Notas iniciais
Este capítulo é sobre os mercenários, eu o programei para ser postado ainda no dia de hoje então não sei como funciona essa programação direito, enfim :v Não abandonei a história, aqui está! Voala! Com um capítulo mediano e de muitas viagens e aventura. Nada de lutas mas o foco foram as viagens e ambiente mesmo. Espero que gostem, o próximo não vai demorar tanto para sair. Até mais! ALIAS aqui está a minha outra história como dito no capítulo anterior http://fanfiction.com.br/historia/489337/Planeta_Z-_Historia_interativa/

Foram longos dias em alto mar abordo do navio que os levaram ao destino. Os caçadores estavam aparentemente exaustos. Helena com os cabelos soltos oleosos e a pele bronzeada de tanto sol que tomara. Freyr com os cabelos mais longos e claros que o normal, barba por fazer e marcas de sol no rosto. Dylan com a cabeça raspada e a barba longa e negra. Rigardo sempre mantivera os cabelos compridos e barba suja.

Desembarcaram no porto de Lausley ao sul do país de gelo. Agora com vestes de couro e mantos aconchegantes. As armas pairavam sobre as costas e cintura, uma pequena cidade povoada por pessoas comuns, fazendeiros, mercenários e artesões. A neve abaçanada enfeitava casas e as ruas que antes eram terra. Uma geada forte toma conta dos ventos congelando a respiração de qualquer ser vivo. Um senhor passa a frente dos quatro puxando um carrinho de madeira com o cadáver de três cabras, provavelmente morreram com o frio.

–Vamos para a taverna, lá encontraremos o receptor. – disse Freyr.

Eles seguiram pela estrada da cidade, passaram pelo enorme mercado de animais e chegaram à taverna. Estava quase vazia por dentro, mas justificava, pois eram dez horas da manhã ainda. Dylan retirou suas luvas de couro e cachecol feito com a pele de bode. Colocou encima do balcão e sentou.

–Cerveja! – gritou. Helena lançou suas luvas junto às de Dylan e cruzou os braços. Aos fundos sentava-se um homem encapuzado.

Freyr aboletou-se em uma cadeira próxima a Dylan. Bebia vinho do porto e Rigardo conversava com o mesmo.

–Não notaram que o receptor pode ser aquele homem? – ela bateu as mãos nos ombros de Freyr que teve sua atenção direcionada ao homem.

O homem encapuzado bebia cerveja e estava de costas em direção a parede. Freyr se levantou abandonando o vinho ali.

–Qual o lucro mensal da sua taverna? – Dylan indagou o taverneiro.

–Entre cinco e oito mil peças de ouro. Mas isso depende muito do mês e tenho gastos abundantes com os barris de cerveja, vinho, rum, comida e prostitutas também. – aquela palavra o atiçou. Mas fora do foco de Dylan, Freyr sentou-se com o homem encapuzado.

–Você é o receptor não é? – ele questionou. O homem lançou seu capuz para trás o revelando. A pele aparentava um tom tão branco quanto à neve, suas orelhas de elfo ficaram em evidencia. Seu rosto é grande e triangular, olhos pequenos e bem claros, quase brancos. O nariz é grande com uma cicatriz que corta o pedaço da sua narina esquerda. A parte inferior do corpo é coberta por uma comprida e espessa barba que se prende em um rabo de cavalo. O cabelo é negro e tão comprido quanto o de Rigardo. Veste por cima do corpo um manto longo e volumoso dando a impressão de ser muito forte.

–Sim. – o elfo de olhos claros encarou Freyr que se espantará com a má recepção do mesmo.

–Faça seu trabalho então.

–O trabalho será feito. – ele olhou para os outros três estáticos. – uma mulher com uma espada? – ele se referia a Helena em voz alta. Depois de um breve riso a irritando.

–Garanto que o mato em um duelo! – ela disse irritada indo em direção ao elfo. Rigardo a parou entrando no caminho.

–O que tem de errado em uma mulher espadachim? – questionou Freyr,

–Acho engraçado, mulheres ficam melhores lutando contra um enorme pau quando costumava estuprá-las. – ele a fitou friamente. Aqueles olhos carregavam algo que eles nunca tinham visto antes, até mesmo o taverneiro deixou o balcão de medo. Dylan que estava descontraído até o momento teve sua atenção guiada ao elfo.

–Ei! O que está insinuando? – gritou Dylan. Helena tentou escapar dos braços de Rigardo e partir para cima do elfo, mas Rigardo não a deixava.

–Calem todos ou não os levarei ao local destinado. Preferem o ouro ou morrer em uma taverna qualquer no meio do nada? – eles ficaram quietos. A palavra “ouro” os silenciou.

Alugaram cavalos do porto e subiram a estrada de neve seguindo o elfo em sua montaria negra. Um cavalo jamais visto antes escuro como as sombras da madrugada e de olhos cativantes. Helena ainda estava irritada com as palavras que o homem dissera na taverna.

Eles cavalgaram sem trocar uma palavra sequer. Passaram pela estrada e depois por um campo de flores do gelo, um lago e montanhas geladas. Acamparam ali mesmo, comeram bem na primeira noite, beberam vinho e o elfo ficou de lado dormindo próximo a uma rocha. Fez muito frio e nem mesmo a fogueira os aqueceu. No novo dia seguiram já pela manhã pelas estreitas estradas entre montanhas enormes. Terminaram aquele trajeto já no fim da tarde e começo do anoitecer, acamparam na floresta fria abeirando o campo dos mortos onde a duzentos anos ocorrerá a batalha sangrenta entre os irmãos de reinos distintos. Novamente comeram bem e beberam, o elfo não conversou com nenhum dos quatro e passou a noite longe deles.

