Decode

22 O começo do fim


Notas iniciais
Espero que gostem, a batalha final contra Mephistomon... Protejam os selos, salvem a cidade, sera que vai mesmo dar tudo certo? Não, eu sou um Mother fucker eu sei. PS: Dedico esse capitulo a Pablo Hunai, sem ele não haveria inspiração!

Distante da batalha, em uma das longínquas entradas da grande capital Mineira, mais especificamente dentro das instalações de uma grande empresa de pesquisas estava o filho prodigo.

Luan havia retornado para casa ainda a tempo de encontrar seu pai e seu irmão pequeno carregando as malas até a entrada do grande apartamento em uma das regiões mais nobre da cidade. Assim que o garoto abriu a porta deu de cara com seu pai, o homem olhou primeiramente para o braço do filho e depois de um silencio constrangedor finalmente indagou – Antes tarde do que nunca.

_Pai – disse Luan olhando dentro dos olhos do homem – Saulo – ele cumprimentou o irmão menor que o olhava fixamente.

Saulo largou a mala e correu até o irmão – o que aconteceu com seu braço? Eu te vi na televisão.

Luan abraçou o garoto, mas nem por um segundo desviou o olhar do pai – eu preciso usar o laboratório de pesquisas – afirmou Luan.

O senhor Alves gargalhou ironicamente – desde quando você toma decisões aqui? – perguntou ele caminhando agora em direção à porta – vamos logo, compramos roupas para você depois, tenho um jatinho partindo para Londres me esperando no hangar do aeroporto internacional.

_Eu não vou – afirmou Luan, caminhando casa adentro – não me interessa o que você acha, já liguei para o chefe de pesquisas e ele montou uma equipe para mim, agora será apenas questão de horas até que eu descubra a chave para o maior avanço biotecnológico do mundo.

Saulo olhava para seu irmão pasmo, nunca antes nenhum dos dois havia levantado a voz para seu pai – Você esta louco? Esta perigoso de mais, temos que fugir – afirmou o senhor Alves incrédulo.

Luan não parou para ouvir mais nada que o homem lhe disse, apenas caminhou até seu quarto, tomou um banho enquanto seu pai e seu irmão deixava sua enorme casa, e partiu até o laboratório de pesquisas usando um dos carros na garagem.

***

Trinta minutos antes...

Ela estava em pé segurando a arma de um dos soldados que faziam sua segurança apontando-a para o anjo a sua frente – Eles sabem de tudo então? – perguntou Maristela.

Urielmon estava de joelhos na frente da mulher, Glauro tremia de medo, o garoto poucas vezes se viu tão assustado em sua vida – Sim, lhes contei tudo o que precisam saber – afirmou o anjo.

Os dois soldados ainda na porta olhavam aquela estranha situação com tamanha estranheza quanto era possível a alguém, meses atrás eles mal poderiam acreditar que aquela criatura existia.

Maristela caminhou até a maleta, se sentou sobre uma cadeira que se encontrava no meio do ressinto e por fim a abriu sobre seu colo. Dentro haviam dois objetos esféricos, duas bolas de metal, uma maior com cerca de trinta centímetros cheia de placas de circuitos alojadas em seu centro superior, enquanto a pequena era uma versão em miniatura da grande, do tamanho de uma bola de golfe, mas porem com um botão vermelho no lugar onde na outra haviam as placas.

_Sabe o que é isso? – perguntou ela a Glauro que a olhou confuso.

Caso ele dissesse que não seria hipocrisia, ele não conhecia o objeto de vista, mas as fofocas dentro do Rad naqueles últimos dias tinha corrido como nunca – Bombas dimensionais – afirmou ele.

_Sim, não passam de bombas de teste, mas foram às primeiras criadas, esse menor tem um poder incrível – afirmou a mulher caminhando até Urielmon ainda ajoelhado – segure isso – disse a mulher estendendo a mão.

