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15 Capitulo 14 - Ironia
Notas iniciais
_Depois dos acontecimentos inesperados de semana passada não tenho outra escolha a não ser iniciar um processo de represália imediata ao grupo de garotos que agora se intitulam guardiões – dizia Maristela na sala de reuniões que ficava no andar superior da Base Rad ainda intacta, Mauro e Sofia estavam mais a frente em pé, e os novos recrutas estavam em cadeiras alinhadas lado a lado logo atrás dos dois. Depois da traição de Pedro, Maristela tomou atitudes imediatas para que seu cargo fosse caçado, suas contas congeladas e para que seu nome entrasse para lista de procurados do governo, deserção e tentativa de libertar um preso da uma instituição como o Rad era extremamente prejudicial por assim dizer.
_A partir de agora o novo general da brigada de Belo Horizonte será o Subtenente Mauro – continuou ela, o enorme homem fez uma reverencia demonstrando gratidão desnecessariamente, e então ela prosseguiu – A senhorita Sofia Albuquerque será responsável pelo cargo de Subtenente – Sofi não demonstrou nenhum sentimento por aquela condecoração, por algum motivo que ela não sabia dizer, tudo aquilo agora parecia sem sentido.
_E quanto a vocês – disse a mulher olhando para os novos agentes – como ainda estão em processo de treinamento precisão de acompanhamento, então os incumbirei deste dever – disse ela agora olhando para Sofi e Mauro – Willis e Thiago – assim que ela disse seus nomes os jovens deram um salto da cadeira – a agente Albuquerque será responsável por vocês dois – Sofia fez um gesto com a cabeça como se dizendo que havia entendido as ordens e Willis e Thiago disseram quase em uníssono "sim senhora" e então Maristela continuou – quanto aos agentes Marcelia e o agente Cesar ficarão sobe os olhares de Mauro – a mesma situação ocorreu – e quanto ao agente Glauro – esse já estava tremendo – ficara sobe minha supervisão.
Os outros o olharam com pena, ficar logo sobe a supervisão de uma mulher como Maristela não poderia ser nada agradável.
O celular de Maristela tocou e a imponente mulher se retirou para atendê-lo deixando dentro da sala o grupo de Raders, Mauro foi o primeiro a tomar a palavra – Bom agentes já que sou responsável pelo desenvolvimento de vocês lhes afirmo logo que não será fácil – afirmou a “Montanha” — e quanto a você – disse ele olhando para Sofia que ainda não havia se movido um centímetro – espero que faça o mesmo.
Sofia virou o rosto lentamente em direção a Mauro e disse – Se os agentes estão sobe minha supervisão, os treino da forma como achar que devo, mas agradeço-lhe pela dica – disse ela se virando bruscamente e caminhando em direção a porta – venham – disse ela olhando para Willis e Thiago.
***
_Eu ainda não entendo porque eu tenho que ficar de olho nele – eu disse enquanto entravamos na faculdade vazia, tivemos que arrombar a porta principal para entrarmos, para nossa sorte, apos a batalha contra Diaboromon as aulas haviam sido suspensas.
_Simples, você queria que o trouxéssemos, você diz que confia nele, você se vira com ele – disse Will andando na minha frente – e caso ele nos traia, você se ferra primeiro.
_Vocês sabem que eu ainda estou aqui não é? — disse Pedro andando ao meu lado.
Não foi fácil de convencer o resto dos Guardiões a deixar Pedro se unir a nos, e sim, ainda era estranho pensar em nos usando esse termo. Depois que ele apareceu do nada dizendo que havia nos estado rastreando o tempo todo e dizer que fugiu do Rad nos fomos para um barzinho ali perto, era enorme com temática dos anos setenta, um lugar que eu gostaria de voltar futuramente quando tudo tivesse acabado.
