Notas iniciais
Oi menininhas!
Mais do nosso peão gostoso.

Estou sentindo falta das garotas que liam as outras fics.
Cadê vocês?

Que domingo mais estranho. Primeiro, terminamos o café da manhã com o Marcos presente. Ele é carinhoso, mas não pegajoso o que é realmente bom. Odeio moço pegajoso. Bléh. Passado isso, eu troquei de roupa e saí dar uma volta com meu peão. Fomos até um mercadinho próximo pegar algumas coisas de higiene pessoal que ele estava precisando. Ele contou que seus pais moram em Goiânia e não os vê há quase seis meses. Tem mais quatro irmãos. Todos moram em uma fazenda que é herança de família. Contei algumas coisas sobre minha vida, mas ele sabia a maioria já. Pelo jeito, meu pai é muito mais boca aberta do que imaginei. Aproveitei para comprar algumas guloseimas. Não sei por que, mas se pudesse eu comeria um pote de sorvete todinho sozinha.

Voltamos para a fazenda e fui conhecer seus “aposentos” – assim ele chamou sua pequena casa. Às vezes ele parece minha avó falando. O lugar é muito bem arrumadinho e a cara do rapaz. Tudo em tons de marrom e madeira, composto por sala, quarto, cozinha e banheiro. Observei num canto e vi um violão.

- Você toca violão? – Perguntei com as sobrancelhas erguidas.

- Não menina. Eu toco viola. Isso é uma viola.

- Pra mim é tudo igual. – Falei como uma criança birrenta. Ele riu, veio até mim e deu um beijo na testa. Sinto-me tão pequena perto dele.

- O que acha de eu fazer um almoço para nós?

- Vai falar que sabe cozinha também!

- Eu sei. E vou provar pra você. – Ele foi até a pequena cozinha e pegou alguns legumes. – Poderia fatiar pra mim? Eu mostro como...

- Ei! Eu sei cozinhar seu abusado! – Empurrei-o com o ombro e peguei os legumes da sua mão. – Pegue a tábua e uma boa faca pra mim, por favor. Como vai querer: picadinho ou em fatias?

Olhei para ele e ele estava lindo, escorado na pia, braços cruzados e um sorriso divertido no rosto. A camisa agora está por fora da calça e ele colocou um boné no lugar do chapéu.

- O que foi? – Perguntei. Não posso evitar sorrir vendo ele assim.

- Nada menina valente. Ainda. Pode fatiar os pimentões e picar o resto.

Momentos depois nós estávamos rindo e brincando enquanto cozinhávamos. No som, um country muito bom soava e nos embalava. Ele realmente sabe o que está fazendo. Terminamos o almoço e sentamos para comer no chão da sala. Ele levantou e levou os pratos para cozinha. Nestes poucos minutos que fiquei sozinha, percebi o quanto estava relaxada e feliz ao lado dele, fazendo coisas simples. Isso me assustou pra caramba.

- Por que está com essa carinha? – Olhei para cima e encontrei seu olhar preocupado.

- Não é nada, estava pensando em trabalho. – Menti.

- Não sei como, mas sei que está mentindo. Se não quer falar, não tem problema.

- Obrigada. – Foi o que consegui dizer, sentindo meu rosto queimar. Ele sorriu e veio para o meu lado, de quatro, avançando como um leão.

Eu caí para trás em cima dos meus cotovelos. Ele continuou avançando até que eu estivesse deitada no tapete da sala.

- Eu acho que tem alguém aqui com dúvidas nessa cabecinha. – Ele disse isso em cima de mim, com o nariz quase tocando o meu. Como ele sabe o que eu estava pensando? Será que sou tão transparente assim?

Ele levantou e ficou de joelhos, ao lado do meu corpo.

- Sabe Valentina, faz muito tempo que não me apaixono por ninguém. — Enquanto ele dizia, passava as mãos suavemente por todo o meu corpo. – A última vez faz muito tempo. Achei que ficaria assim, sem gostar de ninguém, para sempre talvez. Achei que acharia uma moça boa e de família, com quem casaria e teria filhos, como todo bom homem deve fazer. – Ele começou a desabotoar a minha camisete. – Tudo isso só por fazer. Sem sentimentos. Mas aí uma patricinha louca quase me atropela numa manhã. – Ele ri, balança a cabeça e termina de tirar minha camisete. Começa a desabotoar minha saia jeans. – Eu fiquei com tanta raiva e nem sabia o por que. Eu só sabia que o que você tinha de doida tinha de linda. Mas não era pro meu bico. Pra piorar a minha vida, eu a reencontro dormindo como um anjo, toda tortinha naquela rede. – Eu já estou só de calcinha e sutiã. Ele está passando as mãos calejadas por minhas curvas e dando pequenos apertos em alguns lugares. – Ver você daquele jeito, meiga e vulnerável mexeu comigo como nunca antes. Eu queria ficar ali na cama contigo, só abraçando e cuidando. Eu fui para a casa e não consegui dormir. – Meu Deus, por que ele está falando tudo isso pra mim? Ele abaixa e me beija castamente. – Quando eu a vi naquela festa, traiada daquele jeito, eu quase tive um treco. Fugi o máximo que pude, até ver aqueles imbecis te cercando. Dançar contigo foi minha perdição. – Ele abaixa o rosto e começa a circundar meus seios com o nariz. – Eu decidi ali que iria ter você pra mim e falaria com seus pais. Só que você é uma menina valente e terrível e me arrastou para aquele celeiro. Eu sabia que devia resistir, mas não consegui. Eu só sentia você em todos os meus poros. Como você achou que fugiria de mim daquele jeito e eu não faria nada Valentina? – Ele levantou e olhou para mim, com o rosto indignado.