O Digimon segurou o pequeno objeto e se manteve em silencio – esse ritual de invocação não lhe permite me desobedecer – afirmou Maristela – Babel foi um tolo desde o inicio, deveria ter me ouvido e se juntado ao Rad.

_Ele morreu feliz consigo próprio, em seu ultimo momento pude sentir sua alma queimar de satisfação por não ter lhe dado nenhuma informação quando torturado – disse Urielmon se levantando – e seu ultimo pensamento lhe ocorreu que talvez sua vida tenha por fim sido valida, mas então sua mente foi dominada por uma lembrança, de uma pequena menina filha de um amigo de seu pai, e a única vez que ouvira sobre ela quando criança sentiu inveja, inveja por ela ao invés dele ter conhecido o laboratório onde os criadores de criaturas trabalhavam.

Os olhos de Maristela tremeram por um segundo, como seu sua mente viajasse pelo tempo – acione a bomba dez minutos depois que sairmos – disse ela firme caminhando até a maleta e a fechando com força.

Um estrondo na porta fez com que Glauro pulasse, eram batidas na verdade e segundos depois a voz de Mauro chamando foi facilmente reconhecida.

_Vamos – disse ela caminhando em direção à porta de cromo digizoide – essa sala conterá a explosão.

Assim que os soldados abriram a porta eles viram Mauro, ele estava sujo de sangue e com uma expressão assustadora – temos que ir, não é mais seguro aqui dentro.

Maristela caminhou graciosamente para fora da sala dando uma ultima espiadela em Urielmon antes que Glauro fechasse a porta – Acalme-se Mauro, não preciso de mais um agente histérico hoje – repreendeu ela olhando para Glauro.

Foi quando eles escutaram o estrondo, o prédio estremeceu e rangeu, houveram apenas alguns segundo entre o ruir das paredes e o desabamento do teto e a percepção do que estava realmente acontecendo.

Um minuto depois só havia uma enorme pilha de escombros onde antes se encontravam as instalações RAD.

***

Gritos, urros, barulhos de tiros e explosões, um cheiro que agora eu conhecia muito bem estava tomando o ar, morte, a cada Digimon transformado em dados, dois soldados morriam, Metalgreymon usava de todos os seus armamentos e técnicas para destruir o máximo de digimons possíveis.

Minha cabeça doía e aquilo era mau sinal, um frio preenchia minha barriga, era simplesmente angustiante aquela situação.

Nos estávamos sendo protegidos inesperadamente pelos soldados que antes serviam a RAD, a lealdade deles veio ao chão junto com o prédio que abrigava a organização antes secreta. Assim que entramos na batalha encontramos com um Rader, de acordo com Sofia e Pedro ele se chamava Willis, um garoto baixinho sujo de pó e com os olhos vermelhos e inchados.

Ele parecia fora de si, desconsolado pela morte de outro agente. Sofia conseguiu convence-lo a juntar os soldados que restavam em um grupo fechado, separados teríamos menos chances. Agora estávamos cercados por soldados, lutando junto conosco e com nossos digimons.

Shoutmon tinha dificuldade com Devimons, mas a chama de seu microfone/cajado destruía com facilidade Boogueymons – isso não tem fim – disse Weverton segurando meu notebook junto a May.

Olhei para o céu, a escuridão cada vez mais densa com o cair da tarde impedia que conseguíssemos ver a longo alcance, mas eu sentia que haviam dezenas sobre nós, apenas espreitando.

_Tem alguma coisa errada – Indagou Will – eles são muitos – nesse momento Metalgreymon passou voando sobre nos fazendo grande estardalhaço com o barulho de suas assas, o acompanhei com os olhos e pude ver cada Digimon que ele agarra com suas presas durante o voou, ou destruía com sua garra – eles não estão nos atacando como deviam.

_Isso é bom, não? – adicionou Luiz com seu notebook na mão, o código de Deckerdramon não havia compilado, um Digimon Kyuukyokutai a essas alturas do jogo seria decisivo.