Pedimos então a Pedro que nos contasse porque ele queria se juntar a nos, e porque ele trairia o governo, e a respostas dele só reafirmou minha vontade de que ele entrasse no grupo. Ele nos contou que teve contato com um Digimon antes de entrar pro Rad, de acordo com ele um Digimon Seichouki, ele tinha por volta de uns doze anos, e ele considerou o Digimon como um amigo, e então veio o Rad, e o destruiu na sua frente.
Desde então a ideia dele era entrar pro Rad para poder se aproximar dos digimons e mudar a organização, mas com as recentes ações e comandos ele sabia que isso nunca ia se tornar possível, por isso ele tinha fugido e se unido aos “rebeldes”.
Seria muito fácil mandar ele embora no mesmo momento, era o que todos menos eu e May queríamos, ela pelos motivos errados, mas já estava mais do que na hora de tomar uma postura no grupo, desde o primeiro momento eu só tinha trabalhado em cima das minhas duvidas, mas agora eu tinha certeza de muita coisa, apesar de que ainda me rondava a duvida de por que Babel se referiu a ele na terceira pessoa quando estavamos falando dos "criadores de criaturas", aquela historia ainda parecia mal contata, mas não era hora para isso.
Eu tinha certeza de onde os digimons vieram, certeza de que eu e Greymon temos uma ligação física, certeza de que a cidade inteira corria perigo, certeza de que meus amigos estariam do meu lado e mais certeza ainda de que eu tinha feito todas as escolhas certas até então, mesmo as consequencias tendo saido do nosso controle.
Olhei pra Will na minha frente enquanto caminhávamos pelo corredor branco e escuro da faculdade e me senti orgulhoso, ele com certeza tinha evoluído mais que todos nos ali, a barba dele havia crescido e suas roupas não eram mais certinhas, seu andar não era mais acuado nem mesmo o timbre da voz era tremulo, ele parecia confiante e certo do que fazer.
Luiz não parecia mais um completo idiota, isso com certeza, apesar de eu lá no fundo ainda achar que o que ele me disse sobre o motivo de ter pegado a arma naquele dia não ser verdade. Ele parecia agora ligado, imerso na realidade, coisa que no inicio era difícil da parte dele, ainda sim ele parecia ser mais sincero consigo mesmo e com a gente em relação a suas preocupações e medos.
May não chorava mais como uma garotinha, me lembrei dela na ultima batalha gritando comigo que havia matado um Digimon sozinha, ela parecia mais corajosa, mais disposta e mais centrada, bom, nervosinha também, e isso de certa forma não era de todo o mal.
Ludmila, não sei dizer se nunca notei, ou se simplesmente surgiu isso nela, mas ela era esperta, calma, meticulosa, não agia por impulso, a não ser quando estava “chapada” de Digimon, mas ela era linda e inteligente, mais inteligente talvez que todos nos do grupo, o conhecimento dela desenvolveu ou melhorou nossas aplicações de digimons rapidamente.
Era muito bom ver todo mundo evoluindo, mudando, e eu não ia ficar pra trás.
Então chegamos finalmente ao laboratório de informática um no primeiro andar, a ultima sala do canto, com um cadeado com segredo na porta – Engraçado, eu nunca tinha reparado esse Laboratório – disse Luan segurando o enorme cadeado com a mão esquerda.
_Acho que nunca ninguém vem aqui – disse Weverton.
_Você nem estuda aqui garoto – disse indignando.
_Não vem ao caso – terminou Weverton.
Luan inseriu o segredo no cadeado e ele se abriu fazendo um clique alto, ele puxou a trava da porta e ela se abriu fazendo um barulho alto, assim que entramos vimos que na verdade não se tratava de um laboratório, e sim um deposito de informática com dezenas de computadores, notebooks e peças jogadas para todo o lado.
_È esse o Laboratório secreto de Babel? — Perguntou Pedro abismado, fazendo Luan o olhar com tanta raiva que imaginei que o garoto ia morde-lo.
