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21 Capitulo 19 - Guerrilha


Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo, acho que posso ter ficado um pouco corrido, mas tentei dar o maximo de emoção possivel.

As nuvens escuras sobre a cidade traziam consigo uma impressão sombria, trevosa, maléfica. Em meio a prédios altos um exercito negro voava sobe as ruas, indo em direção a o quartel general Rad. No fronte estava Mephistomon, com suas assas abertas virando com a força do vento sobre elas, carregando consigo com a mesma expressão vazia e o cheiro de morte.

Um ultimo urro foi ouvido antes dos primeiros tiros começarem a ser emitidos pelos Raders, prever um exercito daquele tamanho se aproximando era bem simples na verdade. Maristela estava no fundo das instalações, segurando uma enorme maleta revestida de chumbo, tão pesada quando o nome sugere, e dentro desta maleta o objeto que tinha o poder de mudar os rumos dessa guerra, a bomba dimensional.

Mauro estava na rua em frente ao prédio carregando a segunda arma mais poderosa que um Rad possui, uma arma muito parecida com uma bazuca, negra com uma capsula de energia. Mephistomon parou a alguns metros dos primeiros soldados, e o exercito alado vermelho e negro parou atrás dele.

Willis estava em uma das janelas do prédio junto a Thiago e mais um soldado, ele podia ver lá de cima seus colegas de equipe. Marcelia e Cesar logo atrás de Mauro, na postura que haviam aprendido na academia, prontos para dar a vida por uma causa que ele mesmo não podia entender direito.

_Pronto garoto? – perguntou Thiago colocando a mão no ombro do moreno.

Willis deu uma risadinha abafada – nunca estive mais despreparado – Thiago sorriu de volta e olhou para o enxame de digimons que voavam em volta do Quartel – estão nos cercando – Willis indagou o obvio.

Os soldados agora não mais atiravam, a maioria deles estava apavorada de mais para conseguir se mover. Um silencio ensurdecedor tomou conta de tudo poucos segundos antes de tudo começar, cada soldado e Rad podia ouvir sua respiração e seguir o coração bater forte no peito, o som do bater de assas dos digimons era como uma faca afiada pronta para apunhalar seus corações.

Mephistomon urrou novamente, e soltou o primeiro ataque causando uma explosão de luz negra para baixo que fez o chão e o soldados que foram apanhados desaparecerem deixando apenas uma leve cortina de poeira, o poder dele era aterrorizante. Tiros começaram a cortar o ar junto ao som de bater de assas, urros e gritos apavorados.

Maristela estava sentada dentro de algo muito parecido com uma sala do pânico, abaixo do que um dia fora a garagem do prédio, mas agora havia sido invadido por Boogueymons que lançavam fogo em todas as direções, explodindo carros e perseguindo soldados.

Ela olhou para Glauro que estava sentado ao seu lado, ele segurava a arma em suas mãos com tanta força que as pontas de seus dedos estavam vermelhos, enquanto dois soldados faziam a segurança na porta de Chromo Digizoide – assim vai quebrar a arma – disse Maristela a Glauro que não a deu atenção. Maristela balançou a cabeça negativamente e disse desta vez mais alto – essas criaturas não entrarão aqui garoto, não é seu primeiro trabalho de campo – disse ela tentando acalma-lo – pare de histeria – do jeito Maristela de fazer as coisas.

O prédio tremia metros acima deles, Willis gritava enquanto atirava quase initerruptamente – Calma – exclamou Thiago – sua arma vai sobre carregar.

Dois Boogueymons vieram em direção a Thiago voando tão rapidamente que o garoto mal teve tempo de se jogar no chão, o soldado atrás dele foi pego pelos dois digimons e lançado janela abaixo os deixando sozinhos da sala com os digimons, Willis gritou e atirou nas costas de um o fazendo arfar, o segundo mostrou os dentes e se jogou em direção a moreno com garras a postas, Willis acertou um tiro na cara do Digimon que perdeu a orientação e bateu em uma mesa que estava no meio do caminho.

Thiago acertou um tiro na cabeça do Digimon que explodiu em dados, o outro agarrou Thiago e começou a puxa-lo em direção à janela urrando histericamente, o garoto começou a se debater e gritar em desespero, a arma caiu de sua mão, e por mais que ele tentasse usar mãos para se libertar não conseguia, as garras do Digimon perfuraram o ombro e o tórax do agente onde ele o agarrara, e agora a camisa cinza de uniforme se enchia de um tom vermelho sangue.