Fui até Luiz e pedi seu notebook, tive uma ideia enquanto olhava Metalgreymon, mas tudo dependeria da habilidade de Luiz de correção de código.

_Ele esta certo – afirmou Pedro – eles não são burros, e mesmo que fossem Mephistomon não é, eles parecem...

_Estar brincando conosco – concluiu Sofia.

Lud me olhou fixamente, e em seguida todos os guardiões me olharam, o agente do Rad estava perto de nos, com uma arma na mão olhando para o chão – o que eles estão esperando? – questionei.

E então me ocorreu assim que olhei em volta com mais calma, a cada minuto de batalha o numero de focos de instabilidade aumentava, já haviam vários pontos luminosos espalhados ao nosso redor, o brilho verde foi aos poucos tomando conta de toda a noite.

Lembrei-me da batalha de Diaboromon, e de como tudo em volta do portal havia se tornado um mar de dados, e como estava o estado da avenida quando os Raders tentaram impedir que o exercito de Mephistomon fugisse do portal.

_As batalhas estão causando a distorção dimensional – afirmei – todas essas batalhas, nos... – eu estava assimilando a ideia, mas fazia sentido.

Lud caminhou até mim com um olhar serio – do que você esta falando Jonas?

_Olhem em volta – pedi. Os soldados não paravam de atirar, Devimons e Boogueymons surgiam a todo o instante, mas era como se eles se sacrificassem, se caso eles resolvessem atacar juntos não teríamos chance, mas não, eles atacavam em pequenos grupos.

_O que tem de mais? – Perguntou May.

Eu passei a mão na cabeça e suspirei – todas as batalhas que travamos, elas causaram o do campo de instabilidade, olhem em volta, pontos de luz verdes espalhados por todos os lados.

_Eles querem que batalhemos? – indagou Luiz – eu não consigo entender.

_Droga – exclamou Pedro – isso só acontece quando digimons batalham neste mundo, quando os Raders usam seus armamentos esse tipo de distorção dimensional não acontece.

_Mas porque eles iriam querer causar uma instabilidade entre nossos mundos? – perguntou Lud – as duas dimensões correm perigo.

Uma gargalhada ecoou pelos prédios, e repentinamente todos os digimons em volta que nos atacavam se distanciaram, Metalgreymon pousou do nosso lado e Shoutmon subiu nas costas do Digimon dinossauro.

Mephistomon apareceu do nada, caindo do alto de um edifício fazendo o chão rachar sobe suas patas, os soldados viraram suas armas em direção ao Digimon demônio e se mantiveram apostos.

Pude sentir a vontade de Metalgreymon querendo ataca-lo, e sei apenas por olharam para Lud que ela também sentiu.

_E agora? – perguntou ele com sua voz estrondosa – quem guardara os guardiões?

Meu corpo tremeu e meus olhos se encheram de lagrimas, lutar contra Armagedomon já havia sido difícil, Mephistomon parecia ser muito mais forte, e eu me perguntava o quanto nos havíamos evoluído, nada?

_Jonas, Jonas, Jonas, o que o líder dos guardiões tem em mente? – me perguntou ele caminhando em nossa direção. Quase fui obrigado a pergunta-lo, quem me deu mesmo esse posto, porque na boa, eu não me lembro.

As assas de Metalgreymon brilharam, e dois segundos depois vários raios de energia foram em direção a Mephistomon, aquilo eu não havia comandado, olhei para Lud inserto.

Mephistomon saltou com agilidade se safando do golpe direto, Metalgreymon saltou voando a toda velocidade que conseguia em direção a Mephistomon, o Digimon demônio se apoio com os dois pés no chão e assim que Metalgreymon chegou perto o suficiente o Digimon demônio o acertou várias bolas negras.

