Decode

11 Capitulo 10 - Armagedon


Notas iniciais
Ação, Ação e um pouco de ação, a realidade dos digimons cada vez mais presente na mente e no corpo deles, as marcar de hoje vao continuar com eles por toda sua jornada.

Dezenas de buzinas estavam sendo tocadas, o transito naquele dia estava totalmente parado nas duas principais avenidas que fazem acesso a quase todas as áreas realmente importantes do centro da cidade de Belo Horizonte. O carrinho de modelo antigo de Babel não tinha ar condicionado, e lá dentro parecia um forno, eles conseguiram chegar a dois km de distancia da Praça Sete, mas os carros que estavam à frente não tinham pretensão de sair, centenas de pessoas tinham largado seus veículos no meio da rua e correram até onde a barreira policial estava montada.
Mesmo aquela distancia o barulho das explosões era extraordinário, fumaça e poeira eram vistas sobre os prédios mais próximos, Will estava tremendo a perna de ansiedade, ele havia se limpado um pouco e comido, depois de ver aquelas imagens na televisão suas energias foram renovadas graças à adrenalina que tomou conta dele.
Ele cerrou os punhos e olhou para Babel, abriu a boca como se quisesse dizer alguma coisa mas desistiu. Em cima dos dois, bem do alto do prédio que estava à direita deles um pequeno dragão vermelho os olhava, ele estava ajoelhado com os olhos cerrados, acompanhado cada movimento deles e da batalha próxima.
Babel não precisou que Will lhe dissesse nada, ele podia sentir a mesma tensão que o garoto, ele desligou o carro girando a chave e olhou para o nerd que já o encarava curioso – Eu sei que eu deveria lhe proibir de ir em um lugar assim, mas nunca fui esse tipo de pessoa, corre, vai, eu sei que é isso que quer.
Will suspirou profundamente, num misto de angustia, e alegria – Obrigado senhor, te devo uma – disse ele já abrindo a porta do carro e correndo pelo mar de veículos espalhados a sua frente.
_Sou eu quem devo a vocês – murmurou Babel a si mesmo enquanto descia do carro na velocidade que conseguia.
Agora era hora, ele desviava dos obstáculos a sua frente o mais rápido que podia, pessoas, carros, motos, aquilo parecia uma zona de guerra, quando mais próximo ele chegava mais os barulhos aumentavam, foi quando ele chegou ao bloqueio, centenas de pessoas presa atrás de um cordão de policiais armados. Gritos e murmúrios, explosões e urros logo a sua frente, "Como chegamos a esse ponto?" se perguntou Will.
A questão agora era como chegar à zona de batalha, com certeza não seria pela entrada principal, Will olhou em volta procurando uma saída, foi quando ele viu que nos prédios próximos a barreira haviam dezenas de pessoas nas janelas, e então veio à ideia.
Ele correu em direção à entrada do primeiro, entrou correndo pela portaria empurrando pessoas que aglomeravam-se na entrada e subiu as escadas correndo ignorando os gritos do porteiro que lhe dizia para parar, um instante depois ele estava no primeiro andar, depois de correr até o fim do correr ele se deparou com uma porta fechada, aquele era um prédio comercial, em cima da porta havia um placa dizendo que ali era um consultório dontológico.
O garoto tentou abrir a porta e para sua sorte estava aberta, assim que ele entrou foi correndo para janela, lá dentro estavam duas mulheres, uma com um jaleco branco e a outro de camisa azul bebe e calça social, provavelmente a secretaria, na janela olhando curiosas, mas assim que o barulho da porta se fechando chegou aos ouvidos delas, elas olharam para trás gritando assustadas pela presença inesperada do garoto.
Will empurrou a secretaria já pedindo desculpas e se empoleirou na janela, a baixo dele só a rua, seu coração gelou por um momento, ele não era o tipo de pessoa que pulava de um prédio, não importava que altura, a direita dele estavam os policiais e a enorme multidão, a esquerda a alguns metros ele sabia que a batalha o esperava, ele fechou os olhos e pulou, um segundo com aquela sensação de queda e em seguida o impacto, ele caiu em pé, e com força foi de joelhos ao chão, teria se machucado não fosse ter amortecido a queda com as mãos, mas ainda sim a arma que trazia consigo cutucou suas costelas, fazendo o garoto arfar com a dor.
Os policias o avistaram um segundo depois, mas não podiam sair da barreira, Will ignorou seus gritos e represálias e começou a correr mancando um pouco em direção à praça. Uma enorme explosão aconteceu, assim que o garoto chegou no local, um enorme Digimon pássaro de metal azul estava na frente de Lud e Jonas, ao redor deles o ataque que outro Digimon havia feito destruiu todo o asfalto em volta deles e derrubou algumas arvores.
Lud parecia apavorada, ela abraçava a perna do enorme Digimon e gritava perguntando o porquê de alguma coisa, o outro Digimon surgiu atrás deles em questão de segundo, mas antes que ele pudesse acerta-los Greymon o acertou com um golpe de calda, o Digimon acertou com força o prédio que estava mais a frente, entrando com metade de seu corpo dentro dele. Will correu e então finalmente entrou no nosso campo de visão, sujo, com os olhos arregalados e com uma arma parecida com as do RAD na mão.
***
Maristela já havia entrado no espaço aéreo de Minas Gerias, em seu notebook acompanhava cada reportagem sobre a batalha no meio da cidade, seu rosto não demostrava quaisquer sentimento, ela olhou para a janela e viu as nuvens, suspirou e tirou os óculos do rosto colocando-os na gola de sua camisa branca social.
Ela pegou o telefone a sua frente e discou o numero confidencial, a linha direita para o SIB (serviço de inteligência Brasileiro), alguns toques depois Mustang atendeu.
_Alo – disse ele secamente.
_Sou eu, Lacerda – se identificou ela.
_Sabia que ia ligar – disse Mustang com um tom de voz que se Maristela não soubesse diria que era diversão – Eu sei o que ira me pedir.
_Sabe é? — indagou ela – Então já foi providenciado?
_O exercito esta a caminho minha querida – respondeu ele – desloquei meio mundo para Belo Horizonte, a presidente concordou facilmente depois das imagens na TV, aquela cidade vai virar zona militar em questão de um dia.
_Certo, e quero que peça reforços das outras equipes do RAD do pais – afirmou ela – quero pelo menos mais cinco agentes bem treinados lá agora.
_Vou fazer as ligações – terminou o homem.
Maristela desligou o telefone e a aeromoça lhe ofereceu uma xícara de café, no meio de tudo aquilo ela mais do que precisava daquilo

