Notas iniciais
Biaaaaaaaaaaa, sua linda!!! Que recomendação mais apaixonante!!!! Muito obrigada pelas palavras, vc é demais!!!!!!!!!!

Gente, cada vez que entro na história tem novos leitores e favoritos. Tem como não ficar feliz?

É muita emoção!!!

Obrigada por tudo sempre.

Volto para casa com um sorriso de orelha a orelha. Boba, infantil, apaixonada. A noite passa tranquila, assim como a semana. Combinamos de contar para os meus pais somente daqui um mês. Eles ficariam assustados com a rapidez das coisas.

“02 meses depois...”

Minha vida está tão certa, com tudo no lugar que tenho medo de uma tormenta. Até mesmo Janaína parece que deu um tempo em suas loucuras e está se comportando bem. Avisa-nos das consultas médicas, mantém Marcos informado de sua saúde. Até parece mentira. O trabalho está ótimo e Miguel virou um amigo constante. Com toda certeza, se eu não tivesse conhecido meu peão, a chance de hoje estar com Miguel seria enorme. Hoje é sexta-feira e meu peão disse que quer fazer um jantar para nós já que não terei aula na faculdade. Apesar de um tempo juntos, meu estômago ainda se aperta cada vez que coloco meus olhos nele. Eu havia marcado de chegar às 20h, mas resolvo ir mais cedo. Estou sem fazer nada em casa mesmo...

Encosto o carro e aproximo-me da porta. Um cheiro delicioso invade meu nariz. Bato na porta. Ele abre e um sorriso de satisfação se faz em seu rosto. Ele percorre todo meu corpo e vejo seu pênis reagir instantaneamente.

– Gostou? É especial para você hoje... – Falo, dando uma voltinha. Há algum tempo não jantamos juntos e sozinhos. Ficamos bastante com meus pais. Resolvi caprichar para aproveitarmos a noite. Estou com um corselete de couro marrom, todo trançado nas costas, que deixa meus seios lindos e empinados, uma saia jeans rodada e curtinha que deixa a mostra a meia e a cinta-liga marrom. Botas country até quase os joelhos. O cabelo está num rabo de lado e ondulado e estou com um lindo chapéu de palha.

Ele ergue o olhar até o meu e vejo fogo. Ele morde aquele lábio carnudo e fecha os olhos, controlando-se.

– Entre menina, e passe longe de mim, ou não acabarei o jantar. – Sua voz é rouca e presa na garganta. Entro e quando ele fecha a porta dou uma mordida em suas costas, fazendo-o arfar.

– Nem reclame que não toquei em você, só com os dentes... – Ele vira, me olhando com olhos semicerrados.

– Não me olhe assim! Estava com saudade do seu gosto. Prometo me comportar agora. – Como uma criança mimada, vou até a poltrona que fica de frente para a cozinha e sento-me, abrindo as pernas e dando-lhe visão total antes de cruzá-las. Enrolo uma mecha de cabelo no dedo e faço bico.

– Oh Deus, você vai me matar. – Ele sussurra, mais para si mesmo. Solto uns risinhos e ele me encara divertido.

– Você é toda mulherão normalmente, mas não canso de ficar encantado quando você ri como uma menininha.

– Só consigo ser assim com você e meu pai peão. Vocês despertam a menina mimada que existe em mim.

– Já percebi isso. Você gosta de filé mignon a parmegiana? – Ele me olha de lado. Está no fogão, sem camisa, um guardanapo jogado no ombro, boné, a calça jeans agarrada e com o botão aberto, e imensas botas. Hum... Remexo-me na poltrona.

– Não me olhe assim. – Ele diz com cara fechada.

– Hum?

– Essa cara que está fazendo agora. Está me comendo com os olhos Valentina. Pare.

– Hum, eu não consigo... – Faço voz de manha, encostando-se à poltrona, abrindo as pernas e mordendo a boca.

– Droga... Droga... Droga... – Ele tenta me ignorar.