Metalgreymon foi atingido diretamente o fazendo perder o controle do voou, o Digimon dinossauro urrou caindo em seguida pelo chão se arrastando por vários metros, mas Shoutmon aproveitou o descuido de Mephistomon e saltou, jogando do alto varias bolas de fogo nele.

Mephistomon foi acertado nas costas varias vezes, e então um primeiro soldado atirou, e foi logo seguido por todos os outros, Mephistomon urrou, e segundos depois o barulho de dezenas de bater de assas pode ser ouvido.

O exercito alado desceu como uma flecha, eu e os outros corremos o máximo que podíamos, a maioria dos soldados foi abatida ali mesmo, May teve dificuldade de correr com o Notebook aberto e se não fosse pela pontaria impecável de Sofia ela também não teria escapado.

Haviam digimons para todos os lados, estava sendo uma chacina, fui pego por um Devimon que me arremessou a alguns metros, sai rolando pelo asfalto até finalmente parar no meio fio, um Boogueymon veio sobre mim, meu coração quase saiu pela boca, fiquei paralisado de medo, a lembrança daquele outro Boogueymon correu pela minha mente, eu não teria Greymon agora.

Mas antes que eu pudesse ser atacado novamente alguém atirou no Boogueymon fazendo-o explodir em dados, respirei profundamente buscando o ar que estava faltando eu meus pulmões, e pude sentir finalmente o meu braço queimar, ele estava ralado e sujo e sangue.

Quando me levantei devagar vi um garoto com uniforme Rad junto à outra garota que já havia visto antes, a vadia havia ajudado a capturar Babel junto a Mauro e ao capitão Tavares, mas não era Willis que havia acabado de conhecer, era um garoto mais alto que ele e extremamente branco – você esta bem? – ele quis saber – meu nome é Thiago — afirmou ele enquanto mancava até perto de mim.

Quando olhei em volta me surpreendi, não estávamos perdendo a batalha, os Devimons e Boogueymons haviam diminuído e muito em seu numero, então pensei no numero que digimons que viemos derrotando esses dias. Mephistomon se ocupava com Metalgreymon e Shoutmon enquanto seu exercito aos poucos era dizimado, no final das contas o meu medo havia me feito achar que haviam mais digimons do que realmente haviam. Azar.

Caminhei com Thiago e a garota o mais depressa que pude de volta ao pequeno grupo que havia sobrado de soldados, Will e Luiz estavam lá, May e Lud vinham correndo juntas, e Weverton correu de um prédio próximo.

Quanto a Sofia, Pedro e Willis, eles atiravam juntos, liderando os soldados agora.

Corri até Luiz – como vai código? – perguntei a ele casualmente, só que não, foi aos berros.

Ele nem mesmo me respondeu. Mephistomon ganhava a briga, Shoutmon mal servia como distração, o Digimon demônio era absurdamente rápido para seu enorme tamanho, e ele desviava de cada ataque gargalhando.

Greymon por sua vez estava usando todo o seu poder de fogo, tentando morder o Digimon demônio, acerta-lo com bolas de fogo e raios, mas quase sem sucesso, Mephistomon parecia brincar com os dois digimons enquanto desviava de cada ataque.

Então Mephistomon cansou de brincar, o Digimon começou a desferir golpes super fortes em Metalgreymon, o demônio agarrou a calda de Metalgreymon e girou o dinossauro mostrando uma força imensa, fazendo o Digimon se chocar contra a fachada de um prédio.

Shoutmon saltou e jogou varias bolas de fogo na cara do monstro que urrou, mas creio que não foi de dor, não haviam danos expostos. Corri até um dos soldados no chão e roubei sua arma, o olhei por um segundo antes de roubar um homem morto, pensei que me sentiria mal, mas nada disso.

Mirei o melhor que pude e atirei, o tiro passou longe, Mephistomon começou a dar vários socos em Metalgreymon que gemia de dor, Shoutmon atacava sem parar, corri chegando o mais perto que pude e comecei a atirar incessantemente.