Willis tentou atirar, mas sua arma fez um sinal sonoro que indicava uma trava de segurança, que impedia que a arma superaquecesse e parasse de funcionar, Willis apertou o gatilho cerca de duas vezes antes de se dar conta que não adiantaria, então ele começou atravessar a sala correndo, metade do corpo do Digimon já estava para fora quando Willis agarrou as pernas de Thiago.

_Não me solta, não me solta, não me solta – começou a gritar repetidas vezes Thiago em pânico, metade do corpo do garoto já estava para fora do prédio, Willis fazia força de um lado enquanto o Digimon o dobro de força do outro.

Thiago então arregalou os olhos olhando fixamente para a porta atrás deles, Willis olhou de relance e viu a enorme sombra que se aproximava dele, então o tempo pareceu ficar mais devagar, ou a percepção do garoto sobre as coisas aumentou absurdamente em um instante.

Ele viu o amigo a frente dele o olhando no fundo dos seus olhos, com um medo que jamais Willis pensou que pudesse ver em alguém, ele viu o enorme Digimon se aproximando lentamente atrás dele se preparando para atacar, viu a um metro de si no chão a arma que salvaria sua vida e percebeu que para se salvar teria que soltar Thiago.

Thiago também por algum motivo pode ver a situação de um modo mais abrangente, talvez a situação de quase morte faça isso. Ele viu a arma do que salvaria o amigo no chão, viu o Digimon se esgueirando lentamente até Willis enquanto ele segurava suas pernas, e sentiu as garras do Boogueymon rasgando sua carne, a dor era insuportável, mas não seria pior que ver seu amigo irritante morrendo na sua frente – Solte – disse Thiago não acreditando no que acabara de ouvir de si mesmo – Solte agora.

Willis balançou a cabeça negativamente, seus olhos se encheram de lagrimas, e então Thiago fez um movimento brusco com as pernas, as libertando do amigo que desapareceu no segundo seguinte quando a única coisa que Thiago pode ver foi o céu escuro a cima de si e sentir a brisa forte correndo por todo seu corpo, ele não sentiu medo, muito menos arrependimento, era como que por instante ele fosse parte de tudo.

Willis se jogou no chão e agarrou a arma, atirando com os olhos fechados na direção do Digimon a sua frente, depois que ele explodiu em dados, Willis continuou sentado, sozinho na sala cheia de mesas, em posição fetal, lagrimas quentes começaram a escorrer pelo seu rosto. O garoto estava em pânico, suas pernas não funcionavam, seu coração batia tão forte que parecia doer, e sua respiração se tornou ofegante, ele não tinha coragem de ver o fim que seu amigo levou, mas viu quando mais dois Devimons entraram voando na sala.

***

Vamos à parte em que os Guardiões entram em cena, mas antes disso houveram coisas que precisam ser lembradas.

Urielmon foi arrastado até a enfermaria, logo depois que Pedro e Weverton conseguiram tirar Babel de lá. Não pudemos dar um enterro digno a ele. Pedro o enrolou em um lençol e o levamos a um cemitério em uma das saídas da cidade.

Como ha covas prontas colocamos Babel em uma delas, May fez algumas orações junto com o resto do grupo e depois de bastante lagrimas eu e Will cobrimos o máximo possível o corpo de Babel com terra, enchendo a cova até a metade. Era tão humilhante, mas o que iriamos fazer? Não havia ninguém que pudesse nos ajudar a dá-lo um enterro digno. Raiva de mim mesmo acima de tudo me preencheu.

Meu coração pesava tanto, eu podia sentir que minha estabilidade mental estava a ponto de ruir, eu não sabia mais como animar o pessoal, como tentar fazer todos seguirem em frente se eu mesmo não sabia como ia seguir. Pra ser sincero eu não queria, estava cansado daquilo, era muita responsabilidade para nós, só que não havia a quem pedir ajuda.

Eu sabia com certeza que odiava aquela mulher, e que se eu tivesse a oportunidade faria Greymon engoli-la viva, e eu assistiria, vendo a ultima chaga de vida se esvair dos olhos dela, a fazendo morrer pelas garras daquilo que ela mais odeia.