Entrei na sala empoeirada e comecei a passar entre as mesas que antigamente deveriam se usadas pelos alunos, e em determinada parte do fundo vi um tapete verde com o brasão da faculdade estampado, um urso usando chapéu de colação de grau e uma beca preta.
Babel tinha nos dito que ele descia todas as manhas até o Laboratório, ou alguma coisa assim, não me lembro bem, então me abaixei e puxei o tapete de uma vez, uma nuvem de poeira me fez tossir, poeira entrou nos meus olhos, e então escutei um barulho de motor, todos começaram a fazer comentários e suspirar, eu não conseguia enxergar, quando depois de um minuto consegui focar minha visão havia um buraco no meio da sala, todas as mesas haviam se afastado deixando uma clareira de cerca de quatro metros quadrados no centro da sala, com escadas fazendo caminho até algum lugar lá em baixo.
_Viram – disse Weverton – é sempre o fio vermelho – todos concordaram começando a descer as escadas.
_O que aconteceu? — perguntei a Luan que virou o rosto – o que... Como foi que você abriu Weverton? — mas ele já havia desaparecido escada a baixo – como?
Desisti de tentar descobrir e corri para as escadas, não estavam muito escuras, depois de descer cerca de uns quinze degraus tinham enormes lâmpadas fluorescentes no teto agora já bastante alto, Weverton foi o primeiro a chegar lá em baixo, e ele suspirou alto assim que viu o que tinha lá – Uoup — disse ele no estalo. Todos foram se aglomerando no final da escada, assim que eu finalmente consegui empurrar todos da minha frente entendi bem porque eles estavam tão chocados.
Foi como ter morrido e ido para o céu da informática, as paredes daquela sala enorme eram pintadas de cinza, a parede a minha esquerda havia um enorme telão de com certeza no mínimo setenta polegadas, ligada a uma copia exata do computador Titan, um dos sessenta computadores mais rápidos do mundo, que chega a de vinte petaflops (ou vinte quartilhes de operações de ponto flutuante por segundo). Eu não podia estar acreditando ver um computador daquele na minha frente nunca, de acordo com os desenvolvedores o fato de o Titan ser baseado em GPUs Tesla permite que o Oak Rigde execute aplicações de extrema complexidade em escala, o uso desse tipo de computação acelerada é um dos motivos da ciência conseguir evoluir ao que esta hoje.
Eu estava surtando como bom nerd que eu sou, não podia acreditar em meus olhos, aquela sala estava cheia de supercomputadores, eu me sentei na cadeira na frente do Titan e ela ajustou a altura automaticamente, foi ai então que surtei de vez.
_POR ODIM, POR ZEUS, POR HORUS – Comecei a gritar passando a mão no teclado.
Espalhados em suportes pelas paredes estavam CPUs modificadas, com led azul embutido na carcaça, claro que isso só calçava um efeito visual, mas ainda sim era incrível, e cada um deles tinham três monitores ligados para cada, com teclados ergonômicos e suportes para copos de café, eu cheguei a me arrepiar.
_Porque ele esta gritando? — perguntou Luan a ninguém especificamente.
_Bom, provavelmente viu alguma miniatura de guerra nas estrelas – respondeu Weverton.
Depois que consegui me acalmar, e foi realmente difícil, continuamos a explorar a base. Como Babel havia dito, daria facilmente para nos escondermos ali, era simplesmente enorme, no fundo da sala havia uma porta de metal que abriu com sensores de movimento, do outro lado da porta depois de se seguir um corredor de cerca de três metros havia uma sala de estar, com um telão embutido a parede, um enorme sofá preto fofinho, e uma geladeira enorme no canto, em cima de uma escrivaninha no canto direito havia um telefone, mas não um comum, era um telefone via radio, como aqueles usados na primeira guerra, impossíveis de ser rastreados pelo que diziam os livros.
