Debaixo da Cerejeira

1 Capitulo Único – Debaixo da Cejereira


Notas iniciais
Olá, decidi participar no mini evento do dia dos Namorados da maravilhosa @_SourCandy , o tema que escolhi foi "Confissão".
É a primeira vez que escrevo este fandom.
Amei imenso de escrever este one que está cheia de fofura.
Espero que gostem.

Capítulo Único — Debaixo da Cerejeira

Faltavam alguns dias para o tão esperado Dia dos Namorados. Toda turma da escola encontrava-se animada para que aquele momento chegasse, pois os apaixonados queriam curtir aquela data junto de seus amados. Sakuno desejava que suas amigas tivessem sorte na hora da entrega dos chocolates para os garotos que elas gostavam e ela desejava o mesmo para si.

Agora que cresceu, ela também desejava presentear alguém especial no dia dos namorados, porém para que isso acontecesse, ela devia arranjar coragem para confessar o amor que sentia por Ryoma, mesmo duvidando que ele sentisse o mesmo. Sakuno sempre ficava nervosa e atrapalhada na frente do tenista, mas o jovem sempre a ajudava nas coisas relacionadas ao tênis.

— Era aqui que tu estavas, Sakuno-chan! — gritou Tomoka que vinha bem animada.

— Sempre me pergunto de onde tu arranjas essa energia logo cedo da manhã. — falou Sakuno que tinha uma personalidade completamente diferente da sua amiga, que era cheia de energia e confiante, enquanto ela era muito tímida e quieta.

— A culpa foi tua por causa da mensagem que me enviaste ontem à noite. — comentou Tomoka.

Na noite anterior, Sakuno ficou um bom tempo a pensar no que devia fazer em relação aos sentimentos que tinha pelo seu colega do clube de tênis. Ela tinha que deixar de lado a sua timidez e mesmo sabendo que havia a possibilidade de não ser correspondida por Ryoma, já que ele não ligava para os assuntos relacionados ao amor, pois era viciado em jogar tênis e brincar com seu gato, ela pretendia arriscar.

Deste modo, Sakuno se confessaria num lugar especial para ela. Aquele seria um momento que ela jamais esqueceria, pois usaria de toda coragem que tinha. Tudo o que ela esperava era ter boas lembranças daquele dia.

— Como vais fazer, já que ainda não é a época da cerejeira florescer? — perguntou Tomoka curiosa, já que a flor de sakura nascia em março quando chegava a primavera, o maior evento da flor.

— Também tinha esquecido desse detalhe, depois lembrei da decoração que nós fizemos naquele festival na nossa antiga escola. — respondeu Sakuno que chamou com a mão a sua amiga para olhar dentro da mochila, onde havia várias flores de sakura em forma de origami.

— Estou vendo que queres seguir com ideia. Mas tem que ser mesmo hoje? — questionou Tomoka que estava gostando de ver como sua melhor amiga estava tendo iniciativa própria para atacar.

— Tem que ser hoje, devo aproveitar que estou com coragem. Amanhã sei que minha timidez voltará ao lugar dela. — contou Sakuno que normalmente era quieta em dar o primeiro passo, mas que estava determinada a seguir em frente, porque se voltasse atrás demoraria para ganhar coragem de fazer tudo de novo.

— Podes contar comigo, eu vou decorar a árvore e tu chamas o Ryoma-kun. — concordou Tomoka, que desejava que tudo desse certo a sua amiga, queria vê-la feliz.

Cada uma foi se sentar na sua carteira, porque o professor tinha entrado na sala para começar a dar a primeira aula do dia. A parte da manhã passou rápido. Durante a aula, Sakuno tentou expressar no papel os sentimentos que pretendia dizer na frente de Ryoma no final do dia.

O primeiro passo que Sakuno teria de fazer, era primeiramente encontrar Ryoma para convidá-lo para se encontrarem no fim das atividades do clube. Nenhum dos dois gostava de faltar às atividades e quase sempre iam juntos a caminho de casa, já que moravam na mesma direção.

Ela sabia onde provavelmente poderia encontrar a sua paixão: lá no pátio, perto dos campos de treino. Seus amigos em comum sempre queriam algumas dicas sobre algumas técnicas do tênis para jogarem bem na competição que haveria em alguns dias.

— Olha quem vem ai, Ryūzaki-chan. — pronunciou Horio que viu Sakuno se aproximar perto deles no seu modo tímido.

Ryoma só de ouvir o seu amigo mencionar o nome da neta da sua treinadora, olhou na direção que ela vinha. Ele gostava mesmo da companhia dela, porque ela não era como as outras garotas barulhentas e também gostava de ajudá-la em algumas coisas relacionados ao tênis.