Tivemos apenas uma noite antes do ataque, não que alguém tivesse dormido, mas sentíamos que seja lá o que estivesse vindo, estava próximo. As nuvens sobre a cidade, agora sabíamos que eram causadas por um Digimon, Mephistomon. Não contei a ninguém que o vi, muito menos que conversamos, não saberia o que dizer a eles, e mesmo se soubesse acho que eles não entenderiam.

Ficamos chocados ao saber que com as informações do D-Ark original que pertenciam a Shibume, Maristela foi capaz de construir a bomba dimensional, afinal de contas havia muito mais informações naquele arquivo do que conseguimos acessar do nosso. Mas Babel deixou claro que o nosso era só um backup, não eram os dados originais. O que havia com Shibume eram informações de como alcançar a dimensão deles, isso provava que eu estava certo, sobre o digimundo pelo menos.

E então Urielmon acordou, May estava com o Digimon anjo quando aconteceu. As luzes do prédio oscilaram e todos os aparelhos eletrônicos tiveram algum tipo de interferência, um barulho como os de dados sendo processados puderam ser ouvidos da televisão e dos computadores próximos, algo bastante assustador.

Corri até a ala medica, uma luz absurda foi emitida como um fleche. Empurrei a porta com força e me deparei com o anjo enorme de assas agora brilhantes de pé em frente à May caída no chão. Comecei a balançar os braços para chamar a atenção do Digimon e gritei ­– calma Urielmon, calma, calma – ele virou a cabeça em minha direção fazendo com que meu corpo inteiro se arrepiasse – nós não vamos te machucar – disse tentando acalma-lo.

_Vocês não podem, e eu sei quem são cada um de vocês guardiões – disse ele. A voz dele era como o rufar de tambores, imponente e assustadora, nunca havia ouvido nada como aquilo.

Segundos depois como uma manada de elefantes os outros se aglomeraram na porta, Luiz quase caindo sobre mim, surpresos pela repentina recuperação do Digimon. Weverton abriu a boca para dizer algo, mas Sofia o impediu de imediato.

Corri até May e a abracei no chão – Eu fui invocado, tenho que ir – disse o Digimon anjo caminhando em direção ao grupo de pessoas que impediam a passagem na porta.

_Precisamos de respostas – eu disse a ele tentando não parecer mandão. A ultima coisa que eu queria era que ele se enfurecesse comigo.

Mas Urielmon nem se quer olhou para trás, continuou andando rápido e com passadas fortes, e então Will gritou meio gaguejante – Por favor, nos ajude – disse ele quase suplicante. De súbito Urielmon parou, e contra todas as possiblidades ele se ajoelhou se apoiando em seu cajado na frente de Will.

_Sim meu senhor – disse a criatura deixando todos estupefatos.

_O que esta acontecendo... – Will estava tentando parecer o mais firme possível – o... o... o que esta acontecendo de verdade? – perguntou ele tremulo, mas ainda sim olhando o Digimon anjo com um olhar superior, eu me orgulhava dele.

_Lucemon esta se levantando – disse o Digimon voltando a ficar de pé, um metro e meio de altura mais alto que Will – os selos estão sendo quebrados. Assim que as testemunhas se levantarem o ultimo selo, Lilithmon, vira a terra e ela será o ultimo lacre antes de Lucemon se liberte.

Eu dei um salto – mas como? Quais são esses selos? – Urielmon virou a cabeça para trás, em minha direção. Meu corpo tremia, havia algo nele, algum tipo de poder que me fazia ficar submisso, medo corria pelo meu corpo apenas por encara-lo.

_O primeiro foi quebrado quando os primeiros humanos entraram em contato com o nosso mundo – me respondeu ele, cheguei a sentir falta de ar, meu coração doía no peito de tão forte que batia – o segundo selo foi quebrado quando o primeiro Digimon pisou neste mundo, o terceiro selo foi quebrado quando sangue humano foi derramado por sangue digital...

_Quantos selos existem afinal de contas? Precisamos saber apenas o que não foram quebrados – disse Weverton de súbito fazendo todos o olharem depressa, com tanto medo que pude ver o momento em que May fosse desmaiar.

