Deep Souls - História interativa.

11 Cap 10- Apenas uma noite dormindo com a vela acesa.


Notas iniciais
Este é um capítulo sobre os caçadores de recompensa. Desculpem por ser curto mas me deu um ataque agora e escrevi esse capítulo bem rapidão, eu não tinha planos para postar hoje mas a criatividade veio monstra. Vou escrever o da Tormenta que deveria ser postado agora mas vou deixar para segunda-feira. Este capítulo é mais voltado aos sentimentos dos personagens e pequenas conversas. Notei que alguns leitores sumiram mas sem problemas, ai está, espero que gostem. (Ps: System of a Down é fóda bagarai. Não tem nada a ver mas é que eu ouvi todos os albuns e sou muito fã da banda e etc e etc desde quando tinha 12 anos, ouçam que é muito bom :v)

Os mercenários aventureiros estavam frente a frente com o rei, gordo, cabelos longos castanhos e olhos verdes. Ele bebia vinho e ria de piadas de seu bobo da corte, mulheres despidas de roupas e guardas armados o cercavam naquele trono. O sol adentrava-se pelas janelas iluminando os cantos mais escuros daquele longo salão. Helena franzia seu rosto todo, não aceitava tal comportamento de uma entidade tão influente como o rei. Freyr também não estava nada animado e encarava com seriedade o conselheiro de cabelos cinza. Dylan sorria vendo aquelas mulheres nuas e Rigardo estava no canto quase coberto pela escuridão.

–Estamos aqui vossa graça. Diga-nos o que deve ser feito. – Freyr se ajoelhou, estava trajado com uma armadura de prata muito linda e brilhante que ganhou de seu companheiro Rigardo.

–Oh! Os famosos mercenários! – gritou o rei entusiasmado, lançou sua taça de vinho ao chão e as mulheres suspiravam falsamente. Olhavam para ele e enxergavam ouro e diamantes. Estava bêbado, repugnante.

–Não fico nada feliz em me ajoelhar diante tal figura. Isso não é um rei nem nos sete infernos. – comentou Helena fazendo a reverencia, ela disse bem baixo para evitar quaisquer intrigas. O rei abraçou Freyr quase esmagando seus ossos com a gordura. Depois encarou a jovem com um olhar malicioso. Ela vestia um manto azulado por cima de um meio vestido de batalha com saias de aço, botas longas de couro, braceiras e carregava em suas costas uma espada longa de aço, fina e com o cabo de prata.

–Linda! Maravilhosa! – ele olhou para Dylan e apertou sua mão com força. O grande raspou sua cabeça e deixou à barba longa, suas espadas estavam presas na cintura e nas costas carregava um machado de guerra de dois gumes, prateado e não tão longo quanto o de Rigardo. Vestia uma cota de malha revestida em aço bem leve para que seus movimentos fluíssem sem problemas.

Ele somente olhou para Rigardo que se encontrava encostado em um pilar bem distante dali, sentiu seu coração palpitar e então recuou para não cumprimenta-lo. Ele lhe dava arrepios.

–Fico feliz que tenham chegado assim com tanta pressa e rapidez! Pagarei o dobro por isso meus amigos. – o rei estendeu a mão e uma garrafa de vinho fora posta entre seus dedos. Ele deu alguns goles e sentou-se em seu trono real junto às cortesãs que Dylan não tirava os olhos.

–Qual a missão vossa graça? – indagou Freyr que no momento era a voz da equipe, Dylan que sempre lutava pela liderança deixou de lado o ego e não conseguia falar direito, pois se engasgava em sua saliva imaginando seu pau penetrando uma daquelas mulheres quentes.

–Oh, não é necessário! Chame-me apenas de senhor, é o bastante. – o rei bebeu mais um pouco do vinho deixando um pouco derramar sobe as mulheres e voltou a falar. – vou ser direto e não haverá explicações. Quero que resgatem uma elfa nas terras de Mordion, ela está sobre posse de um clã que se autonomeiam os “donos da floresta”. Façam isso e a tragam sem nenhum arranhão e em troca lhes darei ouro e se não questionarem nada darei mais ouro ainda. – aqui soava estranho, Freyr olhou para Helena que olhou para Dylan. Eles sabiam que algo estava errado assim como a espada entregue a Gatros, mas aceitaram a tarefa sem questionamentos.