— Desculpem por interromper o momento de vocês… — desculpou-se Sakuno, que mexia nas suas traças quando ficava nervosa.

— Acho que estou sobrando aqui! Bem, vou voltar para a sala. — avisou Horio, que pegou na sua raquete e viu ao longe Tomoka fazer um sinal para ir até ela.

Depois da saída de Horio, o ambiente entre os dois encontrava-se em um silêncio profundo. Sakuno e Ryoma trocavam olhares. Outro encontrava-se à espera de que a garota tomasse a iniciativa que teve antes quando o colega de classe ainda estava ali.

— Ryūzaki, não me digas que esqueceste do que querias falar? — disse Ryoma, que tentava descontrair o ambiente para ver se sua amiga ficava mais calma.

— Bem, podemos nos encontrar depois do treino? Tenho algo para falar contigo. — hesitou Sakuno, que estava com medo que sua paixão recusasse seu convite.

— Posso sim, no lugar do costume? — Ryoma aceitou o convite. Seu coração começou acelerar e ele não sabia motivo, ultimamente ele sentia-se um pouco estranho quando ficava a frente da garota das tranças.

— Sim, perto da cerejeira. Bom treino, até depois. — confirmou Sakuno e depois despediu-se, porque a hora de almoço estava quase chegando ao fim.

Tomoka esperava pela sua melhor amiga na entrada dos balneários femininos, a mesma já tinha decorado a cerejeira com ajuda de Horio. A escola já estava vazia, o clube tênis era sempre último a ir embora para casa, por causa do campeonato que estava quase chegando.

— Sakuno, sai daí dentro, onde foi a tua coragem que tinhas hoje de manhã? — perguntou Tomoka, que estava um pouco impaciente, pois queria tudo corresse bem para sua amiga. Ela queria vê-la feliz da vida e que ela parasse de ser tímida na frente dos outros.

— Parece que você está mais ansiosa do que eu. — respondeu Sakuno, que saiu de dentro do balneário. Já não estava tão nervosa graças ao grito que Tomoka deu a ela e que a ajudou ter novamente coragem.

— Não é sempre que te vejo tão cheia de coragem para fazer algo. — contou Tomoka. Foram raras as vezes que sua amiga tímida tomou iniciativa para fazer algo, era por isso que estava ansiosa por ela e queria ver como sua amiga Sakuno se sairia na hora da confissão.

Despediu-se da sua amiga ali mesmo, com vários abraços de boa sorte, sem ela saber que Tomoka e Horio vão estar ali escondidos para ver o pequeno momento de Sakuno e Ryoma na cerejeira.

Sakuno foi em direção a parte de trás da saída da escola, onde ficavam os campos esportivos. Naquela direção, havia uma cerejeira que dava uma boa sombra no verão. Não esperava que os origamis de flor sakura dessem para decorar todos os galhos. Ela percebeu que sua amiga deveria ter recebido a ajuda de alguém para chegar ao topo da árvore.

O clube feminino sai sempre uns quinze minutos mais cedo do que clube masculino de tênis para terem água quente, já que elas demoram bastante tempo para tomar uma ducha. Os garotos são mais resistentes em tomar banho com água fria.

Esse é um dos motivos de ter sido a garota de tranças a chegar cedo ao local de encontro. Ela decidiu ficar olhando para a cerejeira e colocar uma música para se distrair um pouco e não ter pensamentos negativos.

— Desculpa a demora. Tive que arrumar o equipamento de todos, calhou-me a mim hoje — explicou Ryoma que tocou na garota, porque notou que a mesma estava com fones e não o viu chegar.

O real motivo do atraso dele não tinha nada a ver com os equipamentos. Desde que Sakuno apareceu na frente dele na hora de almoço e o chamou para se encontrarem no final do dia, ele ficou distraído no resto das aulas e também na hora da prática do clube.

A única pessoa que notou que Ryoma estava esquisito foi Momoshiro, que é seu parceiro quando jogam em duplas. Ele notou que o mesmo encontrava-se com um olhar perdido. Decidiu ir conversar com mais novo e descobriu a razão: o amigo ficou o dia todo pensando naquela pessoa e percebeu logo que o melhor jogador de tênis do primeiro ano estava apaixonado pela garota de traças.

Deu um pequeno empurrão de coragem ao Ryoma para não ter medo do que iria acontecer a seguir, decidiu acompanhar o seu júnior até ao local do encontro e depois decidiu esconder-se num canto para assistir o encontro dos mais novos. Viu que não era o único ali a observar, porque encontrou Tomoka e Horio quando se foi esconder.

— Não tem problema Ryoma-kun. Cheguei uns minutos atrás. — disse Sakuno, que se levantou do chão com ajuda dele e ficou frente-a-frente.