Urielmon se virou devagar para o grupo e deu um passo a frente, chegando perto o suficiente de Will para que, se não houvesse uma mascara de metal tapando seu rosto, o garoto pudesse sentir seu hálito – seiscentos e sessenta e seis, mas apenas sessenta e seis devem ser quebrados para que Lucemon se levante.

_Como na historia contada no nosso mundo – voltou a dizer Weverton, que no mesmo instante levou uma cotovelada na barriga de Monteiro, que fez o garoto sentir ancia de vomito.

_Exatamente, os últimos selos que devem ser quebrados são os mais importantes por isso são imutáveis – disse o Digimon anjo virando a cabeça em direção a Will – assim que o guardião for traído por seu igual o sangue do anjo devera correr pela terra, e as testemunhas se levantarão para marcar a vinda de Lilithmon – ele terminou de nos dizer nos deixando chocados, ele sabia de tudo, ele tinha todas as informações do por que de aquilo estar acontecendo, não podíamos deixa-lo ir – Não adianta, não há nada que possa me fazer continuar aqui.

Arregalei meus olhos, ele estava lendo a nossa mente? – Fui invocado meu jovem, não há nada que você nem eu possamos fazer quanto a isso – a luz que era emitida de suas assas começou a se intensificar – mas lhes dou um ultimo conselho, não entrem em batalha – a luz das assas dele agora nos ofuscava, eu podia sentir a energia sendo sugada a ele, era como a sensação de Greymon surgindo, mas mais sutil e sublime – os digimons que criam elos com humanos são mais fortes, mas a força deles é sugada de seu parceiro – já não era mais possível ver nada, apenas um clarão – mas vocês nem de longe são tão fortes quanto nos. Se o Digimon for forte de mais para o parceiro, o parceiro dará até a ultima gota de energia vital a ele, mesmo em batalha – e então foi como um baque oco.

Como uma explosão, mas sem deixar rastro de destruição, apenas pessoas no chão, o Digimon anjo havia desaparecido, deixando apenas uma única pena no chão – então se eles sugarem energia de mais de nos – disse Lud mais para si mesma do que para qualquer um de nos – o domador, ele vai morrer não vai?

_Do que ele estava falando? Como assim os digimons estão sugando a energia vital de vocês? – perguntou May esbaforida.

Luiz resmungou – Não é obvio? Os sangramentos e os desmaios – afirmou ele deixando o resto do grupo preocupado, mas do que já estavam – por que não nos contaram?

Todos me encaram, como se eu soubesse a resposta, sai correndo da sala, trombei com todos na saída, ainda tentando me levantar. Me joguei no banheiro e então abri a torneira da pia, respirei fundo e joguei agua no rosto, eu queria gritar.

Quando me vi no espelho depois de dias, era como ver outra pessoa, meus olhos estavam fundos e com manchas pretas em volta, também estava mais magro e pálido, já faziam dias que eu não via o sol. Como eu podia saber que minhas escolhas me levariam aquilo, como eu poderia enfrentar algum inimigo se eu mesmo não confiava mais em mim?

Minha tia e Babel estavam mortos por minha culpa, dois mortos no mesmo dia e eu fui culpado de tudo. Soquei a parede e gritei, não pela dor que tomou minha mão, mas sim de angustia, por me sentir cheio de poder e mesmo assim impotente, e então tive um fleche de um sonho que tive há alguns meses atrás.

Onde uma voz me dizia que eu carregava a minha destra a vida dos cinco, acho que se aquilo fosse um pressagio, eu tinha mudado o futuro, pois agora além das vidas que eu apoiava, haviam mais três. Ouvi batidas na porta e em seguida ouvi a voz de Will me perguntando se estava tudo bem, respondi em um grito que sim, e então me sentei no chão do banheiro, colocando os braços em volta das pernas e abaixando a cabeça.

Fiquei naquela posição até o alarme soar, mais Digimon atravessando o portal? Sai do banheiro e caminhei em direção à sala de televisão, conseguimos conectar um dos poucos computadores que restaram à tela da TV, os estragos feitos por Luan foram muito grandes, ele havia destruído a sala de computação praticamente inteira, e graças a Ogum não tinha machucado Pedro tanto quanto parecia.

