Não consigo encara-lo muito menos levantar meu rosto, fico apenas deitada do seu lado com a cabeça abaixada e os cabelos castanhos cobrindo a vermelhidão do meu rosto.

Você começa a ler minhas declarações escrita no papel. Começa a sussurrar minhas palavras e como resposta, nervosa, tampo os ouvidos me negando a aceitar que escrevi aquilo. Forçava meus olhos para ficarem fechados se recusando a abri-los.

A insegurança martela em minha cabeça e abre as portas para a dúvida: “Será que fiz a coisa certa? E se não der certo? Acho uma loucura me declarar para alguém dessa maneira, o que afinal eu tenho na cabeça? E se eu magoa-lo? Quero ama-lo, mas por que eu simplesmente não consigo sentir o calor da paixão? Por que tenho vergonha de demonstrações de “amor” em público? Até andar de mãos dadas para mim é um problema.”

Ainda não consigo aceitar bem que sou arromântica. Expliquei toda a situação para ele, detalhe por detalhe. Adoraria que ele fizesse parte da minha vida, é uma pessoa com o coração de ouro, me deixa feliz e nunca tive tanta intimidade com alguém assim na minha vida.

Sinto-me culpada por simplesmente não conseguir corresponde-lo, mas mesmo assim, mesmo com essa dificuldade, eu confirmo que pela primeira vez em minha vida quero a companhia de alguém e não uma dependência emocional acompanhada por sonhos da Disney.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!