E em cada parede uma porta, a primeira May abriu e deu em um enorme banheiro com azulejos preto e branco. Atrás da segunda porta para nossa surpresa havia algo muito parecida com uma ala hospitalar, com todo o tipo de aparelho que se pode imaginar, desfibriladores, aqueles enormes que fazem algo como um scan do cérebro e muito mais, aquilo seria muito útil para nos, e por fim atrás da ultima porta o dormitório, que ao contrario de tudo mais que existe ali não era grande coisa, apenas um cômodo cinza, com oito beliches dispostas quatro de cada lado do cômodo, cobertas com edredons azuis. Nem mesmo dormitórios do futuro embutidos na parede, nem mesmo um cobertor elétrico, nada, somente as beliches.
Um corredor no canto direito também levava a um refeitório, mas diferente dos outros cômodos ele era pintado de branco, com uma enorme geladeira prata, e armários dispostos nas paredes, junto a um balcão com forno embutido.
Depois de algum tempo finalmente conseguimos ter um pouco e privacidade, Lud e May ficaram no quarto descansando, Weverton e Will ficaram na sala vendo noticiários, Luan estava fazendo qualquer coisa na ala medica enquanto eu e Luiz arrumávamos meu computador na sala do Titan.
Não foi bem concertar, minha tela estava estourada, alguns botões do teclado desapareceram e a lateral estava rachada, não tinha como salva-lo, então peguei “emprestado” de vez um dos computadores de Babel, escolhi um preto de quinze polegadas ultrafino, o processador era muito melhor que o meu, simplesmente troquei o HD e todas as minhas informações foram para o notebook novo.
Aproveitando a situação eu tentei copiar os dados de Greymon para o Titan, mas de alguma forma o mega computador não reconheceu os dados, parecia ser impossíveis de copiar, então instalei o sistema de monitoramento de Lud nele. Ver o mapa da cidade em uma tela de setenta polegadas era muito mais interessante, e ali poderíamos deixar ligado o dia todo.
_Eu estava pensando em uma coisa – disse Luiz – deveríamos colocar um sistema de alerta e conecta-lo aos nossos computadores, assim quando uma ocorrência acontecer seremos alertados todos ao mesmo tempo.
_Acho bacana cara, mas eu nunca criei uma aplicação assim – respondi a ele, realmente poderia ser muito util.
_Eu já, é só criar uma rede ponto a ponto – disse ele – eu vou me encarregar disso.
Apesar de todas as probabilidades passamos dois dias sem nenhuma incidência de digimons, parece que os que passaram pelo portal deram um jeito de esconder sua existência, Weverton e Luiz compraram comida e outras coisas de higiene que precisaríamos com o tal dinheiro que misteriosamente Luiz tinha arrumado.
Sentamos com Pedro e perguntamos tudo o que podiamos, sobre Babel, sobre o Rad, ele não sabia nada sobre nenhuma profecia, nem mesmo sobre o que exatamente seria a tal bomba dimensional, ele acreditava que ela poderia forças uma ruptura entre as duas dimensoes, e aquilo sim seria bem interessante de se ver em ação.
E então aconteceu.
Eu estava tentando desenvolver uma nova aplicação visual para o D-Ark, aquele sistema não tinha nada de mais, não consegui entender porque Babel fez tanta questão de o termos, é caro que haviam muitas informações sobre digimons, mas eu esperava muito mais. E então o alarme tocou, vários pontos saindo pelo portal, mas desta vez não eram apenas Devimons e Boogueymons, mas varias espécies de Digimon diferentes, vimos alguns desaparecer no mesmo instante que aparecia, deduzimos que o exercito estava lá com o Rad, e se pudéssemos ver, veríamos Sofia com uma bazuca de polaridade reversa na mão lutando bravamente na linha de frente lá.
***
Os tiros começaram assim que o primeiro Digimon saiu do portal, a general Lacerda tinha os instruído a não ter pena de nenhuma daquelas criaturas, a mente de Sofia não estava nada boa, ela mal conseguia mirar, os pensamentos dela iam de encontro a Douglas, ela sentia raiva agora o tempo todo, mas não exatamente dos digimons como ela esperava, e sim do Rad.