Eu quero tanto ele no meio das minhas pernas. Eu não estou com fome de comida, caramba. Começo a correr as unhas pelos meus seios, arfando. Ele me olha de canto de olho e fala algum xingamento. Ele se estica para pegar algo no alto no armário, e vejo todos os músculos do seu corpo rígidos e demarcados. Solto um gemido — Oh Deus... – e desço meus dedos para o meio das minhas coxas. Quando ele me olha, quase deixa cair a tigela que pegou. Coloca-a na pia e me encara. Passo a língua pelos lábios e enfio a mão dentro da calcinha, massageando meu clitóris inchado. Estremeço. Ele solta um — Caralho. -, desliga o fogo, joga o guardanapo e vem pisando duro até mim. Ajoelha-se à minha frente e me puxa pelas coxas, colocando meu sexo bem de frente com seu rosto. Seus olhos estão ardendo. Ele puxa minha calcinha de lado e ataca minha boceta. Ah, é tão bom. Sua língua é grossa e forte e me atinge sem dó. Estremeço, soltando gemidos e pedidos de mais. Ele me olha. Ele enfia três dedos de uma vez em mim e meu corpo aceita bem, estou muito molhada. Ele esfrega a parede superior da minha vagina, fazendo-me gritar. Uma eletricidade percorre meu corpo e ele sabe que estou chegando. Ele começa a descer sua calça, sem parar de me foder com os dedos. De uma vez, ele substitui seus dedos por sua imensa ereção. Mete forte e rápido, segurando minhas coxas abertas. Ambos gozamos alto, tremendo e sem vergonha. Ele cai, com o rosto em minha barriga e eu afago seu cabelo. Ele apoia o queixo e olha pra mim.

– Posso terminar nosso jantar agora senhorita?

– Hum... Pode. Agora estou morrendo de fome. – Ele gargalha e sai de mim, voltando para a cozinha.

O jantar é delicioso e comemos rindo. Ele lava a louça e eu enxugo e guardo. Tudo muito natural.

– Agora eu quero ver todo esse modelito. Você vai desfilar pra mim no quarto, vem.

Ele me arrasta e se joga na cama. Eu vou até o som e procuro um country pra tocar. Ele está esfuziante. Começo a dançar no pé da cama e ele acompanha, divertido, batendo palma. Solto meu cabelo e deixo cair sobre os ombros. Ele para de bater palmas. Viro de costas, desço até o chão dançando e subo empinando o traseiro. Ele se ajeita na cama e seu olhar está vidrado em mim. Rebolo e começo a tirar a saia. Ele começa a tocar seu pênis por cima da calça. Viro de frente, encostando-me à parece e me mostrando para ele. Estou com o corselete, cinta, calcinha, chapéu e botas. Ele desabotoa a calça e começa a se masturbar. Ele faz com os dedos me chamando para a cama. Eu vou, até estar sentada em cima dele. Ele encontra seu tronco com o meu, mordendo o cume dos meus seios. Começa a desamarrar o corselete. O tira e deita de volta na cama.

– Tire minhas botas e calça amor.

Eu desço da cama e tiro. Subo de volta. Ele puxa e rasga a minha calcinha. Ele recosta da cabeceira da cama e me olha, agora com os seios e o sexo nus.

– É a coisa mais sexy que eu já vi. Eu quero ter o prazer de ver você me montar. Tem ideia de como fica linda de chapéu?

Faço que não com a cabeça e começo a descer em seu pau. Ele me preenche por completo. Jogo o tronco para trás, apoiando a mão direita em sua coxa e a esquerda segurando o chapéu e começo a montá-lo. Vejo suas mãos agarrarem o lençol e sorrio.

– Gostando do show peão?

– Você realmente não faz ideia do quanto. – Quase não o escuto. Sua voz está trancada pela excitação.

Aumento o ritmo e ele começa a esfregar meu clitóris. Encaixamos-nos e embalamos. Ele não tira os olhos de mim, como quem grava a cena na memória. Quando estou quase gozando, ele agarra meu quadril e mete com vontade. Jogo a cabeça para trás e gozo. Alguns segundo depois ele goza também. Tiro o chapéu e deito em seu peito. Quando olho seu rosto, ele está me encarando, com as sobrancelhas unidas.

– O que foi? – Pergunto, com o queixo apoiado em seu peito.

– Não sei o que fiz pra merecer você menina. Você é tão perfeita. – Ele afaga meu cabelo esparramado.

– Não me deixe sem graça agora. Aliás, você podia tirar minhas botas né. Elas são pesadas demais para eu ficar deitada contigo aqui.

Ele ri e desce da cama, tirando minhas botas e meias. Tiro a cinta-liga e fico nua, esparramada em meio aos lençóis, agora com nosso cheiro.

– Linda...

Fico vermelha e tampo o rosto com as mãos. Ouço-o sair do quarto. Aconchego-me na cama de bruços e fecho os olhos, relaxando. Sinto algo macio passear pelas minhas pernas, bumbum e coluna. Abro os olhos e olho por cima do ombro. Ele está com uma grande caixa de veludo entre os dentes. Abro a boca e minha cara é de espanto. Ele ri.

Ele senta e me puxa pra sentar também.

– Não me olhe assim. É só algo pra marcar nosso noivado.

– Mas Marcos...

– Mas nada... Abra.