Já no terceiro dia foi o mais cansativo, aquela floresta escura e fria tinha uma imensidão inacabável. Enfrentaram mortos-vivos, quimeras pequenas, águias carniceiras e serpentes de fogo. Helena tinha no fim daquela tarde metade das flechas e sua espada já perdera o corte. Dylan teve uma de suas espadas quebrada e o elfo parte de sua braçadeira danificada. Cessaram viagem nas beiras de um lago sereno e esverdeado. Ali puderam desfrutar de um banho morno, pois os gêiseres aqueciam a água e ambiente deixando o frio um pouco de lado. Todos queriam saber aonde estavam indo, mas o elfo nada dizia. Em um quarto dia nublado a neve caia mais forte encobrindo até os joelhos dos mercenários, o trajeto os fez caminhar por estradas curtas e efetuar escaladas em colinas para assim seguirem viajem em uma altitude mais desfavorável. Agora a pausa era feita de duas em duas horas, aquele frio penetrante congelava até mesmo os ossos, mereciam um descanso maior, mas o elfo estava com pressa, não queria estas pausas.

Mesmo com baixas desceram as colinas após longas caminhadas e acamparam em outra parte da floresta. Para assim no quinto dia descerem uma longa estrada de vinte quilômetros e chegarem ao local destinado. Um local escuro e sombrio, pareciam estar no fim do mundo, a ponta desconhecida e pela aparência não os agradavam.

–Porque nos trouxe aqui? – indagou Freyr suspeito. O portão de ébano alcançava a altura de vinte metros e as muralhas rochosas chegavam ao ápice do céu fazendo a sombra da tarde pairar sobre todos na proximidade de setenta metros a mais.

–Atrás do portão encontrara o que procuras. – aquilo era loucura, todos franziram o rosto e Helena deu um breve riso.

–E tens a chave? – ela perguntou.

–Tenho ganchos, cordas.

–Quer que escalemos mais de cem metros? – disse Dylan revoltado descendo do cavalo que montava.

–A “elfa” está logo atrás destes muros. Sou o guia e não o sábio. Querem-se uma solução, ótimo! Pois eu quero um pote de ouro.

–O que? Queres dizer que tem uma solução, mas deseja ouro em troca? – suspeitou Freyr do sarcástico comentário do elfo.

–Exatamente!

–E se eu amassar sua cara? – Dylan parecia pronto para sacar uma de suas espadas. O elfo riu abanando as mãos.

–Quer lutar comigo?

–Sem brigas. – saiu do silêncio Rigardo. Estava coberto por seu manto negro e vestígios de neve infiltraram em sua barba longa. Todos ficaram quietos, mas o elfo continuará a sorrir.

–Deixe de brincadeiras. Abra logo o portão. – exigiu Freyr sério.

–Certo, certo. – ele retirou de sua mochila de couro uma pedra avermelhada com desenhos estranhos, runas antigas. Inseriu-a em um buraco de encaixe bem pequeno próximo a enorme fechadura.

Um brilho azulado contornou a porta de ébano e ela se abriu em um passe de mágica. Os mercenários pensavam onde tinham se metido, portas mágicas, montanhas, gelo e um elfo irritante.

–Mas o que diabos é aquilo? – disse Dylan dando passos a frente. Um enorme mar estava ali detrás das montanhas e porta de ébano. Era impossível de acreditar, até agora não ouviram som algum de água.

–Estranho não? Dizem lendas que a cidade de ouro erguida pelo antigo rei Romulos está submersa neste mar. Foi uma maldição dos deuses devido a sua ganância. Agora é lar do castelo de Necropos, nascido a partir do coração do rei morto, uma semente fora plantada em seu órgão e devido a tanto mal e terror o castelo cresceu e até hoje permanece intacto.

–E onde está o tal “castelo”? – indagou Helena.

–Bem no fim deste mar. Chegaremos à terra dos mortos, um pequeno pedaço do verdadeiro inferno. É só a ponta do iceberg de uma dimensão cheia de demônios e malefícios. O castelo se localiza na beira do precipício que nos levaria diretamente ao próprio deus da morte. – e ele dizia a verdade sobre Romulos. Fora um rei tão terrível que recebeu o apelido de “estrela da morte”. Um dos piores seres que já pisaram nas terras mágicas.

–Vale a pena mesmo fazer isso por aquele ouro? Vamos voltar... – sugeriu Dylan. Mas os outros estavam determinados.

–Esta tal elfa. O que ela tem de especial para estar presa na ponta do inferno? – Freyr o encarou friamente. O elfo sorriu descaradamente.

–Ela é uma jóia rara, os deuses têm interesses pessoais em pessoas especiais.

–E como quer que cheguemos lá? Nem sequer temos um navio ou algo do tipo. – disse Dylan já se irritando com a falta de explicações do elfo. Sua cabeça estava avermelhada e os olhos profundamente sonolentos.

–Temos transporte. – ele apontou para uma canoa na beira do mar. A areia era negra.

Aquilo era loucura.

Notas finais
Curtiram? Escolhas sociais: Helena. Rigardo. Elfo. Freyr. Dylan.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.