Espécies diferentes de digimons saiam do portal, grunhidos, explosões e gritos dominavam o ambiente, os agentes Thiago e Willis estavam ao seu lado atirando sem parar, mas a quantidade de fumaça se formando perto do portal os fez recuar. Um Digimon passou zunindo sobre suas cabeças, enorme e laranja – Kuwagamon – disse Thiago.
Willis o olhou com a cara amarrada e exclamou – Que merda, você conhece todos.
Sofia começou a correr atrás dele – eu não posso deixa-lo escapar, tenho que ir atrás dele – disse ela, os dois agentes só confirmaram com a cabeça. Mal sabia ela que segundos depois um Digimon muito mais forte sairia pelo portal e também fugiria.
Ela correu durante algum tempo pelas ruas desertas da capital, se afastando bem do campo de batalha, Kuwagamon havia pousado em cima de um prédio de quinze andares no final da avenida que ela seguia.
A agente treinada andava escondida usando os parapeitos dos prédios para se esconder, quando de repente avistou ao longe duas mulheres, uma mais velha, e uma garota ao seu lado, Sofia chegou até o limite de seu esconderijo e viu Kuwagamon olhando para as duas, ele ia atacar.
Ela continuou andando escondida e silenciosa, e então ela começou a ouvir o zumbido das asas do enorme Digimon inseto, as duas mulheres gritaram e começaram a correr, Sofia dobrou seus joelhos e apontou à arma, Kuwagamon descia em grande velocidade, quando o Digimon finalmente chegou próximo ao chão ela atirou, acertando na cabeça do enorme Digimon que perdeu o controle do voou e bateu de cara no chão, enterrando profundamente sua garra no asfalto soltando dados.
As duas mulheres correram em sua direção, Sofia não sabia, mas aquela mulher e aquela garota que carregava algo grande em baixo de um pano, segurando contra seu peito eram a mãe e a irmã de Will.
_O que vocês estão fazendo aqui – perguntou Sofia – Essa parte da cidade é muito perigosa, vocês precisam sair daqui.
_Estávamos tentando fugir da cidade – disse a senhora – só preciso tirar minha filha daqui, meu filho já se perdeu.
Sofia olhou para mulher segurando o choro e sentiu pena dela – eu... Venham comigo – disse ela hesitante.
***
_O que faremos? — Perguntou Weverton.
Eu queria dizer para irmos correndo até lá, mas ainda sim seria pouco, e minha cara ainda não tinha se recuperado, mas meu ombro havia se recuperado muito bem até.
Foi quando o portal mostrou um Digimon maior que decidi o que fazer, era um dos grandes, mais forte com certeza que Greymon pela quantidade de dados – precisamos pega-lo – disse apontando pra tela.
_O que? O Digimon? — disse Lud apontando pra tela.
_Não é má ideia, precisamos de mais poder, esse Digimon vai equilibrar nosso poder com a quantidade de digimons que saíram do portal – afirmou Luan – olhem a quantidade de dados dele – todos olharam para a tela, eles sabiam que estávamos certos.
Depois e alguns minutos de discussão decidimos ir, cada um de nos munido com notebooks e prontos para ação. Eu não podia negar que Luan foi peça primordial pra isso, assim que todos começaram a sair eu segurei Luan, queria falar com ele, ele pareceu não gostar, mas eu queria mudar as coisas.
_Eu queria te agradecer – disse soltando o braço dele, ele olhou pra mim assustado com minha atitude – eu acho que não começamos da forma correta, e acho que podemos ser bons amigos.
Ele me olhou com um olhar critico, e franzindo as sobrancelhas – Nos começamos do jeito que tínhamos que começar, não venha se fazer de meu amigo agora, porque você nunca se importou em ser – disse ele se virando e subindo as escadas correndo, eu não reagi, não saberia como, então decidi fingir que isso não aconteceu.
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