***

Eu vi Will pouco depois de Luan e Weverton que já corriam até ele, tentei puxar Lud mas ela não queria soltar Mailbirdramon, o Digimon se virou de costas lentamente fazendo com que Lud o soltasse, mas antes que ele pudesse voltar a voar a menina pulou em suas costas, Mailbirdramon fez um barulho que muito parecia com um piado, mas mais mecânico, como se assentindo com a atitude de Lud e alçou voou, eu gritei o nome dela, mas ela se quer olhou pra baixo, Greymon já estava no chão de novo, a diferença entre os poderes era grande de mais.

Mauro não parava de atirar e agora Will também estava os ajudando, apesar do garoto não ter mira, e estar errando metade dos tiros, era ótimo ver ele ali conosco de novo. Corri até ele e dei um murro no ombro dele – Isso é por ter nos abandonado – disse rindo, mas de tensão do que felicidade pra ser completamente sincero.

_Au – resmungou Will – eu fui preso duas vezes, ajudei um Digimon enquanto fugia da prisão, roubei uma arma e ganhei conselhos de uma velinha antes de ir parar na faculdade e ganhar uma carona de Babel até aqui, e tudo que você tem a me dizer é "isso é por nos abandonar?" eu esperava pelo menos um faixa e um bolo – indagou Will, dessa vez gargalhei, aquele não era o Will que tinha medo até de falar que eu conheci há um mês, ele parecia menos nerd, mais confiante e sujo.

_Depois tricotamos, agora temos uma batalha pra vencer – Disse eu, mas só atacar não estava funcionando, precisamos de um plano, mas o que? Me lembrei de Greymon se levantando do escombros do prédio, e de parecer mais forte e furioso, mas não seria boa ideia deixa-lo com raiva.

Por varias vezes nos quase perdemos, mais as armas do Rad nos salvaram, principalmente a de Mauro.