Ele me entrega a caixa e eu abro devagar. Meus olhos parecem piscinas assim que percebo o conteúdo. São duas correntes: uma prata, grossa, com um pingente de cavalo branco que lembra a Leoa escrito “Valente”; outra dourada e fina, com um pingente de cavalo negro que lembra o Leão escrito “Peão” e um mínimo brilhante no lugar do olho. Lindas.

– É nossa aliança de compromisso. Só minha e sua. – Ele pega a corrente dourada, beija o pingente e coloca em meu pescoço. Fica perfeita. Pego a prata, beijo o cavalo branco e coloca em seu pescoço. Depois beijo sua boca num misto de amor, paixão, agradecimento e devoção.

– É perfeito peão.

– Eu sei. Não vejo a hora de contar pra todo mundo. – Ele me abraça e deitamos na cama, enrolados.

– Eu acho que já podemos. Pelo menos para nossos pais. Eles entenderão. Tenho certeza.

– Também acho. Pensei em chamar seus pais para almoçarem aqui domingo, o que acha?

– Por mim tudo bem, desde que você cozinhe.

Ele ri, e me abraça mais. Ficamos assim, afagando um ao outro não sei bem por quanto tempo. Até adormecermos.

O sábado passa num susto e logo é domingo. Estou nervosa. Nunca imaginei como seria contar aos meus pais que vou me casar. Nem pensar em casamento em pensava! Vou cedo para a casa de Marcos ajudar em tudo o que posso afinal na cozinha eu mal frito bem um ovo. Por volta do 12h eles chegam. Pelos seus rostos eu sei que já imaginam os motivos.

– Sua casa é uma graça Marcos, ainda mais para um homem que mora sozinho. – Diz minha mãe.

– Obrigada senhora. – Ele responde.

– O cheiro também está ótimo rapaz! – Diz papai. – Tenho certeza que minha Vali não tem nada haver com isso.

– Pai! Não precisa me zoar tanto né.

O clima é ótimo e ficamos tomando cerveja envolta de Marcos até o almoço ficar pronto. Estava tudo uma delícia!

– Olha filha, agora eu posso dar minha benção pra esse casamento. Vocês jamais morrerão de fome! A comida estava espetacular. – Diz meu pai, limpando a boca.

– Ah Rubens, você tirou toda a graça! Eu falei pra ficar quieto... – Diz mamãe, batendo nele com o guardanapo e rindo.

Acho que estou pior que um camaleão, passando de amarela para verde, depois roxa e vermelha. Olho para Marcos e ele apenas ri. Filho da mãe.

– Bom, é exatamente isso que eu ia fazer hoje, pedir a linda Valentina em casamento. Mas como estava tão na cara, falta sua benção D. Sonia.

– Primeiro nada de Dona ou senhora tá. Faz-me parecer uma velhinha! – Risos. – E é claro que eu abençoo. O sentimento de vocês está estampado em suas testas! Aliás, essas correntes são algum tipo de aliança?

– São sim, mãe. Não são lindas?

– Maravilhosas! Adorei!

Meus pais me abraçam e cumprimentam Marcos, quando a porta da sala abre batendo e uma loira platinada, descabelada e grávida aparece.

– Casar, Marcos? Você é meu marido! Meu! Eu nunca vou te dar a separação! Nunca! – Grita Janaína na porta. Todos ficamos atônitos até que Marcos se pronuncia.

– Jana, você sabe que acabou. Está no fim nosso processo. Não faça isso.

– Você vai me largar grávida seu canalha! Grávida!

– Ah, menina, cala a boca! – Disse minha mãe. – Ele nunca mentiu pra você. Seja mulher e cuide da sua vida!

– Olha aqui sua velha xexelenta. Vocês vão pagar por destruírem minha família. Isso não vai ficar assim. – Ele sai batendo o pé.

– Amor, por favor, vá atrás dela. Ela está grávida. – Eu peço e Marcos me atende.

Ele volta quase 01h depois, mas seu rosto está triste.

– Eu não sei o que fazei com ela. Ela não aceita. Tenho medo do que seja capaz.

– Fique calmo filho. – Diz meu pai colocando sua mão sobre o ombro de Marcos. – Nós estamos juntos nisso. Fique calmo. Quanto tempo ainda para o fim do processo de separação?

– Cerca de um mês só. Mas meu medo não é esse. E se ela fizer algo contra nosso filho?

– Você terá que ter paciência e se afastar um pouco de Valentina. Vai ficar mais próximo de Janaína até a criança nascer. Se ela continuar irredutível, a separação já terá saído e pediremos a guarda da criança. Vocês aguentam o esforço?

Marcos senta no sofá e me olha.

– Amor. – Sento em seu colo. – Eu estou com você. Vamos conseguir.

Apesar de acreditar, meu coração se aperta por temos que ficar separados. Não sei se aguentarei vê-lo perto dela.