Decisões
2 Capítulo 2 - Vieram me buscar!
Notas iniciais
Estávamos no parque, Mutano e Cyborgue estavam jogando bola, Robin treinando e Ravena lendo um livro. E quanto a mim, bom, eu estava guardando as comidas no cesto e pensando em um jeito de contar aos meus amigos, escapar do parque, pegar minhas coisas na Torre e ir para Tamaran.
-Vou dar uma volta pelo parque para esticar as pernas...e aproveitar para chamar os outros...quero...-falei enquanto me levantava quando fui interrompida.
-Mas já? Porque não fica e nos acompanha até Tamaran?-perguntou com tom ameaçador um cara que eu julguei ser o chefe em tamaraniano.
-Aqui não!-avisei- Vamos fazer isso em outro lugar!-estava começando a me irritar.
-Viemos te pegar, -disse com toda a inocência –já que você não foi até nós...Sabe, tem muita gente sofrendo em nosso plane...
-Eu, Koryander,princesa de Tamaran, ordeno que saiam desse planeta o quanto antes sem fazer estragos e eu prometo que a pena que vocês levaram por invadir um planeta, me ameaçar e me interromper não será tão grande e ruim assim! Agora vão! Eu irei em seguida!- pronto, agora eu estava totalmente irritada.
-Estelar! Quem são eles?O que está acontecendo? Que língua é essa?- perguntou Robin, que já estava em posição de ataque, assim como os outros.Mas só eu podia dete-los.
-Vão para a Torre,-disse a eles em inglês sem tirar o olhar dos invasores – essa luta é minha!
-Não sem antes você nos contar o que está acontecendo!-disse Cyborque
-Prometem que depois que eu contar vocês vão para casa?-olhei de soslaio para eles, que assentiram- Não vão voltar atrás? Vocês me dão sua palavra?
-Sim! Mas o que está acontecendo?
-Estamos falando em tamaraniano, e eles vieram me buscar. Já disse! Agora vocês já sabem! Vão para casa!
-Nem pensar! Vamos ficar e lutar com vo...- disse Robin
-Não Robin!Você está voltando atrás?- interrompi- Vai para casa! Vocês me prometeram!
-Princesa Koryander, viemos em paz, não queremos lutar! Peço humildemente seu perdão alteza,não queria faltar com respeito. Só queremos que você volte conosco, para nosso querido planeta afim de tomar conta do que é seu por direito!-disse o “chefe” em português para que todos entendessem.
-Estelar!Como assim?O que elo está dizendo?Você vai nos deixar?- perguntou Mutano desesperado.
-Estou voltando para Tamaran,tomar conta do meu planeta por um tempo! Então, eu ordeno que vocês guardas reais do palácio de Tamaran, voltem imediatamente para nosso lar!E quanto a mim, irei em seguida, assim que pegar as minhas coisas!
-Claro majestade,-disse fazendo mesura e se voltando para seus colegas- Vamos para casa soldados!- exclamou ele, agora falando em tamaraniano.
Enquanto a nave deles não sumia das minhas vistas, eu mantive a expressão fria.
-Bom, então é isso. Adeus meus amigos! Sentirei saudades!-disse me virando para encará-los com um sorriso triste no rosto.
-Porque você vai embora?Porque não fica? Fica! Por favor fica!-implorou Mutano
-Não posso Mutano!Tenho que ir!É meu dever!Minha obrigação!
-E qual obrigação seria essa?-perguntou Ravena, que até agora não havia falado.
-Não tenho tempo!Se quiserem respostas perguntem ao Robin!Adeus!
Então parti. Sem olhar para traz.Apenas voei, sentindo os olhos dos meus amigos em mim...
A viagem foi calma, silenciosa.Não teve obstáculos. A única coisa que me incomodou foi a solidão.
Logo cheguei em Tamaran, cansada, muito cansada. Até que eu fiquei feliz por rever o meu planeta depois e tanto tempo e perceber que ele estava do mesmo jeito de antes.
-Princesa, que bom que chegou! Estávamos ficando preocupados!-disse o “chefe” o mesmo que tinha ido me buscar.
-Aqui estou.Agora soldado me diga, qual é seu nome? -disse em português- Perdão. Tempo demais na Terra.- me desculpei em tamaraniano.-Seu nome!
-É Girkroy majestade.
-Prazer em te conhecer. Agora, se me der licença, vou para o palácio.Ver como está as coisas e aproveitar para dormir.
-Claro, e...-disse hesitante- a senhora deseja companhia ate o palácio?-seus olhos estavam brilhando.
-Sim, acho que você Poe me colocar a par da situação.-estava obvio que ele queria ficar perto de mim, então resolvi dar uma chance.
-Como majestade?A par?- perguntou confuso.
-Significa me contar tudo o que aconteceu aqui enquanto estive fora.- respondi com um sorriso no rosto.
-Ah! Sim, sim.Vamos?
Acenei com a cabeça e fomos andando rumo ao palácio. Tenho que admitir, não prestei atenção as suas palavras... Estava distante, lá na Terra...O que será que eles estão fazendo? Pensei.
-Eles quem, majestade?
-Nada!Quer dizer, ninguém. Obrigada por me acompanhar até aqui.Pode ir agora!
-Até majestade.-disse virando-se.
-Eu não vou ficar longe deles!Vou me comunicar!-disse quanto o soldado já estava longe o bastante para não ouvir.
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