Só que havia muito mais naquele lugar, dados parecidos com os do portal agora estavam por toda a parte, pontos de luz verde com números binários, nenhum e nos nunca tinha visto aquilo, Douglas disse algo relacionado com a barreira dimensional, aquilo só podia dar merda, Greymon já bufava e Mailbirdramon usava o resto de sua energia para lançar bolas de energia em Diaboromon que parecia não levar tantos danos mesmo quando era atingido diretamente.

Fui até meu notebook que ainda estava com Weverton e o peguei, os códigos de Greymon desciam na tela, mais rápido do que de costume, minha bateria estava começando a se esgotar, era questão de tempo até que ele desligasse.

Mailbirdramon deixou Lud no chão e ela correu até nos, Luiz e May também.

_Você é louca garota – disse Luan a Lud – se tivesse caído estaria morta.

_Mailbirdramon não me deixaria cair – afirmou ela.

_Você não sabe nada sobre esse Digimon, ele não esta nem ai pra você – Luan começou a gritar.

_Pois é, e você também não me conhece, e eu também não estou nem ai pra você, ou sobre o que você acha ou deixa de achar sobre o que é certo – respondeu Lud, ela parecia agora muito nervosa, a ponto de socar um.

_Não a certo ou errado Ludmila, quando você sai beneficiado – disse Luan.

Nesse instante Diaboromon Pulou, alto o suficiente para agarrar Mailbirdramon pelo pescoço e o arremessar ainda no alto em um dos helicóptero que ali estavam, primeiro uma explosão, e então um grande piado, Mailbirdramon despencou do céu junto a destroços e chamas, Lud arregalou os olhos e correu em direção a Digimon que caia um pouco acima em uma das avenidas.

Luiz a segurou forte pelo braço – Não vai adiantar e você sabe disso – afirmou ele olhando nos olhos da garota. May que agora estava com o notebook de Lud deu o comando para o programa parar de rodar, os dados de Mailbirdramon voltaram lentamente, Lud se apoiou em Luiz, ela estava exausta.

E então resolvi contar minha ideia, Pedro, Douglas e Mauro seguravam Diaboromon um pouco mais a frente, Greymon bufava perto de um prédio já muito cansado para continuar a atacar.

_Eu tenho uma ideia, mas acho que vai ser arriscada, preciso que você concorde Lud – disse para ela.

_Tudo pra acabar com esse maldito – consentiu ela.

_Certo – eu sorri, estava todo mundo disposto a lutar, era muito bom ver aquilo – Códigos são códigos, assim que você assimila a ideia de que mesmo o Digimons conseguindo vir para o plano físico eles são baseados em cadeias de código...

_Sem esse papo de nerd – interrompeu meu primo – diz logo teu plano.

Serrei os olhos e resolvi resumir – Como podemos juntar pedaços de códigos para fazer um programa com mais funções, porque não juntar o código de Mailbirdramon com os de Greymon?

_Uma fusão? — perguntou Luan claramente interessado.

_Seria genial, podíamos juntar a força dos dois, separadamente eles não são o bastante, mas juntos podem conseguir – afirmou May empolgada.

_Mas as implicações podem ser de irrevogáveis – Adicionou Luiz – nós podemos nunca mais conseguir separar seus códigos.

_Eu já cuidei disse – afirmei – quando sai do mercado aquele dia, criei um algoritmo que os manterá juntos enquanto nos quisermos, o programa só tem duas funções, Decodificar e Desmaterializar por isso dei o nome obvio de D2.

_Você é brilhante – disse May, mas eu não a encarei, aquela não era hora de flertar.

Luiz pegou a arma de Will e se juntou aos Raders, Diaboromon pulava de um prédio a outro se desviando dos tiros, a paisagem se tornava cada vez mais verde com os dados que se multiplicavam.

Depois de enviar o programa pra Lud e instalar, nós nos olhamos tensos, eu não tinha testado o programa, mas confiava nos meus dons como desenvolvedor.

_Pronta? — Perguntei

_Nunca – respondeu ela rindo.

Assim que nos dois demos o comando Greymon se transformou em dados, um monte de pontos de luz juntos, segundos depois os dados de Mailbirdramon se uniram aos dele, eles começaram a se chocar uns contra os outros em círculos, e então uma luz começou a ser emanada deles, tão forte que mal dava pra olhar, os Rad pararam de atirar e olharam para ela, Diaboromon cobriu se rosto e urrou de uma forma assustadora, parecia estar sofrendo, um urro computadorizado e cortante.