Logo após receberam o convite e fizeram um banquete junto ao rei. Comeram como nunca e beberão os melhores vinhos. Dylan no mais tardar dormirá com três daquelas mulheres oferecidas pelo rei e o resto retornou para uma pousada recusando os convites de uma noite cheia de “amor” no castelo real. Helena sabe o que ele queria dizer e sentia nojo do rei e pena de suas vassalas.

–Freyr, não consigo dormir. – era a voz de Helena ecoando no quarto onde se encontrava o jovem mercenário. Ele acendeu a vela que estava a seu lado e bateu a mão em sua cama, assim ela sentou-se e ficou olhando para a parede, estava séria. Freyr ajeitou seus cabelos passando a mão entre eles os lançando para trás.

–É o calor? Não sabia que por estas áreas o clima era tão desagradável. – para eles o calor era desagradável e o frio um clima bom.

–Não, é isso.

–Isso o que?

–A vida que levamos, por mais que eu goste disso tudo ainda sinto que algo está errado. Sinto que não irá durar muito.

–Tem medo de morrer Helena? – sua voz estava rouca. Já era madrugada e eles acordariam cedo para navegar até Mordion.

–Não... Tenho medo de perder isso, você é importante Freyr. Eu o amo como um irmão mais velho e que sempre me aconselha, eu nunca tive família e não suporto que me olhem como se fosse fraca e sensível.

–Mas não morrerei irmã. Tenho muito o que viver e apesar de me ferir tanto sempre tenho a sorte de voltar inteiro. Está insegura eu sei, mas vamos fazer nossos trabalhos e talvez um dia eu e você possamos montar um negócio, mudarmos para uma cidade grande como esta e ter vidas novas longe dos perigos. Viveremos como uma família, irmão e irmã um cuidando do outro. – aquelas palavras confortaram Helena, ela sorriu e abraçou Freyr forte, eles criaram um laço inquebrável naquele instante.

Depois da curta conversa ela voltou ao seu quarto onde finalmente conseguiu encontrar o sono que a procurava. Mas em um intervalo de trinta minutos Rigardo visitou Freyr.

–Rigardo? Céus, o que está acontecendo com vocês? – disse em tom bem humorado, então voltou a acender a vela e o gigante adentrou-se do quarto de cabeça baixa e os cabelos tapando seu rosto marcado por várias cicatrizes.

–Acordei e vim ver se estava tudo bem... – a voz era grava e dita em um tom mais devagar soava como a de um ogro bonzinho.

–Tudo ocorre perfeitamente, sinto-me forte e bem nutrido. Como está Rigardo?

–Com saudades de casa... – ele nunca falava sobre o passado e ninguém ousava perguntar. Freyr sabia que era confidencial e decidia não se intrometer em seus assuntos pessoais.

–Do que sente falta exatamente? – o gigante encheu os pulmões de ar e soltou um suspiro forte, então começou a falar.

–Do cheiro das rosas cultivadas, do conversar das pessoas, das brincadeiras das crianças e do gosto da água pura tirada do poço. Sinto falta de meus amigos, minhas roupas, minha cama e meu trabalho... – parecia que ele iria chorar, mas era só impressão. Freyr bateu sua mão dando uma palmadinha nas costas de Rigardo.

–Sinto falta da sua voz amigão. Você fala pouco, mas quando resolve falar diz tudo àquilo que contraria as impressões. Seja forte, todos passam por situações difíceis e sei como é ruim lutar contra tudo isso. Mas você não está só Rigardo, lembra de quando lutou comigo e o venci?

–Sim, após aquele dia jurei lealdade ao senhor Freyr.

–Não me trate como um lorde ou senhor sou seu amigo. O venci para provar que existe outro caminho. Estou aqui para conversar sempre que puder assim como espero contar com sua voz quando necessitar dela...

–Sempre irá contar comigo e meu machado. Obrigado por conversar comigo, prometo falar mais daqui em diante.

–Não há de que companheiro. E mais uma coisa... – Rigardo olhou para trás esperando Freyr completar a fala antes de deixar o quarto. – não tenha vergonha de quem é, mostre seu rosto e viva da maneira que deve viver.

E pela primeira vez Freyr viu um sorriso no rosto de Rigardo, sem dizer nada ele deixou o quarto do homem olhou para a vela acesa, então a deixou ali flamejando e deitou pensativo e também feliz. Confortou o coração de duas pessoas naquela noite, sentia-se iluminado, especial.

A viagem será longa e cansativa como todas as outras. O inverno os espera.

Notas finais
Decisões de relacionamento: Dylan. Helena. Freyr. Rigardo. Vou responder os comentários bem ninja agora leks.