Vários tiros acertaram o prédio, mas consegui acertar em vários pontos do corpo de Mephistomon junto às bolas de fogo de Shoutmon, ele urrou novamente – Maldito seja – disse antes de agarrar novamente a calda de Metalgreymon e arremessa-lo em minha direção, e caso eu não tivesse me jogado no chão teria sito atingido por um dinossauro de seis toneladas.

***

Willis estava atirando ao lado de Sofia e Pedro quando ouviu a voz familiar, ele hesitou em olhar para trás duas vezes antes de tomar coragem, mas assim que ele se virou e percebeu Thiago de pé, sujo de pó junto a Marcelia ele saiu correndo em direção ao garoto.

Thiago sorriu quando viu o garoto, assim que Willis se aproximou ele deu um empurrão em Thiago que quase o derrubou, e depois começou a enchê-lo de socos – o que é isso? – perguntou Thiago confuso.

_Isso é por me fazer achar que você estava morto – Willis disse, ele estava de cabeça baixa, e lagrimas escorriam em seus olhos, quando finalmente ergueu a cabeça e parou de bater em Thiago ele enxugou o rosto com as costas da mão e sorriu – eu deveria te matar – desabafou Willis.

Thiago deu um murro no peito de Willis e afirmou – eu estou aqui.

E então o dinossauro ciborg veio rolando na direção deles.

***

_Droga, droga, droga, droga, droga... – corri repetindo enquanto tentava alcançar Greymon, vi pela minha visão periférica que Lud também vinha.

Mephistomon acertou um soco em Shoutmon que fez o Digimon atravessar a janela de um prédio, Will gritou, mas nada poderia ajuda-lo. Sofia foi até Will e pôs a mão sobre o ombro do garoto – ele esta bem – disse ela tentando acama-lo.

Mephistomon gargalhou mais uma vez – Vocês acreditaram mesmo que me venceriam com esse poder? – questionou ele levantando as mãos e criando uma esfera de energia negra.

_Não termina até que chega o final – disse Pedro acertando cara do Digimon que se desconcentrou fazendo com que a esfera de energia se esvaísse.

Metalgreymon estava bem machucado, em alguns lugares de seu corpo havia feridas soltando dados. Olhei em volta e vi Luiz sentado perto de Weverton e alguns soldados, ele digitava freneticamente e pela expressão que ele estava fazendo já podia imaginar que ele não estava tendo grande avanço com o código.

_Outro prédio em cima dele? – sugeriu Lud chegando próxima a mim, Shoutmon pulou da janela do prédio gritando.

Olhei para Mephistomon de pé – ele é rápido de mais, não sei como vencer – exclamei.

As luzes nas assas de Metalgreymon se acenderam, com um salto o enorme Digimon passou por nossas cabeças, May estava correndo em nossa direção também – como vocês estão? – perguntou ela com um tom de preocupação – os digimons estão se esforçando bastante.

Eu sorri sendo falso, e creio que Lud também, minha cabeça que antes estava com uma dorzinha chata já estava começando latejar – bem, não se preocupe – disse tocando o ombro de May – agora temos outras preocupações.

Corri sendo seguido por Lud até Luiz – como esta indo ai? – perguntei apressado.

Luiz colocou as duas mãos na cabeça e gritou – não, não quero mais isso, tira da mim – arrendando o notebook com as mãos.

_Qual o problema? – Lud perguntou.

Houve uma enorme explosão atrás de nos, novamente Mephistomon estava carregando seu ataque, mas desta vez não demorou muito até que ele o desferisse, a bola de energia negra foi em direção a Sofia, Pedro, Will e os outros, os soldados perto de nos começaram a gritar.

Shoutmon se jogou na frente e com seu bastão conseguiu desviar o ataque que acertou um edifício, uma explosão de fogo negro aconteceu, deixando um buraco na estrutura do prédio.