A luz começou a subir e parou a cerca de dois metros do chão, e em seguida desceu de uma vez, uma onda de energia repentina fez com que a luz desaparecesse e finalmente pudemos ver o resultado.

Greymon usava uma armadura feita com o corpo de Mailbirdramon, uma marcara de aço cobria a parte superior de sua cara, nas suas costas as enormes assas azuis brilhavam, na sua mão esquerda agora havia uma garra e na sua calda a cabeça de Mailbirdramon.

Quando saltou as turbinas nas assas se ascenderam, ele ganhou bastante altura com poucos segundos, agora ele estava muito mais rápido, e então ele falou:

_Giga Destroier – com sua voz de trovão, tão grossa e robótica como se pode ser.

Raios de energia vindos das assas do Digimon ciborg desceram do céu, acertando vários pontos do chão e Diaboromon que urrou de dor, uma grande explosão ocorreu depois, eu e os outros fomos parar no chão, fumaça e poeira dominaram tudo, agora havia uma cratera onde ficava o monumento da praça.

_Ele é impressionante – Gritou Pedro.

Alguns segundos depois vi sobe a nuvem de destroços Metal Greymon, como nos o chamaríamos de agora em diante, agarrando Diaboromon e o levando para o auto, foi cerca de uns cem metros de alturas e então iniciou um mergulho, jogando Diaboromon no chão com tanta força que o chão tremeu, e de novo aquele ataque, Giga destroier.

Cerca de dois minutos se passaram até que a nuvem começou a se dispersar, nosso grupo e os Raders subimos mais um pouco a avenida, agradeci a Goku pelos policiais terem montado a barreira tão longe.

Metal Greymon sobrevoava os prédios acima de nos, esperando para descobrir se havia tido sucesso, assim que conseguimos enxergar entre a poeira e fumaça vimos Diaboromon dentro de outra cratera enorme, ele estava perdendo dados, não tinha mais parte do ombro direito, e agora urrava de uma forma deprimente.

Eu e Monteiro tomamos à dianteira e caminhamos até a beira do enorme buraco.

_Peça para Greymon terminar com isso logo – pediu Monteiro – ele esta sofrendo.

Eu o olhei curioso, ver um Rader pedindo uma coisa dessas me fez pensar se talvez o que imaginávamos sobre eles não estava errado esse tempo todo, só que isso transformaria Babel em um mentiroso imediatamente, mas não tive muito tempo para manter esse pensamento pois o urro de Diaboromon que antes parecia de dor agora tornava-se algo assustador, meu corpo se arrepiou todo, e pude ver que monteiro também teve calafrios. Dos postes caídos ondas elétricas começaram a entrar no buraco de encontro com Diaboromon que agora começava a brilhar, um brilho intenso que só aumentava a cada segundo, eu e Pedro tapamos nossos olhos com os braços e um segundo depois fomos jogados longe por um onde de energia. A luz que preenchia o buraco agora se transformara em um feixe de luz que foi em direção a céu, todas as janelas ali em volta estouraram nessa hora, raios de energia eram emanados desse feixe que agora começava a diminuir.

Foi quando ouvimos um barulho estranho, algo como o som de uma trombeta, não foi possível identificar, e dentro do buraco agora não estava mais Diaboromon, mas sim uma criatura três vezes maior, algo como um lagarto mas com pernas de aranha, sua pele era roxa tão escura que parecia preta, e em sua calda haviam espinhos, era uma criatura medonha, Ludmila que veio perto de mim segurou minha mão bem firme.

_Ele fez Shou Shinka – gritou Douglas – meu Deus, ele é Armagedomon, e esta acima dos poderes de um Kyuukyokutai comum, não há registos de Digimons tão fortes assim no nosso plano.

Todos congelamos, meu coração agora batia tão forte que chegava a doer, Metalgreymon tem que dar conta, mas os poderes dele não são tão superiores a de um Digimon Kazentai, Armagedomon abriu e boca e segundos depois atirou, a bola de fogo acertou o prédio acima de nos que começou a desabar no mesmo instante, centenas de quilos de concreto caiam sobre nos, eu simplesmente me agachei e pus as mãos sobre a cabeça.

