo aquele monstro correndo saltitante destruindo tudo a sua direção.

Edward estava a sua frente e golpeou o braço do Tharkor com sua espada, depois a perna e estocou-lhe o peitoral, somente a ponta da lâmina o havia perfurado. Eis que um soco inesperado veio a sua lateral e a tempo ele conseguiu bloquear com o escudo, porém fora lançado a três metros batendo as costas em uma árvore. Uicenzo interferiu também no trajeto do monstro que acabara de golpear um soldado e esmagar outro no chão.

–Atirem nos olhos! – gritou o jovem e após a fala desviou de um poderoso soco. O Tharkor investiu e enquanto Uicenzo saltava para trás foi surpreendido por um poderoso chute nas laterais de seu corpo o fazendo girar várias vezes e colidir com alguns homens.

–Merda! – capitão Then tomou passos a frente e com sua espada de uma só mão atravessou metade da mão do monstro que tentou socá-lo cessando o golpe.

Um círculo azulado se formou ao redor da criatura e um enorme pilar de gelo o fez subir sete metros e descer em alta velocidade batendo suas costas com a terra. As duas toneladas fizeram um tremor imenso e crostas de pedra subiram com o impacto. Foi uma magia conjurada por Hysteria que jazia ali ao lado da irmã gêmea cercada de soldados as protegendo, eles a olhavam boquiabertos com tamanho poder.

–Obrigado. – agradeceu o capitão. Sua espada se quebrou ao meio quando o Thaskor fora lançado pelo pilar que se formou. O gelo já começou a derreter, um soldado entregou outra espada ao capitão.

Com o monstro no chão se recuperando uma chuva de flechas caiu sobre ele, todos os arqueiros estavam no ato despejando uma atrás de outra. A poeira estava erguida e impossibilitava a visualização do Tharkos.

–Atirem o máximo de flechas que puderem. – ordenou o capitão.

Edward levantou Uicenzo e notou o enorme hematoma em suas costas expostas devido à destruição da armadura pelo golpe recebido.

–Infernos! Hiras! – o jovem médico rapidamente veio correndo após socorrer um soldado caído.

–Sim mestre Edward!

–Cuide do ferimento dele. – Edward pegou a espada do desacordado Uicenzo para substituir a mão que carregava seu escudo agora em pedaços. – vou pegar isto emprestado. – e girou as duas espadas, uma em cada mão.

–Parem de atirar! – gritou capitão Then encima de uma rocha vendo o buraco que o Tharkos abriu no chão com a queda, a poeira já estava a desaparecer.

–Lance outra irmã. – Galatea estava com sua espada de duas mãos. Sua irmã mais “nova” assim fez e estendeu o braço direito fazendo as runas surgirem por sua pele e várias bolas de fogo serem arremessadas em seqüência.

As chamas faziam à fumaça se misturar a poeira e com um salto o Tharkos deixou aquela cratera em chamas voando a quase sete metros com o braço estendido pronto para socar Hysteria. A criatura carregava diversas flechas que conseguiram penetrar sua pele, estava bem ferida, mas continuava com raça e força.

Galatea saltou para cima e Hysteria lançou um feitiço rapidamente em sua espada a tomando por uma coloração azul escura. O Tharkos se deparou com Galatea a sua frente e ambos cruzaram espada com punho os deixando sobe os ventos por alguns segundos antes de caírem no solo. A bela caiu equilibrada e o monstro de costas destruindo mais ainda o chão.

–Ataquem! – gritou o capitão e todos os soldados partiram para cima da criatura com espadas, lanças e machados.

O monstro girou seu corpo e lançou vários homens a quase cinco metros de distância. Um soldado o apunhalou pelas costas com sua lança, os outros conseguiam furar suas pernas, peito, rosto e até um de seus chifres próximos a boca cortaram fora. O punho que Galatea atingiu com o feitiço estava todo contornado por marcas roxas, ela o envenenou.

–Desgraçado. – disse Arthon disparando uma flecha atingindo um dos olhos do monstro que enlouquecido de fúria desferiu uma seqüência de golpes mortais em todos a sua volta.

O primeiro soco arrebentou o peitoral, ossos e órgãos internos de um soldado, segundo golpe fora um chute com os enormes braços apoiados no chão estourando metade do crânio de um homem, quebrando os braços e costelas de outro e atingindo em cheio a perna esquerda de um lanceiro a deixando pendurada por uma fina pele e nervos restantes.

–Eu vou domá-lo! — Edward interferiu com um grito. – vai! – ele gritou e Hysteria lançou uma magia enfeitiçando seu par de espadas as tomando por chamas ardentes.