- Eu... Fui eu quem te agarrei peão. – Ergui a mão e passei em sua barba por fazer. – Seria normal, como qualquer outro cara, que você simplesmente achasse que eu só queria uma transa. E era o que eu achava que queria. Isso é normal pra mim.

Seu rosto ficou vermelho de fúria.

- Você é linda e inteligente! Como pode se tratar assim? – Ele gritou, jogando as mãos no ar em frustração.

- Ei, não grite comigo! – Eu saí debaixo dele e fiquei em pé. – No meu mundo os homens não valorizam muito as suas mulheres. E é por isso que nunca quis namorar. Sempre tive somente casos que me satisfaziam e não tomavam meu tempo. Não quero ser presa a um homem. Quero ser independente. E se você não puder lidar com isso, acabamos por aqui. – Meu tom lembrou o dele em casa hoje cedo.

Ele sentou o chão, tirou o boné e coçou a cabeça pensando. Ele ficou assim por um tempo que para mim pareceu uma eternidade. Cansada, comecei a pegar minhas roupas do chão.

- Valentina? – Ele chamou baixo.

- O que?

- Eu não sou idiota. Eu sei como a maioria dos caras age. Mas eu não sou assim. Não fui criado assim. Eu espero que você não volte a fazer essas coisas enquanto estiver comigo. Você ainda quer estar comigo?

Ele falou tudo num tom baixo e sem olhar em meus olhos. Vi aquele imenso homem com medo. Medo da minha resposta. Medo de quem eu sou. Será que gostar é o suficiente? Devagar, eu fui até ele e sentei em seu colo, de frente, pegando seu rosto com as mãos.

- Peão, somos muito diferentes e não sei onde isso vai dar. Não sou uma menininha que vai ficar suspirando por você pelos cantos, mas você está na minha mente desde que vi seus olhos sob a aba do seu chapéu. Eu realmente gosto de você e quero tentar. Mas não tenho como dizer como será. – Eu o beijei profundamente, buscando nele o que sentia no meu peito. Ele me agarrou e aprofundou o beijo, com uma necessidade absurda.

- Eu prometo que vou tentar o meu melhor, menina valente.

Ele levantou do chão comigo em seu colo. Ele me assusta no quanto é forte. Sentou-me no sofá e ajoelhou entre minhas pernas. Olhou todo meu corpo por um tempo, e tive que segurar a vontade de me cobrir. Ele tirou lentamente a minha calcinha e meu sutiã. Agora estou só com as botas de bico fino que vêm até acima da panturrilha. Ele se afasta e faz um som animal com a garganta.

- Eu juro que gostaria de tirar uma foto sua assim.

Em momento de pura luxúria e desejo, eu arrumei-me no sofá, jogando as mãos acima da cabeça.

- Então tire peão... – minha voz saiu rouca e sexy.

- Tem certeza?

- Tenho. Caso a use de forma imprópria, eu ainda poderei processar você.

Ele pegou o celular na estante e tirou uma foto. Olhou com aprovação o resultado e guardou o celular novamente.

- Salve essa foto em outro lugar e apague do celular.

- Tá bom, mandona.

Ele veio devagar até mim, jogando o boné e a camisa de lado. Agachou novamente em minha frente, abrindo mais minhas pernas. Começou a trabalhar na minha boceta lentamente. Uma tortura leve e doce. Fechei os olhos e deleitei-me com as sensações. Fui construindo um orgasmo lento e gostoso. Ele enfiou dois dedos grossos em mim e começou a trabalhar em conjunto com a língua no clitóris. Quando sentiu minhas paredes apertarem em antecipação, substituiu a língua por um dedo da outra mão e olhou pra mim.

- Abra os olhos Valentina. Goze pra mim.

E eu gozei, quieta, olhos castanhos nos olhos ônix. Tremendo. Agarrando o sofá. A boca aberta e respiração difícil. O olhar dele em mim era aterrador. Era devoção. Era encantamento. Ele levantou e me colocou em pé. Sentou no sofá. Tirei seu cinto, agora mais íntima da funcionalidade da tal fivela, puxei a calça e a cueca até os pés. Subi em seu colo, apoiando as mãos em seu ombro. De uma vez, desci sobre toda sua ereção.

- Caralho... – Foi o que saiu abafado de sua boca.

- Ei peão. – Ele ergueu o olhar para mim. – Agora eu vou foder você, centímetro por centímetro. – Seus olhos se arregalaram.

Apertei com toda a concentração o máximo que pude as paredes da minha boceta em volta do seu pau. Ouvi-o gemer. Comecei a subir e descer, apertada, tirando tudo o que pudesse dele. Ele fechou os olhos e jogou a cabeça par trás. Ele veio colocar suas mãos em meu quadril, mas as joguei longe. Ele agarrou o sofá e olhou meu rosto. Eu sabia que estava com cara de vadia e descarada. Eu podia sentir o espanto dele. Comecei a subir e descer bem mais forte e rápido. Logo gemidos começaram a sair da minha boca e um novo orgasmo começou a vir. Ele agarrou meu traseiro com força. Juntos gozamos entre palavrões, corpos tremendo e gemidos.

Caí sobre seu corpo quase sem forças. Minhas pernas doloridas pelo esforço. Ele me colocou de lado no sofá enquanto tirava suas botas e as minhas. Depois, pegou-me no colo e levou-me para a cama, deitando comigo.

- Você é deliciosa minha menina valente.

- Você quem me faz sentir assim peão.