Notas iniciais
Declaro-me a ti astronauta de papel!
Venha comigo, então ousaremos pintar cometas e aquarelar planetas de um sistema solar particularmente peculiar.
Jurarei ser só tua, embrulharei a lua e dar-te-ei ela em um dia qualquer, espacial.
Nossa missão será desvendar mistérios em uma galáxia a qual denominaremos nossa.
Implantar satélites e dominar um observatório capaz de vigiar as civilizações mortas e tortas apenas pelo mero prazer de observar os alienados espalhados por todo o universo.
Assim, em meio aos pilares da nossa criação irei declarar-te aquilo que sinto, em versos inversos provarei o doce gosto dos teus lábios gelados, que tendem a se tornar quentes por serem tão frios habitualmente.
Teremos uma cabana além das fronteiras de um velho desconhecido.
E se tola serei considerada por saber o quanto é incerto o amor que guardo e entrego a ti belo astronauta de papel, então serei felizmente tola durante meus dias, sem exceção de um deles.
E tu eternamente será o habitante que livre insiste em transitar por meu vago inconsciente, todo sorridente por ser o causador dessa esquizofrenia sentimental.
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