O terceiro golpe do Tharkos foi um soco tão forte no chão que abriu outra cratera de três metros esmagando por completo um jovem soldado de dezessete anos, os ossos misturaram-se com órgãos e sangue formando uma terrível cena. Todo ensangüentado a criatura ainda agarrou o último soldado que restou ao seu redor e o esmagou como se fosse uma mosca fazendo com que os olhos saltassem para fora de sua cabeça.

Edward veio pelas costas e golpeou sua perna direita marcando-a com as chamas. Passou por baixo das penas e golpeou entre elas, logo após desviou de um soco poderoso que abriu uma enorme rachadura no solo. Neste ato o monstro se envergou e neste momento ele fincou a lâmina em chamas de Uicenzo por baixo de sua cabeça atravessando a pele e saindo pela parte de cima da tromba.

–Hysteria! – gritou Galatea aproximando-se do Tharkos pelas costas. A jovem gêmea conjurou um feitiço do qual outro círculo formou-se ao redor da criatura e correntes de fogo se amarraram por volta de seu corpo antes de revidar o ataque de Edward.

Com várias flechas, a espada fincada no pescoço e sangramentos o monstro não conseguia se soltar estava fraco demais. Galatea contava com outro encantamento da irmã em sua lâmina, adquiriu um tom escuro e com um salto ela atravessou seu outro olho com a lâmina de quase um metro e após a espada se adentrar junto à pele do monstro um pequeno impacto implodiu devido ao encantamento e metade de seu rosto se desfez em pó o deformando mais ainda.

–Agora o gran finale! – Edward girou sua espada em chamas para finalizar a criatura, mas eis que ele se solta baforando mais ainda. Galatea não conseguiu retirar sua lâmina e recebeu um soco forte o bastante para lançá-la a dez metros de distância arrastando-se no chão.

–Galatea! – gritou Hysteria levantando o braço para os céus conjurando outro feitiço. O Tharkos acertou um soco no chão próximo a Edward e o fez subir dois metros então saltou junto e o chutou para baixo com muita agilidade e força fazendo o guerreiro bater suas costas no chão e perder a consciência.

Arthos disparou uma flecha explosiva e atingiu o monstro bem a tempo de ele antes esmagar seu companheiro o lançando para longe dali. Então em um surto de velocidade o Tharkos correu em direção a Hysteria que ainda conjurava uma poderosa magia.

–Não deixarei você passar! – capitão Then armou-se e mesmo assim não o parou recebendo um soco. O Tharkos o segurou no ar pela cabeça fazendo com que sua espada e escudo caíssem no terreno.

–Capitão! – gritou Arthon desesperado. Um raio atingiu a mão de Hysteria e tomou forma de uma enorme espada brilhante.

Os poucos soldados restantes correram para atacar o monstro, mas foi em vão. Sua mão se fechou e a cabeça do capitão transformou-se em uma poça de sangue e miolos.

–Não! – Arthon caiu de joelhos deixando sua aljava no chão e arco.

Hysteria fez um rápido movimento antes dos soldados alcançarem a criatura e sua espada de luz com quase três metros de comprimento atravessou o peito do monstro o imobilizando enquanto a arma residir ali, porém este feitiço requer muita energia do usuário e Hysteria já estava enfraquecida.

Os soldados atacavam de todos os lados, cortavam quando podiam, perfuravam e chutavam. Um soldado carregando seu machado gigante decepou-lhe a tromba deixando um mar de sangue manchá-los. Galatea estava meio desnorteada, mas ainda conseguia lutar. A linda gêmea agora desarmada pegou a espada de um soldado morto e a fincou em sua medula, depois deu alguns saltos para trás. Suas roupas estavam destruídas com metade dos seios a mostra e pernas.

–Saiam de perto! – gritou Hysteria mais branca do que o normal soltando o cabo da espada de luz. Todos se espalharam com medo do feitiço e então a arma se encolheu formando uma esfera no centro do ferimento e explodiu criando um clarão.

O Tharkos finalmente caiu com diversos ferimentos e agora um enorme buraco abriu-se em seu peito. Todos estavam ofegantes e a maioria se feriu na batalha, mais da metade dos soldados restantes morreram ali incluindo o capitão Then. Sensibilizados alguns caíram de joelhos como Arthos e derramaram lágrimas. Galatea retirou sua espada de duas mãos do crânio da criatura e sua irmã caiu ao gramado exausta.

Edward sorria olhando para o céu recuperando a consciência. Agora terão de eleger o novo capitão e será uma decisão complicada.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. Agora os donos dos personagens e leitores devem votar em um personagem abaixo para se tornar o novo líder do esquadrão restante (Os demais leitores que não são donos dos personagens também votam, vou contar como se fossem os outros soldados além dos personagens, TÁ NA MÃO DO POVO!): Edward. Arthon. Uicenzo. Escolhas sociais (Romance, amizade ou dispensável) Edward. Galatea. Hysteria. Arthon. Uicenzo. Curtiram? Então flw, até o próximo.