Notas iniciais
Se passa no momento em que ela joga o corpo na carroça, ok? Na parte seguinte, é quando o policial perguntaria por que ela está de preto.

Eu mudei de ideia. Eu vou enterrá-lo. Ele merece um enterro.

Mesmo cansada, com dor, correndo perigo, ele merece isso. Afinal, quem acreditaria em mim, quem me daria esperanças? Guiles, estando longe e sem poder mandar cartas? Minha governanta, que, atualmente, está reaprendendo o próprio nome?

Peguei uma pá, e joguei-a ao lado do corpo morto na carroça. Subi com dificuldade, e guiei o velho animal até perto da mata onde eu tinha corrido da mulher, atualmente morta pela segunda vez. Sorri, lembrando-me que agora estou em paz.

Estava com pouco tempo, então logo desci, e puxei o corpo do menino que já foi um ótimo patinador ao chão, sem esquecer de checar seu remédio em meu bolso. Peguei a pá, e segui, arrastando-o pelo pé, até o interior da mata, fria e silenciosa. Me cortei um pouco, mas rasguei partes de meu vestido para fechar as feridas, que deixariam um rastro de sangue na neve branca. Parei perto de um riacho, de no máximo 10 metros de comprimento, pouco fluxo d'água, que nunca havia visto lá, o que diz que eu tinha andado demais, envolta em pensamentos. Olhei para trás, vendo uma cena nojenta. O corpo estava completamente arranhado, com cortes e talvez até uns ossos quebrados, com uma trilha de sangue coagulado atrás de mim.

"Respire, você não pode vomitar agora." pensei, de olhos fechados. Comecei a cavar ali mesmo, a cerca de três metros da água. Sentia o cheiro do sangue, mas tentei ao máximo não prestar atenção. Estava terminando.

O suor corria por minha testa, e finalmente achei que estava fundo o suficiente. Com a pá, puxei o corpo que já começava a atrair vermes para dentro do buraco, constatando minha infelicidade: ele era alto demais. Sua cabeça, ainda quase intacta, estava de fora. Respirei fundo. Em um movimento rápido, bati a pá em sua cabeça, que partiu em dezenas de pedaços, espirrando sangue perto de mim, mas, por sorte, não me atingiu.

Joguei um pouco mais de terra lá, assim como o seu remédio, e lavei a pá o mais rápido que pude, percebendo que não deveria tê-lo enterrado, perdi tempo. Mesmo assim, baixei a cabeça como sinal de respeito, indo embora em seguida. Meu patinador estava em paz.

Voltei recolhendo a neve com sangue em meu vestido, e joguei-a na estrada.

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- E as investigações em busca do jovem doente? — perguntei, de maneira inocente. Precisava da informação o mais rápido possível, e aproveitei a situação. — Ele realmente morreu, como diz-se?

- Foi encontrado hoje, em uma pequena floresta por perto. Ele foi encontrado enterrado, com o remédio em cima. O assassino destruiu sua cabeça, é uma cena horrível. — ele disse, com pesar. Fingi uma cara de espanto, acho que bem. — Porém ele morreu pelo mau efeito do remédio, foi enterrado depois.

- Sabem quem o fez? — perguntei.

- Não, parece ter sido feito por um animal, na verdade. Pode ter achá-lo morto, e cavou um buraco para esconder o corpo e comer depois.

Assenti, parecendo enjoada, e o policial acenou a mim com a cabeça, partindo em seguida.

Notas finais
Quem curtiu? Sla, escrevi rápido, deve tá ruim :(
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!