_Me da isso aqui – disse a Luiz me sentando no chão, eu já estava um pouco consciente da estrutura do script de um Digimon, na primeira camada haviam os comandos de interface, com linhas de código elaboradas que definem como é a aparência.

Na segunda camada, e essa era o problema, haviam centenas de linhas de códigos com comando de funções, que seriam basicamente os neurônios do Digimon, qualquer função errada ali podia fazer a diferença entre o Digimon conseguir mover a perna direita ou não, por exemplo.Fui passando o código devagar, reparando cada linha o mais depressa que conseguia até chegar finalmente na terceira parte.

A terceira parte em minha opinião era a mais interessante e consistia basicamente em linhas de códigos mutantes, e era onde definiam os ataques dos digimons, mas não tive chance de mexer em nada, Mephistomon estava atrás de nos.

O enorme Digimon me agarrou me levantando até a altura de seus olhos, Metalgreymon tentou acertar uma cabeça em Mephistomon, mas o Digimon saltou desviando. Ele me apertava tanto entre os dedos que eu mal podia respirar – Agora guardiões, o que faram comigo com seu líder como refém? – perguntou o mostro.

Seu cheiro era nauseante, juntando o máximo de ar que consegui gritei – Ataquem, contudo – e então Mephistomon aumentou a aperto, pude sentir meu ombro deslocando, ele iria querer todos os ossos do meu corpo.

_O que você quer de nos? – berrou Mayara, pude ver Luiz de fininho pegando o notebook.

Mephistomon gargalhou novamente – eu não quero nada, quem deseja é meu mestre – afirmou ele me erguendo sobre sua cabeça, meu corpo todo doía, eu queria gritar, mas não podia desestabilizar o grupo, comecei a sentir falta de ar, eu não queria desmaiar.

Pedro acertou novamente a cara de Mephistomon, o Digimon urrou de ódio ou de fúria, sua mão me apertou mais e mais forte, até que o mundo a minha volta escureceu.

***

Eu estava com o notebook de Jonas na mão, ver meu primo daquele jeito e não poder fazer nada me angustiou tanto que lagrimas quase escorreram de meus olhos, eu servia apenas como uma estante moveu para o notebook dele.

_Esse é um recado para o seu mestre – disse Pedro em meio a uma risada forçada, meu coração gelou, por que eles iriam irritar mais aquele monstro?

Sofia e Will também atiraram, Mephistomon então começou a correr na direção de Will, e só então reparei Luiz saindo correndo de trás do Digimon, vi os códigos de Metalgreymon rodarem mais velozmente quando ele correu em direção a Mephistomon e jogou seu corpo contra o dele, fazendo os dois caírem juntos – Jonas – exclamei preocupado, May olhou para mim com um sorriso no rosto, e lagrimas nos olhos e disse:

_Ele vai conseguir – pude ver a vermelhidão de seus dedos segurando o notebook de Lud, ela não queria transparecer, e não que ela fosse boa nisso, mas estava morrendo por dentro.

Pude ver de longe Metalgreymon morder o braço de Mephistomon, o Digimon urrou e então começou a socar o Digimon dinossauro com tanta força que era possível a distancia que eu estava ouvir o barulho das pancadas.

Os dois começaram a rolar no chão, e caído perto deles estava Jonas, Shoutmon pulou e agarrou meu primo o jogando nas costas, ele o carregou correndo enquanto descia a avenida, os soldados perto de nos, agora gritavam coisas do tipo.

_Vai Greymon.

_Isso, come ele dinossauro.

_Ferra com ele Digimon.

E então os dados de Metalgreymon oscilaram e um segundo depois estavam estirados no chão Greymon e Mailbirdramon. Lud gritou quando Mephistomon se levantou e agarrou Greymon pelo pescoço, dei o comando F7 e o dinossauro de transformou em dados voltando para o notebook.