Eles se encararam e dava para ver nos olhos deles que se encontravam nervosos por estarem ali sozinhos. Cada um estava inseguro no que ia se passar na conversa e de como outro ia reagir à confissão.

A garota foi a primeira a tirar o seu olhar no garoto, porque se ficasse mais tempo o encarando, sabia que ia acabar ficando mais nervosa. Quando olhou para o lado, viu três pessoas escondidas que são seus amigos que fizeram um sinal com os punhos fechados, a dizer boa sorte. Com o apoio dos seus amigos, o nervosismo que Sakuno tinha desapareceu naquele instante.

— Chamei-te aqui porque não aguento mais esconder os sentimentos que tenho por ti. Gosto de ti. Melhor dizendo, estou apaixonada por ti desde que passei conhecer-te melhor. — confessou Sakuno que ficou confiante só pela presença dos seus amigos e olhou para Ryoma para ver qual foi sua reação. Ela notou que ele estava um pouco perdido do que tinha acabado de ouvir.

— Echizen, responde a Ryūzaki. Quanto tempo vais a ficar com medo de esconder o que sentes por ela. — gritou Momoshiro do seu esconderijo quando viu que o novato ficou sem falar pela declaração da jovem.

— Sei que não sentes o mesmo por mim. Só me vês como uma amiga, mas tomei coragem de me confessar, porque quero seguir em frente e não ficar presa nessa paixão unilateral que tenho.— explicou Sakuno motivo de ter decidido confessar o amor que sentia pelo outro, depois de ter ouvindo o seu senpai gritar para Ryoma. Ela decidiu intervir primeiro, antes de ouvir a resposta do tenista.

— Primeiro ouve, o que tenho para dizer e não tiras conclusão precipitada que não gosto de ti. — avisou Ryoma que acordou dos seus pensamentos graças a Momoshiro.

— Como assim? — perguntou Sakuno.

— Sei que normalmente não me mostro interessado no gênero oposto, mas eu escondo a maior parte dos meus sentimentos para não prejudicar o meu desempenho no tênis. Ultimamente, quando te vejo, o meu coração começa a acelerar e fico toda hora a pensar em ti. Em outras palavras, quero dizer que te amo. Gosto de ti como tu gostas de mim. — confessou Ryoma, que decidiu se aproximar da mesma e abraçou-a.

Sakuno, com seu rosto acolhido no peito do garoto, pode escutar que o coração dele encontrava-se a mil. Ela olhou para rosto da sua paixão, percebeu que se encontrava corado e riu com isso, pois pensava que seria ela quem ficaria naquele estado. Ela decidiu dar dois beijos nas bochechas dele.

— Parabéns ao novo casal do clube tênis! — gritou Tomoka que saiu do seu esconderijo e puxou Horio consigo, Momoshiro vinha logo atrás deles. O grupo decidiu reunir-se com novo casal para comemorar com eles.

— Desde de quando estavam aí a espiar? — perguntou Ryoma que tentou ficar irritado com os outros, mas não conseguia porque estava feliz por não ter escondido o que sentia sobre a garota.

— Acho que eles sempre tiveram ali escondidos na hora que estava tua espera e também deram-me coragem para declarar-me a ti. — respondeu Sakuno, que escondeu sua cara no ombro do Ryoma.

— Nós ainda não ouvimos aquela frase. — intrometeu Horio, que queria saber se Ryūzaki iria tornar-se namorada do melhor jogador de tênis do primeiro ano.

— Ryūzaki queres ser minha namorada? — perguntou Ryoma.

— Aceito sim ser tua namorada. Obrigada por aceitares minha confissão e vou tentar nunca tirar conclusões erradas. — falou Sakuno que sorria de felicidade por não ter desistido de se confessar.

Aquele momento debaixo da cerejeira ficará sempre na memória do mais recente casal da escola Seigaku. A cerejeira é um local especial para ambos, pois era para onde fugiam sempre na hora de almoço, quando queriam ficar sozinhos e sempre acabavam por se encontrar. Muitas vezes, eles falavam de vários assuntos como tênis e do gato que Ryoma tinha em casa.

Os alunos no dia seguinte ficaram surpresos por verem os calouros do primeiro ano de mãos dadas e perceberam que eles estavam namorando. Ninguém estava à espera de um casal de personalidades completamente diferentes, mas os opostos sempre se atraem.

Sakuno nunca iria esquecer de como teve coragem de confessar o seu amor e não iria passar o dia dos namorados sozinha, pois agora tinha um companheiro maravilhoso, que estará sempre ao lado dela em todos os momentos maravilhosos que aparecerão adiante.

Notas finais
Quero agradeceu @_SourCandy por ter betado minha one.
O que acharam do momento da confissão deste casal?
Até próxima história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!