_Meu Deus – exclamou Lud colocando as mãos sobre a boca, todos estavam parados uns do lado dos outros olhando a mesma imagem com expressões assustadoras.

Quando olhei para a tela vi um numero enorme de digimons, todos em um ponto especifico do mapa que eu conhecia muito bem, no quartel general Rad, e bem no meio deles havia um ponto maior, Mephistomon, o volume de dados dele era extraordinário, um Kyuukyokutai bem ali, com um exercito de brinde.

_Temos que ir – disse Will colocando as mãos na cabeça.

Suspirei e disse – temos que ter um plano, não podemos simplesmente sair correndo, gente de mais já morreu.

Sofia se sentou no sofá e exclamou – pessoas morrem todos os dias Jonas, eu, você, o Pedro, todos vamos morrer, mas o que importa é o que fazemos de nossas vidas, cada escolha, cada atitude, isso é um legado, e dependendo dele podemos ser eternos.

Olhei para a tela novamente, dezenas de digimons contornando o lugar, eu tinha levado todos até ali, eu devia a Luiz que mal disse uma palavras desde a morte de Babel, a May, a Lud e a Will o máximo de mim, mesmo que isso significasse me enfiar em um covil das trevas.

Eu gostaria de dizer que ninguém nunca me perguntou o que eu queria, porque não era aquilo, mas eu seria o cara mais hipócrita do mundo, cuidado com o que deseja, é o que eu diria hoje se pudesse, nem o pesadelo mais terrível se compara a realidade.

_Vamos – disse a todos, e finge ser forte pela ultima vez, olhei tudo em volta com um pouco de Nostalgia, acho que pela primeira vez desde que tudo aquilo começou eu senti medo de morrer em batalha.

Invocamos Greymon e Mailbirdramon na porta da faculdade, Shoutmon que se recusava a ficar dentro do prédio já estava lá fora nos esperando. Eu fui nas costas de Greymon e Lud nas de Mailbirdramon.

May e Weverton ficaram responsáveis pelos nossos notebooks, enquanto Will, Sofia e Pedro estavam armados, Luiz estava com seu próprio notebook na mão, nos já havíamos concertado grande parte do código de Deckerdramon, mas ainda não era certo que ele iria funcionar, só nos restava esperar.

Assim que chegamos perto começamos a ser atacados, Greymon não tinha dificuldade para deter Boogueymons, cabeçadas e mordidas eram o suficiente para destruir aquelas criaturinhas infernais, mas quando eram Devimons eles davam um bocado mais de trabalho.

Shoutmon estava em cima do capo do carro lançando bolas de fogo e impedindo que os digimons se aproximassem de mais do carro, enquanto Pedro fazia algo que mais tarde ele chamou de direção defensiva.

A vista era assustadora, eu nunca tinha visto tantos digimons juntos, quanto mais digimons das trevas. O céu escuro impediu a nossa visão a longo alcance, mas eu sabia que mesmo mais alto havia dezenas de Devimons voando. Muito me surpreendia às luzes da cidade acessas, havia mesmo algo errado. A maioria dos soldados que trabalhavam junto ao Rad estavam do lado de fora, atirando incessantemente, agora não mais para salvar o quartel, mas sim suas próprias vidas.

Passei a mão direita pela pele escamosa de Greymon, era dura e gelada, se movendo para cima e para baixo junto com o som da respiração pesada do dinossauro, eu podia senti-lo tão real, ele realmente estava ali. Se eu me concentrasse bem podia até mesmo a ouvir seu coração pulsar, nossa ligação estava forte, e eu sabia que precisaria da força dele.

O pessoal começou a descer do carro, todos assustados, mas ainda sim sorrindo, pulando e desejando sorte uns aos outros, havia alguma coisa diferente naquela batalha, algo que nenhum de nos tinha sentido antes, talvez fosse porque nos caçamos os digimons desde o inicio, e agora pela primeira vez, nos, seres humanos éramos a caça.

E quando finalmente decidi que era hora de começar a batalha ouvi a explosão, um estrondo alto e luminoso. Meus olhos se arregalaram quando percebi de onde vinha, era o quartel general Rad, o prédio estava caindo, a ultima linha defesa fora nós estava indo ao chão.

Agora estava tudo em nossas mãos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e não deixem de dar sua opniao!