Mailbirdramon se levantou meio zonza, mas Mephistomon agora também já mostrava grande sinal de cansaço, olhei de rabo de olho para Lud ao longe, e pude a ver ofegando, o que Urielmon disse parecia ser verdade.

Mephistomon gargalhou, e então todos os soldados começaram a atirar, apesar de não haver mais que dez espalhados perto da gente, as bolas de energia fizeram Mephistomon urrar.

O Digimon demônio ergueu sua mão e uma grande bola de energia negra começou a se erguer, foi quando Luiz gritou – Ei bode? É a sua hora de fugir – afirmou ele ironicamente com o notebook na mão.

Mephistomon lançou seu ataque em nossa direção, eu, May e os soldados começamos a correr, nossa sorte foi que a bola de energia tocou o chão antes de chegar a nos, explodindo em fogo negro. Fomos todos jogados no chão pela força da explosão, cai de cara e senti logo que havia mordido o lábio, o gosto de sangue encheu minha boca.

O campo de dados aumentou, Jonas estava mesmo certo, e então Luiz deu o comando, o ar ficou pesado por alguns segundos antes de a energia vir de qualquer ponto próximo a Luiz, correntes elétricas vieram de postes tombados, de baterias de carros revirados e até mesmo dos armamentos Raders que estava no chão mais próximos, toda a energia ali foi sugada.

Aos poucos o enorme Digimon foi surgindo, sua calda era quase do tamanho de Greymon, Deckerdramon rugiu, e Mephistomon deu um passo para trás, — Malditos sejam – exclamou o Digimon demônio, do ângulo que eu e May estávamos dava pra ver Luiz, a feição do garoto havia mudado, ele parecia estar sentindo dor, tentei dizer isso a May, então percebi que ela ainda não havia se levantado.

Corri até ela e quando tentei a levantar vi o corte na testa dela, a garota também havia desmaiado, gritei por ajuda e alguns soldados vieram até mim.

Mephistomon saltou em direção a Deckerdramon e começou a socar o enorme Digimon, Mailbirdramon aproveitou a distração do Digimon demônio e acertou um tiro direto de seu canhão nas costas dele.

Mephistomon caiu de joelhos e Deckerdramon o agarrou em uma mordida poderosa, Mephistomon urrou, e então o Digimon crocodilo o lançou para longe. Mephistomon caiu perto do grupo de Pedro e começou a levar dezenas de tiros, o Digimon demônio alçou voou e começou a rogar pragas.

Deckerdramon abriu um compartimento em suas costas e dezenas de misseis começaram a serem disparados indo em direção a Mephistomon, o Digimon tentou voar para longe dos ataques, mas a mira do Digimon crocodilo era perfeita.

Então Deckerdramon despareceu, Luiz caiu no chão junto a notebook. O corpo de Mephistomon estava se transformando em dados, deixando de existir, mas ainda sim ele gargalhou mais uma vez – meu trabalho esta completo, já há instabilidade o suficiente nesse mundo, finalmente ela ira aparecer – afirmou enquanto os últimos dados de seu corpo lhe espalhavam pela escuridão da noite.

May deu o comando e Mailbirdramon despareceu, e logo em seguida Lud foi ao chão, Will e Sofia correram até Luiz, enquanto Pedro foi até Lud.

May estava apoiada em um soldado, respirei fundo e senti que finalmente as coisas iam começar a se acalmar, mas eu estava enganado, os três notebooks começaram a soar o alerta ao mesmo tempo.

_O que é isso – perguntou Willis se aproximando de nos correndo.

Quando eu olhei para tela não pude acreditar que estava lendo direito os dados, um Digimon muito poderoso estava atravessando o portal, ao redor de nos o campo de instabilidade era quase absoluto, o que havíamos feito?

Notas finais
Espero que tenham gostado, ainda acho estranho escrever um capitulo sem a arrogancia de Luan exalando, maaaas... Foi um bom capitulo, espero não ter vacilado na luta, e até o comentario.