Escutei varias explosões seguidas, senti uma pancada nas costas que me tirou o ar e me fez cair deitado, quando voltei a abrir os olhos algo pequeno e vermelho segurando um microfone estava mandando bolas de fogo para o alto e destruindo os escombros, vários prédios ao redor também desabavam, a poeira tornava a visão e a respiração difíceis, vi Will se levantar e puxar May, então levantei meio atordoado e comecei a caminhar, ainda haviam helicóptero sobre nos, Metalgreymon urrava em algum lugar acima de nos, então vi Monteiro correndo, ele me agarrou pela camisa e me puxou, só consegui me dar por mim quando já estava perto da barreira policial fora da cortina de poeira, depois de desviar de pedras enormes que vinham do prédios e pular sobre pedaços de moveis, metais retorcidos e arvores caídas, no chão estavam Luan com o notebook de Lud na mão, com um corte enorme no braço e Luiz com a cabeça cheia de sangue e meu notebook em suas mãos, Mauro carregava Lud nos braços, ela parecia ter quebrado a perna, e mais acima estava Will, May e o Digimon todos cobertos de pó.

_Onde o Douglas esta? — Perguntou Monteiro, gritando estridentemente – onde o Douglas esta?

Mauro o olhou e balançou a cabeça negativamente, as pessoas na barreira começaram a murmurar e a tirar fotos de nos, e do meio da confusão pude ouvir uma voz familiar gritando com um policial, era Babel, corri como pude até lá e exigi que o policial o deixasse passar.

Ele me agradeceu e me perguntou como estávamos, mas não respondi, eu tinha que voltar até lá, Greymon, Ludmila estava agora de pé apoiando-se em May – Jonas temos que voltar – ela gritou pra mim.

_A mais não vão mesmo – gritou May no ouvido dela.

O Digimon que estava com Will rosnou e depois gritou – Corram – e um segundo depois ele estava parado em frente à nuvem de poeira, uma ataque cortou a fumava, um bola de fogo três vezes maior que eu vinha em nossa direção, não deu tempo de nada, o pequeno Digimon lançou dois ataques do chão e acertou com seu microfone a bola de fogo a mandando para o alto, outro prédio a cerca de cinquenta metros foi atingido, explodindo um andar inteiro e deixando um enorme buraco na parede. As pessoas na barreira se desesperaram, todas começaram a gritar e correr, mal sabiam ela que era o mais certo.

Nem um minuto mais tarde o Digimon vermelho voltou a rosnar, e então da nuvem de poeira a enorme cabeça de Armagedomon surgiu e rugiu, do fundo de sua garganta pude ver o brilho, e foi assim que eu morri, foi tão calmo quanto cair no sono, primeiro senti o enorme calor do ataque e depois foi como se tudo desaparecesse, como o céu a noite cheio de estrelas.

Mas não foi isso que aconteceu, pude ver o brilho em sua garganta, e o calor aumentou de um segundo para outro, mas antes que Armagedomon pudesse atirar Metalgreymon surgiu voando, pousou na frente do enorme Digimon e fechou sua boca, o Digimon vermelho saltou e com seu microfone acertou a cabeça do monstro, sua cabeça começou a brilhar e então algo explodiu lá dentro, quando ele voltou a abrir a boca fumaça saiu, Metalgreymon cravou seu chifre em seu pescoço e a criatura voltou a urrar, o Digimon vermelho pulou em seu pescoço e agarrou seus chifres puxando sua cabeça para trás, e então Will atirou, olhei para ele assustado, ele havia pegado a arma de Mauro do chão e acertado a garganta do monstro que começou a soltar dados no mesmo instante, e então Metalgreymon mordeu o lugar onde Will havia acertado arrancando um pedaço de pele, dados começaram a sair junto com sangue preto.

A criatura urrou, balançou a cabeça de um ladro pra outro e começou a carregar um novo ataque, mas antes que o usasse caiu morta, seus dados começaram a sumir lentamente.

Eu cai de joelhos, olhei para minhas mãos tremendo e comecei a chorar, chorar como chorei no dia em que sai de casa, chorei ao berros e logo fui seguido por May. A nuvem de fumaça e poeira era muito mais alta que todos os prédios da região e podia ser vista a quilômetros de distancia.

Notas finais
Espero que tenha gostado, nao se esqueça da critica!